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História Saint Seiya - The Last Union - Capítulo 30


Escrita por: DenegryAngel

Notas do Autor


Pessoal, boa noite.
Primeiramente, peço desculpas por todo este longo tempo sem postar. A pandemia afetou mto meu psicológico, minha profissão e meu casamento. Hoje, melhor psicologicamente, enfrento desafios que estão me sugando tanto tempo que não estou conseguindo produzir a fic q vcs merecem.
Comecei a redigir várias e várias vezes, mas a vida me fez parar todas elas.
Meu pai está com uma doença grave. Estou tendo que estudar pra valer para mudar de profissão, pois a advocacia suga e não me paga mais que dois salários mínimos e meio. O ano não está sendo bom para o meu casamento, que tem vivido desafios nunca antes vistos e isso maltrata meu marido, que não merece nada disso.
Portanto, eu decidi colocar tudo o que eu escrevi. Meus insights para a história, o que eu já tinha planejado para alguns personagens, os finais que imaginei que teria e alguns relacionamentos.
Infelizmente, não consegui entregar tudo o que prometi e peço desculpas. Não imaginei que estaria assim, desse jeito, aos 32 anos e meio.
Então, espero que entendam, que vejam o que eu tinha planejado e saibam qual o final que eu tinha dado.
Esta primeira parte terá o que eu tinha escrito para a fic até então (e sim, tinha mta coisa fora de contexto pq eu estava para adaptar). A segunda parte dos insights e a terceira terá os relacionamentos que planejei.
Se tiverem dúvidas, deixem comentários q vou respondendo com o tempo.
Um abraço fraterno a todos que me acompanham, principalmente àqueles que estão desde 2014!
Boa leitura!

Capítulo 30 - O final que não planejei, mas que preciso dar à vcs - pt 1


CAPÍTULO XXX – Entrega Incondicional

 

Yuna e souma: começar os dois e contar 2 dias para casar com oq Jabu narrou e já o sexo dos dois:

 

Souma teve toda uma trajetória de sentimentos e, com o orgasmo que o relaxou, ele se deixou de leve e apagou com a namorada em seus braços, se sentindo bem e tranquilo. Mas Yuna ainda fica acordada, absorvendo, sob a luz do luar, o quão belo era Souma: ruivo, com a pele um pouco queimada do sol, musculoso, mas na medida, sem estar muito extravagante. E como a pélvis era bela.... ele também era ruivo ali. Ela se sentia muito segura com Souma, muito mesmo, se sentia muito bem com ele, de uma forma que não sabia explicar, de um modo que foi importante para ela ter esta segurança ao transar com ele, sendo esta a sua primeira vez. Se fosse com outro, com toda a certeza ela não teria esta tranquilidade e esta segurança.

Yuna tracejava o peitoral de Souma, bem de leve, para não acordá-lo. Ela concluiu que foi bom para eles: ambos tiveram orgasmos deliciosos e foi a primeira vez de ambos. Ela disse a si mesma que esta podia ser a melhor experiência que ela podia querer na vida. E ela gostava tanto dele... perder a virgindade com alguém assim é algo único! Ela se aninha ainda mais em Souma. Seria a primeira noite dela como mulher: uma mulher completa. Deixou de ser menina. Que bom que teria o peito de Souma para ressoar com sua respiração, já que ele também tinha acabado de se tornar um homem, um homem completo, junto com ela.

 

 

 

Após todos saírem do Refeitório, Kouga não sabia para onde ir. Não queria ir treinar com Kiki. Não queria ir treinar sozinho e nem falar com Shina sobre o que tinha conversado com Ryuho. Não queria rodar o Santuário. Não queria ver nenhum Cavaleiro.

Então, a atenção dele foi puxada para cima, para o Santuário de Athena. Sua mãe. Shina não falou dela no Refeitório. Mas ela tinha saído muito abalada do casebre de Eiri. Algo o puxava para a mãe. Respirou fundo. Ninguém podia ir até Athena, mas ele podia ir até a sua mãe, pois ninguém proibiu-o neste sentido.

Iniciou a caminhada para o começo das escadarias das 12 Casas, mas Shina o viu. Imediamente, ela correu até ele e o puxou pelo braço, bradando:

- Aonde pensa que vai? Sabe que precisa de autorização para ver Athena.

Seriamente, Kouga olha para a mestra e, em sua mente, ele começa a conversar com ela:

Mestra, me desculpa. Shina fica chocada. Kouga nunca tinha conversado mentalmente com ele, sendo ele o ativo. Ela não sabia que ele tinha este poder... desde quando? Eu tenho que contar uma coisa para você e para minha mãe, mas acho que ela tem que saber primeiro. E eu não estou indo ver Athena ou Saori, estou indo ver minha mãe, e ninguém me impedirá de vê-la. Ele se desvencilha do aperto dela. Antes de subir, saiba que eu me sinto péssimo por tudo que fiz nestes 14 anos. Fui um péssimo pupilo. Tive o privilégio de ser treinado por um Grande Mestre de Santuário e o desperdicei por pura infantilidade. Prometo que conversaremos depois, mas saiba que eu sinto muito. Desperdicei todo o seu conhecimento e sabedoria e acho que nunca serei capaz de recuperar.

Kouga... responde Shina

Shina não sabe o que falar. Desde quando Kouga...

Devagar, Kouga retira o contato visual e inicia a subida das escadarias.

Ryuho viu os momentos de troca de olhares. Verificou que ninguém tinha percebido que os dois estavam juntos e nem olhavam para Kouga. Então, este era o momento certo para ele conversar com sua Grã-Mestra. Aproximou-se dela e disse, em um tom baixo, para não chamar a atenção dos demais:

- Grã-Mestra – Shina sai do seu estado de suspensão em um susto e vira-se para Ryuho – teremos problemas se Kouga permanecer no mesmo casebre em que Yuna estiver.

Shina franze o cenho levemente e pergunta:

- Porquê diz isso?

- Agora ele está indo ver a Deusa Athena, sua mãe, e deve-se ao fato da conversa que tivemos mais cedo. Pela lealdade que devo à Lógica da Descendência de Athena, não posso contar o teor da nossa conversa, mas peço que acredite e confie em mim: ele não pode ficar no mesmo casebre que Yuna. Ele não pode ficar próximo de Yuna, agora que Yuna e Souma são um casal. Existe uma probabilidade de causar grandes estragos para todo o Santuário.

Shina olha-o por um tempo. Ryuho, realmente, era muito responsável e dedicado à proteção da Lógica. Kouga prometeu que conversariam depois e disse que tinha algo para revelar para ela. A probabilidade de ser verdade era alta. Ela não leria a mente do garoto: respeitaria o seu juramento e confiaria nele.

Vira-se para Ryuho, cruza os braços e responde:

- Tudo bem. Confio na sua palavra. Eu havia colocado você e Yuna junto com Kouga para que ele aprendesse mais, já que ele se recusou a aprender comigo. E como você sabe que Yuna e Souma são um casal?

- Eu conheço os dois de Palaestra. Acho que todos de Palaestra, que conviveram com eles, sabem o tanto que Souma gosta de Yuna. Era um curso natural. Hoje, no Refeitório, percebi o quão próximos estavam e, como disse, não posso dizer mais nada além disso.

Shina suspira.

- Então, colocar Kouga com Jabu e Souma também não é uma opção.

- Infelizmente, não, Grã-Mestra.

Shina pensa um pouco. Ela poderia colocá-lo no casebre de Icchi, Ban e Nachi, substituindo um deles. Já que os Cavaleiros de Aço retornariam, seria interessante deixar Ban e Geki no mesmo casebre. Icchi era uma péssima influência e Nachi era um zero à esquerda, mas parece que a batalha de Ares e o que aconteceu com Aria mudaram Kouga drasticamente. Valia a pena mudar.

Ela conclui:

- Colocarei Kouga com Icchi e Nachi. Geki e Ban ficarão em um casebre mais afastado, se preparando para a recepção dos Cavaleiros de Aço. – Ryuho assente, concordando – Ryuho – ele a olha, atento -, você permanecerá com Yuna.

Ryuho arregala os olhos.

- Mas, Grã-Mestra...

- Eu não vou colocar Souma e Yuna juntos! Eles acabaram de começar e nem me comunicaram nada. E Athena permitiu relacionamentos, mas não quer dizer que eu vou permitir que vire bagunça! Só vai mudar para o mesmo casebre quando casar! Se não, quando este Santuário estiver lotado de gente, eu vou ter que lidar com brigas de casal o tempo todo e não estou a fim disso.

Ryuho abaixa a cabeça. Ela tinha razão. Até o momento, eram poucas pessoas e mais fácil de gerir. Mas... e depois? Pensar à frente era melhor.

- E eu quero que você me relate se algo sair do controle entre esses três. Kouga é explosivo e Yuna é descontrolada. Souma é o mais centrado, mas eu duvido que saia coisa boa deste triângulo. Dos três, o sangue de Athena é o mais importante e temos que intervir para mantê-lo a salvo, ok?

- Ok.

- Mas isto não quer dizer que vamos impedir que ele se responsabilize pelo o que fizer. Pelo contrário. Só não vamos deixar que ele faça merdas descomunais que semi-deuses são capazes de fazer.

- Certo.

- Agora, chame Geki e Ban para mim, por favor.

- Sim, Grã-Mestra. – Ryuho sai para procurar os dois cavaleiros.

Shina respira. Ela não estava acreditando que iria lidar com problemas amorosos do pupilo assim. Que merda. Porquê as coisas tinham que ser desse jeito?

Shun, que saía do Refeitório, vê Ryuho sair correndo. Olha de onde ele saía e vê Shina. Vai até ela e pergunta o que está acontecendo. Rapidamente, ela conta o que aconteceu com Kouga e Ryuho. Shun diz:

- Uma era complicada com cada vez mais complicações. Será difícil para Athena se não colocar freios em sua descendência.

- Concordo. Até para mim existe limite. Eu não posso resolver tudo.

Shun coloca a mão no ombro de Shina.

- Fique calma. Hoje foi um dia turbulento. Mas, em breve, este período passará e teremos dias de paz.

Shina olha para o Cavaleiro de Virgem. Ele estava certo. Ela estava surtando atoa. Logo, tudo isso passaria.

- Obrigada, Shun. – ela lhe sorri – Ah, a propósito: assim que Shiryu regressar, gostaria que você e ele me acompanhassem nas decisões do Santuário. Quero começar o treinamento de vocês dois para me sucederem como Grandes-Mestres

Shun arregala os olhos.

- Mas já?

- Como já! Já se passaram meus 10 anos há muito tempo! Eu estou há 16 anos no cargo. Já era para eu ter saído. Só não saí pela guerra de Ares. Mas creio que podemos fazer isso, assim que estas questões de Hera, oráculo, Athena e Seiya e outras coisas se resolverem. Não quero ser Grã-Mestra para sempre. – ela coloca a mão em seu ombro – E eu estou precisando de férias!

Shun sorri. Ele lembrou do que Athena tinha prometido: a cada 12 meses, férias de 90 dias aos seus cavaleiros, o que não ocorreu por conta das batalhas conta Ares. Shina merecia um descanso, pois assumiu o Santuário logo após a batalha contra Apollo e Arthemis e não parou mais.

- Mas, Shina – pergunta Shun – porquê não pedir meu irmão e Hyoga também?

