História Sagrado e profano (Jungkook) - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook)
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, Hentai, Jungkook, Noona!kink, Romance
Visualizações 47
Palavras 1.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Terceiro sonho: Tempestade


Fanfic / Fanfiction Sagrado e profano (Jungkook) - Capítulo 4 - Terceiro sonho: Tempestade

Nada me traria paz. Enfiar na minha cabeça que tinha sido só uma vez, uma transa, poucas horas, nenhuma informação concreta sobre ela... Que não deveria significar nada, apesar do surrealismo da situação, que ela era como qualquer outra. Talvez eu devesse procurar alguém pra me distrair, pra me arrancar daquela névoa imobilizadora. Pensei na trainee com quem transei meses antes, ou na bailarina da empresa que foi meu casinho por certo tempo, pensei em procurar uma pessoa nova qualquer. Algumas horas com outra mulher certamente me fariam esquecê-la. Convenci minha cabeça que isso era o certo a se fazer e minha cabeça até que se deixou ser convencida com facilidade. O problema era meu corpo. Ele sentia pouca ou nenhuma disposição de procurar outra pessoa. E não estava só falando do sexo. Tinha pouca paciência para seres humanos em geral, sem disposição para interagir, perigosamente avoado, nem com os hyungs andava falando direito.

O terceiro sonho veio uma semana depois dos dois primeiros:


Caminhava numa estrada em meio a uma tempestade. Uma estrada longa, infinita, daquelas que sempre aparecem em filmes americanos. Não passava carro algum e a chuva não dava sinal de diminuir. Provavelmente, haveria de andar por aquele caminho sem perspectiva de chegar a lugar algum até que minhas pernas se dissolvessem. E, mesmo que conseguisse chegar sabe-se lá onde, provavelmente morreria de pneumonia logo depois. Pra completar, usava apenas uma camiseta fina, branca, e uma calça de pijama de algodão. Estava descalço. Por mais que a situação fosse de fato desanimadora, havia uma determinação estranha dentro de mim, uma obstinação em continuar caminhando não importavam as condições. Não importava o quão distante estava meu destino final. Assim eu era sempre, não era? Pelo menos aos olhos dos outros. Alguém que pouco se incomoda com as adversidades, alguém que, apesar da pouca idade, não se deixa abalar facilmente, não se permite intimidar.

Uma imagem que, até certo ponto, corresponde mesmo à realidade.

Então, noona cruzou a estrada em seu carro conversível, de óculos escuros e lenço envolvendo os cabelos como as estrelas de cinema de antigamente. Usava um batom vermelho bem vivo, da mesma cor que seu vestido. Ela passou por mim direto, mas parou logo à frente, esperando pacientemente porque sabia que eu não demoraria a alcançar seu carro. Quando o fiz, ela me encarou sem tirar os óculos, as lentes eram tão pretas que eu não via sequer um contorno de seus olhos. Me perguntei porque ela estava dirigindo com a capota descida numa chuva daquelas, foi então que ela acionou um botão que fez o teto do carro subir.

– Eu gosto da chuva – disse ela, como se respondesse à minha pergunta não verbalizada. – Mas você não. Entra aqui.

– Não. Tem um lugar pro qual eu preciso ir, e tenho que chegar lá sozinho.

– Pode me dizer que lugar é esse? – E ela abriu um sorriso. Meu coração deu uma cambalhota no peito. Nunca na minha vida eu tinha visto uma mulher como aquela. Claro que ela era bonita, mas não só isso. Na minha rotina de celebridade, conheci algumas das mulheres mais lindas do mundo, de diversas nacionalidades. Cantoras, atrizes, modelos… Mas o conceito de beleza que se aplicava à noona não era o mesmo que abrangia essas mulheres. Havia algo nela, nos traços de seu rosto, no brilho de sua pele e de seus cabelos, no jeito que olhava pra mim, que olhava pro mundo à sua volta… Havia algo em sua existência que fazia as engrenagens do universo funcionarem de outra forma.

Tentei encontrar uma resposta pra pergunta dela, mas em vão. A verdade é que eu não sabia para onde estava indo.

– Deixa de besteira, menino. Entra no carro.

Obedeci.

Quando me sentei ao lado dela no banco do carona, dei-me conta do seu corpo molhado bem perto do meu. Da quentura que emanava do seu corpo apesar da exposição à chuva gelada.

– Noona, você vai ficar doente. Precisa se secar.

– É mesmo? – sorriu mais uma vez, sarcástica. – Por que não se seca primeiro? E depois pode me secar. Tem uma toalha no banco de trás.

O carro continuava parado no meio da estrada, o teto castigado pelos pingos grossos e ruidosos que não davam sinal de cessar, minha sensação era que se tratava do único carro no mundo.

Peguei a toalha e comecei a enxugar meus cabelos, mas noona tirou o tecido felpudo de minhas mãos e retomou o serviço. Achou que seria melhor se eu me livrasse das minhas roupas molhadas e, para que eu pudesse me despir confortavelmente, ligou o aquecedor do carro. Quando eu já estava completamente nu sob seus olhos agora sem os óculos escuros, ela apenas soltou o nó do lenço, um nozinho frouxo junto a seu queixo, livrando os cabelos e balançando a cabeça para assentá-los.

– Por que não tira sua roupa também?

Mas ela não me respondeu. Aproximou-se em silêncio, com calma, grudando os lábios imóveis aos meus e pressionando-os ali, como um carimbo sobre uma folha de papel.

– Você fica tão lindo com meu batom nos seus lábios. Quer olhar?

Abriu o quebra sol do carona, havia um espelho ali. Olhei meu rosto, minha boca vermelha do batom dela, uma mancha disforme de tinta rubra no meio da minha cara, aquela mancha era a única coisa que eu vestia. A imagem me excitou.

