História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
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Palavras 1.211
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Mantícora


O corredor a frente parecia produzir a escuridão. Tanto tocha quanto varinha não iluminavam mais de meio metro, tornando cuidadoso o avanço do bruxo e da elfa em meio ao terreno em declive. Uma nevoa se instalava, tornando o ar pesado, espiralando a volta deles de forma fantasmagórica. Tusta ia na frente com a tocha, guiando o caminho e reproduzindo os passos que fizera ao esconder o livro. Snape ia logo atrás, os sentidos aguçados para cada vislumbre, som ou cheiro, a varinha em riste com a ponta cintilando a magia Nox acima de sua cabeça, alerta aos passos e movimentos da companheira e verificando se correspondia ao pergaminho rabiscado de Fargo.

Em nenhum momento trocaram palavras, deixando o silencio ainda mais alto. O ressentimento e animosidade entre os dois ainda eram agudos. Snape apesar do asco pelas ações dela não se sentia superior a criatura, muito pelo contrário, compreendia a lealdade de Tusta como uma demonstração do valor que Natalie tinha, e isso entrava em conflito com o rancor das ofensas que guardava dela. Já Tusta parecia resignar-se a cumprir o mais rápido possível sua tarefa e se ver livre da companhia obrigatória dele.

Pensar na lealdade de Tusta à Fargo o fez pensar na relação que possuía com a bruxa, se realmente, estava fazendo isso por capricho, para provar alguma coisa ou simplesmente porque era o certo. Engoliu em seco: a despedida e as palavras amargas dela ainda ricochetearam ardentes em sua mente.

Em certo momento Tusta interrompeu o passo, abruptamente, sobressaltando-o:

_O que foi? –sussurrou, olhando para trás e para frente, a voz grave, e mesmo assim reverberou alto demais pelo corredor.

_Shh! Escute! –murmurou ela, os olhos arregalados, sua cabeça virando lentamente para trás, encarando os olhos dele, havia medo ali, a elfa estava aterrorizada.

Eram passos, quase imperceptíveis, na direção deles e a frente, além de uma respiração pesada, como se a criatura estivesse com dificuldade de puxar o ar. Snape sentiu o cheiro de carne podre, que invadiu de repente sua narinas e não pode impedir-se de levar a mão para tapar o nariz com a intensidade alarmante do odor, e como um ato instintivo, levantou a varinha para lançar um feitiço, mas uma pequena mão puxou a barra do casaco dele e o impediu, balançando a cabeça em negativa.

_Essa é uma luta que não vamos ganhar com magia, mas com astucia. Se nos movermos devagar podemos dar a volta no território da Mantícora. –sussurrou ela com urgência, puxando-o para trás, para retornarem alguns metros e tomarem outro corredor.

_Não temos tempo para dar a volta Tusta! –retrucou irritado, e sem analisar o que ela quis dizer, desvencilhou a mão e lançou um estupefaça na direção do som que ouviram.

A magia pareceu atingir alguma coisa, mas em vez de surtir efeito, só enfezou a criatura, que começou a avançar rápido na direção deles, saindo das sombras. Aquilo era o pesadelo encarnado: possuía o rosto de um homem deformado e cheio de cicatrizes, sem consciência pois os olhos estavam sem pupilas, vermelhas e opacos, como se lhe faltassem a alma, o espírito, apenas os instintos do animal que eram o corpo felino, asas enormes e uma calda longa e mortal, a ponta em formato da pinça de escorpião.

Snape arrependeu-se de imediato de sua inconseqüência pela urgência da situação e por pensar ser auto-suficiente apenas com a coragem, seus conhecimento e sua varinha. Esqueceu-se das advertências que recebera ou as ignorara, agora não importava mais.

Automaticamente, com um movimento rápido e instintivo, puxou a pequena para trás de si para protegê-la antes que a Mantícora se chocasse com os dois, derrubando-o, arranhando-o, mordendo-o e tentando atingi-lo com o ferrão praticamente na mesma hora, onde Snape só conseguiu mantê-la longe do próprio rosto e da jugular dando o braço como sacrifício agonizante para suas garras, dentes e o veneno da criatura.