Shina suspira antes de responder:

- Hyoga, agora, está mais preocupado com a possibilidade de Eiri ser oráculo e protegê-la de Saori do que qualquer outra coisa. Não acho que ele se concentre. E Ikki... bem, eu o vejo morto. Apenas o corpo dele regressou da Ilha da Rainha da Morte, não a alma. Acho que Athena tem que verificar isto antes de eu o incubir de algo. Por isso, eu o estou distraindo com o treinamento das gêmeas. Ele precisa melhorar.

Shun fica preocupado. Tinha notado isto em Ikki, mas não com esta profundidade. Era preocupante que seu irmão estivesse assim.

- Eu estou preocupado com Ikki. Mas, agora, quem mais me preocupa é Seiya. O castigo foi muito pesado, mas era esperado que algum castigo ocorresse, não desta magnitude, mas que ocorresse. Seiya, cada vez mais, vinha agindo como protetor de Athena e da Terra e não como defensor da Deusa que protege a Terra. Existe uma grande diferença nestes dois conceitos e Seiya misturou os dois.

- É verdade. – Shina concorda.

- Creio que isto ficou claro na Batalha do Golfo Pérsico: não derrotamos Ares por uma decisão isolada de Seiya. Foram 14 anos sob ameaça de perdermos a Terra por uma decisão unilateral. – Shina assente – Mas não é hora de discutirmos isso. Quando Shiryu retorna?

- Em 05 dias.

- Sabe por quanto tempo durará este castigo?

Shina suspira.

- Athena não me disse. Só pediu para que alguém ficasse com Seiya. Jabu está apoiando Seiya, mas eu não sei por quanto tempo Jabu ficará com Seiya. Vamos esperar que sejam apenas estes 05 dias até o retorno de Shiryu.

Shina percebe Souma e vira-se para ele.

Jabu tinha resolvido se entregar. Ele ia se abrir. Com certo custo para si, mas ia. Respirou fundo algumas vezes para criar coragem. Aquilo não era normal para si, não era nem estava preparado ou esperado que fizesse isso e, por fim, ele resolveu se render. Ia aceitar a proposta do irmão e ia conversar, seguindo o que Pégaso Mitológico disse. Se abrir de verdade. Contar tudo. Ele tinha vindo aqui para ajudar Seiya, mas, se isto também envolvia falar sobre si, que fosse, ele falaria. Falar com Pégaso Mitológico e saber que ele também era uma existência constante na vida da Deusa e a vinha protegendo, junto com Seiya, era... arrebatador!

Simplesmente, não dava para ficar quieto, absorto ou longe de tudo o que lhe envolvia.

E, por isso, olhava para Seiya com tamanha intensidade que este não sabia se começava a contar o que sabia do irmão ou começava perguntando o que seria este “começo” o qual pedira. Seiya queria perguntar o porquê deveria matá-lo, que era uma pergunta que estava martelando a sua cabeça, já que Jabu havia pedido para ceifar-lhe a vida antes de irem ver sua encarnação anterior. Entretanto, fechou os olhos e disse:

- Olha, o começo comeeeeeeço mesmo é na Antiguidade. – diz Seiya, de olhos fechados. – E perpassa pelas últimas encarnações. Eu terei que falar de mim e de você, ao mesmo tempo, pois, até onde sei, estamos juntos, sempre. – abre os olhos e olha para o irmão.

Jabu acena positivamente.

- Tudo bem. – Seiya faz uma pausa rápida, meio que para organizar seus pensamentos – E eu não sei se você se lembrará do seu passado, pois isto não é comigo, é com os Deuses. – Jabu acena novamente – Ok. – outra pausa rápida – Então, desde as Eras Mitológicas, quando ocorreu a tentativa de... – Seiya vira-se para a cama e resolve sentar-se nela – melhor eu sentar aqui para não me alterar muito e me controlar. – olha para Jabu – Ficará no chão?

Jabu cruza as pernas.

- Vou. Aqui fica melhor para mim – Seiya percebe que Jabu o olharia debaixo e achou a sensação estranha, mas não iria questioná-lo – Agora, sou eu quem não está no meu normal. – e dá um sorriso triste. Seiya compartilha do sentimento.

Então, Seiya conta tudo o que tinha acontecido quando conversara com Pégaso Mitológico nas outras vezes, de como a alma de Jabu estava enlaçada à sua na proteção de Athena. Mesmo que Jabu não soubesse, conscientemente, da Lógica, ele sempre se dedicou a proteger Athena, com devoção. E, na última encarnação, ele sentiu-se um incompetente, pois, como amigo de treino e companheiro de Seiya em treinamento até ambos sagrarem-se cavaleiros, o Cavaleiro de Unicórnio não conseguiu ajudar Athena como desejou. Descreveu o juramento que o Unicórnio Mitológico havia feito, do qual detinha ciência, alegando tanto espanto quanto ele ao saber que o Unicórnio Mitológico pediu acesso direto ao sangue de Athena para ajudá-la na sua proteção, a qual foi concedida, algo inédito até então. Mas não sabia o que isto poderia significar, pois, até agora, Jabu não tinha demonstrado nenhum poder a mais com este sangue.

Jabu abaixa a cabeça e diz, mais para si:

- Só me trouxe mais dor do que o normal.

Seiya olha intensamente para o irmão. Lembra-se do que ele disse sobre Seika e o quanto se culpava. Será que tinha mais coisa?

- Cara, a culpa não é sua. – diz Seiya – Seika morreu por culpa de Ares, única e exclusivamente. Ele a descobriu por falha minha. Se há culpa nisto, ela deve ser atribuída à mim e não à você. – Jabu levanta o olhar para ele, chocado – Você fez o que foi mandado e ainda foi além. Você protegeu o corpo da minha irmã de uma maneira que ninguém mais o faria, fazendo um santuário para ela. E...

- MAS EU PODIA TER FEITO MAIS! – explode Jabu, mas logo recua, abaixando a cabeça, de lado – Eu... – ele hesita, apertando os punhos – Desculpa.

Seiya desce e fica ao seu lado.

- Me diga, então, como poderia ter feito. O quê, de diferente, poderia ter feito.

Jabu apenas morde o lábio inferior e aperta ainda mais os punhos.

- Viu? Não há o que você poderia ter feito. – coloca a mão em cima de um dos punhos dele – Se eu sinto falta dela? Sim, sinto. Não há um dia que eu não pense nela, na Marin ou no Tohuma. Queria ter convivido mais com o cara, já que Marin buscou tanto por ele quanto eu busquei por Seika. Mas eu aprendi a lidar com esta perda. Afinal, eu fiquei mais longe dela do que perto. Queria que ela estivesse aqui comigo? Sim, mas não muda o fato que ela se foi e que a culpa não é sua. – coloca a mão no ombro dele – Pode tirar esse peso de você e, se quiser, pode bater em mim.

Jabu fica silencioso por alguns minutos. Então, ele fala:

- Não é só isso. – fica em silêncio por mais tempo. Então, volta a falar. - Eu falhei com Souma e Kazuma. Souma perdeu o pai por minha culpa. Mesmo sabendo dos ataques de Sônia, eu deixei que Kazuma andasse com Souma por aí... Falhei com Souma por ele não conseguir as Armaduras dos pais... Falhei com Kazuma por não conseguir que ele deixasse a dor de perder a esposa para trás... – Jabu começa a embargar a voz. Coloca a mão na testa, segurando para a cabeça não cair para frente – Eu falhei com Saori, por não conseguir deixar de amá-la, mesmo tentando... Eu falhei com meu mestre, pois eu prometi que seria um cavaleiro poderoso e eu sou um nada, um merda, na verdade... Eu só falhei e falhei desde que me sagrei cavaleiro, não tendo participado de nenhuma batalha além da Guerra Galáctica, já que todas as demais foram derrotas vergonhosas... e tudo o que era me dado eu não conseguia realizar ou realizado com baixa expectativa se comparado à você, Shiryu, Shun, Hyoga e Ikki. Exatamente... tudo. – ele coloca ambas as mãos sob os olhos – E eu não sei porquê resolvi falar isso com você, mas é porque eu já não aguento mais isso tudo dentro de mim. Eu tento ajudar todos, mas eu só falho. Só erro. Só faço merda. Nada dá certo comigo. E agora... – ele respira rápido para que não chorasse – Fico sabendo que pedi o sangue de Athena... e o que fiz de bom com ele? Merda atrás de merda. Não servi para defender Seika. Não servi para ajudar em nenhuma das batalhas contra os deuses, sendo um encosto no Santuário. Só consegui pupilos para treinar por mero acaso e, mesmo assim, um deles eu mal treinei, pois já detinha todos os treinamentos em si. – as lágrimas começaram a brotar e sua voz embaralhou com o choro – Cara, eu já não aguento mais. Eu não aguento! Estou farto de eu ser este estorvo de merda que não consegue fazer merda nenhuma do caralho!

Seiya não sabia sobre como funcionou os treinamentos com Kazuma e Souma, teria que perguntar para entender, mas não era o momento. Abraçou o irmão de lado e sussurrou, em seu ouvido:

- Põe pra fora, cara. Você pode fazer isso. Ninguém vai te julgar e eu vou estar aqui, do teu lado, sempre.

E quase que cuspindo, Jabu começou a chorar, apertando os dedos no rosto, sangrando a sua alma. Os gritos dele eram altos e partiam o coração de Seiya. Será que foi assim que Jabu o viu quando Seiya se abriu? E Seiya ficou em pedaços, pois Jabu se sentia... um lixo. E, bem, Jabu não participou das batalhas, era verdade, mas as outras coisas... Seiya não sabia para opinar em seu favor. Então, era melhor deixar Jabu jogar suas tristezas para fora antes de perguntar qualquer coisa e avaliar melhor a questão.

Cara, os dois estavam em pedaços. Chegaram aos 31 anos quebrados. Será que os outros estavam bem?

Jabu chorou. Gritou. Se apertou. Engasgou. Colocou as mãos nas têmporas, apertando a cabeça, pois sentia que ela iria explodir! De onde estava saindo tudo aquilo? E era uma enxurrada tão pesada que ele não conseguia sequer se controlar! Ele começou a tremer de tanto chorar.

E isso não parava! Meu Deus, o que era aquilo? Se sentia rachando, aberto, como uma avalanche passando pela fissura... ou melhor, pela imensa abertura.

Jabu chorou.

Chorou.

Chorou.

E começou a soluçar.

As lágrimas começaram a diminuir.

O conforto de Seiya era aconchegante.

Ele se acalmava.

A rachadura... ainda aberta, não doía tanto mais. Estava... anestesiada.

Ele pega a camisa e limpa o nariz e os olhos, tossindo.

- Desculpa, cara. – tosse mais um pouco. – Nossa... não era para ser assim.

Seiya dá um leve afago em Jabu.

- Não vejo nada pelo o quê pedir desculpas.

Jabu se sentia... mais leve.

Estranho.

Seiya gira para ele e pergunta:

- Mas me conta como foi treinar Kazuma e Souma. Eu não sei como foi pois estava preso, certo?

Jabu enxuga o nariz um pouco mais e diz:

- Certo... bem, mais ou menos – enxuga mais um pouco e olha para o irmão – posso tirar minha camisa? Ela está imprestável.

Seiya gesticula, para ele ficar à vontade. Jabu a tira e a joga no chão.

- Bem, eu encontrei Kazuma umas semanas depois de Seika ter falecido, Athena ter ido até a fazenda, determinando que eu aguardasse a nova geração de cavaleiros para eu treinar e vocês terem se concentrado no treinamento para o novo round contra Ares.

