História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 31


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
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Palavras 1.802
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Consciência


Snape caminhava quase correndo, a passos largos e enérgicos, com Tusta desmaiada em e aninhada em um dos braços. Mesmo com as palavras da elfa, não conseguia aceitar sua culpa no cartório. Sim. Fora um erro terrível não tê-la escutado e invadir o território da Mantícora, ao ponto dos poderes de Fargo terem de se manifestar para salvá-los de alguma maneira, mas isso? Não, isso era diferente.

Natalie restaurara parte das memórias dela sabendo que ele precisaria de tais informações em algum momento, e o que Tusta sabia, onde Severo coletara o maximo de informações a força – sim, uma vez mais, a criatura não quis colaborar – era alarmante: havia um tipo de entidade habitando o encantamento, uma criatura mágica que possuía forma física de três maneiras: o livro, o medalhão e o hospedeiro.

Tal criatura era como os obscuriais, mas absolutamente contraria a natureza deles. Era energia de Magia Antiga pura e concentrada, alimentando-se do conhecimento e da vida das centenas de bruxos que o vincularam ao objeto, mas existia muito antes disso, uma entidade tão antiga e poderosa que abalava o equilíbrio de forças que o homem aprendeu a reconhecer como bem e mal no mundo.  Snape finalmente sentiu que sabia de tudo, que havia chegado ao fundo do poço, ao fim do caminho, onde nada mais poderia surpreendê-lo. Compreendia agora o porque das mentiras da bruxa: aquilo com certeza, antes, o teria deixado louco.

Os “hospedeiros” não eram apenas fontes de alimento, eles eram guardiões, e moldavam a essência da criatura, que era neutra, mas após milênios nutrindo-se de boas e sabias almas, havia adquirido um caráter essencialmente bondoso, porem frágil, que poderia se corromper dependendo da interferência futura. Por isso Fargo fora tão seletiva, insistente e criteriosa tanto quanto seus pares antes dela: se um bruxo ganancioso ou com interesses egoístas obtivesse tal recurso, as conseqüências seriam dez vezes mais catastróficas do que alguém como Voldemort a solta espalhando o terror.

Saber disso o deixou ainda mais assíduo em desfazer a ligação de sangue dos dois e restaurar a vida dela: ele não se sentia apenas indigno, mas não estava pronto para tamanha responsabilidade, e não parava de se perguntar o que diabos Dumbledore estivera pensando ao trocar de lugar com ele!

Severo estancou o passo, percebendo uma luz fantasmagórica a frente. Não cometeria o mesmo erro uma segunda vez, não poderia, analisou a estranha luminosidade calmamente.

Uma saída. Com certeza o fim do túnel.

Apressou o passo, quase correndo novamente, até que chegou a um arco de pedra que desembocava numa escadaria, subiu os degraus com cuidado e então o viu: o livro se situava num altar de pedra no centro de uma espécie de câmara oval, a luminosidade estranha advinha de uma grande abertura no teto revelando o céu estrelado e a lua cheia bem acima, centralizada, a luz refletindo parcamente sob as formas do local bem como revelando ainda vários fossos cavados no chão em forma de anéis circulando o altar, e uma nevoa estranha rodopiando pelos cantos do local.

Ele respirou fundo e passou pelo arco, indo para a direita dando a volta, depositando uma elfa ainda desmaiada apoiando-a a parede, até que pisou sem querer no liquido de um dos fossos, e percebeu não ser água, mas algo mais pegajoso, como óleo para lamparina.

Seguindo seu instinto, apontou a varinha para o liquido e tacou-lhe uma faísca. O fogo se espalhou rapidamente, circulando o local ardentemente, ascendendo os anéis no chão e deixando todas as pontas escuras do local as claras.

Foi quando percebeu não estar sozinho.

Um ser encapuzado em trajes esvoaçantes brancos elevou-se perto do altar e do livro, o fazendo engolir em seco.

Deixando Tusta para trás, levantou-se com movimentos calculados, pronto para se defender, quando a criatura elevou mãos humanóides e retirou o capuz, revelando seu rosto.

