História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 32


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Ação, Amizade, Aventura, Drama, Dumbledore, Família, Mistério, Revelaçoes, Snamione
Visualizações 94
Palavras 1.136
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoas do meu coração, to pensando em finalizar aqui e deixar o resto pra imaginação de vcs kkk
Afinal se escrever demais estraga kk, ja deu ruim, uma 95 paginas só no world, kkk
Mas primeiro quero a opinião de vcs entao vou deixar "em aberto" por enquanto, confio em vcs...
Bjos.

M.J.

Capítulo 32 - Planos


Severo despertou enregelado sob a grama congelada, mesmo que o sol da manha inundasse seus olhos por detrás das pálpebras, e com uma voz esganiçada chamando-o em desespero, seu mal humor costumeiro começava a mostrar as garras automaticamente.

_Moço! Moço acorde! –era infantil, mas ligeiramente familiar.

Abriu os olhos e se deparou com uma criança de no maximo dez anos, agarrando suas vestes pelos ombros e tentando reanimá-lo. Grogue, analisou-a enquanto tentava se lembrar do que aconteceu: possuía cabelos cacheados fartos e revoltos soltos a volta, a pele acetinada estivava-se sobre o corpo diminuto e magricela, tremendo de frio, pois as vestes eram grandes demais para si, os ossos da maça do rosto acentuavam as feições angulosas, os olhos verdes o olhavam com perspicácia e impaciência.

_Oh Deus! –exclamou, alto demais, reconhecendo Fargo, levantando num salto e assustando a menina, fazendo-a tropeçar para longe aterrorizada.

_M-me desculpe... –gaguejou, ainda não acreditando, mas suas palavras ainda não a convenceram– Natalie, você esta bem?

A menina não respondeu, e confusa, estreitou os olhos, para depois de longos minutos, aproximou-se dele, tremendo ainda mais de frio, tal qual um passarinho.

_Natalie? Esse é o meu nome? –indagou, o olhando desconfiada.

_Sim. –começou a responder ele, engolindo em seco– Sou Severo Snape. Não se lembra de mim?

Ela pareceu ficar ainda mais consternada. O bruxo terminou de se levantar, suspirando profundamente, com calma desta vez para não fazê-la se afastar mais com seus movimentos bruscos, espanou a neve do casaco, olhando a volta e reconhecendo a clareira. Aparentemente, Parhel ou a chave de portal do livro os havia enviado para bem perto de casa, mas também cobrou o preço de sua palavra como acordaram: as lembranças e os anos vividos de Paladina se foram, salvo sua existência.

Sorriu agridoce em sua satisfação, e retirando o casaco a contra gosto, agachando-se a altura da menina e o estendendo a ela, disse com o tom mais reconfortante e tranqüilizador que conseguiu emitir:

_Venha até aqui para se aquecer, depois vamos para casa. –não conseguiu evitar de impor autoridade natural ali, o que estragou sua tentativa.

_Porque eu deveria confiar em você? –havia lagrimas de desespero nos olhos dela, desespero por não se lembrar dele, por não se lembrar de nada.

_Porque vou cuidar de você, afinal somos amigos. –admitiu sem esforço agora. Ele se aproximou, um passo de cada vez, enquanto ela começava a chorar, conseguindo tocá-la e envolve-la com seu casaco, depois pegando-a no colo sem dificuldade, começando a chapinhar pela neve de volta para casa– Shh. Esta tudo bem. Tudo vai ficar bem... –consolou-a num murmúrio deslocado.

Ela logo parou de chorar, mas o rosto manchado de lagrimas e o nariz melequento, alem do silencio atípico da Paladina o aterrorizavam.

Ex paladina. Corrigiu-se. O Paladino agora era ele.

Paladino...

Pensar nisso fez Snape engolir em seco, ainda desconfortável em como a resolução para os seus problemas acabou, aquilo era mais difícil do que imaginou que seria.

Mal chegou a porta e esta se escancarou, assustando de novo a pequena Fargo. Era Hermione a porta, com uma expressão aliviada, mas quando seus olhos pousaram de imediato na criança, tornaram-se confusos de novo.