- Foi logo após o nascimento de Kouga, então. – conclui Seiya. E Jabu liga alguns pontos, entendendo a dinâmica da época. Isto explica diversos acontecimentos.

- Sim – diz Jabu – deve ter sido na mesma época, mas eu não sabia que Kouga tinha nascido naquele tempo. – Jabu engole em seco para continuar a falar. – De início, achei que ninguém chegaria ali, naquela fazenda, e fui eu mesmo buscar discípulos, mas... a verdade é que tudo já estava traçado. Na cidade, enquanto eu fazia comércio local, vendendo os excessos da minha fazenda, eu vi um garoto, com aparência de uns 15 anos, mendigando comida com um recém-nascido em seus braços. Resolvi investigá-lo e – Jabu sorri ante a memória doce – percebi o grande cuidado que o garoto tinha para com o bebê e até que, aproximando-me cuidadosamente do cara, que tinha uma paranoia gigante de que eu iria tentar roubar ou matar o bebê, descobri que era o filho dele nos braços! E a mãe do bebê tinha morrido no parto. Eu já tinha ficado comovido, achando que eles eram tipo Ikki e Shun, irmão mais velho cuidando do mais novo, sabe? Vendo mais órfãos na rua, se humilhando por comida e só queria oferecer comida e teto para eles, com a desculpa de ter um trabalho para o cara, para ter o que fazer na fazenda, para ajudar a cuidar do irmão mas novo, mas não... era pai e filho! E foi assim que achei Kazuma e Souma.

- Mas como soube que ele era um Cavaleiro?

Jabu sorriu ante a nostalgia da lembrança.

- Então... – Jabu começou a contar a conversa que teve com Kazuma, que, na verdade, foi o cara que o reconheceu quando a abordagem de trabalho não estava dando certo e Jabu mencionou sobre Athena, não tendo ainda se sagrado cavaleiro, ainda era um aspirante. E, mesmo assim, Kazuma era superprotetor para com Souma, não deixando-o sozinho e sempre trabalhando com o garoto do lado ou em um canguru. Contou como foram os primeiros 5 anos. Como Souma viu o assassinato do pai. Como Souma reagiu, querendo ser um Cavaleiro de Prata, mas que, para sua frustração, não conseguiu, tendo a sorte de a Armadura de Leão Menor estar disponível. Contou o que sabia sobre os pais de Souma: que a sua mãe, Aleena, fora Amazona de Cruzeiro do Sul por um breve momento, entre as batalhas de Asgard e Poseidon, mas que, ao descobrirem o relacionamento de um aspirante e uma Amazona, expulsaram os dois, já que as novas regras de Athena ainda não estavam vigentes. Pelo o que ele soube, foi Milo quem os expulsou. Falou que foram para os EUA ante a cidadania de ambos e que, pela precariedade da gestação de Aleena, ela não resistiu ao parto. Ele me disse que ela teve eclâmpsia ocasionada pela diabetes gestacional não acompanhada pelo pré-natal que não fizeram e, como foram para o hospital no último momento para o parto, já que a medicina americana é toda paga e juntaram dinheiro apenas para o parto, não conseguiram salvar Aleena, só Souma.

- Nossa. – Seiya fica tenso – E Souma sabe disso?

- Não. Ele sabe que a mãe morreu porque não tiveram dinheiro para cuidar do pré-natal, mas não sabem o motivo da morte. Eu não tive coragem de contar. E Kazuma não constou no seu diário, pelo o que Souma me disse.

- Diário?

- Sim. – Jabu explica sobre o diário que Kazuma escreveu e passou para Souma, o qual se arrependeu de não ter lido pois tinha algumas coisas que uma criança de 6 anos, que acabou de aprender a ler, não deveria ler, por ser picante demais. – E acho que ler este diário, incessantemente, moldou demais a personalidade de Souma, fazendo-o querer ter uma história igual a dos pais: casar com uma Amazona antes dos 15 anos, ter filhos.... Ele é apaixonado pela Yuna e vejo que ele quer repetir a história dos pais com ela. Não sei até onde é consciente isto.

- Entendi. E acha que Souma pode forçar Yuna a ter filhos com ele?

- Forçar? Não, jamais! Souma não é este tipo de cara. Mas isto pode acontecer sem perceber. Repetir a história sem ver. E isto pode ser traumático para ele.

- E... porque você se cobra por isso?

Jabu olha para ele.

- Como assim?

- É. Você está se cobrando de uma possibilidade de algo que talvez nem aconteça. E se responsabiliza do acontecimento dos pais de Souma que quem tem culpa, na verdade, é Athena. Até agora, você não tem culpa de nada.

Jabu olha para o chão. Era uma verdade.

Seiya volta a apertar a mão dele.

- Meu irmão... eu acho que nunca falei isso para você mas eu me importo com você. Eu não quero te ver assim. E ainda mais se sentindo responsável por coisas que não são suas e nem estavam sob seu controle. Responsabilize quem tem que responsabilizar. – bate em seu próprio peito – Começando por mim!

Jabu olha-o, incrédulo.

- Sério! Pode me socar! Vai te fazer bem.

Jabu ri, não acreditando que estava ouvindo isso.

- Cara, eu prometi proteger a Lógica.... você faz parte da Lógica! Como assim eu vou te bater?

- Com a minha autorização, óbvio!

Jabu ri mais um pouco, aquele sorriso seco, amarelo. Coloca a mão na testa, não acreditando no que estava ouvindo. Mas Seiya estava vendo uma oportunidade de Jabu se libertar de uma de suas correntes, e faria de tudo para o irmão melhorar. Então, levanta-se e diz:

- Vamos para o meio da Casa. Lá, quero que você me ataque com todas as suas forças. Eu não vou me defender. Pode me atacar, à vontade, até cansar!

Jabu olha-o, desconfiado.

- E se alguém passar aqui na Casa, como já passaram? O que vamos fazer?

- Só passou meu filho, até agora, e passou correndo. Os demais, fora Hyoga e Eiri, que estão acima de nós e, realmente, precisam passar por aqui, todos os demais estão proibidos. Shina se teleporta. Kiki também.  E acho que, se virem, fingirão que nada está acontecendo e seguirão a vida, para respeitar as ordens de Athena. Então... não vejo motivos para nos preocuparmos.

Jabu ri, como se derrotado.

- Ok! Você venceu. Vamos lá.

Ambos levantam-se, cada um apoiando em si mesmo. Caminham até o centro da Casa de Sagitário. Jabu admira a Casa. Nunca pensou que lutaria dentro delas. Isto era algo para os Cinco Cavaleiros Lendários, não para ele. Mas, agora, ele estava ali, para lutar contra um Cavaleiro de Ouro que, por sinal, era um Cavaleiro Lendário. Nada mais irônico. Claro, ele ia perder em uma luta séria. Sabia disso. Seiya só disse para ele dar várias porradas em si e era isso mesmo que faria. Seiya não reagiria. Ou Jabu ficaria inconsciente.

Seiya cruzou os braços para trás, abriu as pernas em v, levantou a cabeça e disse:

- Irmão, pode mandar ver. Eleve o seu cosmo o tanto que quiser.

Jabu não pôde deixar de notar a marca da mão de Athena no pescoço de Seiya. Era doloroso de ver o guerreiro mais poderoso da Deusa Protetora da Terra se deixar apanhar desse jeito. Apanhou da Deusa, apanhou da vida... e agora queria apanhar do irmão, que era um fracote.

Parecia que Seiya gostava de apanhar.

- Seiya, me diga: porquê gosta de apanhar?

Seiya olha-o com aquela cara infantil, de não estar entendendo nada.

- Sério. Porquê. – reitera Jabu.

- Eu não gosto de apanhar! De onde tirou isso?

Jabu respirou fundo antes de dizer:

- Eu quero que preste atenção em uma coisa – Jabu levanta a sua mão e concenta o máximo de cosmo-energia nela; dá um impulso para trás e arremessa-se contra Seiya, chocando-o contra seu abdômen, que dá um leve empurrão para trás, mas sem sentir nada. Jabu percebe que usou toda a força concentrada e Seiya não sentiu nada. Afastou-se, com o punho fechado e erguido, mas sem energia, e disse – Eu concentrei todo o meu poder em um soco e te soquei na barriga e você não sentiu nada.

Seiya começa a ficar desconcertado. Ele, realmente, não sentira nada, achando que aquilo era um aquecimento de Jabu e não toda a sua força. Abaixa a sua cabeça, não sabendo o que fazer.

- Aparentemente, você gosta de apanhar nas batalhas pois, ao que me parece, depois que apanha, você se autoriza a liberar todo o seu poder e se reerguer. – Jabu abriu a sua mão e olhou-a – Com este soco, este mísero soco de um humano patético que sou, consegui te autorizar a se reerguer? – e Jabu olha para Seiya.

Seiya morde o lábio inferior, não sabendo o que falar ou fazer. Ele nunca tinha pensado desse jeito. Estava esperando que Jabu desferisse vários golpes, socos, chutes... e não fizesse isto.

Um silêncio os permeou.

Jabu percebeu que atingiu um ponto de Seiya que nem ele tinha ciência. Mas, bem, ele estava conseguindo a sua missão, que era ajudar o consorte de Athena. Já ele? Bem, ele não tinha esperança nenhuma para si. E não via de bom grado bater em ninguém. E estava achando que deveria ficar um pouco sozinho agora.

- Seiya, preciso esparecer. Vou te deixar um pouco sozinho. Na volta, eu lhe trago mais comida e água. Aproveite para pensar no que lhe disse.

Seiya volta o olhar para Jabu e diz:

- Você também.

Jabu assente. Vai até o quarto, pega a sua camisa, embola-a e caminha até a saída. Seria bom Seiya ter um momento à sós agora.

Na porta da Casa de Sagitário, Jabu viu que o Sol já estava à pino. Deveria ser mais de meio-dia. Tentaria almoçar com o pessoal.

Começou a descer as Casas Zodiacais. Shiryu ainda não tinha voltado para a Casa de Libra, que estava vazia. Passa pela Casa de Virgem e cumprimenta Shun, que lustrava sua Armadura. Nota que Shun percebeu sua tristeza e ofecereu um sorriso triste, mas não parou. Não queria falar com ninguém, não agora.

Na Casa de Leão, viu que a Armadura estava na Pandora Box, mas não viu Ikki. Talvez estivesse na parte privativa da Casa, pensou. Continuou descendo até a Casa de Áries, onde viu Kiki de braços cruzados, olhando para o horizonte. Ia passar direto, mas Kiki o interrompeu, dizendo:

- Vocês dois estão indo bem.

- Leu minha mente, garoto? – responde Jabu, ríspido.

- Não foi preciso. Sua cara diz tudo.

Jabu suspira. Ele devia estar numa cara de derrota do caralho. Só queria um banho quente e uma cama, agora. Olhou para Kiki e percebeu que, com seus 26 anos, o jovem Cavaleiro de Ouro lembrava, e muito, a Mu. E já não era um garoto mais, pois já até tinha uma pupila, não é mesmo?

Respira fundo e diz:

- E como está Raki?

Ainda sem tirar o olhar do horizonte, diz:

- Está em missão para Athena.

- Tão nova e já em missão?

- Sim. Vivemos em uma era atípica e medidas excepcionais precisam ser tomadas.

- Bem, eu espero que ela volte, sã e salva.

