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História Saga Demonical. - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Este aí na capa é o novo personagem. O nome dele estará sendo revelado pelo final do capítulo.
Bom, fiquem com o episódio, espero que gostem assim como gostei de escrever ele!
Eu escrevi esse capítulo escutando The Archer da Taylor Swift, então se quiserem a escutarem também enquanto lêem, fiquem a vontade ^^

Capítulo 4 - A Escolha do Diabo - IV


Fanfic / Fanfiction Saga Demonical. - Capítulo 4 - A Escolha do Diabo - IV

Duas semanas já haviam se passado desde o ocorrido e Alexandre junto de Jane viviam na caverna que se localizava na floresta sombria. Até então estavam conseguindo se alimentar com alguns frutos recolhidos das árvores, mas não duraria muito tempo pelo simples fato de que a maioria das árvores só continham frutos podres. Se tratando dos banhos, eles se banhavam nos poucos rios que haviam por ali, mas geralmente muito sujos.

- Alex, fica calmo, nós dois vamos dar um jeito nisso e poderemos voltar a viver nossa vida normalmente. - Jane o acalmou passando sua mãe pelo rosto do garoto suavemente e logo depois se aproximou dele juntando sua testa á do mesmo.

- Jane, me diz, como você vai resolver? Olha para isso na minha cabeça. - Tocou nos chifres passando a encarar as orbes azuis profundamente. - Eu não quero te magoar, mas você não vai conseguir resolver essa situação embaraçosa. - Mesmo não querendo, o tom de voz de Alexandre soará grosso e impaciente.

A loira suspirou fechando os olhos e se afastando aos poucos do garoto. Não queria aceitar que ele deveria sofrer desta maneira desolado e solitário do mundo. Abraçou a si mesma em forma de consolo e logo depois abriu os olhos observando ao canto da caverna triste. As orbes azuis que antigamente eram mais alegres agora estavam tristes e magoadas e não demorou para que se permitissem a derramar lágrimas num choro baixinho.

- Desculpa...Você só está tentando me ajudar e eu tenho sido um idiota... - Se desculpou Alexandre passando a se reaproximar da garota e a abraçando logo depois limpando suas lágrimas. 

- Tudo bem... - Sorriu coçando os olhos e o encarando. - Se eu estivesse no seu lugar acho que também agiria assim...Mas vamos superar juntos, não vamos? 

- É claro que vamos. - Afirmou logo segurando com as duas mãos o rosto de Jane e o acariciando gentilmente, em seguinte a beijando apaixonadamente.

...

Enquanto Alexandre e Jane superavam aquela situação juntos, em um outro lugar longe da floresta, especificamente na igreja da vila, acontecia um tipo de julgamento em relação a mãe de Alexandre. Havia uma platéia assistindo ao momento que para muitos dali seria uma bela de uma justiça.

- Onde está o seu filho? - Questionou o padre Santos num tom autoritário ameaçando com os olhos queimá-la.

- E...Eu realmente não sei, padre. - A mulher disse com a voz falha e os olhos se esparramando a muitas lágrimas derramadas. 

- Diga a verdade! - Ordenou se afastando indo pegar um álcool e logo se aproximando com ele em mãos apontando para ela. - Se não disser a verdade você vai queimar!

- MAS EU ESTOU DIZENDO A VERDADE!  - Gritou a mulher começando a chorar ainda vez. - Eu imploro pela sua piedade... Não me queime, por favor. - Implorou se ajoelhando.

- Você foi uma péssima mãe, seu filho virou uma aberração por sua culpa - A voz rouca do padre falou jogando o álcool na mulher ajoelhada no chão enquanto continuava a implorar. - e você vai pagar pelos seus pecados. - Complementou pegando uma tocha de fogo que iluminava a igreja e colocando perto da mulher que logo começou a gritar enquanto era queimada pelas chamas ardentes.

Os pais de Jane até poderiam ser queimados, mas não seriam e por quê? Eles eram uma família influente na vila e conseguiram subornar ao padre facilmente.

Muitos que assistiam tal cena continuaram ali vendo a mãe do garoto desaparecido queimar em chamas, já outros saíram, não porque sentiam pena e sim porque não aguentavam cenas tão fortes. Bom, Elena não era uma dessas. Havia saído da igreja seguindo com o objetivo de ir a biblioteca garantindo que seu recente pensamento estaria certo.