_Dê-nos algo quente primeiro, depois as perguntas. –disse o homem, mais como um alento do que uma ordem.

Ela suspirou, deixando-os passar pela porta.

 

_Não corram! –advertiu Hermione, para uma versão em miniatura da bruxa perseguindo uma elfa domestica, que poucas horas antes batia boca com ela sobre a própria sobrevivência.

A menina estancou o passo com a bronca, encarando a jovem mulher e assentindo com um sorriso arteiro, gesticulando para que Tusta e ela fossem brincar em outro lugar. “Esperta até demais...” pensou Granger, vendo a menina contornar o empecilho que esta lhe impôs ao ir para fora rapidamente. A percepção disso quase a fez suspirar irritada, mas era impossível ignorar as condições de Hatzell: ela era uma criança, com todas as características de uma, a jovem crendo ou não.

Engoliu de uma vez o restante do chá em sua caneca, piscando forte: apesar de Snape ter-lhe contado tudo, ainda era difícil assimilar como verdade as aventuras deles.

_O que vai fazer com ela? –indagou-lhe, ele ao seu lado, olhando para a porta aberta onde as duas haviam desaparecido, provavelmente pensando as mesmas coisas.

_Sinceramente não sei... –começou a dizer, sorvendo um grande gole de sua caneca de chá e piscando forte, aquelas ervas ressequidas, plantadas pela bruxa, eram bem fortes até para ele, voltando a encará-la com um sorriso espertinho– Esperava que com a sua grande inteligência me ajudasse a bolar uma solução.

Ela levantou as sobrancelhas, desviando olhar rapidamente: aqueles olhos, antes negros, lhe reluziram de novo com a magia antiga, exatamente como acontecia aos olhos verdes de Hatzell. A expressão dele pareceu confusa por um momento, e depois entendeu rapidamente, arranhando a garganta e continuando:

_Logicamente, a primeira coisa é não chamá-la mais pelo verdadeiro nome, porem cometi o erro de já dizer a ela que se chamava Natalie e não vou confundi-la ainda mais, então pensei em adotar o nome que Paladina escolheu como subterfúgio para viver aqui: Sofie como do meio e Hatzell como final.

Hermione assentiu, pensando em outra coisa:

_Se ela tem dez anos, significa que ano que vem poderia já ir para Hogwarts, então, algum sinal de magia residente no corpo dela, que Parhel não tenha levado?

Aquilo pareceu relevante o suficiente para fazê-lo levantar da bancada da cozinha, subitamente enérgico, com um sorriso largo e irônico.

_Excelente dedução Granger, não havia me ocorrido isso... –ele sorriu mais ainda fazendo-a indagar o que estava pensando – É so uma coisa que Nat me disse antes, sobre os vinte e poucos anos que passei naquele castelo serem inúteis, tendo em vista que ela aprendeu magia de uma forma completamente diferente, e agora, se ainda for bruxa, vai efetuar o mesmo trajeto que tanto repudiava.

Hermione não entendeu nada, balançando a cabeça em negativa. Estava difícil reconheceu seu velho professor, sob aquela barba, aquele humor e aquelas palavras tão estranhamente educadas de sua parte, a tratando como igual.

Finalmente, ela tomou coragem para falar-lhe sobre a coisa mais incomoda:

_Vai ter de apagar minha memória de novo, se não me engano... –comentou, antes que ele fosse atrás da criança, para verificar, com suas novas habilidades, de ela se tratava de bruxa ou trouxa.

Aquilo atraiu o olhar dele e murchou seu sorriso um pouco.

_Não farei isso. –declarou firmemente, e se justificou logo depois, porque a expressão dela era absurda– Preciso de ajuda para completar a missão de Dumbledore sobre a liquidação das relíquias no Departamento de Mistérios, é claro, se concordar em assumir essa responsabilidade.

Hermione não estava acreditando no quanto ele confiava nela.

_O-ok. –respondeu rapidamente, recolhendo a porcelana e indo lavá-las na pia, enquanto ele saia atrás das duas pequenas.

 

 



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