História Sagrado e profano - Capítulo 7


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Categorias Monsta X, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Personagens Originais, Won Ho
Tags Monsta X, Romance, Romance De Época, Seventeen, Vernon, Wonho
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Palavras 1.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


As surpresas do amor...
À beira do lago floresceu o desejo que foi alimentado pela magia de um livro.

Capítulo 7 - O passeio no lago


Fanfic / Fanfiction Sagrado e profano - Capítulo 7 - O passeio no lago

_Porque acha que Oscar e Bernadete não ficarão juntos?

_Não sei! Talvez porque os dois não sejam iguais.

_De onde tirou isso? Eles adoram ver o pôr do sol na praia...

_Isso não é o bastante, não no mundo real.

Wonho jogou uma pedra no lago a fazendo quicar sobre a água.

_Mas estamos falando de ficção e nos romances o casal principal sempre termina junto.

Ele deu de ombros e jogou outra pedra na água.

_Tudo é possível! E se o escritor quiser fazer diferente?

_O romance dele será um fracasso.

Cecília sentou debaixo de uma árvore que ficava a poucos metros do lago e abriu o livro que Vernon havia lhe emprestado. Wonho foi sentar-se ao lado dela.

_Este livro me lembra nós dois.

_Verdade? Por quê?

Cecília deu de ombros. Não queria confessar que amava o Senhor Wonho, mesmo isso já sendo evidente até mesmo para o seu pai.

_Deixa-me ver!

Wonho pegou o livro das mãos de Cecília e ela tentou tomar de volta, não queria que ele desvendasse seus segredos, pois para ela aquele livro era a sua própria história de amor. Ele falava sobre uma moça que vivia em uma fazenda e um estrangeiro recém chegado, eles apaixonaram-se a primeira vista e viveram um amor secreto.

_Cuidado com este livro eu o peguei emprestado.

_“Ela aproximou-se de Omar, e mantinha seus olhos nos dele. Suas mãos alcançaram o primeiro botão da camisa que ele vestia e...”. Que livro é este? _Wonho olhou a capa.

Com o rosto ardendo de vergonha Cecília tentou pegá-lo de volta.

_Pare com isso Wonho! O livro não é meu. E eu não sabia que tinha este tipo de assunto nele.

_Parei. _O rapaz fechou o livro e o entregou a Cecília. _Ele te lembra nós dois? _Perguntou Wonho com um sorriso brincalhão.

_Eu não sabia que tinha este tipo de assunto nele. _Cecília sentiu que poderia desmoronar a qualquer momento.

_Não precisa ficar com vergonha! Não direi a ninguém se me contar quem te emprestou este romance. Mas eu acho que foi o Senhor Vernon. Ou você estava lendo este livro para ele quando eu cheguei?

_Eu não estava lendo para ele! Devolverei o livro ao dono e daremos este assunto por encerrado.

Wonho deu uma gargalhada.

_Estou brincando! Você ficou vermelha de vergonha!

_Você está muito engraçadinho Senhor Wonho! Primeiro me joga miolo de pão e agora me faz passar por isso.

_Desculpe-me! Não pensei que ficaria tão...

Ele aproximou-se de Cecília e passou a mão pelos cabelos dela. Aquele trecho do romance fez sua imaginação ganhar asas e agora ele sentia seu corpo em alerta. Ele segurou de leve o rosto de Cecília e beijou sua testa. Mantendo o rosto dela entre as mãos ele beijou de leve seus lábios. Ele arfou fechando os olhos.

_Melhor voltarmos para sua casa. _Disse ele com dificuldade.

Cecília percebeu que Wonho travava uma luta interior, uma batalha contra o amor que ela já havia percebido que ele sentia, mas sua luta parecia dolorosa e ele manifestava em seu rosto a fúria dos golpes que levava.

_Eu não me importo.

_Com o que Cecília? _Gemeu ele.

_Com mais nada. Eu também estou sentido minha alma querendo explodir.