...

- Tem certeza que vai a vila? - Alexandre perguntou segurando nas mãos da amada inseguro da idéia dela.

- Uhum...- Acentiu sorrindo. - Deve haver alguma profecia ou algo sobre aquele livro e o que está acontecendo com você. Irei voltar em segurança e cedo, prometo. - Garantiu colocando o capuz da capa que vestia e saindo da floresta passando a caminhar.

Estava saindo da floresta sombria com o objetivo de ir a biblioteca e vasculhar pelos livros com esperança de encontrar alguma profecia em algum livro ou algo que falasse sobre o livro. 

Algumas horas se passaram e Alexandre se encontrava preocupado. Jane disse que voltaria cedo e em segurança e até agora nada. Não queria pensar que algo de ruim havia acontecido, mas deveria ser por volta das onze da noite e até agora nada. Decidido, o garoto colocou o capuz de seu moletom e saiu da caverna em busca da amada. Chamou por ela, gritou por seu mas nada. Estava tentando procurá-la mas seria complicado naquele escuro, sabendo que várias criaturas poderiam estar rondando por lá e estava certo. Um lobo passou a te seguir e Alexandre começou a correr e infelizmente no meio da fuga acabou parando na vila, felizmente deserta e iluminada pelos poucos postes com tochas. Enquanto andava em direção a biblioteca no objetivo de encontrá-la por lá, parou os passos quando sentiu outros passos atrás de si.

- Tem alguém aí? - Indagou desconfiado olhando ao redor e não encontrando ninguém. Voltou a andar mas novamente passos foram escutados e parou de andar tendo absolutamente certeza de que alguém havia o seguido.

- Alexandre, querido. - Ouviu a voz do padre atrás de si num tom zombeteiro. Virou-se brutalmente para encará-lo e percebeu que junto dele estavam Gabriel e Vítor.

- Padre Santos... - Murmurou encarando-o e forçando o capuz a ficar em sua cabeça com conta da ventania daquela noite, mas infelizmente não conseguiu e logo o capuz saiu de sua cabeça revelando os chifres. 

- É uma aberração mesmo. - A voz feminina atrás de si fora escutada e reconhecida por Alexandre. Virou-se para encará-la e se assustou ao ver Jane com a boca amarrada por cordas igualmente as mãos.

- Jane... - O garoto murmurou encarando a amada começando a lacrimejar. - Solta ela! - Pediu começando a se afastar mas fora impedido brutalmente pelo Padre que virou uma adaga em seu pescoço.

- Quais são as últimas palavras dos dois? - O padre perguntou rindo enquanto Elena tirava a corda amarrada da boca de Jane.

- Alex, eu te amo desde que te conheci! Você podia ser uma aberração para os outros mas não me importava nem um pouco porque para mim você era normal e é. O fato de você ter esses chifres e não frequentar a igreja não decide que você é mal.  - A loira se declarou e apesar do sorriso fraco, ele emitia sua paixão enquanto lágrimas eram derramadas pela sua face.

- Não. Essas não podem ser suas últimas palavras, temos muita coisa a viver juntos ainda, Jane! - Disse Alexandre chorando ainda mais observando ela tristemente.

- Não me faça disse outra coisa além de um eu te... - Fora interrompida pela adaga enfiada em seu coração a fazendo cair no chão. 

- NÃO! Não, não, não, não! - Começou a chorar observando a amada caída no chão com um pouco de vida ainda a qual não duraria muito tempo.

- Amo. - A loira completou antes de se partir de forma dolorosa para Alexandre e satisfatória para os quatro ali.

- FILHOS DA PUTA! - Com uma força inexplicável o padre fora arremessado longe caindo no chão igualmente à Elena, Gabriel e Vítor. 

Rapidamente o padre Santos levantou-se do chão com a adaga em suas mãos pronto para matar Alexandre. - Você não percebeu o quanto machuca as pessoas, não é? A sua mãe morreu queimada e a garota que ama acaba de morrer e isso tudo é a sua culpa! - Tentou torturá-lo psicologicamente.

