História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 30


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
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Palavras 1.326
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Antes do Fim


Fanfic / Fanfiction Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 30 - Antes do Fim

Hermione, apesar da situação triste, não pode se impedir de fechar os olhos por alguns segundos e aproveitar o calor do sol em sua face, isso, em conjunto com o silencio pacifico alquebrado apenas pelo barulho de pássaros e pequenos animais da floresta, mais o rabiscar de uma pena febril em papel de pergaminho amarelado.

Respirou fundo: até mesmo o ar daquele local lhe agradava mais que Londres.

_Terminei –declarou a bruxa, a voz rouca e fraca, mas ainda audível, entregando a ela o envelope– Pode fazer o favor de depositá-lo em cima da lareira?

A jovem sorriu para Hatzell, pegando o papel grosso e amarelado, ainda aberto sem o selo, contestando-a: _Devo dizer que fazer seu testamento é desnecessário, o professor Snape não vai deixar a senhora morrer. –disse com firmeza, começando a entrar na casa.

Só que a expressão da bruxa não concordava com ela, e com ar pacifico, respondeu: _Melhor precaver do que remediar, conheço bem a teimosia e as habilidades daquele homem, mas esta é uma batalha que ele não pode vencer.

Granger fez o que ela lhe pediu, mas voltou para fora rápido ao ouvir uma tosse carregada, percebendo já ser o horário do remédio dela, como prescrevera Snape. Mal chegou na porta e já se preparava para lançar magia sobre a cadeira que esta estava sentada e trazê-la levitando para dentro, porem, como acontecia muito ultimamente e teve de se acostumar, a moribunda levantou a mão, impedindo-a, e gesticulando encarecidamente mais tempo.

_Este pode ser o meu ultimo por do sol, então por favor, deixe-me vê-lo apropriadamente. –disse, justificando-se e tossindo mais uma vez.

Ela engoliu em seco, dividida em obedecer a risca as advertências do homem ou ter empatia com uma mulher que ainda não conseguia acreditar, ser um ser vivente e não apenas mais um incrível personagem histórico ao qual possuía profunda admiração.

Enquanto Hermione demorava-se no dilema, Hatzell fitava fixamente o sol descendo por entre as copas das arvores, decaindo por detrás das montanhas, toda a passagem colorindo o céu, primeiramente de azul anil, depois misturando-se com laranja e por fim vermelho, rasgando as nuvens em pinceladas coloridas de tirar o fôlego a leste enquanto a oeste estrelas de brilho fugaz e precoce já começavam a aparecer no manto azul arroxeado, tal visão conseguiu arrancar uma lagrima de admiração da velha mulher, onde ela limpou com a manga da blusa rapidamente.

_Obrigada. Agora estou pronta. –declarou, e a jovem lançou o feitiço.

_Não pode perder as esperanças, não quando tantos estão lutando por você. –disse ela, entregando-lhe um copo do liquido avermelhado e efervescente enquanto arrumava a manta sobre as pernas dela, espanando a neve de fora.

Hatzell pegou uma das mãos da moça para fazê-la parar com o serviço e encararem-se. A menina viu, pela segunda vez, sobressaltando-a tanto quanto da primeira novamente, os olhos dela mudarem do verde para aquele par gatuno brilhante e enigmático, indicando magia antiga como descrevera o homem, apesar da expressão ser ainda resignada, pacifica e calma, uma expressão de paciência e sabedoria.

_Ha uma grande diferença entre persistência e teimosia, minha cara, e Severo Snape esta enveredando pela segunda opção.

_Tem certeza de que é ele quem esta enveredando pela segunda opção? –rebateu, cansada do tom melancólico de despedida dela, os olhos brilhando, tentando impedir-se de chorar de raiva mais uma vez.

Já havia perdido tantas pessoas queridas em batalha para Voldemort, e testemunhado tantos amigos sofrerem por suas perdas, que a sua perspectiva das coisas mudara, e ver alguém como Severo, perder novamente uma pessoa (sim ela sabia de Lilian – Harry contou tudo que recebeu dele sobre ela), obviamente querido, por desistência da bruxa e não por falta de esforço, a revoltava profundamente.

Mas percebeu que suas palavras pareceram surpreender a bruxa, que levantou as sobrancelhas e abriu um sorriso matreiro sem contestá-la desta vez.