- Ela voltará. – Kiki diz com uma certeza resoluta, como se fosse alguém de suma importância para si. Como se Raki fosse do seu sangue. Ele se portou para com Raki igual a proteção que Seiya porta-se para com Kouga e isso deixou Jabu intrigado. Mas não ia continuar naquele bate-papo sem sentido, queria mesmo era comer e deitar, depois de um bom banho.

Deu dois tapas nas costas de Kiki, despedindo-se, e continuou sua descida. Chegando no Refeitório, viu Shina, Geki, Ban, Nachi, Ichi e Tatsumi na cozinha, sentados, conversando. Todos se viraram ao ver Jabu entrando. Shina, imediatamente, levanta-se e vai até o cavaleiro; os demais dispersam-se.

- Conte-me: como as coisas estão? – pergunta Shina.

Jabu respira fundo antes de falar. Precisava de forças e se controlar.

- Shina, podemos ir falando enquanto como? Quero ir devagar. É muita coisa.

- Claro, claro. Vá se servir. – gesticula, em oferecimento, para a cozinha. Jabu coloca sua camisa embolada do outro lado do Refeitório, marcando um lugar. Vai até o banheiro que tinha no lugar, lava o rosto e as mãos, enxuga-os e serve-se da comida japonesa que tinha hoje: um típico bentô, fazendo-o ter nostalgia dos seus dias no Japão. Serve-se dos omeletes, sashimis e tudo o que tinha direito, pega um chá verde e senta-se. Percebe que o Refeitório ficou vazio. Shina devia ter pedido para todos saírem, por ser uma conversa delicada, o que ele entendia. Ele não estava a fim de falar, mas era melhor acabar com tudo isso do que postergar, afinal, tinha que se reportar à sua Grã-Mestra.

Shina senta-se ao seu lado, com uma garrafa de 2 litros de refrigente e 2 copos, servindo-se e perguntando se ele queria, que recusa. Ela espera Jabu começar a falar, no tempo dele. Jabu saboreia os vários omeletes que pegou, os peixes brancos. Toma o copo inteiro do chá verde. Olha para o refri. Serve-se de um copo e toma um gole. E começa a dizer:

- Foi difícil, no início. Ele chorou muito, pedindo Saori de volta, afirmando que não viveria sem ela. E, deliberadamente, contou o que rolou no Casebre entre Athena e ele, mesmo eu afirmando que tinha prometido à Deusa que não queria nem deveria saber, ou seja, terei problemas mais para frente sobre isso. – Jabu tomou um grande gole de refrigerante, serviu-se de mais e comeu um pouco, antes de voltar a falar – Conversando, perguntando sobre ele e sobre suas atitudes e sentimentos, ele assumiu que sente uma possessão pela Deusa, uma certa posse por ela em querer protegê-la de tudo e todos, pois acha que ela não dará conta sozinha, que não é capaz e que, por se colocar constantemente em perigo, não é suficientemente poderosa, dependendo ele. Creio que a dinâmica dos dois, durante os séculos, culminou nisso. – comeu mais um pouco e tomou mais um gole de refri – Ele também acha que Athena é intocável e, se sofre um mero arranhão ou tem um grão de poeira em si, sai perdendo a cabeça e partindo para a luta. – Tomou um gole do refri e terminou a comida – Creio que vimos isto em Ares, na Guerra do Golfo, cuja batalha contra o Deus poderia ter sido ganha se Seiya não tivesse abandonado o campo de batalha para cuidar de Athena, ou seja, pensado um pouco. – toma outro gole de refri e se serve de mais.

- Sim, você tem razão. Na época, você nem sabia de todos os detalhes da Lógica, certo? – Shina toma um grande gole.

- Certo. – toma mais um gole. – Mas, com tudo o que foi acontecendo e com a conversa que fui tendo, as peças foram se encaixando. Esses 14 anos não teriam acontecido se Seiya não tivesse agido do jeito que agiu. Seiya começou a assumir a responsabilidade de proteger a Terra no lugar de Athena: proteger a Terra, Athena e os humanos, agindo como um Deus protetor sem ser um. E isto nos levou a quase perder o planeta para o irmão-gêmeo de Athena.

Shina toma um longo gole. Ela sabia que a culpa destes 14 anos eram de Seiya e sua impetuosidade, mas não tinha a dimensão do tamanho que era. O cara tinha agido como um Deus, deliberadamente. Agora, vendo tudo por outro ângulo, parece que Athena não foi tão errada em trancafiá-lo: Seiya era um perigo para todos se continuasse no ritmo que estava seguindo.

Jabu tomou mais um gole e serviu do resto da garrafa:

- Tem mais?

- Tem sim, vou pegar. – Shina levanta, vai até a geladeira e traz outra até a mesa. Completa o copo de ambos. Jabu continua.

- E, depois de tudo o que falou e vim pegar comiga e água e dormirmos, ele meditou e conversou com o Pégaso Mitológico, que depois eu o conheci.

- Não acredito! – surpreende-se Shina.

Jabu dá um sorriso amarelo e dá mais um gole:

- Sim. – respira fundo antes de continuar – E, nesta meditação, refletiu porque surgiu e como surgiu esta possessão por Athena e por proteger tudo e todos, encontrando, com o Pégaso Mitológico, uma maneira para enfrentá-la e superá-la. Parece que eu servi apenas para ajudá-lo a identificar este problema, pois todo o resto ele fez sozinho. – e toma mais um gole de refri – E aí ele me levou para onde se encontra este Pegaso Mitologico e foi a pior parte para mim, pois foi assim que eu descobri porque eu tenho esse sangue de Athena nas veias: ao que parece, na última encarnação, como sempre, eu fui um inútil, não fiz nada e pedi para ter acesso ao sangue de Athena, para fazer a diferença nesta encarnação e, claro, até agora não o fiz. – tomou um gole com raiva. Não estava a fim de chorar ali, igual fizera com o Seiya, mas ainda estava com os sentimentos abertos, a ferida interna aberta, apesar de não dolorida; apenas não cicatrizada – Eu acabei desabafando com o cara, falando dos meus problemas, o que não era para eu fazer, mas rolou; e ele entendeu que todos os meus problemas se resolveriam batendo nele. E, ao dar um soco nele, eu saquei que ele precisa apanhar muito para se autorizar a se reerguer-se e meio que foi o que eu fiz com ele. – tomou o resto do refri. Shina o serviu e tomou o copo em uma golada, batendo o copo ao final, recusando nova rodada – Aí tô precisando de um tempo para me organizar antes de voltar com comida e água. Seiya ainda tem muito para si, para uns 2 dias. Mas eu preciso de um tempo para mim.

Shina dá dois tapas nas costas do companheiro de batalhas e diz:

- O tempo que precisar, Jabu. E obrigada por cuidar tão bem de Seiya. Você foi a melhor escolha.

Jabu deu aquele sorriso amarelo ao dizer:

- Não foi bem uma escolha, mas acho que foi o Destino me colocar ali. – Jabu levanta-se e pega sua blusa embolada na mão – E você viu Souma? Sabe como ele está?

Shina dá um sorriso maroto ao responder:

- Ele pertence ao mais novo casal do Santuário.

Jabu arregala os olhos.

- Ele está com Yuna?!

Shina fica surpresa:

- Como sabe que é com ela?

Jabu coloca a mão na cabeça, fechando os olhos em resignação:

- O garoto é doido com ela desde pequeno. Sempre que eu o mandava à Palaestra, ele voltava falando de Yuna. Era Yuna pra lá, Yuna pra cá...

Shina percebe a ausência de felicidade de Jabu e pergunta:

- Porque não está feliz por Souma?

Jabu apenas a olha. Shina demora a captar a mensagem e, quando o faz, deixar escapar:

- Ah, a história dos pais dele... – ela olha para a o seu copo meio vazio, refletindo. Como Grã-Mestra, sabia de tudo o que acontecia com os Cavaleiros e Amazonas do Santuário e sabia do que aconteceu com Kazuma e Aleena. Com tudo o que vinha acontecendo, não tinha imaginado que Souma poderia tentar imitar a história dos pais. – Mas é bem possível, pois Souma demonstra certo ciúme quando todos tratam com respeito Ryuho por ser filho de um cavaleiro, mas não fazem o mesmo com ele.

Jabu cruza os braços.

- Eu acho que a possibilidade é grande, para não dizer que é certo. E acho um péssimo momento. Mas tentar proibir só colocará mais combustível no relacionamento que, talvez, nem dure. Então, só vamos acompanhar.

Shina assente.

Jabu dá um aperto no ombro da Grã-Mestra e vai para o seu casebre. Talvez encontrasse o pupilo com a nova namorada. Esperava que não fosse em amassos. Chegando perto, começou a ouvir gemidos baixos dos dois e não acreditou que já estavam transando! Colocou a mão no rosto e deu três tapas fortes e espaçados na janela fechada de Souma, ouvindo a exclamação de susto dos dois. Caminhou bem devagar, dando tempo para que eles se vestissem e o cheiro de sexo se anuviasse da casa. Sua ideia de deitar estava indo por água abaixo e seu mau humor estava aumentando drasticamente. Depois de tudo, isso era o que ele menos precisava.

Deu a volta e abriu a porta devagar. Viu que a porta do quarto estava fechada, ainda. Olhou para o tanque, do lado de fora da casa e jogou sua camisa ali, usando o sabão para lavar a mão. Ficou na cozinha, encostado na mesa, de braços cruzados e cara amarrada, esperando Souma. Não acreditava que teria que dar limites a Souma, não naquele sentido. Achava que tinha-o educado muito bem, mas aquilo estava indo longe demais. E ainda tinha a possibilidade de Yuna ter as famosas crises dela, que eram tão imprevisíveis que ninguém entendia como funcionava. Mas ele não estava preocupado com isso, agora. Esta puto. Queria descansar, mas a casa cheirava a sexo. Nada estava indo como ele queria.

Então, a porta abre. Os cabelos de ambos estão bagunçados. Yuna está de máscara, roupas amarrotadas, saindo com muita vergonha. Souma estava vermelho pela atividade física e sua cara transparecia medo e ter desapontado o mestre. Estavam de mãos dadas.

Souma assustou de como seu mestre estava: sem camisa, bermurda, braços cruzados, mostrando toda a compleitude de músculos que só um cara maduro consegue ter, e uma cara de puro ódio.

Assim que Yuna o viu, paralisou. Será que Yuna teria uma crise ali? Souma sussurrou-lhe em seu ouvido:

- Está tudo bem, meu amor. Ele não está bravo com você. Deve ter acontecido algo com Seiya. Fica tranquila. Confia em mim.

Yuna aperta a mão de Souma e dá passos vacilantes em direção à porta. Jabu acompanhava os dois. Yuna começava a tremer. Jabu percebe e não queria lidar com Yuna agora, não em seu estado de humor. Olha para Souma, para que ele tome providências.

Souma, imediatamente, a abraça pela cintura e começa a pronunciar palavras de carinho e calmantes para Yuna, que ainda tremia.

Chegando na porta do casebre, Yuna diz que consegue ir embora sozinha e sai correndo. Com voz grossa, Jabu diz:

- Feche a porta.

Souma engole em seco. Estava com medo do mestre. Com as mãos trêmulas, fecha a porta, torcendo para que Yuna chegue bem em seu casebre.

- Vire-se para mim.

Souma obedece, engolindo em seco mais uma vez. E Jabu começa:

- Eu estou muito decepcionado com você. Eu saio para uma missão e você logo começa a utilizar o lugar em que moramos para transar. Francamente. Eu espera o mínimo de decência de você.

Souma ajoelha-se, abaixando a cabeça.

