História Sagrado e profano (Vernon e Wonho) - Capítulo 6


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Categorias Monsta X, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Personagens Originais, Won Ho
Tags Monsta X, Romance, Romance De Época, Seventeen, Vernon, Wonho
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Palavras 1.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O amor, nada seria mais complicado que o amor.

Capítulo 6 - O primeiro beijo.


Fanfic / Fanfiction Sagrado e profano (Vernon e Wonho) - Capítulo 6 - O primeiro beijo.

Vernon subiu a escada levando com ele o livro de sua mãe. Ele bateu na porta e logo foi atendido pela governanta.

_Boa tarde! Gostaria de falar com Cecília.

_Entre. Pode sentar aqui que eu vou chamá-la.

Vernon sentou no sofá e esperou por ela.

Cecília veio atendê-lo e ele ficou de pé tentando parecer seguro, porém ansioso com a reação que ela teria.

_Trouxe o livro.

_Obrigada! Prometo que cuidarei bem dele.

_Tenho certeza que cuidará.

_E como está a sua mãe?

_Ela está bem!

Cecília folheou o livro, já tinha ouvido falar dele e agora teria a chance de lê-lo.

_Você já leu este romance?

_Sim!

_E porque o senhor lê romance?

_Eu gosto. _Disse Vernon dando de ombros.

_Vamos dar um passeio pelo jardim?

Os dois seguiram para fora da casa e Cecília tomou Vernon pelo braço e foram rumo ao jardim misturando-se ao verde e a luz daquela manhã que para ele estava especialmente linda.

_Já leu o capítulo de hoje no jornal?

_Ainda não! Papai ainda não o liberou.

Ele tirou do bolso uma página dobrada.

_Eu já li e aqui está ele!

_Me empresta? _Pediu Cecília com olhos brilhantes, como se tivesse achado um tesouro.

_Pode ficar com ela.

_Obrigada! Importa-se se eu ler agora?

_Claro que não Senhorita Cecília!

Cecília leu em voz alta enquanto caminhava e ele ouvia enquanto a admirava. Quando terminou ela abraçou o rapaz em agradecimento pelo presente.

_Obrigada! Estou muito feliz por sua gentileza!

O som do motor de um carro que se aproximava fez Cecília soltá-lo.

_É o seu pai? _Perguntou Vernon.

_Não. Papai está em casa.

O veículo parou e dele desceu Wonho. Ele observava Cecília e Vernon, trazia nas mãos um buquê de rosas brancas e uma caixa de chocolates.

_Perdoe-me, mas tenho que ir receber o Senhor Wonho. Podemos conversar em outra hora?

Vernon logo percebeu o quanto havia sido tolo ao ir ver Cecília. Ela só tinha olhos para o oriental.

_Tudo bem! _Vernon afastou de Cecília e passou pelo oriental sem ao menos lhe cumprimentar seguindo rumo a cidade.

Depois de tirar sua bagagem do carro e pagar o chofer Wonho foi até onde estava Cecília.

_Senti saudades!

_Eu também Senhor Wonho.

Os dois silenciaram-se, não havia o que dizer e nem eram necessárias muitas palavras quando os corpos resolvem falar, e os corpos de ambos se desejavam. Os olhos de Wonho passearam cegos pelo rosto de Cecília e ela constrangida desviou seus olhos encontrando os lábios do jovem e esse foi seu fim, estava totalmente tomada pelo encanto presente naqueles cantinhos risonhos.

Wonho prendeu Cecília em seus braços e colou seus lábios ao dela em um beijo apaixonado.

_Desculpa por eu ter ido embora daquele jeito!

_Claro que te perdoou Senhor Wonho!

Wonho sorriu.

_Eu acho que eu tenho que falar com seu pai, explicar o que aconteceu.

Cecília voltou a abraçá-lo e pôde ouvir as batidas rápidas de seu coração.

_Trouxe para você. Você gosta de chocolate?

_Sim e de flores também.

Wonho entregou para ela os presentes que havia trazido com ele.

_Cecília, eu acho melhor fingirmos que nada mudou entre nós ou seu pai não me deixará ficar aqui perto de você.

_Eu também acho.

Os dois seguiram para o interior da casa e Cecília foi chamar seu pai.

Pouco depois o Conde apareceu.

_Boa tarde Conde! Eu precisei retornar antes do previsto. Preciso terminar de acertar alguns detalhes com o Senhor antes de fazer uma viagem para fora do país.

_Vamos ao escritório.

Wonho seguiu o Conde deixando Cecília.

_Deixarei com o Senhor cópias dos documentos para que possa fazer a leitura. Eu ficarei na pensão...

_Você pode ficar aqui em minha casa.

_Mas eu não quero incomodar...

_De modo algum Senhor Wonho.

Cecília escutou a conversa e sorriu satisfeita porque o teria por perto novamente.    

A governanta a observava.

_Escutando atrás das portas! Que feio!

_Quer chocolate?

_Claro que eu quero! _Disse tentando manter o rosto sério.

_O Senhor Wonho trouxe para mim. Vou encontrar um vaso para as flores.