Lilian.

Não... Não poderia ser!

Em choque. Severo piscou os olhos algumas vezes, achando que estava vendo coisas, mas as feições não mudavam, não importando suas conjecturas.

_Parhel... –escutou Snape atrás de si, era Tusta recobrando a consciência, os olhos castanhos fixos na criatura em forma de Lilian, e ao mesmo tempo não era ela.

A forma da elfa tremulou e cresceu como se areia movimentando-se dentro do mar. Rodopiou e aumentou de volume, revelando por fim Fargo, de aparência bem pior ao que ele deixara, sem encará-lo, ainda olhando fixamente para a entidade que os acompanhava.

O coração dele zunia batidas profundas em seus ouvidos. Finalmente compreendeu o porque da sensação estranha toda vez que encarava o par de olhos castanhos da criatura: quando é que aquela mulher ia parar de surpreendê-lo daquele jeito? Quando é que as surpresas em si iam parar de acontecer?!

_Disse que não poderia aparatar aqui dentro, não que outras magias não fossem possíveis: vinculei Tusta a mim para trocarmos de lugar quando o momento chegasse, fiz a magia quando nos deixaram sozinhas. –explicou para a expressão fantasmagórica dele– Agora, pode me ajudar a levantar?

Os olhos dela só se desviaram para os dele quando fez o pedido. Snape não perdeu tempo com fúria ou indagações, e a aparou, estava embasbacado demais com a visão de Lilian viva, que fez sem reclamar, passando o braço mais próximo dela pelo ombro dele enlaçando as costelas da bruxa com um puxão firme.

Desistiu. Estava claro que as coisas não poderiam ser de outro jeito. Do seu jeito.

_Vamos, ele nos aguarda. –gesticulou, parecia ansiosa, feliz e impaciente.

_Ele? –indagou o homem, ao menos isso esperava que a essa altura ela fosse lhe responder com sinceridade.

_Sim. Parhel é a manifestação da entidade. Assume a forma da pessoa mais querida em prol de nos motivar na ultima passagem. Estou vendo Beijamin agora.

Snape olhou novamente para o rosto que pensou ser o de Lilian, e fraquejou em aproximar-se.

_Não tenha medo meu caro, ele não veio por você. –informou ela, apressada.

Quando chegaram perto o bastante, Natalie estendeu a mão para a criatura, que a tomou, revitalizando a mulher de alguma maneira: Snape so sentiu um vento estranho e quente os circular, e diante de seus olhos, Fargo recobrara a força interior para, não só se manter de pé sozinha, mas recobrar a saúde em junção da boa aparência que ele lembrava dela ter anteriormente, se não melhor.

Havia o antigo fogo da magia naqueles olhos de novo, dez vezes mais intenso, como uma chama alimentada por gasolina que cresce maior do que a pira em que esta queimando, mas que nem se comparava aos olhos de Parhel, difíceis de encarar de tão sobrenaturais.

Parhel, a entidade, estendeu a outra mão, a direita, para ele.

Snape olhou para Fargo, que sorria em paz e radiante. Ela lhe assentiu, dando confiança a ele. Mesmo assim Severo não o fez.

_Lilian o esta esperando... –provocou a Paladina, só faltando dar uma risada.

Cruel. A dor havia deixado a bruxa cruel e desesperada pela morte.

Porem Snape não ia desistir, não ia fraquejar ali, a expressão dele era sombria demais para o que parecia ser um reencontro amistoso entre velhos amigos.

_Não. –disse numa voz firme, apesar de no fundo, mesmo sabendo ser apenas uma ilusão seu coração palpitar com a possibilidade de segurar a mão de Evans uma vez mais.

_O que? –indagou Natalie, com uma expressão descrente– Porque não? Eu lhe avisei que não poderia fazer nada ou impedir! Deixe-me partir homem! –gritou ela com ele, a voz potente reverberando pelas paredes de pedra.