- Eu não mandei ajoelhar-se. Eu não estou falando com meu pupilo. – Jabu esperou alguns momentos para Souma levantar a cabeça e encará-lo para poder continuar – Eu estou falando com o meu filho. – E isto fez o emotivo Souma enxer os olhos de lágrimas – Levanta. Vamos conversar de pai para filho. – Souma estava segurando para não se emocionar. Eram raríssimas as vezes que Jabu o chamava de filho assim, mas Jabu ainda estava com a cara fechada e parecia que iria bater nele e Souma não queria apanhar. Souma levantou-se e cruzou os braços para trás.

Um pouco da raiva de Jabu sumiu. Na verdade, ele não podia culpar o garoto: o menino era doido com Yuna desde pequeno e, assim que teve a oportunidade, quis aproveitar de todas as formas. E ele bem sabia que eles, os cavaleiros, não sabiam o dia de amanhã e nada garantia que amanhã mesmo não apareceria um inimigo que os mataria. Quantos aspirantes não dariam a vida para ter isto eu Souma estava tendo agora...

Jabu respirou fundo antes de continuar:

- Olha, eu entendo que você ama a Yuna desde pequeno e quer aproveitar cada momento com ela porque nós, cavaleiros, não sabemos o dia de amanhã. Entendo isso. Mas também preciso que você entenda que não estamos no Texas, onde só nós dois moramos na casa. Geki mora conosco. Ryuho e Kouga estão no casebre ao lado e Yuna está com eles. E, agora, moramos em coletividade e tudo o que fazemos está na boca de todos e é de interesse de todos, já que o bem estar de um é o bem estar de todos cavaleiros. Fazer o que você fez, se fechar dentro desta casa, que está cheirando a sexo – Souma se assusta e Jabu nota isto – sim, ela está, qualquer um que passe por aqui sentirá este cheiro, faz com que você desequilibre a nossa balança. Nós já estamos desequilibrados e não podemos piorar mais.

- Me desculpe. – ele abaixa a cabeça.

- Namore com mais sabedoria. Não deixe de treinar. Não deixe as suas responsabilidades de lado. Mas, após cumpri-las, você terá todo o tempo que quiser com Yuna. E não monopolize a casa para você. Aqui, que é mais pequena que nossa fazenda, não é só sua.

- Tudo bem.

- E proteja-se. Não é o certo Yuna engravidar justo agora, no momento delicado em que estamos.

Souma arregala os olhos e se paralisa: ele não tinha feito isso.

Jabu percebe, mas acredita que seja apenas o conteúdo delicado da informação que repassou. Na sequência, abre os braços para o pupilo.

- Agora vem cá. – Souma levanta a cabeça e vê os braços estendidos do mestre. Não pensa duas vezes e se choca neles, abraçando-o. Jabu nota o quanto o seu menino tinha crescido: quase não ficava debaixo do seu queixo mais. Beija o couro cabeludo e o afaga – Conversa comigo. Tenha diálogo comigo, como sempre tivemos, que essas coisas não vão acontecer mais.

- Tá bom, pai.

Jabu gela. Souma nunca o chamou de pai. Sabia que Souma o considerava um segundo pai por o ter criado desde os 5 anos e Souma necessitava de uma figura paterna constante em sua vida. Já até tinha falado isso para Jabu. E, para ele, era um orgulho ter um filho de criação, que era como se fosse de sangue. Mas Souma nunca o chamou de pai.

E foi a vez de Jabu ouvir, sentindo o abraço carinhoso do garoto:

- Eu sei que já te disse que te considero meu segundo pai, mas nunca te disse a importância que você tem para mim, como um pai. Eu tenho mais memórias do que um pai deveria fazer com você do que do meu pai Kazuma. Tenho tão poucas lembranças do meu pai Kazuma... mas tenho de sobra de você. Sei que você não teve pai e que seu mestre não foi legal com você, mas eu tive sorte de ter tido um mestre que foi um pai pra mim. E ainda o é. Nesta batalha de Ares, eu percebi que podia te perder sem te falar isso. – Souma o apertou – Eu te amo muito, pai. Obrigado por me criar. Por cuidar de mim. Por fazer tudo o que você fez. Sem você, eu não teria conseguido sobreviver nas ruas com meu pai Kazuma. Você é um pai pra mim. Meu segundo pai, por ter vindo depois do meu pai Kazuma. – ele engole em seco – Eu... posso te chamar de pai, quando estivermos sozinhos? Seria uma honra pra mim.

Jabu, que estava emocionalmente instável, desabou. Beijou o couro cabeludo de Souma, colocou a bochecha em cima da cabeça dele e começou a chorar. Souma fez menção de sair mas Jabu o segurou. Jabu podia ter feito muita merda, mas a única coisa boa que fizera fora criar este menino, aquele garoto que considerava um filho, não por conveniência, mas por acaso. Cuidou dele após a morte do seu pupilo por sentir-se responsável e tudo aconteceu.... naturalmente. A única coisa boa que tinha na vida era o orgulho de ter criado Souma.

Jabu chorou por um breve momento. Limpou os olhos, afastou o filho, olhou-o e disse, sorrindo:

- Pode sim, meu filho. Eu que vou me sentir honrado em ter você me chamando de pai.

Souma sorri.

- Pai. Eu te amo muito, pai. Pode me contar o que está acontecendo com você, pois você não está legal.

Jabu sorri. O menino realmente o conhecia. Mas Jabu não queria falar sobre isso, agora.

Beija a sua testa e diz:

- Eu te agradeço, meu filho, mas eu não consigo falar sobre isso agora. Em um outro momento, quando eu estiver melhor, talvez.

- Promete?

- Vou tentar. – e afaga a sua cabeça – Agora, quero que limpe a casa, para tirar este cheiro de sexo. – Souma assente – Pode colocar essa sua roupa pós-coito para lavar que vou lavar as minhas depois do banho.

Souma fica vermelho com as palavras “pós-coito”. Jabu percebe e resolve brincar:

- Não fica, meu menino. Foi o que você fez. E, um conselho: tome banho depois do sexo e vista roupas limpas, sempre que possível. Ambos se sentirão bem. Você tomará banho depois de melhorar o ar desta casa, principalmente do seu quarto. Ah, você lavará seus lençóis hoje ainda.

Souma desanima, dizendo:

- Odeio lavar roupa na mão.

- Também odeio, mas não vi máquina de lavar roupa aqui. Então, teremos que nos virar.

Jabu vai até seu quarto, pega uma bermurda, cueca, blusa, desodorante, creme de barbear e creme para o cabelo e leva para o banheiro, dizendo para Souma:

- Filho, farei a barba e vou demorar. Mas espero que você tenha feito tudo, ou quase tudo, quando eu sair do banho. – e entra para o banheiro.

O peito de Souma encheu-se ao ouvir Jabu chamá-lo de “filho”. Ele estava muito feliz. Daria o seu máximo para limpar tudo.

Souma troca a roupa de cama, abrindo o quarto. Percebe que ele e Yuna transpiraram muito. Joga os lençóis no chão, coloca novas roupas de cama e vai para tanque, lavar os lençóis e a fronha do travesseiro. Como era mais suor do que sujeira, lavou rapidamente e logo dependurou no varal que ficava de frente para o casebre. Voltou para o quarto. Abriu as janelas. Pegou desinfetante com cheiro de mar, mas mais árido, não tão fresco, que estava debaixo da pia, cheiro este que lembrava Orã, Argélia, local de treinamento de seu mestre. Resolveu deixar a casa com o cheiro do local de treinamento, para lhe trazer memórias boas, pois foi para lá que ele foi como um órfão e voltou como um homem com propósito.

Passou o desinfetante nas paredes do seu quarto, no chão e na porta. Molhou o pano de chão e passou mais duas vezes no seu quarto. Depois, foi para a pequena sala e foi para o quarto do pai. Sim, agora iria chamá-lo de pai. Foi para o quarto do pai e deu uma dupla passada. Foi para o quarto de Geki e passou no chão rapidamente. Finalizou passando na cozinha. Lavou o pano de chão, o balde e separou a roupa e o creme de cabelo que usaria assim que saísse do banho. Sentou-se na porta do casebre para esperar o pai.

Já Jabu iria demorar porquê ele também queria chorar um pouco. Aquele turbilhão que passou com Seiya e, agora, com Souma estava esgotando-o. Tinha aprendido, com o tempo, que era bom colocar tudo pra fora nos choros solitários para não ter roupantes do nada destes sentimentos. Não que tudo fosse melhorar, mas que o excesso saísse para ele dar conta de continuar a caminhada.

Jabu tirou a roupa, jogou no chão, entrou no box, ligou o chuveiro e deixou a água quente cair. E, com a água, veio a vontade de chorar. Colocou a mão ao lado, segurando-se na parede, e deixou que as lágrimas saíssem, controlando os soluços para que ninguém ouvisse.

Jabu deixou que o choro levasse o tempo que precisava. Quando sentiu que tudo tinha saído, lavou o rosto, o cabelo e o corpo. Saiu do box e, no espelho, constatou o que tinha percebido pelo toque: sua barba já estava nascendo. Pegou a navalha e começou a tirar os pelos do rosto, com cortes rentes e diretos, sem se machucar. Tomou mais uma ducha, para tirar os pelos do corpo. Passou o pós-barbear, o creme no cabelo, enxugou o que ainda não tinha secado e vestiu sua roupa.

Ao abrir a casa, aquele cheiro inundou suas narinas: o cheiro de Orã. E foram tantas memórias que lhe vieram à mente: a comida mediterrânea, o clima mais quente que o Japão, a cultura mais árabe do lugar, o mar mais quente, as diferentes pessoas que ele cruzava... e seu mestre, um árabe de uma barba grande que vivia ali e mostrou a cidade para ele, com tantos cheiros, barulhos e músicas para ele.

Souma percebeu que o pai saiu do banheiro e disse:

- Achei um desinfetante que lembra o cheiro do seu local de treinamento e resolvi limpar a casa com ele. Espero que tenha gostado.

Um largo sorriso surgiu em Jabu, que disse:

- Eu adorei, meu filho. Obrigado.

O sorriso brilhante de Souma foi tudo o que Jabu poderia querer receber em troca.

- Vá, é a sua vez de tomar banho.

Souma assente, pega suas coisas no quarto e vai para o banheiro. Jabu anda pela casa, inspirando e expirando. O cheiro lembrava e muito a Orã. No momento da reconstrução, Saori tomara um cuidado excepcional ao deixar um desinfetante com o cheiro de sua terra de treinamento. Ele ficou muito feliz.

Geki aparece na porta. Vê Jabu, abre um largo sorriso e diz:

- E como vai o meu irmão!

- Olá, Geki! – E Geki dá o seu famoso abraço de urso, levantando Jabu do chão, apertando-o e, depois, colocando-o no chão.

- Há-há-há eu vou bem! Primeira vez que estou vindo aqui.

- Ah, é! Porquê?

- Estava em missão. Cavaleiros de Aço. Voltei agora a pouco.

- Entendi. Bem-vindo, cara.

- Obrigado! – Geki olha toda a casa, inspira e sorri com o cheiro – Me lembra praia esse cheiro, mas é um pouco diferente.

- É o cheiro de Orã, meu local de treinamento.

- Argélia, né?

- Isso.

- Um dia, vou limpar esta casa e deixar o cheiro das Montanhas Rochosas do Canadá. Vocês vão adorar!

- Se puder ser daqui uns dias, eu agradeceria. Vou ficar aqui por uns dois dias e queria sentir o cheiro de Orã.

