História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 36


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
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Palavras 1.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 36 - Escolha


Granger encontrou Hatzell do lado de fora da casa, chutando neve e fungando, alem de resmungar audivelmente irritada.

_Sofie. –chamou, mas a resposta imediata dela a sobressaltou.

_Deixe-me em paz! –as maças do rosto e os olhos estavam vermelhos, a boca em um bico amuado de mal humor.

Hermione não foi embora, nem revirou os olhos, so ficou extremamente surpresa em como a personalidade dela, mesmo sendo tão parecida em alguns pontos com seu novo padrasto, se chocavam constantemente e criavam atrito. Não queria sorrir com a ironia, mas todo o caminho em busca dela fora inevitável. Era ironia do destino: Severo, que ministrou aulas a crianças maior parte de sua vida, de forma distante e beirando até maldosa, ficar nas mãos de uma bem geniosa a essa altura de sua vida.

A jovem mulher não se sentia vingada, sempre se esforçou para obter as melhores notas de forma impecável, mas duvidava que Harry ou mesmo Rony não iam tirar satisfação daquilo.

Se pelo menos pudesse contar a eles...

_Sofie... –chamou de novo, de forma mais suave e delicada desta vez, agachando-se, esperando que ela respondesse.

A menina fungou, estava chorando, mas não foi mal educada novamente com a mais velha, encarando-a desconfiada do que ela fosse dizer a si.

_Venha aqui, vamos entrar, tomar algo quente, e resolver essa situação com seu pai. –a ultima palavra saiu piegas, era esquisito demais referir-se ao homem como “pai”, mas não podia se expressar de melhor maneira.

_Ele não é meu pai! –esbravejou a menina, voltando a se enfezar.

_Severo não quer substituir seus pais, mas está se esforçando muito para criar você, e vai ficar extremamente magoado se souber disso... –Hermione fez uma expressão seria de desagrado que chamou a atenção de Sofie, ela automaticamente se arrependeu do que disse.

A menina correu até a jovem e a abraçou murmurando num resmungo.

_Eu sei que tio Severo está se esforçando, é que as vezes ele é tão mal comigo... E... E... Não brinca como Tusta faz! Só quer saber daquele maldito buraco cheio de livros, e só me chama quando não entende alguma coisa escrita neles! –desabafou, as pequenas mãos nos olhos, o nariz escorrendo.

_Severo tem um trabalho muito importante a fazer, e se não o completar dentro do prazo de um ano algo muito ruim pode acontecer a vocês dois... –começou a dizer ela, optando pela verdade e alarmando a menina– Ele não quis te contar para não sobrecarregá-la com as responsabilidades dele.

Aquilo foi como um balde de água fria na chama de raiva dela. Sofie engoliu em seco, limpando o rosto na blusa, com as costas da mão e se acalmando.

_Que tal irmos pedir desculpas? –sugeriu Hermione, vendo que ela cooperaria.

_Isso não será necessário. –ouviram uma voz familiar atrás de si.

Snape se agachou estendendo os braços, gesticulando para que Hatzell fosse até ele, o rosto indecifrável. Ela demorou alguns minutos, envergonhada de seu próprio comportamento mais do que irritada por não saber a verdade, mas por fim foi até ele, abraçando-o com força enquanto ele se levantava com ela no colo.

_Eu agradeço... –murmurou, a voz rouca, encarando por alguns segundos os olhos de Hermione, que ficou petrificada, piscando atônita com a cena.

Snape entrou e subiu o andar de cima para colocá-la para dormir. Granger não o seguiu, apesar do tempo que demorou para ele voltar, ficou com uma elfa domestica lhe fazendo companhia, com chá e biscoitos entre as duas, em silencio, aparentemente Tusta não se surpreendeu nem um pouco com o episodio, que deveria acontecer regularmente.

Quando o homem voltou a aparecer, gesticulou para que os dois voltassem ao trabalho. Hermione, sem comentários, voltou a descer as escadas em se encalço.

Por mais algumas horas ficaram a remoer informações confusas e difíceis de reproduzir ou decifrar dos manuscritos de Fargo, até que Granger se levantou alarmada, olhando a hora.

_Oh não...! –em desespero, começou a guardar e organizar suas coisas, mas interrompeu o passo com um comentário dele.

_Porque não manda uma coruja e passa a noite aqui? Vai estar em maus lençóis de qualquer maneira pela manhã, e poupa tempo na viagem, afinal, continuarei precisando dos seus serviços mais tarde. –ele não a encarou quando disse isso, apenas continuou a guardar o seu lado da bagunça, calmamente.

Hermione engoliu em seco. Era uma solução das mais praticas, o problema era...

_Pode ficar no meu quarto, durmo no sofá lá em cima. –decidiu ele, a voz firme, já terminando rápido com seus afazeres enquanto ela continuava parada, na duvida.

Ele se levantou, dirigindo-se as escadas, dizendo:

_Se precisar de algo fale com Tusta. –anunciou antes de desaparecer, como se ela já tivesse concordado em passar a noite ali.

Granger voltou ao trabalho, absorta em pensamentos.

Realmente, não haveria problema, se não corresse o risco de deflagrar o esconderijo dele e sua identidade caso certos amigos dela resolvessem procurá-la.

Já esgotara seu arsenal de desculpas a todos eles: seus pais, McGonnagall (não que a diretora se intrometesse ou indagasse muita coisa, sua formatura já era certa, mas não caia bem cabular tanto aula no ultimo ano) a Harry e principalmente Rony, com o qual ficava lhe pressionando em assumir logo o namoro dos dois, e enfezando-se cada vez mais com os sumiços prolongados da menina.

A possibilidade de matar dois coelhos com uma cajadada só a fazia se sentir mal, antiética, apesar de tentadora: se os dois viessem, ou até mais deles, a sua procura conseguiriam encontrá-la fácil, havia deixado muitos rastros, não propositalmente, e anunciar que Snape estava vivo poderia apressar a missão de Dumbledore, ao conseguir a ajuda que Severo tanto se recusava a obter, salvo a dela própria, logicamente.

Suspirou pesadamente. Aquilo poderia acabar com o relacionamento cordial dos dois, e consequentemente sua parceria quando ele não confiasse mais nela, mas decidiu por arriscar, afinal era por um bem maior e estavam ficando sem tempo.

Levantou-se, terminando com seus afazeres e se dirigindo ao andar de cima, precisava falar com Tusta, precisava mandar uma mensagem com instruções e suas coordenadas para apenas uma pessoa, a mais confiável, e trazê-lo no momento certo até si.

 

 



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