Ana abriu seu chocolate e o mordeu prazerosamente saboreando o doce.

 

Wonho voltou a ocupar o quarto onde havia ficado e depois de um banho ele foi para a sala de jantar. Tomariam café antes de irem para a igreja.

_Desta vez o Senhor ficará até o fim da festa?

_Não sei Senhorita Cecília, dependerá do tempo que levar as negociações.

_Pois então você ficará, terei que esperar a liberação de uns documentos. Meu advogado viajou e está tudo atrasado.

Wonho olhou para Cecília enquanto tomava um pouco de café e ela sorriu com o coração partido, quando a festa do Padroeiro terminasse, ele não teria um motivo para ficar e partiria novamente.

A governanta deixou a mesa para ver quem batia na porta.

_Vou ver quem pode ser. _Disse o Conde seguindo para a sala.

Uma bolinha de miolo de pão atingiu Cecília no pescoço e ela ergueu os olhos e encontrou com o rosto risonho de Wonho.

_O que deu em você? _Disse ela rindo jogando a bolinha de volta.

_Oscar e Bernadete não ficarão juntos no final.

_De que está falando?

_Do romance, é claro!

_Você leu?

_Li alguns capítulos.

_Boa tarde!

Vernon entrou na sala de jantar acompanhado por Ana e pelo Conde.

_Boa tarde! _Respondeu Cecília surpresa com a aparição dele.

_Eu vim para lhe acompanhar até a Igreja. Como o passeio de ontem foi muito divertido...

_Que pena Senhor Vernon! Eu não me sinto bem e não irei a Igreja hoje, pode acompanhar Ana ela irá.

Wonho observava o rosto do rival. Sabia bem o que aquele rapaz queria ali. Vernon começava a aborrecê-lo com sua presença.

_Eu posso ficar para lhe fazer companhia.

O Conde e a governanta permaneceram de pé esperando o desfecho daquela história. Não sabiam se teriam que levar Vernon até a porta ou mandar alguém trazer uma xícara para ele.

_Combinei com o Senhor Wonho que ele posaria para eu terminar minha pintura.

_Você pinta? Adoraria conhecer o seu talento.

_Vou buscar meu material de pintura. Senhor Wonho pode me ajudar com o cavalete?

_Claro! _Wonho colocou o guardanapo sobre a mesa e seguiu Cecília.

Os dois foram até o quarto dela.

_O que ele quer aqui?

_Passeamos juntos ontem e acho que ele entendeu tudo errado...

Wonho estava parado diante do cavalete, os olhos presos em seu próprio rosto.

_Sou eu! _Balbuciou.

Cecília parou ao lado dele.

_Lindo, não é mesmo?

Wonho virou para ela.

_Só é lindo porque foi você que pintou.

_Não, é lindo porque é você.

Wonho deixou escapar o sorriso que mantinha escondido no canto dos lábios.

_Precisam de ajuda? _Perguntou Vernon chegando a porta.

_Já pegamos tudo. _Disse Cecília.

O filho do alfaiate olhou para a tela e Wonho deu um sorriso torto e cheio de orgulho.

_Você é uma ótima artista!

_Obrigada Vernon, mas o modelo ajudou muito!

O oriental pegou o cavalete e o levou para o jardim para aproveitarem o resto da tarde. A iluminação não era a mesma do início da pintura, que havia sido feita pela manhã, mas Cecília mudou alguns tons e focou mais em detalhes do rosto do modelo.

Meia hora depois Vernon desistiu e foi embora.

Cecília riu deixando o pincel de lado indo até onde Wonho estava.

_Pensei que ele não fosse embora nunca.

_Você tem que dizer a ele que não sente nada ou ele voltará e isso não é certo. Ou você sente algo por ele?

_Não Wonho, eu não sinto nada pelo Senhor Vernon. Passeamos juntos, mas eu só aceitei o passeio porque me sentia sozinha...

_Promete que vai dizer a ele?

_Direi. Não quero magoá-lo.

_Podemos continuar a pintura amanhã com a luz correta.

_Sim.

Os dois levaram todo o material de volta para o quarto. Com muito cuidado Wonho colocou o cavalete no local onde ele estava anteriormente.

_Seu pai quer falar com você, ele está no escritório. _Disse a governanta entrando no quarto.

Cecília foi para o escritório já podia imaginar o que ele tinha a dizer.

O Conde estava parado diante da janela, os braços cruzados e os olhos perdidos no jardim, aguardando a filha.

_Pai!

_Cecília minha filha, você sabe que o que você fez não foi direito, não sabe?

_Sim eu sei que deveria ter dito que não tinha nenhum sentimento...

_Ontem eu já havia te alertado e você deixou o rapaz voltar a procurá-la.

_Como eu posso proibi-lo? _Disse ela tentando se justificar.

_Fale com ele e ele não voltará.

_Falarei.

_E quanto ao Senhor Wonho?

_O que tem ele?

Cecília ficou com as bochechas rosadas e o Conde, já sabendo a resposta, dispensou a filha.


Notas Finais


Sonhe com o amor e viva a vida!
Beijinhos Baris


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