- Há-há-há! Claro! Claro! Até porquê não ficarei mais aqui.

- Já vai sair?

- Não sair, mas vou me mudar. Ficarei em um outro casebre com Ban, para ficar mais próximo dos Cavaleiros de Aço, que virão para o Santuário.

- Ah, que legal. Virão quando?

- Segundo Shina, poderemos trazer daqui 7 dias. Vamos ajeitar tudo antes de viajar hoje à noite, para o Japão, e trazê-los.

- Boa sorte, cara.

- Obrigado. – Geki olha para os lados – Bem, vou só pegar minhas coisas e já estou de saída. Quero dar uma dormida na minha nova cama, para me recuperar da viagem, antes de viajar novamente. Se não se incomodam.

- A casa também é sua. Vá descansar.

- Era, né.

- Sempre será.

- Há-há-há! Claro! Claro! Obrigado, cara. – Geki vai entrando para o casebre, para pegar suas coisas.

- Por nada! – Jabu vai dizendo alto, para acompanhar Geki – Depois eu espero o cheiro das Montanhas Rochosas!

Geki concorda e entra no seu quarto, fechando a porta. E Souma abre a do banheiro, saindo, vestido e arrumado. Jabu diz:

- Filho, onde está seu cronograma de treinos?

- No meu quarto.

- O que você faria agora? – Souma pensa por alguns segundos, sem resposta. – Vá, pegue e vá treinar. Vou lavar roupa.

Geki sai do quarto com suas coisas. Souma também sai do seu quarto e o vê com várias coisas na mão. Achando estranho, pergunta:

- Professor Geki, para onde vai?

- Há-há-há! Não precisa mais me chamar de professor! Não estamos mais em Palaestra! Sou somente Geki, agora. – ele balança suas coisas nos braços – Estou de mudança. Vou dividir um casebre com Ban, para ficar mais perto dos Cavaleiros de Aço, que virão para o Santuário.

Souma franze o cenho, não entendendo nada. Olha para o seu mestre, que retribui o olhar de que explicaria mais tarde.

- Se me dão licença – Geki diz – eu ainda quero dar uma cochilada. Até mais para vocês! – Geki sai do lugar, com a mesma tranquilidade e serenidade que tinha entrado.

Após sair, Jabu explica rapidamente que os Cavaleiros de Aço virão para o Santuário para ajudar na atual guerra. Estão sob o comando de Geki e Ban e, por isso, dividirão um casebre para ficar próximo do exército secundário de Athena.

Colocar que Jabu explica sobre cavs aço e mudar abaixo

Souma assente. Pega seu cronograma, verifica que deveria estar treinando no Coliseum e corre para lá.

 

 

 

Ikki caminha pausadamente até as gêmeas e diz:

- Quero que cada uma me golpeie com seu golpe individual mais forte. E vamos ver se conseguem suportar um meu.

- Como se fôssemos páreas para um Cavaleiro de Ouro! – diz Paradox.

Ikki responde-a com um soco flamejante em seu estômago, fazendo-a perder o fôlego e assustando Íntegra. Estica a mão para a irmã mais nova, que sai voando até o outro lado do Coliseum.

- Vou ficar só com a pirralha mal-criada aqui. Você, Íntegra, está dispensada.

Íntegra levanta-se um pouco devagar, com os olhos arregalados. Quando fica de pé, vê Paradox desferindo um soco no rosto de Ikki, que se desvia, sorrindo. Os dois começam a trocar socos e golpes, mas Paradox não solta o seu poder.

Para mostrar que não estava de brincadeira, Ikki solta um Ave Fênix flamejante em Paradox, que desvia e solta um Explosão Galáctica, deixando Ikki mais feliz. Ele segura o golpe – que não era tão poderoso assim – e dissipa-o com suas mãos.

- Nada mal, pirralha. Mas quero este golpe mais poderoso, para ver do que você realmente é feita. – olha para Íntegra – E você, já mandei sair daqui. O que está esperando parada aí?

Íntegra assente e sai correndo do Coliseum. Ikki era muito amendrontador. Ela vai caminhando para os casebres e no meio do caminho, Souma passa por ela, correndo, em direção onde Paradox e Ikki estavam. Bem, não era um bom lugar para se estar agora.

Ao chegar nos casebres, vê um Jabu sem blusa, dependurando roupas no varal. Estranhamente, acha aquela postura máscula e interessante... mas logo balança a cabeça, pois Jabu era irmão dos Cavaleiros Lendários e ela não tinha a mínima chance com ele.

Mas nada impedia ela de chamá-lo para um treino.

Então, Íntegra caminha até o casebre de Jabu, que estava sem camisa, bermuda e descalço, lavando e dependurando roupas do lado de fora do casebre por ter ficado tanto tempo com Seiya. Íntegra,  discretramente, admira o corpanzil do homem: ele estava com seus 35 anos, com várias cicatrizes pelo corpo, expressão de tristeza e músculos aparentes por todo o lado. Era queimado do sol e cabelos desgrenhados: realmente, não era de se jogar fora.

Ela chamou Jabu,  que bateu uma roupa no tanque e olhou para ela, intrigado. Ela acenou e se aproximou, perguntando

- Então, senhor Jabu... após terminar seus afazeres, não gostaria e treinar comigo? O senhor Ikki me dispensou para treinar Paradox e eu gostaria de um pouco de treino.

- Mas porque eu?

- Ah, o senhor é irmão dos Cavaleiros Lendários, estando com sua armadura há muito tempo. Pode me ensinar lições grandiosas que os demais não conseguiriam. E quero a Armadura de Ouro de Gêmeos. Para isso, preciso praticar. E tem gente aqui se comportando como se estivessem de férias e preferindo conversar, aproveitar a companhia dos amigos antigos e fazer exercícios leves do que, efetivamente, treinar.

- Tudo bem, deixe-me terminar tudo aqui antes. Pode esperar dentro de casa, se quiser.

- Sem problemas, prefiro ficar aqui.

- E então, e sua irmã... está se dedicando para qual Armadura?

- A de gêmeos também. – Jabu vira-se intrigado – Nós duas vamos batalhar pela Armadura e, a que for melhor, fica com ela.

- Mas e quem perder, o que fará?

- A gente tenta não pensar nisso... vai ser doloroso para qualquer uma.

Jabu entendeu que entrou em um campo espinhoso e resolveu não continuar por este lado. Resolveu, então, falar do seu treinamento em Orã, sobre como foi dolorido pegar sua armadura e quais foram as pessoas que precisou derrotar. Íntegra fazia perguntas pertinentes e ele achou interessante o modo dela de pensar: sempre focada em como ficar mais forte e como era ser um cavaleiro de Athena.

Ao terminar de estender as roupas, Jabu pediu licença. Entrou na casa, colocou uma camiseta, uma bermuda melhor para treinar e as sapatilhas que usavam no santuário antigamente,  assim como os acessórios de punho.

Ele saiu e Íntegra o viu de cima abaixo rapidamente. Saíram de frente do casebre e foram mais para o lado esquerdo, onde tinha um espaço para treinarem. Íntegra se pôs em posição de luta e assim o fez Jabu também. Ele a olhou de cima abaixo e a admirou rapidamente: coxas levemente grossas, bunda um pouco proeminente, cintura fina, corpo torneado, mas os seios... eram gigantes! Enormes! E ela usava uma blusa de gola rolê que não insinuava os seios. A blusa não era justa, era mais ou menos solta. Calça legging e a mesma sapatilha que usava.

Íntegra sorriu e partiu para o ataque, o qual Jabu defendeu. Íntegra desferiu vários golpes sequenciais com Jabu se esquivando e contra-atacando nos momentos certos. Íntegra foi colocando mais velocidade e Jabu a acompanhou, até que Íntegra começou a tocar o sétimo sentido, fazendo com que Jabu não mais acompanhasse. Então, regrediu seu cosmo e esperou que recebesse lições do cavaleiro.

Ele pediu uma pausa e, respirando rápido, corrigiu posturas, tempos de golpes, firmezas e destrezas. Começaram nova rodada de troca de golpes, com Jabu corrigindo-a em tempo real.

Ficaram assim por mais de 2 horas. Após o treino, eles sentaram, recuperando o fôlego, um ao lado do outro, com um espaço respeitoso entre eles. Jabu tirava a faixa das mãos e Íntegra massageava os tornozelos.

Íntegra disse:

- Olha, eu sou uma pessoa direta e sem rodeios e, por isso, vou direto ao ponto. Eu vi como você me olhou. E eu não importo porque eu sou adepta ao sexo casual.

- Sexo casual?

- Sim. Você não sabe?

Jabu fica um pouco vermelho e diz:

- Não tive tempo para isso. Mas, conte-me, o que é isso.

- É o seguinte: a gente não precisa se envolver num relacionamento amoroso para transar pois, afinal, nossos hormônios não levam isso em conta.  Se você topar, podemos fazer isso, sem compromisso se, claro, você topar manter sigilo e maturidade entre este “relacionamento”. Você é um cara interessante e tem um shape que me agrada. Então... porque não?

Jabu fica chocado. Ele não sabia que existia isso, afinal, ele só procurava mulheres quando seus hormônios gritavam e ele não aguentava mais suportá-los sozinhos. E estas mulheres eram prostitutas,  que Kazuma havia lhe mostrado ali, qdo ele também não conseguia lidar sozinho com seus hormônios.

Íntegra vê que ele fica calado e pensativo e acha q foi longe demais. Talvez o olhar era apenas para avaliá-la e ela interpretou mal. Mas todos os homens a olhava assim, loucos com seu corpo. Supôs que era o mesmo com Jabu. Então, pede desculpas, para se esquecer daquilo e começa a se levantar para ir embora. Jabu segura seu pulso e a senta de volta, com certa violência.  Ele respira fundo, pensando em tudo o que tinha passado com Seiya.  Talvez era isso mesmo que ele precisava: algo sem compromisso,  sem vínculos e sem forças... quem sabe, ela não o ajudaria a esquecer Saori? Isso era possível?

Só não podia transformar seu casebre em local de fornicação... ele e Souma usando-o apenas para isso era um absurdo.

Jabu então diz:

- Eu vou retribuir sua sinceridade. Eu nunca tive relacionamentos. E nunca me relacione com mulher.

- VOCÊ É VIRGEM? – assoberba-se Íntegra

- CLARO QUE NÃO!! - Jabu fica com vergonha por a garota ter pensado nisso.

- Nossa, por um momento achei que você era virgem e eu ia ficar chocada de verdade e por isso ia entender que teria te ofendido

- Vai me deixar falar?

- Sim, desculpa.

- Então,  continuando... Eu nunca me relacionei com mulheres, mas já estive com elas, se é que me entende...

- Ah... não. – disse, na maior inocência.

- Tá.  Eu só visitei prostitutas, algumas, quando eu não conseguia controlar meus hormônios.  Eu desprezo esta atitude, mas você não sabe como são hormônios masculinos e como eles gritam em determinados momentos e, por isso, eu precisava ou eu ia enlouquecer. Treinar não ajudava, por mais que eu me exaurisse.

- Ah... entendi...

- Então... Eu não sei agradar uma mulher. Eu não sei fazer preliminares ou coisas assim que os homens falam. Ou qualquer coisa assim. Eu só sei... chegar, me satisfazer e ir embora. Mais nada. - Jabu olha pra ela- Você ainda quer sexo casual com um cara assim?

