História Sagrado e profano (Vernon e Wonho) - Capítulo 4


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Categorias Monsta X, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Personagens Originais, Won Ho
Tags Monsta X, Romance, Romance De Época, Seventeen, Vernon, Wonho
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Palavras 926
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sobre o amor
Amour (Rammstein)
"O amor é um animal selvagem
Ele respira você, ele procura por você
Faz um ninho nos corações quebrados
E vai caçar com beijos e velas
Suga rapidamente os seus lábios
Cava tuneis pelas suas costelas
Pode cair, leve como a neve
Primeiro é quente, depois frio, e termina tudo em dor"

Capítulo 4 - O quadro


Fanfic / Fanfiction Sagrado e profano (Vernon e Wonho) - Capítulo 4 - O quadro

Cecília levantou mais cedo do que de costume e tomou café na cozinha junto com a empregada e depois foi para o jardim levando seu material de pintura. A governanta foi lhe fazer companhia.

_Vai pintar o quê?

Cecília estava sem inspiração a apenas brincava aleatoriamente com as cores sobre a tela.

_Não sei Ana. Acho que já estou pintando minha alma.

_E ela está bastante confusa. _Riu Ana tentando romper a nuvem de tristeza que envolvia Cecília.

_Sim está bastante confusa! Vamos passear? _Disse Cecília mudando de assunto subitamente.

_E aonde quer ir?

_Vamos andar sem rumo. _Disse dando de ombros.

_Que ideia ruim! Porque não vamos até a cidade ver as barracas na feira?

_Não quero que as pessoas falem comigo.

Wonho aproximou-se trazendo o jornal.

_Bom dia! Seu pai pediu que lhe entregasse o jornal.

_Obrigada Senhor Wonho!

Cecília pegou o jornal e o colocou sobre a mesa onde estavam suas tintas, sem dar muita importância para o jovem oriental. Ele, porém a observava.

_Dona Ana a Senhora poderia nos deixar por um momento? Preciso falar com Cecília.

_Tudo bem! _A governanta os deixou e Cecília estranhou o comportamento dela. Normalmente ela diria que não havia segredos entre as duas e que se fosse algo que ela não pudesse ouvir Cecília também não poderia.

_Cecília eu estou indo embora por causa do que aconteceu ontem a noite. Eu lamento muito...

_Eu compreendo Senhor Wonho, vai ser melhor assim.

_Eu gostaria de ter escutado o resumo do romance...

_Adeus Senhor Wonho! Não precisa se explicar.

O rapaz deixou Cecília e foi para o interior da casa.

Ela voltou para a sua tela e passou a dar novas formas para as pinceladas que dava. Seus olhos umedeceram, mas ela não deixou que nenhuma lágrima escorresse deles.

O som do motor do carro se afastando levando Wonho com ele a fez parar de pintar.

_Deixe que ele vá. _Disse para si mesma respirando fundo.

_O quê aconteceu? Porque o Senhor Wonho partiu? _Perguntou o Conde indo até onde a filha estava.

_Ele não tem tempo para romances, parece que nem mesmo para os da vida real.

_Não compreendo?

_Nem eu papai.

Cecília traçou um esboço da figura que ocuparia o centro de sua tela. Estava concentrada no que fazia e ao mesmo tempo trabalhava mecanicamente e nem viu que seu pai se afastou dali depois de um tempo refletindo sobre o que a filha tinha falado.

Diante dela, estampado na tela, surgia um vulto de cabelos negros, algo parecido com pequenos olhos e lábios carnudos com leves curvinhas nos cantos pareciam sorrir para ela. Cecília parou de pintar e admirou o esboço que começava a ganhar vida.

_É ele?

_Sim Ana.

_O quê aconteceu ontem no baile?

_Acho que ele percebeu o que eu sentia. Por um instante até pensei que ele me correspondia, mas acho que ele preferiu não se envolver.

_Se quer saber, eu me sinto feliz por ele ter partido.

 

Wonho desceu do carro, estava cansado da viagem. Entrou em casa e foi direto para o seu quarto. Precisava de um banho. Desfez a mala e foi ver onde estava sua mãe. A encontrou na estufa oriental tomando chá, vestida com um hanbok colorido.

Ele curvou levemente o corpo e ela sorriu acenando para ele ir se juntar a ela.

_Boa tarde omma!

_Pensei que estivesse de férias e que demoraria para voltar.

_Também pensei. _Disse com voz desanimada.

Uma criada trouxe uma xícara para o jovem e o serviu com um pouco da bebida quente.

_Como foram as negociações com o Conde?

_Não terminei meu trabalho. _Disse ele envergonhado.

_Por quê?

Wonho baixou a cabeça, não tinha coragem de dizer para a mãe que havia fracassado por causa de uma moça.

_Eu voltarei para terminar o que eu comecei. Voltei para casa porque adoeci.

_Você está doente?

_Sim.

A mulher ergueu o rosto do rapaz e tocou sua testa e depois as bochechas para ver sua temperatura. Puxou para baixo a linha d’água dos olhos do filho para ver se ele estava com anemia.

_Pare com isso omma! _Disse afastando o rosto.

_Abra a boca, quero ver sua garganta.

_Meu mal é espiritual. Sinto-me vazio.

Wonho bebeu um pouco de chá.

_Vou pedir ao médico...

_Não quero falar com um médico.

_Tudo bem! Acho que já tem idade para se cuidar sozinho.

Wonho suspirou.

Sobre a mesa tinha um jornal e ele sentiu vontade de ler o romance de Cecília. Procurou por ele e com um sorriso triste nos lábios ele deu início a leitura, sabia que ela o leria também e isso o fez sentir-se conectado a ela. Tinha entrado no mundo de Cecília e agora não achava a porta de saída.

_Você está lendo o quê?

_Um capítulo de um romance.

_ Pensei que não gostasse deste tipo de leitura.

_Também pensei.

A mulher encarou o filho. Ele não parecia com o jovem centrado que havia partido para negociar com o Conde. Alguma coisa tinha acontecido naqueles dias que ele ficou fora.

_O Conde ao menos pareceu interessado em uma parceria conosco?

_Sim, faremos um acordo bastante rentável...

_Porque não o trouxe para uma visita?

Wonho ruminou as palavras da mãe. Convidar a família do Conde para passar uns dias com eles não era uma má ideia.

_Posso mandar um telegrama...

_Vamos planejar um jantar, algo formal, então o convidaremos.

_Sim omma!

Wonho terminou seu chá e levando com ele o jornal, para terminar de ler o capítulo, ele seguiu para seu quarto e lá ficou o restante do dia.


Notas Finais


Beijos
Baris!


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