_Compreendo o porque pensa que estou sendo egoísta e covarde, mas lhe garanto que se pudesse ver todo o prisma da situação, não teria deixado ele partir também... –murmurou encolhendo-se de frio.

Hermione desviou o olhar, querendo resmungar no automático que, mesmo se visse todo o “prisma” da situação ainda o apoiaria, mas tinha ressalvas, havia muito que não sabia e que lhe fora prometido ficar ciente quando ele voltasse, muitas perguntas não respondidas presas em sua garganta.

_Posso responder suas indagações se quiser, minha jovem, basta começar com as perguntas. –ofertou a moribunda, espantando-a, como se tivesse lido sua mente.

Granger levantou-se sem responder, indo até a cozinha após deixá-la confortável na sala, ascendendo a fogueira da lareira e começando a preparar algo para comerem, tentando se distrair rápido. Severo tinha razão: a bruxa era muito mais perigosa do que imaginava, e não devia tê-la subestimado, mesmo que inconscientemente. Hatzell não era perigosa por fazer magia diferente do que ela conhecia ou por possuir conhecimentos a muito perdidos, mas pelas palavras e pela persuasão excepcional empregada nelas, se aceitasse a oferta tentadora da bruxa e ela lhe respondesse suas perguntas, no fim Hatzell poderia apenas estar tentando manejar a garota para seus próprios desígnios.

Desígnios aos quais não correspondiam aos desejos de Snape.

Puxou e soltou o ar com força e profundamente, que dilema estava diante de si!

_Porque ele, porque salvou a vida dele? –não pode se conter, batendo com a colher de pau na bancada, irritada.

Os olhos da velha lhe pediam desculpas.

_Sinto muito pelos amigos que perdeu, gostaria de ter ajudado a todos, mas não tive escolha. –começou a dizer ela voltando a olhar para o fogo, sua voz profunda reverberando pelas paredes de madeira– Alvo era para quem eu devia e dei uma segunda chance, muito antes de Voldemort existir, mas ele me pediu para transferir a dádiva a Snape, e foi o que fiz, não sabia dos planos deles. Quanto a batalha no castelo, as chances de piorar as coisas eram muito altas: se eu fosse capturada e meus conhecimentos caíssem nas mãos de Tom Ridle, a destruição das orcruxes não os teria salvo e os empenhos de Dumbledore, alem das vidas daqueles que se sacrificaram, teriam sido em vão.

Hermione engoliu em seco, concordando a contra gosto. As lembranças de seu antigo professor de poções sobre a Paladina reverberando em sua mente... Percebeu que fora melhor assim, que apesar da sincera culpa por não ter ajudado, a interferência dela poderia por toda a luz do mundo em cheque aos pés de Voldemort, se descobrisse os segredos dela.

_Mas e quanto a Snape? E quanto a sua vida? Pensou bem nisso? –os olhos da bruxa voltaram a encará-la, sem compreender inicialmente– Não posso crer que depois de todo esse tempo, de tudo o que passaram juntos, não se importa nem um pouco com o que esta fazendo aquele homem!

Havia lagrimas nos olhos de cigana dela, lagrimas sinceras.

_Eu sei exatamente o que estou impondo a ele, menina, não ouse me indagar isso. –murmurou, encarando-a como um adulto encara uma criança ao decepcionar-se com o comportamento da mesma, nesse caso sua impertinência.

Hermione arrependeu-se de imediato de suas palavras inconseqüentes toldadas pelo ódio, ao acreditar, fazia já a algum tempo, que a presença dela na batalha poderia ter sido o trunfo que Alvo era quando estava vivo. Agora sabia que a não interferência dela possuía um caráter muito maior e mais profundo sobre aspectos do mundo mágico que, se não fosse ter topado com o moreno em Hogsmeade algumas semanas atrás, passaria a vida sem saber.

Magia antiga.

Ela estava pronta para de desculpar, mas percebeu, tarde demais por estar absorta em pensamentos, que Hatzell estava em colapso, desmaiada, o nariz e as orelhas sangrando, os olhos fora da orbita, começando a perder a consciência.

_Oh não! –correu em direção a ela, para socorrê-la, mas estancou no lugar, a bruxa sorria, apesar da clara dor e dificuldade para respirar que sentia.

_Esta começando... –começou a murmurar– Meus poderes, minha essência, o Prioricarpe Vittae esta migrando para ele...

 

 



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