História Saga - Uma história esquecida - Capítulo 26


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Capítulo 26 - As duas faces


Helena retornou à sala do Mestre passando pelo saguão. Ela carregava orgulhosa a urna da armadura de Grou, que ela havia acabado de conseguir. Deveria haver um motivo muito forte para que o mestre tenha faltado na arena e nem aparecido durante o restante do dia.

Tudo estava escuro e todos os empregados já tinham ido embora, o vazio e o silêncio reinavam, tudo parecia tão estranho. Ela caminhou, chamando pelo Mestre, sem resposta. Dirigiu -se ao quarto dele, encontrando a porta aberta, para sua surpresa, o quarto estava vazio. Só o vento da noite batia na janela, fazendo ruídos. 

Helena foi vencida pelo cansaço, indo para seus aposentos, quando ouviu Maria grasnar.

"Estranho, ela não costuma fazer barulho a essa hora.."- pensou, apressando-se. Ela abriu a porta de seu quarto e se deparou com o corpo caído do amado e, um pouco mais ao lado, sua máscara. Ela gelou, seu estômago deu um nó, sua primeira reação foi levantá-lo, deitar a cabeça em seu colo. Não pôde deixar de observar o lindo rosto que virá na noite anterior, porém, com uma expressão de angústia e sofrimento.

Estava ardendo em febre, as roupas encharcadas de suor, já com um cheiro desagradável, deveria ter ficado assim o dia todo. Seus cabelos longos e azuis repousavam no chão, como um tapete. Seu coração doia, doia de medo de perdê-lo. Por  um instante, se esqueceu completamente do que ouviu dos cavaleiros durante o dia, só a vida dele lhe importava. 

Carregou  seu corpo até o quarto, repousando-o na cama. Deixando a máscara em cima do criado-mudo. Ele ardia como uma brasa é estava com uma palidez cadavérica. Não esboçada a mínima reação. Ela se aproximou, a fim de verificar sua respiração, estava extremamente fraca. Por Zeus, o que ela ia fazer?

"Essa febre precisa baixar"- ela pensou. Correu até a área de serviço trazendo toalhas limpas e um vidro de álcool.  Embebeu as toalhas no líquido, colocando em sua testa e em seus pulsos. Ele tossiu com o cheiro forte.

"Graças a Deus está reagindo..."- pensou, segurando a mão quente e pálida, fitando o rosto que acabara de conhecer, lindo. Um rosto imponente, altivo mas ao mesmo tempo com traços delicados, cílios longos e boca carnuda, bem rosada, como um pêssego maduro, pronto pra ser mordido. 

Helena pensava em todas as vezes que aquela boca a havia tomado, deliciando-se com a sensação. Sua maior fantasia agora era fazer amor com seu amado de luzes acesas, olhando pro seu rosto, uma imagem que nunca mais queria esquecer. Ela verificou a temperatura, que havia cedido, mas pouco. A febre estava longe de ir embora. Ela não sairia dali enquanto não estivesse bem. Resolveu livrá-lo das roupas.

Tirou a túnica, esbranquiçada de suor e as calças que o cobriam. Admirava aquele corpo masculino, em tão bela forma que parecia mais uma escultura renascentista. Tudo aquilo que já tocou várias vezes, mas não teve a oportunidade de ver, devido à sua exigência de escuridão total. Ela corria as mãos pelo abdome definido, descendo até o baixo ventre, tateando as entradas que davam pro mal caminho. 

Apesar dele estar doente e fraco, seu corpo reagia ao dele, era como se aquele corpo a chamasse pra si, pronto para tomá-la, quando tivesse vontade. Ela estava lá pra todas as suas formas, que aprendeu a distinguir pela cor do cabelo. Ora para o mestre de cabelo azul, que necessitava de um toque carinhoso, amor e atenção, ora para o de cabelo prata, que tinha fome de prazer, transformando -se em uma prostituta a fim de satisfazê-lo, o qual transava feito um animal no cio. Amava os dois, sem distinção. 

Ela pensou que seria melhor que ele ficasse hidratado. Foi até a cozinha, preparou um soro caseiro e tentou fazer com que bebesse, levando o copo até sua boca, sem sucesso. Decidiu dar aos poucos com uma colher, a qual ele aceitou melhor, engolindo gota por gota, devagar. Ele foi melhorando seu estado, gradativamente, porém, tinha um sono muito agitado. Rolava de um lado pro outro, soltando grunhidos e balbuciando palavras incompreensíveis. Ela precisava acalmá-lo de algum jeito. 