_Expulso! –conjurou, tentando atirar a criatura para longe, porem, mais uma vez, a magia a atingiu, mas não surtiu efeito e a deixou ainda mais colérica, rugindo para ele.

Desespero o tomou, entendendo de imediato as palavras da elfa: literalmente, magia não funcionava ali. Friamente teve de pensar numa solução pelos segundos que lhe restavam em conseguir mantê-la alguns centímetros longe de seu pescoço e da morte certa. A criatura não era tão grande, do tamanho de um cão médio. Urrou para assustá-la ao mesmo tempo que, ignorando a agonia dos ferimentos, fez força contra ela, empurrando-a, levantando-se e a prensando-a com força na parede.

Aquilo pareceu funcionar, e a Mantícora ganiu como se em dor, e recuou colocando-se em posição de ataque novamente, mas antes que pudesse atacá-lo de novo algo aconteceu.

Severo não sabia explicar o que tomou conta de sua consciência e de seu corpo, só sabia estar fazendo aquilo de alguma forma: sentiu uma força elétrica perpassar por seus meridianos, estendeu a mão sem a varinha em direção a criatura, proferindo palavras na língua desconhecida, exatas as de Paladina, e as compreendendo! Fazendo surgir um jato de fogo azul cintilante de sua mão que atirou a criatura para longe e para o fundo do corredor, fazendo-a debandar em ganidos de agonia, como se tivesse sido queimada viva.

Tal demonstração de poder esgotou suas energias subitamente, sentiu-se sem forças, as pernas bambas, recostou-se na parede, escorregando até sentar. Respirando com dificuldade, a cabeça zonza e o braço atingido pelo veneno formigando. Tusta apareceu de imediato, tentando esconder a expressão chocada ao centrar-se em analisar e fazer o possível pelo braço ferido dele, porem, ao arregaçar as mangas e deixar exposta a pele, o que viram em conjunto os sobressaltou: as feridas de dentes e garras que o retalharam-no estavam se fechando rapidamente, e o veneno não necrosou a pele afetada, indicando que não surtiria efeito em seu sistema nervoso, como esperado.

_Lembre-me de escutá-la da próxima vez... –arfou ele, mal se reconhecendo, pois nunca que admitiria tal coisa em outras circunstancias, recostando a cabeça na parede com um sorriso largo, “essa foi por pouco!” pensou ele, tentando normalizar a respiração de imediato.

A elfa não respondeu, consternada, enquanto enfaixava o braço dele rapidamente.

A expressão de Tusta, longe de ser o que ele esperava indicava que sabia de alguma coisa sobre a demonstração de magia milagrosa que aconteceu ali. Snape agarrou o pequeno pulso dela com intensidade, impedindo-a de terminar o serviço, o rosto fechando-se desconfiado, e perguntou, imperioso:

_Precisa me contar alguma coisa? –apertou os olhos em fendas.

_Esta me machucando... –murmurou ela, encolhendo-se, tentando soltar o braço sem muito sucesso e ainda sem encará-lo.

_Tusta, se sabe alguma coisa sobre o que aconteceu agora, é melhor me contar, ou prefere que eu invada sua mente novamente? –ameaçou.

Finalmente, os olhos dela voltaram-se aos dele, e havia muito ressentimento ali.

_Paladina me alertou que quando você começasse a apresentar os poderes dela, então já poderia ser tarde demais. –disse em tom baixo, a contra gosto.

A noticia foi como um balde de água fria na chama de esperança dele.

Mal fazia vinte minutos que adentraram o labirinto! Como assim já poderia ser tarde demais! “Não! Não! Não! Não!”

_O que mais! –ele a sacudiu levemente pelos ombros– O que mais andam escondendo de mim! O que mais ela lhe contou?!

 

 



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