- A CULPA É TODA SUA, DESGRAÇADO. NÃO SOU EU QUEM MERECE QUEIMAR NO FOGO DO INFERNO E SIM VOCÊS! - Gritou e de repente apareceu atrás do padre Santos que logo se virou incrédulo.

- O quê? Isso não é possível! - Murmurou o apontando a adaga prestes a fincar no coração do garoto.

- Eu espero que você vá para o inferno e queime como nunca queimaram! - Exclamou irritado fazendo a adaga virar-se e matar ao padre Santos rapidamente.

- Vamos sair daqui! - Vitor gritou começando a correr igualmente aos dois amigos.

- O quê? Fugir? - Indagou começando a sorrir e dando um sorriso diabolico. - Mas vocês ainda nem cumpriram a pena de vocês. - Murmurou com deboche.

Os três amigos ignoraram e continuaram a fugir, mas logo foram arrastados até Alexandre.

-  Teste ignis inferni mostra. - Fora as palavras que Alexandre recitou antes dos três começarem a pegar fogo. - E que essa seja conhecida com a vila queimada. - Em um estante toda a vila começou a queimar. Mas isso não importava, muitos dali haviam lhe julgado e mereceriam queimar no fogo do inferno pela eternidade, e aqueles que eram bons...Seriam concebidos no céu com grande gratidão vinda dos anjos do paraíso e do próprio Deus

Enquanto o garoto observava tudo queimar satisfeito nem se tocou sobre o como havia saído de si e realizado tudo aquilo, mas percebeu quando olhará as chamas e viu que elas estavam se aproximando do corpo da sua amada agora morta.

- Jane! - Exclamou correndo até a mesma e carregando-a em seu colo. - Eu sinto muito, isso tudo é minha culpa! - Desculpou-se voltando a derramar lágrimas.

- O que você está vivendo aqui é passado, sinto muito. - Uma voz desconhecida junto de um homem apareceu a sua frente. Ele possuía chifres igual a si.

- Quem é você? - Perguntou desconfiando se afastando ainda com a loira em seu colo.

- Oh, como pude ser rude. Prazer, eu sou Brendo e você... É o escolhido pelo diabo. - Sorriu enquanto se curvava.

- Ahn? Que merda você tá falando? - Questinou pela segunda vez confuso. Aquilo para ele não seria estranho de acordo com tudo o que vinha acontecido com si.

- O livro não te disse? - Brendo indagou arqueando as sobrancelhas. Alexandre tentará pensar melhor por um tempo e logo  depois um flashback do dia o qual obtera os chifres vieram a sua mente.

- Disse... - Alexandre respondeu num murmúrio

- Ótimo. Eu entendo que ela faleceu, mas terá de abandoná-la e vim comigo. - Pediu apesar de que para Alexandre aquilo havia soado mais como uma ordem.

- O quê? Não! - Exclamou se afastando do homem recém aparecido e apertando ainda mais Jane em seus braços firmemente.

- Não há tempo, se você não vim ele virá. Não se preocupe com ela, está em um lugar bem melhor agora. - Sorriu gentilmente olhando para cima.

- Ela está no céu? - Murmurou surpreso observando ao céu igualmente a Brendo que afirmou com a cabeça.

- Deixe-a no chão, não há nada com o que se preocupar agora. - Pediu e o garoto de cabelos encaracolados a deixou no chão tristemente selando um beijo em sua testa. Rapidamente um portal de fogo azul fora aberto e Brendo aguardou Alexandre passar pelo portal, o que logo fez, em seguida Brendo passou.

Em uma fração de segundos os donos estavam num lugar identicamente a uma caverna, só que ela não estaria fechada. Escorria lava por toda parte igualmente ao fogo, estava em toda parte.

- Parece que vamos nos atrasar ainda mais com a caminhada...Estamos na parte de tortura aos pecadores, deveríamos estar aonde habita demônios e onde há o castelo do nosso Diabo. - Resmungou irritado olhando em frente e vendo o caminho longo que seguiriam, enquanto Alexandre continuará achando aquilo uma situação difícil de se acreditar e não entendia como Brendo podia falar aquilo tão normalmente.

O inferno havia exatamente dois locais divididos. Enquanto em um é local em que as almas pecadores sofrem, no outro habitam demônios e os outros seres superiores, inclusive é onde se há o castelo do Diabo.