Ela não tinha certeza de que seria uma boa ideia, mas livrou-se de suas roupas, escureceu completamente o ambiente é deitou-se em sua cama, unindo seu corpo ao dele, pele com pele, para seu deleite. Inconscientemente ele a abraçou, se encaixando em seu corpo, enfiando o rosto entre os cabelos longos e lisos da moça. 

"Te amo, Helena"- Ele soltou espontaneamente, enquanto esfregava seu corpo no dela. Ela sentiu o coração saltar pela boca. Era muito pra um dia só.

"Também te amo"- ela sussurrou em meio à escuridão, acalmando gradativamente o coração acelerado do corpo ao seu lado, que adormeceu logo em seguida. Ela aninhou-se, aproveitando a sensação, se entregando ao sono também. 

Cerca de duas horas depois, Helena acorda com seu corpo balançando pra frente e pra traz, num calor intenso... Ela recobrar a consciência num suspiro profundo, abrindo os olhos, vendo- se invadida pelo membro duro e pulsante, soltando um gemido abafado. 

"Acordou, cachorra?"- Ele sussurrou em seu ouvido, com uma lambida voluptuosa. Ela arfou de prazer, enquanto penetrava sua vagina de lado, segurando uma se suas coxas pra cima. Ela deitou a cabeça a fim de beijar aquela boca que desejou horas atrás, entregando-se à luxúria.  Ele a afastou para mudar de posição. 

"Fica de quatro, do jeito que eu gosto"- disse ele, puxando suas nádegas para cima, se encaixando em seu orifício molhado, estocando tudo de uma vez. A garota deu um grito agudo, ele continuou estocando o membro com força, fazendo barulho da virilha dele batendo em suas nádegas, enquanto ele agarrava os quadris, suados. A cólica do membro tocando seu útero a fazia delirar de prazer, soltando um orgasmo intenso, fazendo o melado escorrer. 

"Parece uma cadela no cio..." - Ele dizia, despudorado, dando-lhe generosos tapas no bumbum volumoso. Tirou o membro de dentro dela para se deliciar com o mel de seu orgasmo, lambendo até a última gota. 

"Prova do seu gosto, prova?" - disse ele, roçando o pênis nos lábios de Helena, que o abocanhou num oral intenso, afunfando em sua boca até engasgar. Ele estocava sem dó em sua boca, fundo, até que ela cuspisse o suficiente pra molhar novamente o orgão. 

"Minha vez" -  disse ele puxando Helena  pra cima de seu corpo,  que começou a cavalgar, enquanto ele deslizava as mãos por sua cintura suada, a chacoalhando em cima de si. Ela rebolava sensualmente com o membro dentro dela, se sentindo preenchida por completo. Ele se levantou e sua língua safada começou a passear pelos seus mamilos, enquanto apertava os seios fartos. Helena abaixou para que ele fizesse aquilo melhor. 

Ele chupou seus seios alternadamente, estimulando os mamilos com os dedos. Ela já não aguentava mais, estava pronta pra um segundo orgasmo, liberando-se novamente. Ele sentiu sua pulsação, enquanto a vagina quente sugava o pênis ereto. Ele a afastou, jogando-a na cama, se encaixando por cima dela dessa vez, ela  trançou as pernas em volta de sua cintura, enquanto ele penetrava com toda força. A cama fazia tanto barulho que parecia que se partiria a qualquer momento. Gemidos lânguidos e ofegantes invadiam o ambiente. O cheiro dos corpos desnudos e suados era estarrecedor. 

Ele continuou a penetrar vorazmente, enquanto Helena gozava de novo, sua lubrificação a denunciava, fazendo o membro deslizar pela sua vagina repetidamente, num fogo intenso, até que numa estocada funda , ele atingiu o ápice, pulsando é soltando seu líquido branco e cremoso dentro da cavidade de garota, quente e molhada. 

Ambos caíram exaustos e suados. Ele se levantou e caminhou até o banheiro. Um relâmpago refletiu os cabelos prateados na janela semi-aberta. 

"Tinha certeza que ele tinha voltado"- pensou Helena, adormecendo, vítima de seu insaciável amante. 

 

 

 



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