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História Safe Haven - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Primeira fanfic nesse fandom yay \o/
Bom dia, boa tarde, boa noite para quem for ler (essa merda) isto
Boa leitura!

Desafio dos 100 temas/ Tema 91. Fandom que nunca escreveu

Capítulo 1 - Let me hold you for the day and let you know that its okay;


O garoto escondia-se entre as cobertas, em uma tentativa falha de amenizar a insegurança. O seu corpo tremia ao ouvir repetidamente o estrondo. As gotas de chuva chocavam-se com a pequena janela que havia ali. 

Tsukasa dormia tranquilamente ao seu lado. Ele tentou normalizar a respiração. Sentia a pele grudar no tecido.

Um raio rasgou o céu; iluminou o cômodo momentaneamente. Amane assustou-se. Odiava chuva. Odiava trovões. Fechou os olhos com força quando o estrondo fez-se presente. Um som escapou de sua boca. Estava vivendo o próprio inferno.

 

[. . .]

 

Nuvens formavam-se no céu antes azulado. Certamente uma tempestade aconteceria brevemente. Nene havia voltado mais cedo para casa. Uma exceção que Amane abriu por não querer a assistente resfriada no dia seguinte.

Clarões mostravam a sua presença em meio ao cinza. Os deuses estão jogando boliche, pensou, divertido, enquanto mexia as pernas para frente e para trás. A ventania bagunçava os fios negros do espírito. A paisagem relembrava-o de momentos da sua vida passada.

Gotas grossas começaram a cair impiedosamente em cima de pessoas desabrigadas. Hanako suspirou e pôs os pés no piso do terraço. Ele patrulharia os corredores do colégio. Dias de chuva traziam espíritos malignos por vezes, alimentados pelos medos ilógicos dos seres humanos. Medos que um dia fizeram parte de Amane.

Analisava cada sala calmamente. Algumas pessoas ainda encontravam-se na instituição. O espírito esperava não deparar-se com o presidente do grêmio estudantil. Literalmente quase sumiu quando enfrentou-o.

O primeiro estrondo foi ouvido pela cidade. Alguém havia gritado na sala à frente e um inevitável sorriso preencheu a face do fantasma. Hanako flutuou até a porta referente e atravessou-a, procurando com os olhos a silhueta conhecida de um garoto barulhento. Na mesa que estava no fundo da sala, escutou novamente a voz do jovem exorcista quando um estrondo cortou o barulho da chuva.

Hanako aproximou-se cautelosamente, apesar do loiro não poder vê-lo — estava ocupado demais encarregando-se de cobrir os ouvidos.  E ele cutucou-o.

— Buh.

Minamoto afastou-se abruptamente do espírito, soltando um grito agudo prolongado. Uma crise de risos apossou Amane, que rolava no ar, com as mãos na barriga. Era um fato de que ele adorava atormentar Minamoto Kou.

— V-Você quer me matar de susto!? — Kou exclamou depois de segundos recuperando-se.

— Que maldade, garoto, dizendo de morte logo para alguém morto. — Yugi disse, a encenação claramente entregue em sua tonalidade.

O loiro abriu a boca para respondê-lo, porém outro relâmpago havia atravessado o céu cinzento do dia, iluminando a sala. Instintivamente Minamoto agachou-se e cobriu desesperadamente as orelhas. Lembranças voltaram à tona.

— Garoto, você já não é grande o bastante para ter medo de uns raiozinhos? Sabe, a sua família mexe com isso. — Ele pôs os pés no piso.

Não obteve uma resposta.

Hanako caminhou até o outro. Odiava relembrar seu eu do passado.

— Garo… — Então o alto barulho dos trovões interromperam-o.

Ou melhor: Minamoto Kou interrompeu-o ao pegá-lo de surpresa.

— E-Ei — Tentou Amane e apenas sentiu o aperto ficar mais forte.

Novamente sem respostas. Kou estava com os olhos apertados e as sobrancelhas uniam-se. Era doloroso ver aquilo. Amane entendia mais que qualquer um o que era passar por aquela situação.

Por fim, não restou outra escolha além de retribuir o gesto, passando os braços ao redor do corpo maior. Os estrondos continuaram a pipocar no céu e permaneceram ali por longos minutos.

Em certo momento, Amane guiou o jovem exorcista a sentar-se no chão. Lado a lado, o espírito conseguia perceber melhor a tremedeira do loiro. Ele estendeu a mão para o maior, um leve rubor presente em sua face pálida. Alguns segundos passaram-se e, relutante, Kou aceitou o gesto do fantasma. Hanako sentiu o calor da palma do exorcista. Permaneceram assim até a tempestade passar. Possuíam um acordo mudo que em hipótese alguma conversariam sobre aquilo.

Lembranças inevitáveis de um dia de tempestade passavam como flashbacks na mente do Mistério Escolar Número 7. 

 

[. . .]

 

O estrondo estava próximo. Muito próximo. Próximo o bastante para fazer o garoto pensar que, em qualquer momento, um raio atravessaria o teto de seu quarto.

Agora estava sentado, cobertores ao seu redor e pernas juntas ao peito. Amane não podia dormir. Ele não conseguiria dormir. No dia seguinte haveria aula, porém como dormir naquela situação? Não havia como. Era impossível. Tudo que mais desejava no momento era que fossem embora. Que os malditos trovões fossem embora e nunca mais voltassem.

A respiração estava descompassada. Mais uma série de barulhos irritantes que causavam-lhe completa angústia.

Ele estava afundado em desespero.

— Amane? — Uma voz atraiu a sua atenção.

Tsukasa estava sentado na cama, com os olhos praticamente fechados e a voz desnorteada. Não possuía voz para responder. Nem para pedir desculpas. Ele era um grande medroso, afinal.

Um relâmpago exibiu a sua presença para os que assistiam a tempestade. Amane cobriu totalmente a cabeça com os cobertores, fechando os olhos com força, prevendo o estrondo irritante que viria logo em seguida. Mal percebeu que o irmão mais novo mexeu-se na cama. Somente sentiu braços passarem pelo seu corpo, em um abraço reconfortante.

— Está tudo bem. Está tudo bem… — Tsukasa dizia calmamente, ainda apegado com o sono.

O Yugi mais velho aos poucos desprotegeu-se, retirando o excesso de cobertores, acreditando nas palavras do irmão mais novo. Os sons aterrorizantes não pareciam tão ruins naquele momento. Logo estava deitado e recebia carinho nos cabelos. Era aconchegante estar nos braços de alguém. O mundo dos sonhos aproximava-se. Os estrondos afastavam-se.

A mão de Tsukasa, naquele momento, era o seu lugar seguro.

Assim como a mão de Amane fora o lugar seguro de Minamoto Kou.

 


Notas Finais


Eu imagino que o Tsukasa não foi um completo demônio (porém adoro ele) desde sempre. Pelo menos prefiro acreditar nisso KKK. Obrigado para quem leu até aqui (E alguém leu até aqui? Eis a questão). Bye~


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