Wonho apertou Cecília em seus braços e a beijou com fúria.

_Cecília! _Sussurrou ele nos ouvidos dela.

O relincho de um cavalo trouxe-lhes de volta ao juízo. Toda a magia havia desaparecido e lá estavam diante dos olhos de uma terceira pessoa.

_Dona Cecília, está tudo bem? É só falar que eu dou fim neste japonês safado!

Cecília estava pálida de susto e se enfiou na frente de Wonho com medo do que João pudesse fazer com ele.

_Não João! Por favor, não diga a ninguém sobre o que o Senhor viu aqui ou será uma desgraça...

_Desgraça era o que estava prestes a lhe acontecer...

_Eu não sou japonês e o Senhor está enganado a meu respeito. Eu jamais desrespeitaria...

_Olhe ao seu redor moço! Se respeitasse Cecília não estariam aqui no mato e sim primeiro aos pés de um altar para depois tê-la como mulher.

_Senhor João! _Gritou Cecília cobrindo os ouvidos. _Chega!

_Não direi nada ao Conde, mas ficarei de olho em você. _Disse o homem deixando o local.

_Ele tem razão! _Wonho passou as mãos pelos cabelos. _Vamos voltar para sua casa.

 

Estavam todos à mesa e o Conde reparou que havia silêncio demais ali.

_Porque não coloca uma música Cecília!

_Qual o Senhor quer?

_Você escolhe.

Cecília foi até a vitrola e colocou uma música qualquer e voltou para o seu lugar.

Wonho olhou para ela e suspirou. Temia que João contasse ao Conde o que havia acontecido à beira do lago, isso poderia atrapalhar as negociações e sua mãe não iria gostar nenhum pouco. Ocupado em seus pensamentos ele se atrapalhou com os talheres e derrubou a taça de vinho sobre o próprio corpo molhando a camisa.

_Porcaria! _Resmungou ficando de pé. _Desculpem-me por isso! Não tenho o hábito de usar grafo e faca em minha casa.

_Sua camisa! Tira antes que a mancha seque. Eu a lavarei para você. _Disse a governanta indo acudir o rapaz.

_Está tudo bem! Não foi nada.

_Infelizmente não temos aqueles “pauzinhos” que vocês usam. _Disse Ana como pedido de desculpas por fazê-lo passar vergonha à mesa.

_Não tem problema. A culpa foi minha!

Wonho voltou a se sentar e a governanta fez o mesmo.

Depois de um tempo em silêncio Ana achou que seria melhor puxar um assunto que talvez animasse a todos.

_Senhor Wonho ficou para ir à festa do Padroeiro e nós não fomos ontem por causa do Senhor Vernon, nós por acaso vamos hoje? Eu já perdi um dia da novena.

_Claro que iremos à festa hoje! _Disse o Conde. _Estamos precisando sair um pouco da fazenda. Eu já estou cansado de ficar aqui trancado, e você Cecília?

_Também estou papai e acredito que o Senhor Wonho também está.

_Um passeio é sempre bom!

 

A animação dos festejos do Padroeiro não foi o bastante para relaxar Wonho e Cecília, se João contasse o que viu no lago Wonho teria que ir embora, ela ficaria trancada para o resto da vida e só sairia de casa quando fosse casar-se com algum solteirão escolhido por seu pai.

Vernon ajudava seus pais em uma barraca de comida, para arrecadar dinheiro para a Igreja, e de onde estava ele vigiava Cecília. Rezava ao Padroeiro que o encanto que o oriental exercia sobre ela acabasse logo de uma vez.

Cecília era a moça que ele desejava como esposa. Ele não entendia o motivo de ela o ignorar. Ele era bonito. Não era rico, mas tinha a alfaiataria que sempre dava bons lucros e como filho único ele seria dono de tudo, o que incluía uma casa no centro da cidade. Sentia desprezo por Wonho e ódio por ele ter atraído Cecília a ponto de ela ficar triste quando ele não estava por perto.


Notas Finais


Beijos Baris<3


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