Mas Fargo interrompeu sua fúria com um olhar da entidade, que disse:

_A escolha é dele. –as palavras eram uma junção de vozes profundas mil vezes mais temíveis e poderosas do que Paladina, que se encolheu, obedecendo– Fale.

_Proponho um acordo... –começou a dizer, a voz rouca falhando– Aceito ser o próximo Paladino se a libertar com vida do vinculo de sangue.

_Isso não é possível seu tol...! –começou a contestar Paladina, mas Parhel a olhou como quem consegue causar angustia ou dor apenas com uma expressão.

_E se eu não aceitar sua proposta? –indagou a entidade, seria, olhos fixos nele.

_Você deixa de existir, afinal não conseguirá se manter sem um hospedeiro com o qual se alimentar. –Fargo piscou algumas vezes, descrente com a audácia dele.

_Esta ciente que sem a minha existência, o equilíbrio de forças no mundo volta a pender para as trevas, abrindo caminho para criaturas e o surgimento de entidades que destruirão o modo de vida como o conhece? –disse Parhel calmamente, como se fosse apenas uma anedota.

_Já enfrentei muitas coisas nesta vida, e coragem não me falta. –respondeu automaticamente, ignorando o olhar de fogo que a bruxa lhe lançara.

Parhel com o rosto de Lilian sorriu, um sorriso radiante que fez o coração dele pular uma batida, doloroso. A entidade se dirigiu a uma Fargo furiosa.

_Acalme-se. –ordenou, chamando a atenção dela.

Natalie respirou fundo, olhos fixos nos da entidade, balançando a cabeça levemente, ainda descrente e infinitamente decepcionada pela tolice incabível do bruxo.

_As coisas podem não ter saído do jeito que planejou, minha pequena, mas ele é perfeito, e servirá apropriadamente... –os dois bruxos se espantaram com a declaração dela, que continuou– É possível libertá-la, mas há um preço a pagar aqui: Nat, vou precisar retirar seus anos, sua experiência de vida, e suas memórias. Severo, você terá o prazo de um ano para pagar por este divida de algum modo, aceita meus termos?

_Sim. –respondeu ele automaticamente, exultante, não acreditando que conseguira.

_Não! –exclamou Fargo, desesperada, lagrimas nos olhos– Parhel, por favor! Isso será uma catástrofe! Abrira caminho para trevas inomináveis neste mundo! –lagrimas incontroláveis transbordavam de seus olhos indomáveis– Eu não valho esse sacrifício!

Snape queria contestá-la, mas não houve tempo:

 _Oh minha querida, aparentemente este homem discorda de você, mas não se preocupe, a oportunidade vai ser dada para as maiores bondades também... –a tranqüilizou calmamente– Não posso obrigá-lo a aceitar tal responsabilidade, mesmo que esteja pronto, e se até o fim de um ano ele mudar de ideia, ainda sim, minha forma atada ao livro e ao medalhão não existirá mais, mas continuarei neste mundo, e lhes apoiarei quando necessário.

Aquele vento estranho e quente começou a rodopiar a volta deles de novo, a entidade desapareceu, tudo a volta começou a rodopiar e a desaparecer, tornado-se branco e cheio de uma luz colorida que serpenteava a volta deles, trazendo sensações elétricas absurdas ao corpo dos dois, como se o sangue borbulhasse em suas veias, mas sentissem frio e ao mesmo tempo que podiam puxar o ar com força não era o suficiente para encher seus pulmões.

“Mortais são criaturas muito interessantes, porem tolas, se esquecem freqüentemente que a bondade é tão forte quanto a maldade...” –ouviram a voz dela reverberando clara e límpida em suas mentes antes de tudo escurecer e perderem a consciência.

 

 


Notas Finais


Continua, então calma. Provavelmente vou ficar sem tempo mas darei o meu melhor para finalizar a historia. Por favor comentem as vezes me ajuda, motiva, faz surgir ideias.
Agradeço por lerem, essa e uma dos experimentos que escrevo que mais dei esmero até agora.
Adoro vocês.
Bjos.

M.J.


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