Íntegra sorri e responde:

- Acho que vai ser interessante.  Eu vou poder te ensinar tudo. Quase como ensinar um virgem a transar.

- NÃO ME OFENDA!! – Jabu fica muito irritado com essa atitude dela e seu humor não estava dos melhores.

- Mas não é ofensa, é verdade. E seria bom você começar comigo até para ter experiência para futuros relacionamentos. Acho que será bom para ambos. Claro, se ainda quiser.

Jabu respira. É.  As coisas estavam mudando: de uma trocação de socos com Seiya a uma proposta de sexo casual.

Íntegra pergunta:

- Eu só tenho uma dúvida: quando você ia nas prostitutas,  você usava camisinha?

- Sim, porquê?

- Então... Você não tem DST nem nenhuma outra doença né?

- Não.  Fazia check-up sempre. Não tenho nada. E você?

- Também. Em Palaestra,  fazíamos check-ups sempre e não tenho nada e sempre usei camisinha. Não quero DST nem gravidez.

- Certo.

- Certo.

Um silêncio constrangedor permeia entre ambos por um breve momento. Jabu o quebra.

- Quando qr começar?

- Por mim, agora. - Jabu gostou de Integra ser tão direta e não sendo fresca.

Jabu pergunta:

- Na minha casa ou na sua?

- Pode ser na sua? Minha irmã é inconveniente o suficiente para aparecer em casa do nada e abrir a porta, mesmo com meus sinais.

- Tudo bem. Mas... você fala disso pra ela?

- Se a gente continuar regularmente, sim. É melhor para nós dois. Até porque ela acoberta. Ela é minha companheira.

- Mas você conta... tudo?

- Conto que a gente tá junto, mas não tudo. Porque o que fazemos é nosso e fica entre a gente. Exceto de você fizer algo que eu considerar errado.

- Certo.

- Certo.

Jabu levanta-se e estende a mão para ela, dizendo:

- Vamos? Eu gostaria de saber como é isso.

Integra levanta-se, bate a mão nas suas nádegas, limpando-as e dá a sua mão para Jabu.

- Vamos! Vou gostar disto.

Eles se dão as mãos e Jabu a leva para o seu quarto. Jabu estava agindo igual Souma, que acabara de repreender? Não, parece que não. Ao entrar nele, Jabu fecha a janela e fecha a porta atrás deles. Íntegra percebe que o quarto era limpo e arrumado e gostou disto. Não tinha cheiros estranhos igual de outros caras.

Jabu olhou para ela, para a cama, para a janela e disse, com um pouco de vergonha no rosto mas sendo totalmente sincero:

- Tá, não sei o que fazer. Estou dando privacidade a nós mas, agora, só sei o que fazia nos... lugares em que frequentava. E não quero que seja assim, conforme conversamos. – ele respira fundo – Agora, é com você.

Ela olha com curiosidade para ele e para o local, e pergunta:

- O quão bem você beija?

Ele arregala os olhos levemente e fica um pouco mais vermelho.

- Você quer me ofender ainda mais?

- Não, não é isso. E você tem que parar de achar que toda pergunta que vou te fazer é ofensiva! Estou pressupondo que você não beijava as prostitutas, certo?

- .... Certo.

- Então, preciso saber: o quanto você considera seus beijos bons? Pois são parte importante das preliminares.

Jabu abaixa a cabeça, ficando ainda mais vermelho.

- Só beijei uma mulher, uma vez.

Íntegra dá um leve sorriso de canto de boca. Ele era, praticamente, um virgem! E ela estava adorando isso! Um homem tão maduro quanto ele que se privou de tanta coisa... o que será que aconteceu com ele para ficar assim? Mas agora não era o momento para isso.

Ela se aproxima dele, coloca as duas mãos no rosto dele e levanta-o. Encarando-o, aproxima o rosto dele no seu e, sussurrando, diz:

- Não tem problema. E não tenha vergonha disto. Comigo, não precisa ter vergonha. Pode confiar em mim. – e dá um selinho nos lábios dele, demoradamente.

Ela sente que Jabu trava na hora em que ela encosta os lábios dela no dele e que dá uma leve tremida. Tadinho dele. Íntegra solta os lábios dele e olha-o. Ele estava vidrado nela. Provavelmente, não tinha fechado os olhos para o beijo, como ela tinha feito. Normal, pessoas que começam a beijar fazem isso.

E, para sua surpresa, Jabu pegou-a pela nuca, enfiando os dedos em seus cabelos da nuca e colou seus lábios nos dela, com força. Íntegra abraçou-o pela nuca, colando seu corpo no dele, e percebeu que o corpo dele reagiu ao dela, sentindo o corpo dele resetar e a ereção pulsar. Com a outra mão, Jabu puxou Íntegra pela cintura e ela abriu a sua boca para ele, mordendo o lábio inferior dele. Automaticamente, Jabu soltou um gemido grosso. Íntegra aproveitou para passar a língua nos lábios dele, como se pedisse para entrar na boca dele. E Jabu concedeu acesso na hora, abrindo a boca e colando ainda mais nela. Íntegra começou a usar sua língua dentro da boca de Jabu de uma forma tão ousada que Jabu grunhiu, carinhando a nuca de Íntegra, seguindo o ritmo dela.

Mas os dentes se chocaram. Integra soltou um “ai” de dor e Jabu logo colocou as duas mãos em seu rosto, perguntando:

- Está tudo bem? Eu te machuquei? Desculpa, eu me empolguei.

- Não, está tudo bem. Acho que foi um choque que foi até os nervos, sabe? – Íntegra começa a dar batitinhas em seus dentes e Jabu acha muito estranho. Ela explica – isso alivia a dor. É como se algo lá dentro ficasse vibrando. Fazer isso alivia a dor e faz passar mais rápido.

Jabu faz uma careta de decepção, como se estivesse se arrependido de ter começado isto. Íntegra percebeu e pegou o rosto dele, dizendo:

- Ei. Não fica chateado. Acontece. É normal. – dá um selinho na boca dele – Não fica assim – Dá outro selinho – Vamos voltar. É só a gente encontrar o ritmo para os nossos beijos e isso não vai acontecer.

Jabu pega a sua cintura com uma mão e a outra com a sua mão e diz:

- Me guia, então.

- Claro. Segue meu ritmo.

Íntegra resolve começar devagar. Começou a dar leves selinhos ao longo dos lábios dele, para acalmá-lo. Depois, foi dando selinhos mais demorados e mais fogosos, e ele ia retribuindo, fazendo carinho na cintura dela, de ambos os lados, enquanto ela segurava ambos os lados do rosto dele. Depois, ela começou a dar selinhos no lábio debaixo, passando a língua nele, dando a entender que queria entrar na boca dele, e Jabu entendeu isso, abrindo sua boca. Ao abrir, Íntegra passou a língua debaixo para cima, e entrou com a língua na boca dele, que abriu ainda mais. Buscou a língua dele e fez com que a língua dele seguisse os comandos dela, toda a dança que ela produzia na boca dele.

E, depois, ela fez a língua dele vir para a boca dela. E ele foi. E fizeram a mesma dança erótica com as línguas. Íntegra chupou a língua de Jabu, saindo da boca dele, chupou o lábio inferior dele, dando uma leve mordidinha nele e olhou, perguntando:

- Foi melhor agora?

Meio ofegante, ele respondeu:

- Foi.

- Quer ir para a próxima fase?

- Quero.

Íntegra dá um selinho na boca dele, com uma mão no rosto dele. Depois, tira sua blusa, deixando apenas seu sutiã. Jabu dá uma arregalada nos olhos e trava as mãos. Íntegra pega as mãos dele e passa-as do seu pescoço, bem lentamente, fazendo-o engolir em seco, passando de lado pelos seus seios, indo na sua cintura, subindo pela sua barriga lisa e indo até seus seios, que enchem suas mãos. Ela dá um leve gemido, se empurrando para ele, que aperta os seios dela, que ultrapassavam as mãos dele. Ele abre a boca, sedento. Ela pega as mãos dele e as faz massagearem seus seios e, depois, irem para suas costas, colando os seios nele. Em seu ouvido, ela sussurra:

- Você pode tirar meu sutiã agora, mas precisa tirar sua camisa antes.

Em um roupante, ele tira sua camisa. E Íntegra se impressiona com todos aqueles músculos definidos, antigos e margeados por cicatrizes: ele era a definição de guerreiro antigo que não se deixava abalar por ferimentos, sejam leves ou graves.

Ela vai direto para o peitoral dele, passando a mão nele, indo para a barriga tanquinho, depois subindo e indo para os braços. Quando ela viu o rosto de Jabu, ele ostentava um sorrido bobo. Voltando para os peitorais, ela pergunta:

- Porquê sorri?

- Porque ninguém nunca me admirou assim, igual está fazendo. A sensação é nova e boa. Pode continuar, não estou achando ruim.

Por dentro, ela ficou arrasada. Como assim ele nunca teve um carinho de alguém? Que espécie de vida ele teve até agora? Ela queria conhecê-lo para entender melhor este lado dele que, com pouca coisa, se sentia a pessoa mais importante do mundo. Mas agora não era o momento. Agora era o momento para ambos terem prazer. A amizade poderia vir depois.

Por isso, ela começou a beijar o peitoral dele, de um lado para o outro, já que era uma parte que tanto gostava em homens. Dificultava um pouco, pois eles eram quase do mesmo tamanho, mas era bom mesmo assim, pois ele não era tão duro nem tão macio: era da proporção ideal. Lambeu os mamilos dele. Foi para a barriga dele e o lambeu, dando mordidinhas onde bem queria, e voltou lambendo, em linha reta, do umbigo até o pescoço, onde lambeu e mordeu, fazendo-o grunhir. Colou seu corpo nele e apertou sua bunda, e sussurrou:

- Tira meu sutiã.

Ele cumpriu o comando. Desatou o sutiã, que estava amarrado por um botão e, assim que foi solto, ele foi para as alças, tirando-as. Íntegra descolou dele e pegou a mão dele para tirar o sutiã dos seus seios, descortinando-se e Jabu viu os seios dela pela primeira vez, seduzindo-o.

Ela sussurrou:

- Vem chupá-los.

E ele foi, sedento. Foi em um enquanto apertava o outro. E Íntegra gemeu, levantando a cabeça, pois ele fez tudo o que ela queria que ele fizesse, inconscientemente: chupasse com vontade, com gosto, enquanto a massageava. Ela nem percebeu que abriu as pernas, apenas quando Jabu colocou uma das pernas em sua vagina, para segurá-la, na mente dele, ela achava. Ela estava adorando. E ele mudou de seio, chupando um enquanto massageava outro e trocava de seio. Ela nem viu quando ele se esfregou no meio dos seus seios, só quando ele lambeu do meio deles até o seu pescoço e mordeu-o, dizendo:

- Chega de preliminares. Eu te quero. Agora.

Ela sorriu. Ele já estava ficando doido. E ela gostava disso.

- Mas tem mais coisa que podemos fazer, que é tão gostoso quanto. Tem certeza que quer desperdiçar?

Ele grunhiu em resposta. Ele, realmente, queria ela, mas estava cogitando a hipótese de ter mais daquilo. E ele aceitou, afastando-se.

Ela encostou no armário e puxou-o para si.

- Quero que você me masturbe. Quando você me fizer gozar, eu vou fazer você gozar... na minha boca.

Jabu arregalou os olhos na hora. Primeiro, não sabia masturbar uma mulher. Segundo... gozar... na boca... dela... ele ia ficar maluco. Sua ereção pulsou umas várias vezes que ele nem se deu o trabalho de contar. Mas, se a experiência tinha que ser boa, ele tinha que ser sincero, como foi com o beijo... e que beijo!