...

Já caminhavam à exatamente uma hora e finalmente haviam chegado no castelo. Soados. Eram como os dois estavam no momento, mas isso não era de se impressionar.

Adentraram o castelo do Lorde das Trevas e foram parados por uma garota extremamente bonita.

- Quem é o seu amigo, Brendo? - Ela perguntou se aproximando de forma sedutora de Alexandre que se afastou e logo depois Brendo ficará em sua frente. O mesmo sussurrou algo no ouvido da garota que logo entendeu. - Wow, é ele?

- Exatamente, se puder parar de nos atrapalhar eu agradeço. - Voltou a andar sendo seguido por Alexandre passo após passo.

Olhou para trás e observará a garota lhe mostrar o dedo do meio sorrindo e andar logo atrás dele. Não demorou para que os três chegassem numa porta extremamente grande que lhe cercava um fogo azul. 

- Não vão entrar? - A garota indagou se jogando no fogo e logo desaparecendo nele.

- Não somos mal-educados como você... - Suspirou passando a mão pelo fogo e logo depois ele assumirá a cor vermelha sangue. Indicava que eles tinham a permissão de entrar, tal coisa que logo fizeram.

Ao entrarem já poderiam escutar a garota levar uma bronca do próprio diabo por entrar sem permissão, apesar que a mesma continuará com um sorriso brincalhão nos lábios enquanto recebia a bronca, a qual inclusive Alexandre descobriu se chamar Sparkle.

- Você já fez isso várias vezes e eu  irei mandar as almas descontar em você como sua punição. - Ele disse e com apenas um gesto de não dois guardam apareceram na sala e agarraram a garota logo evaporando com ela em chamas.

- Brendo, me deixe a sós com meu convidado. - Sua ordem logo fora obedecida por Brendo. Na sala agora só havia um diabo assustador com um sorriso em seu rosto e um Alexandre assustado. - Finalmente estamos frente a frente e você sabe o que é.

- O quê significa ser o escolhido pelo diabo? - Alexandre questionou num murmúrio temendo exaltar a raiva do próprio diabo.

- Significa que você seria um segundo diabo, porém menos poderoso. Você me obedece e em troca ganha poderes, meu caro Alexandre. - Riu após terminar a frase e notar que o garoto se mantinha assustado. - Você não tem motivos para ficar assim, mas se me desobedecer ou ousar me enganar haverá as suas consequências. - Acrescentou sorrindo infernalmente assustador. - Se aproxime. - Mandou e Alexandre se aproximou com muita hesitação.

Em alguns segundos Brendo estava a sua sala novamente como se tivesse sido teletransportado.

- Brendo, me dê o meu livro de pactos, assinaturas entre outras coisas. - Exigiu e logo o servo lhe entregará o livro.

Uma caneta de bico-de-pena surgirá nas mãos do Diabo, o qual a entregou para Alexandre juntamente com o livro extremamente pesado.

- Assine. - Obrigou com uma voz grosa e triplicado num eco muito assustador. Alexandre engolirá em seco antes de começar a escrever seu nome ali e sentir uma grande dor de cabeça. Em uma fração de segundos a sua mente era exatamente um branco e ele não lembrava de nada, com excessão das últimas pessoas que havia conhecido.

- Qual seu nome? - O Diabo perguntou sorrindo.

- Alexandre.

- Como era sua vida humana?

- Eu...Eu não sinto vontade de lembrar. - Respondeu e aquilo apavorou a Brendo. Ele nunca concordara em relação a quando o Diabo apagava a memória das pessoas quando elas efetuavam sua assinatura. Mas não iria opinar em nada, era um servo obediente e nunca havia levado uma punição, não seria agora que levaria.

Alexandre havia feito a assinatura e  se aquele livro o havia levado a ser o escolhido pelo Diabo, a assinatura levaria ele a perigos e aventuras diabolicamente fora do normal.


Notas Finais


Literalmente amei escrever esse episódio, é sério! Eu não podia ter gostado mais. A partir daí provavelmente as coisas realmente começar a ter intensidade.
Eu não queria dizer nada e nem estou os obrigando, mas gosto de comentários :)


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