Ouvi sua risada sonora do meu lado.

– Isso te deixa duro é, bebê? Você é mesmo um pervertido. Quem olha essa sua carinha não imagina...

Arregalei os olhos, temendo que ela pensasse mal de mim.

– Eu gosto. Vem cá, deixa a noona cuidar de você. Vou borrar de batom outro lugar também, o que você acha?

Mas ela já estava me tocando e não senti necessidade de dizer mais nada.

– Responde – parou os movimentos de sua mão e apertou os dedos contra meu membro, como se o estrangulasse. – Quando eu fizer uma pergunta, quero que você me responda.

– Eu… eu acho ótimo.

Apertou com mais força. Eu deveria ter sentido dor, mas o que aconteceu foi minha lubrificação brotar em tanta quantidade que quase escorria pela mão dela.

– O que você acha ótimo?

– Se você… s-se você pudesse, noona, por favor, me chupar…

– O quê? Não ouvi direito – mas ela afrouxou os dedos e começou a brincar com a ponta do indicador na fenda melada.

– Me chupa, noona. Por favor.

Então, ela inclinou o tronco sobre meu colo e afastou os longos cabelos para que eu pudesse ver sua boca me tomar inteiro, primeiro devagar, como se aguardasse meus gemidos. Eu sabia que ela gostava de me ouvir gemer, por isso não me contive. Como se fosse possível. Depois, começou a tomar velocidade enquanto seus dedos massageavam minhas bolas, o polegar no freio do meu pênis. Tudo calculadamente perfeito pra me enlouquecer. O batom dela tinha se espalhado pela base do meu pau e também por seu rosto, ela ficava absurdamente linda daquele jeito, toda desfeita de tesão. O barulho molhado da sucção enchia o automóvel abafado, minhas pernas tremiam, meus quadris logo ganhando vida própria e estocando a cavidade quente e deliciosa da boca dela, a glande tocando sua garganta. Não demoraria muito a explodir lá dentro e ela sabia disso. Com o intuito de me torturar, foi diminuindo o ritmo. Afastou a mão, apoiando-a em minha coxa, apenas a pontinha da língua agora me tocava, desenhava linhas imaginárias na extensão do meu pau, com toda a calma do mundo.

– Noona – caprichei na voz suplicante, primeiro porque estava realmente sofrendo. Segundo porque sabia que a excitava. – Preciso tanto gozar…

– É mesmo, bebê? – ela gargalhou, ainda inclinada sobre mim. O ar quente de sua boca tão próxima fez meu pau latejar.

– Não seja má.

– Estou te maltratando muito? – voltou a se endireitar no banco e olhou fundo nos meus olhos.

– Demais – arrastava cada uma das palavras que saíam da minha boca. Comecei uma punheta desesperada, não com o objetivo real de chegar ao clímax, mas apenas para que ela me desejasse a ponto de não se segurar.

Deu certo.

Ela sentou sobre mim na mesma hora. Ainda estava de vestido, mas sem calcinha. Me acolheu inteiro dentro de si, urgente, grudando a boca na minha, me beijando tanto que pensei que fosse sufocar. Agarrou meus cabelos e os puxou com força enquanto cavalgava, soltando um gritinho a cada metida mais funda, aproveitando que eu também impulsionava meu quadril violentamente com o intuito de golpear seu ponto mais sensível.

– Você é um menino muito safado, sabia? – sua voz estava transtornada de prazer.

Mordi o lábio e abri aquele sorriso que eu sabia que faria mais efeito sobre ela, o que mistura perfeitamente inocência e devassidão.

– Eu sei – soltei uma risadinha em seu ouvido e comecei a lamber a cavidade. – E você adora. É uma noona pervertida que ama corromper esse garotinho puro aqui.

Metia tão forte que precisei segurar sua cintura para que ela não se desequilibrasse.

– Goza pra mim, noona. Isso, noona – eu sabia que cada vez que eu dizia “noona” ela delirava um pouco mais, então continuei repetindo a palavra em seu ouvido, depois a olhando nos olhos, sem parar de fodê-la furiosamente.

Ela soltou um grito, a coluna inclinada para trás, a ponta do cabelo roçando meus joelhos. Em seguida, desmanchou-se sobre mim, mole e entregue, a respiração funda contra meu peito. Continuei dentro dela e seu quadril se mexia bem de leve, um reflexo delicado dos movimentos agressivos que fazíamos segundos antes. Eu estava tão sensível que seria capaz de gozar só com aquilo. Apertei sua cabeça junto a meu corpo, a boca colada em seu ouvido, estávamos tão grudados quanto era possível. A cadência da fricção lenta lá embaixo, escorregadia por nossas lubrificações naturais, chegava a me provocar espasmos. Ela segurou meu rosto entre suas mãos e me olhou nos olhos. O orgasmo veio de um jeito que eu nunca tinha sentido antes.

– Jungkook – murmurou, quase sem fôlego, quase sem voz.

Ela gostava de falar meu nome, só por falar. Como se dizendo-o fosse mais fácil acreditar na minha existência. Contudo, eu sequer era digno daquele consolo.

– Por que você não me disse seu nome, noona?

Então ela se desfez, o carro sumiu, a tempestade cessou.

Era só eu e meus lençóis encharcados de suor. Só eu e minha agenda cheia, meus compromissos de idol, minha vida sem sentido.


Notas Finais


1. Me falem o que acharam do capítulo pfvr nunca pedi nada pra vcs (até parece) ^-^
2. Já que não tenho vergonha na cara pra terminar a long fic... tô pensando em fazer umas one-shots (pornozinhas, claro). O que vcs preferem? Imagine (hétero) ou yaoi (sugiram ships)?


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