História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 34


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
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Palavras 1.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - Divida


Fanfic / Fanfiction Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 34 - Divida

O sonho começou promissor, como os poucos que tivera e lhe possibilitaram descanso: estava em uma clareira sentado na grama, os olhos fechados, aproveitando a luz do sol e o calor que este lhe proporcionara, a voz era a de Lilian do seu lado, contando sobre leviandades do seu dia ao seu melhor amigo, enquanto ao fundo era possível escutar o som de pássaros e a vida borbulhando  na borla da Floresta Proibida, o castelo as costas deles.

Era um lembrança recorrente e uma das mais custosas ao homem. Eram os poucos dias, os poucos meses antes dela se aproximar de Thiago Potter, dele se enfezar e ofendê-la de sangue ruim, e de isso arruinar a amizade deles.

No entanto a voz de Lilian cessou, e Severo se lembrava bem da memória e estranhou pois isso não fazia parte de sua memória, por mais vivida que fosse.

Abriu os olhos e viu o altar do livro dentro do labirinto, somente suas formas, o local completamente branco, e denotou haver uma pessoa nova e diferente ao seu lado: era  Natalie.

A bruxa aparentava-se como era antes de perder a memória e rejuvenescer, porem depois de recuperar a força e a saúde ao tocar as mãos de Parhel. Havia mais nela do que apenas o que Snape lembrava-se, parecia em paz, sem a sombra da loucura que abateu-se nela por conta da dor, das alucinações e das provações dos dias finais, com se a antiga força, sabedoria, tranqüilidade e personalidade regredissem.

_Ola meu caro, como tem passado? –indagou-lhe com um sorriso leve e matreiro, os olhos verde mel brilhantes e felizes como ele nunca havia visto antes.

A bruxa lhe estendeu a mão afim de apertar a dele, mas o bruxo apenas abriu os braços e a abraçou com força, só a soltando depois que ela fez o som de um pigarro como se não conseguisse respirar com o aperto dele.

_B-bem. –respondeu, entrecortado pela voz embargada, sem jeito com sua própria reação, não entendendo nada, mas a emoção de encontrar aquela velha encrenqueira como lembrava-se não podia ser descrita.

_Estou vendo que esta bem! Já parou na frente do espelho para ver as melhorias que o Prioricarpe Vittae fez a você? –indagou-lhe, levantando uma sobrancelha.

Ele balançou a cabeça em negativa, ignorando o comentário dela. Obviamente, assim como Hatzell ficou conservada por mais de 1.000 anos graças a ligação com a entidade, com ele não seria diferente: a magia antiga havia apagado consideravelmente não só as cicatrizes que Naguini havia deixado em seu peito, como retirado levemente alguns anos dele e, provavelmente o tornando imortal até que achasse um novo hospedeiro.

Aquilo era uma das muitas duvidas que ficaram residuais em sua mente, tendo em vista as palavras de Parhel quanto a ligação ser extinta após um ano.

_O que esta fazendo aqui? –indagou, tentando uma vez mais como de costume obter uma resposta direta dela

_Eu sempre estive aqui. –disse Fargo simplesmente, revirando os olhos, como se fosse a coisa mais obvia do mundo, depois tomando um ar mais serio– Todos estivemos, de onde acha que vinha meu conhecimento como Paladina, rapaz?

Só depois de escutar isso Snape percebeu que não estavam sozinhos. A volta da câmara haviam outras formas, rostos que ele reconheceu de imediato, rostos famosos, bruxos antigos, entidades poderosas e influentes que moldaram o mundo da magia como ele conhecia hoje.

Uma das entidades saiu da multidão: Dumbledore. Snape recuou um passo, sem acreditar, deixando que a perspectiva do sonho, ou visão, ou seja, já o que fosse, ficasse ainda mais claro dentro de si.

_Não pode ser, você foi desvinculado! –exclamou, os olhos arregalados, indo a passos largos até o antigo amigo, agarrando-o pelos ombros.

O velhinho lhe sorriu pacificamente, um sorriso largo, e depois de Severo soltá-lo, levou uma mão ao rosto, reajustando o par de óculos de meia lua sob o nariz adunco e dois pares de orbes azuis brilhantes, perspicazes e também felizes o encararam, antes de dizer:

_E Fargo foi trazida de volta a vida. Nenhum de nós é inteiro aqui meu querido, somos parte das almas, se preferir, somos pequeninas e insignificantes peças do todo conservadas dentro da entidade como pagamento por sua proteção e seus serviços.

A noticia impactou Snape que piscou atônito, sentindo gelo descer pela sua espinha. Olhou para o rosto de Natalie novamente, assustado.

_Sou as memórias, a experiência de vida e o conhecimento dela, sabia disso quando me viu, só não quis aceitar. –disse para o olhar descrente do homem, continuando a sorrir, tranqüilizadora.

A expressão jubilosa que raramente ele expressava desapareceu do seu rosto, entendendo alguma coisa que percebeu já estar mais do que na hora de ter dado ouvidos:

_Porque fui trazido aqui? –indagou, calmamente, não estava colérico, não era uma situação que pudesse ser revertida.

