História Saga Harry Potter: O purgatório do Príncipe Mestiço - Capítulo 37


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
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Palavras 1.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Pesadelo


Não foi fácil Hermione pegar no sono. Na verdade sua mente flutuava sem realmente desligar, atormentada por pensamentos madrugada adentro. Apesar do leve som da água do riacho subterrâneo, de estar bem aquecida e não estranhar as paredes de pedra – similares as do quarto da torre da Grifinória – o colchão era diferente, e por mais que não quisesse pensar nisso, o cheiro dos lençóis também era diferente.

As peles que serviam como cobertas bem quentinhas, muitas eram as mesmas que o moreno utilizava e das quais algumas este levou ao andar de cima, e querendo ou não, o odor era dele (uma mistura de âmbar e almíscar, permanentes graças ao constante preparo de poções) e mais alguma coisa picante ao fundo que não conseguiu identificar.

Ela não queria pensar nisso, mas analisar com seus sentidos, agora mais aguçados do que nunca, era melhor do que tentar ignorar e fracassar miseravelmente, ou pior, pensar na traição dela em ter enviado uma carta e possivelmente trazer alguém a porta dele com a qual não contava e não saberia dizer quais seriam as conseqüências.

Engoliu em seco, sentindo falta de um copo d’água. Levantou-se a contra gosto, sentindo o impacto do frio em sua pele, vestiu um velho roupão de Fargo – sim, Snape não havia se livrado das roupas da bruxa, o que foi fortuito a essa altura, só tratou de pedir a Tusta que adaptasse o que fosse possível e comprar algumas coisas novas e necessárias a pequena Hatzell quando fosse a cidade – e caminhou descalça rapidamente para o andar de cima.

O silencio na casa era quase resoluto, apenas pelo crepitar da lareira ainda acesa, iluminando parcamente a sala e alongando suas formas. Granger parou por um minuto, os olhos apertando-se, a fim de discretamente conseguir se situar no local sem que acordasse o homem com barulhos desnecessários. Foi até a cozinha, achou um copo, mas percebeu que havia um balde cheio de neve, água congelada, e lembrou-se da falta de encanamento, praguejando mentalmente o mesmo pensamento que Snape tivera ao perceber como Fargo vivia com simplicidade, até demais para o gosto daqueles dois.

Colheu um pouco da neve em uma pequena caneca e se dirigiu a lareira afim de solve-la. Não iria ascender o fogão a lenha se havia fogo poucos metros diante de si. Não teria se dado ao trabalho se realmente não estivesse sentindo necessidade de água, e aproveitou para procurar por ervas para um chá: talvez isso a acalmasse e a ajudasse a, finalmente, dormir.

Rezando para que o homem não tivesse um sono muito solto, silenciosamente depositou a aste da caneca no apoiador de metal preso na pedra ao fundo da lareira, rapidamente, afim de não se queimar, e sentando-se de pernas cruzadas, contou os minutos esperando impaciente.

Olhou a volta, estava perto demais dele. Snape havia deitado de barriga para cima, todo largado, com o rosto virado para o fogo a fim de se aquecer, estava descoberto até a metade do dorso por peles caídas a volta, os cabelos negros e medianos bagunçados sobre os olhos, roncando levemente. Vestia uma camisa e uma calça de tecidos leves, verde oliva escuro, com botões abertos no peito, e o pijamas foi o ponto alto de intimidade que a menina podia suportar olhar sem desviar-se de sua percepção e se sobressaltar, encolhendo-se constrangida e incomodada sem motivo.

Mesmo assim, ela não pode se impedir de notar que ele provavelmente estava com frio encolhido e descoberto daquele jeito. Arriscando-se, levantou e com as pontas dos dedos, levemente, pegou um punhado de peles e puxou sobre os ombros dele.

O homem se remexeu e o movimento a assustou, afastando-se de imediato, mas ele não acordou, apenas voltou a ficar imóvel e visivelmente mais confortável. Granger suspirou aliviada e voltou sua atenção para o fogo, impaciente para que a água desgelasse logo.

