História Saint Marie Hospital (interativa) - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HI GUYS! Eu achei que seria legal um "capítulo 0", alguns capítulos que não tem ligação com a história principal, pra vocês terem um gostinho do que vai rolar e.e


<3

Capítulo 2 - 1966


Fanfic / Fanfiction Saint Marie Hospital (interativa) - Capítulo 2 - 1966

“5 de novembro de 1966,

 

Sim. Sim. A mão treme, e os calos já começaram a formar bolhas de sangue. Tremo muito. Não consigo mais sentir meu corpo. Vinte memórias fazem a cabeça. Dizem que o diabo te visita todo dia, eu ri e fiz uma orgia. Ha. Ha. Ha. Estamos enlouquecendo pouco a pouco. Não se assuste, não vá embora, a carta vai começar a fazer sentido logo, logo. Isso provavelmente pode ser minhas últimas palavras. Eu lembro como eu cheguei aqui. Eu era um homem requisitado, desejado por tantas mulheres e um dos principais empresários do país. Fui responsável detrás das cortinas de muitas canções, como a de Elvis por exemplo. Me chamavam de David Smith, o dedo de ouro. Diziam que tudo o que eu tocasse, iria se tornar um enorme sucesso. Eu me arrependo todo santo dia, pelos pecados que eu cometi.

 

Dance, dance, dance, pequeno diabo, hoje iremos voltar a beber seu sangue. Até os meus vinte e sete anos, fiz o que todo bom rico e bem-sucedido faz. Orgias. Muitas. Homens e mulheres, das mais diferentes idades, não valendo somente à maiores, alguns vindo à força. Mas tudo se resolvia com um pouco de drogas fortes. Eu ejaculei em muitas, ah, bons tempos, e em muitos também. Vivemos na América, e agradeço aos céus por isso. Hoje em dia nada no meu corpo responde, nem mesmo um último fio de pentelho. Ha, achou que essas palavras iriam ser leves e divertidas, ou pelos menos implícitas? Bem-vindo ao inferno, aqui não tem perdão. Eu achava que já tinha visto de tudo, achava que eu era o especialista em falar do lado bom e o lado ruim da vida. Bom, eu nunca achei que teria o lado do inferno.

 

Entrei aqui em 1960, nessa época eu tinha 27 anos, no auge da minha juventude. Fui traído pelos meus próprios colegas empresários ao ter um diagnóstico forjado por eles de que eu tinha transtornos mentais. E então, Dr. Mengele, um jovem ambicioso me recebia em frente ao seu Hospital. Eu não tinha problema, então eu sabia, eu iria ser morto. Reze, reze, você vai precisar. Até, hahahaha. Foi naquele dia, que aprendi a rezar. A primeira coisa que fizeram em mim, foram jogar um jato de água para me purificar. O jato era forte, era como se estivessem me queimando com uma força descomunal. Depois, me levaram para a entrevista com o Doutor. Abri a porta, e ele me mandou sentar. Sentei, e a primeira coisa que senti foi uma seringa enfiada no meu pescoço, e perdi a consciência. Ha. Ha. Ha. Acordei numa maca, onde todo o meu corpo estava preso em cordas feitas com material de cinto, e eram fivelas firmes. Na primeira sessão, ele disse que tinha terminado.

 

Eu fui dopado, e ele tirou algumas lascas dos ossos do meu crânio. Disse, que era para sua coleção pessoal. O preço de mera coleção? Minha boca inteira costurada à base de fios. Eu não podia mais falar. Ele disse que fiquei mais estiloso. Sabem como é a sensação de você não poder mover mais os lábios e o maxilar, depois de 27 anos de uso? Eu sei. Nas primeiras semanas, as costuram abriram, e eu sangrei muito. Por pouco não morri de hemorragia. Infelizmente. Era uma sessão a cada três meses, para evitar que eu morresse rápido. Ele disse que ele estava fazendo um favor para mim, de início não entendi, mas depois percebi.

 

Todos, sem exceção, todos os pacientes aqui eram estuprados de alguma forma. Por exemplo, para se ganhar a janta, era necessário fazer um oral no enfermeiro que trazia a comida. Claro, no meu caso, tive tratamento especial, e eu precisei somente bater uma para ele. Nojento. Era pior para as meninas. Algumas ficavam meses sendo estupradas e com equipamentos sexuais em seus corpos, muitas vezes ganhando infecções. Algumas morreram por causa disso, inclusive. Claro, o lugar também não colaborava. O principal motivo era que nada era esterilizado. Todas as seringas, eram reutilizadas de outros pacientes. Azar o seu. Éramos monstros que estavam recebendo tratamento para sermos humanos. Em quem você acreditaria caso um monstro dissesse que estava sendo torturado e um humano dissesse que o monstro estava mentindo? Segunda opção. Pode admitir.

 

Lembro de como as coisas eram, existia vômitos por toda a parte, sangue que era tinta e às vezes eram desenhos. Me deram um quarto. No quarto, pelo jeito, o último que estava aqui era católico. Tinha uma cruz desenhada, e parecia que ele colava seu corpo a parede, tentando simular Jesus. Dá pra ver pelo sangue seco que ficou. Na segunda sessão, ele disse que estava sem anestesia, e que era para ser assim mesmo. Engoli em seco. Ele começou a cortar meu olho esquerdo ao meio, eu gritei como se nunca tivesse sentido tamanha dor antes, e ele foi colocando equipamentos dentro do olho, e talvez eu deva ter apagado pois não lembro de mais nada. Só sei que acordei enxergando apenas do lado direito. Ser violado nem era tão ruim assim comparado à essas sessões.

 

Santa Maria, sei que está me ouvindo agora. Hoje, é minha última sessão. Estou sem movimento no corpo inteiro, meus músculos, grande parte deles foram removidos sem meu consentimento. Apenas meu braço esquerdo, não dominante, ainda move. Há muito tempo que eu não sei o que é me alimentar de fato que não seja por soro líquido. Sinto saudades dos meus pais. Sinto saudades de casa. Deus, eu vou te ver por aí. E quando eu te ver, vou te devolver em dobro tudo o que eu senti. A sessão logo vai começar. Ha. Hahaha. É engraçado, eu comecei a perceber que ser doente é estar vivo. HAAHAHAAA. HAHAHAHAHAH. HAHHAHAA”

 

Registro de David Smith, paciente #0001528.

Motivo da morte: Suicídio após se jogar de cabeça da cama para o chão, quebrando o pescoço e morrendo na hora.

 



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