Fargo diminuiu o sorriso tomando um ar formal gradualmente, a mesma expressão que possuía quando ensinou a ele a diferença entre ser bom e ser generoso, e ainda, sobre assumir as responsabilidades dos riscos que tomava, neste caso, em ter salvo a vida dela:

_Para ficar ciente do preço a ser pago pelos milagres que Parhel pode fazer, e para negociar a sua divida e estabelecer o que irá oferecer a entidade.

Severo engoliu em seco. Compreendendo de imediato.

_Leve-me até ele. –disse, reunindo sua coragem e aceitando seu destino.

Porem Fargo não se mexeu, apenas gesticulou uma negativa com a cabeça, respondendo: _Apesar de se chamar de Paladino com orgulho, você ainda não é um. Parhel lhe deu o prazo de um ano para decidir se assumirá a responsabilidade como um de nós ou se irá pagar suas dividas de outra maneira.

_Dividas? -eram mais de uma? Aquilo o deixou alarmado.

_Sim... –começou a esclarecer Alvo– Uma sobre a sua vida, e outra sobre ter optado por salvar a vida de Hatzell, afinal a bruxa não pagou a divida dela e você concordou em assumí-la no seu lugar. Ela ainda esta viva e o equilibro de forçar no mundo precisa ser restaurado.

Severo não pensou muito antes de indagar.

_Me tornar Paladino só paga uma das contas...? –murmurou, e Fargo complementou, confirmando a suspeita dele:

_Especificamente a conta sobre a sua vida, Severo. –ela se aproximou, pegando o antebraço dela e falando num murmúrio, os olhos fixos nos dele, implorando por sua consciência– Ainda não é irreversível, anda da tempo de desistir de toda esta sua loucura.

Ele puxou o braço da mão dela com força, revoltado com as palavras dela assim como se sentiria se lhe tivessem tacado sal em feridas abertas. Não precisou dizer “Não!” para deixar sua decisão bem clara. Snape nunca havia conhecido alguém tão teimoso assim na vida. Alguém mais teimoso que ele. Fargo olhou para Alvo suspirando decepcionada uma vez mais e balançando a cabeça numa negativa, enquanto o velhinho abria uma expressão vitoriosa de orgulho dele enquanto a bruxa lhe dizia a contra gosto:

_Você ganhou, está satisfeito agora? –disse, como se tivessem apostado, a expressão que Dumbledore fazia pareceu se acentuar mais ainda com as palavras dela.

Aqueles dois eram insuportáveis e não o estavam ajudando em seu dilema.

_Alvo, não vejo saída... –começou a dizer em desespero, não vendo resolução ao dilema pessoal diante de si– O que vai acontecer se não quitar minha outra divida?

_Imagino que Parhel irá consumir os dois e desaparecerá desse mundo, trazendo trevas onde houver, logicamente. –disse o bom velhinho, sua expressão sombria.

Automaticamente Snape sentiu-se culpado mesmo que não pudesse fazer nada e não tivesse força ou magia o suficiente para resolver aquela situação. Absorto em pensamentos como estava, não notou a presença de um terceiro bruxo que se aproximava do trio, as vestes avermelhadas saindo das sombras brancas, o rosto marcante e a barba longa e trançada maior que a de Dumbledore enraizada de veios negros.

Merlin.

_Há uma forma de desfazer a ligação de Parhel com os dois bruxos. –anunciou, a voz pausada, calma e grave, os olhos castanhos profundos encarando os de Snape– Mas vai exigir tempo, preparação, e um grande sacrifício.

_Farei o necessário. –anunciou o moreno, sem hesitação.

Merlin elevou as sobrancelhas, impressionado, olhou para Hatzell e lhe estendeu a mão. A mulher aproximou-se dele dando a sua própria, que foi pega com carinho e apertada com um sorriso leve e sincero.

_Onde achou esse rapaz, minha querida? –ele parecia perplexo, Gwuendollyn apenas sorriu torto dando de ombros e dizendo:

_Não fui eu que escolhi esse tolo teimoso e inconseqüente, foi Dumbledore.

Os olhares acima das duas barbas se encontraram. Azul e castanho relampejando um para o outro em reconhecimento e um sorriso mutuo de contentamento, divertimento, calma, paciência e sabedoria apareceu simultaneamente. Sorriram com o comentário mau humorado dela enquanto Snape fechava a cara numa carranca impaciente, mas não ousou interromper a cena.

Finalmente, quando Merlin voltou a dar atenção ao rapaz, disse:

_Quando retornar aos mundos dos mortais, realize a tarefa de Dumbledore antes do final do prazo estipulado por Parhel. Depois, deve encontrar o livro e o medalhão e devolver o conhecimento, a magia e o material a que são feitos para suas fontes, isso enquanto oferece algo como sacrifício a entidade, algo que lhe é tão caro, tão querido e inestimável, que torna-o valioso o suficiente para que a entidade se alimente até encontrar outros meios de existir neste mundo.

Snape não teve tempo de indagar o que poderia servir como sacrifício. Todos eles desapareceram e acordou em sua cama no antigo quarto de Hatzell, eufórico, chorando inconscientemente e encharcado de suor.

 

 



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