_O que está fazendo aqui...? –ouvir a voz dele, grogue e rouca daquele jeito, a fez pular de susto e de descrença, tinha certeza que ele ainda estivera dormindo, petrificou no lugar, ele se sentou lentamente enquanto ela se atrapalhava em responder.

_Não consegui dormir, queria água mas... –apressou-se em dizer, porem interrompeu-se ao ouvir um grito no andar de cima e a reação da dupla foi instantânea e automática.

Correram as escadas até o quarto da menina, escancarando a porta, mas não a viram de imediato: _Sofie...? –chamou Snape, exasperado, não conseguindo achá-la de imediato.

 A jovem saiu de trás do vão do armário, embolada em cobertas, o rosto assustado, murmurou numa voz constrangida:

_Desculpe acordar vocês, tive um pesadelo... –esclareceu, indo até ele.

_Já estávamos acordados. –disse ele, pegando-a no colo e descendo as escadas.

Hermione descobriu pelo teor da conversa solta deles que a menina estava sendo atormentada por pesadelos fazia dias, e costumavam ser mais de um por noite. Snape pediu para que ela cuidasse da criança e a acalmasse na sala enquanto preparava algo para que pudesse voltar a dormir, descendo para o laboratório rapidamente.

Voltou num átimo com uma ampola de uma poção azul turquesa fluida, a qual a menina não pareceu estranhar. Bebeu rapidamente e dormiu com a cabeça no colo dele. Snape pegou o bolo de mantas que era a crianças subindo com cuidado para o andar superior, quando voltou Granger temia aquele momento. Já estava quase amanhecendo aquela altura e, após resolver o problema de Hatzell, ele iria querer explicações melhores sobre o episodio deles.

_Aconselho a voltar para a cama e tentar dormir, ainda faltam algumas horas antes de terminar de amanhecer... –murmurou ele, arrastando-se cansado de volta ao sofá, mas ao perceber que ela não se mexia, indagou, parecendo genuinamente preocupado– Algum problema Granger?

_N-não! Já vou descer! –apressou-se em dizer, desaparecendo pelas escadas subterrâneas.

Suspirou pesadamente, voltando para a cama a contra gosto, essa foi por pouco.

Snape era um exímio legilimente, quase havia se esquecido disso, ela precisava ter mais cuidado e não contar somente com o cansaço ou as preocupações pessoais do bruxo para impedi-lo de desconfiar de alguma coisa.

Mal percebeu, mas apagou de cansaço e quando voltou a acordar, percebeu já estar na metade da manha, e levantou sobressaltada com o desperdício do dia.

Se trocou rapidamente e quando saiu do quarto, ele estava no laboratório sentando no chão, voltando a rever os papeis da noite passada.

_Bom dia. –cumprimentou ele, sem tirar os olhos do seu trabalho.

_’Dia. –respondeu ela automaticamente, petrificada no lugar com um dilema.

A jovem ficou dividida entre começar a ajudá-lo de imediato ou primeiro ir comer algo para aplacar que seu estomago fizesse barulhos estranhos, mas ele já decidiu isso, perceptivo como de costume.

_Sofie fez o café e irá de ofender se não ir experimentar e elogiá-la pelo seu trabalho. –informou como um incentivo para que subisse logo.

_C-certo. –respondeu, mas parou com o pé no primeiro degrau a um segundo comentário dele.

_A propósito, já resolvi o problema do encanamento, e da próxima vez que quiser beber água lembre-se que há um riacho subterrâneo e a água é potável no seu quarto.

Ela não respondeu. Não havia lhe ocorrido isso noite passada. De olhos arregalados e extremamente constrangida, subiu rapidamente as escadas para os andares superiores. Pena que ela não viu o sorriso matreiro que custou a desaparecer do rosto do homem, aquilo com certeza teria feito ela se sentir ainda pior.

 

 



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