- Mas temos um problema – ele disse, olhando em seus olhos – eu nunca masturbei uma mulher.

- Não tem problema. Eu te ensino como é. É fácil.

De uma fez, Íntegra tirou sua calça e sua calcinha, ficando nua em sua frente. Jabu fez menção do mesmo mas ela impediu, dizendo sorrindo:

- Acho mais sexy você assim. Me dá mais tesão. – ele sorriu. Ela também estava sendo bem sincera.

Ela o puxou, abrindo as pernas para ele, para que a ereção dele sentisse o calor do seu interior. O beijo, agora, foi mais intenso de ambas as partes, e Jabu até a prensou contra o armário, fazendo-a gemer e gostar ainda mais.

Então, ela pegou a mão dele e desceu com ela até sua vagina, fazendo-o suspirar. Ela não deixou de beijá-lo um momento enquanto o guiava, pois precisava dar confiança a ele para não desistir. Com a mão dele, fez ele ficar com ela espalmada e o fez conhecer sua vagina, sem olhar, apenas passando os dedos: por fora, onde tinha sua virilha, seus grandes lábios, seus pequenos lábios, seu clitóris e até a sua entrada. Ele bufava em cada lugar que ela o guiava. Então, ela parou de beijá-lo e disse:

- Vamos então: você não pode apertar, porque dói. Você pode massagear, de leve. Se eu não sentir nada, eu te falo. Se doer ou incomodar, eu te falo, Se eu gostar, eu te falo. Lembre-se, quando eu for te chupar, vai ser a mesma coisa, tá? Não tenha medo. – ela abre mais as pernas – Passa a mão em tudo para você conhecer melhor.

Com todos os dedos, ele foi passando a mão em cada parte da vagina dela. Em alguns pontos, ele notava que ela gostava e outros não. Principalmente em uma carne mais protuberante no meio. Ele resolveu agachar para melhor ver como era e Íntegra se surpreendeu com isso. Ele adorou a vista: ela tinha poucos pelos, como havia sentido, da cor da cabeça, e tudo era tão... lindo.

Sem perceber, ele já estava com a boca naquela carne, sugando-a. Íntegra soltou um gritinho de surpresa e tesão que o empolgou. E, de repente, todas aquelas aulas, de anos e anos atrás, de educação sexual que teve, vieram em sua mente e ele resolveu aplicar: começou a chupar o clitóris dela enquanto enfiava um dedo na entrada da vagina dela, fazendo movimento de vai e vem, notando que saía um líquido daquela entrada. Ele tirou o dedo, chupou-o e resolveu chupar ali também, enquanto massageava, com o dedo, o clitóris. E os gemidos de Íntegra começaram a ficar mais intensos e ofegantes. Ela pegou no cabelo dele e pediu para enfiar a língua nela e ele cumpriu. Ela começou a cavalgar na língua dele e a gemer ainda mais. Ele adorou isso, sua língua ainda mais melada e ela gemendo ainda mais, pulando em sua língua e ficando vermelha, seus seios balançado descoordenamente, gemendo, e ele massagendo seu clitóris.

E, do nada, ela para, travada, com um gritinho contínuo e jatinhos em sua língua, puxando ainda mais seu cabelo. Ele teve a leve impressão que ela disse o seu nome mas não pode confirmar. E, então, ela para, ofegante, tremendo, colocando as duas mãos no armário, se segurando, mas com um gostoso sorriso no rosto. Estava suada, meio curvada para frente, sorrindo para ele, mas ele ainda estava com a boca nela, com a língua dentro dela. Ele estava amando esta visão: vendo-a de cima, daquele jeito.

Em puro impulso e sem pensar em nada, ele saiu debaixo dela, colou nela em cima e beijou-a com tanta intensidade, colocando os cabelos dela, suados, para trás, com carinho, que nem se tocou que sua boca estava suja. Beijou seu pescoço, deu leves mordidinhas e a abraçou, colando seus corpos. Íntegra o abraçou, ainda trôpega. Este sexo estava sendo maravilhoso!

Ela não sabe quanto tempo levou para se recuperar, mas quando sua respiração estava normal e ela não tremia tanto, ela deu um beijo no rosto de Jabu e sussurrou:

- Agora é a sua vez.

Ele respondeu, encostando o rosto no pescoço dela, sussurrando:

- Não precisa. Já estou satisfeito.

Íntegra deu um empurrão para trás, mas Jabu a apertou contra si e disse, ainda baixo:

- É muito constrangedor falar isso olhando para você mas, vendo você gozar na minha boca, daquele jeito, eu fiquei louco e vim te beijar, e eu acabei gozando sem ver. Eu já estava louco de tesão quando entrei neste quarto e, como te disse, eu não tenho toda esta experiência que você tem então... não estou acostumado a me controlar. Mas... foi demais para mim hoje. Foi... espetacular. Mais do que eu poderia esperar. E mal posso esperar pela próxima. Claro, se você permitir.

Ela beija o rosto dele.

- Claro que quero. Mas a gente não precisa terminar assim hoje. É possível ter mais de um orgasmo, tanto eu quanto você. Eu queria não ter gozado na sua boca mas... você estava chupando tão gostoso que eu fiquei doida e nem vi como fiquei.

Ele a abraça forte.

- Mas... eu queria ficar assim por hoje. É... muito para mim. De uma forma que eu não posso explicar. Mas... tudo isso foi muito para mim. – ele fica calado por alguns segundos – Eu preciso de um ... tempo... maior por... coisas que aconteceram comigo. Se você puder cooperar, eu agradeceria.

Íntegra pensa o que será que ele estava passando. Mas o sexo casual com ele seria interessante. E, também, ela não estava fazendo nada. Seria bom ajudar o cara. Aí, ele poderia ir para outra relação mais seguro e não ter uma mulher sacana fudendo com ele, como existiam tantas por aí.

Ela o abraça, com todo o carinho que conseguia ter no momento.

- É claro. O tempo que você precisar. E se achar que o nosso sexo casual deve acabar, é só me falar. Não tem problema algum. Eu não quero ser um infortúnio para você.

Jabu a abraça com carinho também e suspira. Ele pensa: “acho que você vai me ajudar, isso sim”.

Jabu não a soltava. E Íntegra não achou, de bom tom, romper o abraço, que até era bom. Então, soltou-se naqueles braços fortes e antigos, que eram tão desprovidos de atenção. E era gostoso receber aquele tipo de abraço, de carinho. Dava um conforto diferente.

Eles não souberam quanto tempo ficaram assim, mas foi em comum acordo que ambos saíram do abraço. Íntegra pegou o rosto dele para um afago e ele colocou a mão por cima da dela. Ambos sorriram um para o outro. E foi em comum acordo que ambos se aproximaram e deram um selinho, preenchendo o máximo dos lábios um do outro com o beijo.

Ao se soltarem, ambos sorriram, docemente, um para o outro, como se compartilhassem um segredo só deles.

Íntegra foi pegar sua calça e calcinha. Elas estavam emboladas uma na outra. Desembolou-as e vestiu primeiro a calcinha e, depois, a calça. Quando terminou, Jabu já estava com o sutiã e a blusa nas mãos. Ela colocou o sutiã e, depois, a blusa. Deu um selinho nele para agradecer. Jabu a puxou pela cintura e deu um beijo demorado nela, carinhando-a no rosto por um tempo. Após, olhou-a nos olhos e disse:

- Obrigado. Por tudo, hoje. De verdade.

Ela colocou ambas as mãos no rosto dele e disse:

- De nada. E eu também agradeço. – e o beija.

Ambos apertam as mãos um do outro e olham para o chão. Como ela estava descalça, andou descalça até a porta do casebre para pegar seu sapato. Jabu a acompanhou. Assim que ela calçou, ela percebeu que Jabu ainda estava com a bermuda e sem camisa. Ele olhou de um lado para o outro. Sentiu, através do cosmo, para ver se havia alguém por perto e, como não sentiu, puxou Íntegra para mais um selinho rápido e a soltou. Ela ficou surpresa. Não esperava isso dele. Ele disse:

- Quando quiser. Só me falar, desde que eu não esteja em tarefas para Sao... quer dizer, Athena, eu posso.

Ela sorriu. Ele, realmente, gostou dela. E ela dele. Então, porquê não?

- Ok. Deixa eu só ver como está meu cronograma e a gente combina.

- E, por favor, se não for continuar, não dê desculpas, apenas avise que não quer continuar mais.

- Ok. Pode deixar. Digo o mesmo à você.

- Você tem a minha palavra.

Eles dão leves acenos com a cabeça, um concordando com o outro. Íntegra vai embora para o seu casebre.

No caminho, ela fica pensando em Jabu: ele foi diferente de tudo. Ele não pulou para a penetração direto, como muitos querem e nem forçou a barra. Ele seguiu os termos dela e a respeitou. Para um cara acostumado com prostitutas, ele foi bem respeitoso. E foi bem chocante a parte dele em gozar beijando-a após ela gozar. Ela não se lembra de isto ter acontecido com ela ou a irmã ter contado para ela. Ou de alguma garota ter contado para ela.

Seria um sexo casual bem interessante... isso se ela não se apaixonasse, coisa que ela temia, pois ele mexeu com ela de um modo único. Mas ele não parecia ser um cara para paixões. Ela estava tão cansada de relacionamentos vazios... seria bom namorar. Só que ela estava colocando o burro na frente dos bois. Melhor começar devagar e ver se rola alguma coisa boa depois. Sua alma romântica teria que esperar mais. Talvez começasse bem e desgringolasse para algo terrível. Talvez fosse só empolgação da primeira transa e tudo tendesse a piorar. “Vamos com calma Íntegra”, disse ela a si mesma.

Chegando no casebre, foi tomar banho. Depois do banho, foi para o seu quarto, vestiu roupa nova, colocando a anterior no cestinho para lavar e foi até o quarto da irmã. Por sorte, ela já estava lá. Entrou, fechou a porta e disse:

- Estou em um sexo casual com Jabu.

Paradox, que estava cuidando dos ferimentos, arregala os olhos. Depois sorri. Corre e abraça a irmã. No seu ouvido, diz:

- Como isto aconteceu e quando começou?

- Começou e aconteceu hoje, quando o chamei para treinar comigo. E foi... diferente de tudo o que já experenciei na vida... E estou com medo de me apaixonar por ele.

- Porquê?

- Bem... eu prometi que não ia contar nada do que rolou entre a gente mas, para você entender, eu tenho mais experiência que ele e... ele foi muito mais carinhoso e atencioso comigo que muito cara antes. E a forma que me tratou... Ele era honesto e sincero. Direto. E quando ficava com vergonha eu falava com ele e sentia que ele confiava em mim e eu sentia que não podia trair aquela confiança depositada em mim. Era algo pesado, sabe? E o que rolou... foi muito único... – ela aperta a irmã – se não rolasse o sexo, ele seria um ótimo amigo, pois ele é um cara surpreendentemente carinhoso e atencioso. Mas, no sexo, ele também foi assim, e tô com medo que, se continuar assim, eu me apaixone e ele seja o cara que eu sempre procurei.

- Calma, In. Foi só a primeira transa. Às vezes, as coisas mudam. Ele só te impressionou na primeira. Talvez isto desmistifique durante as próximas. Tem horas que a primeira transa é maravilhosa mas as demais não são. Fora que tem o papo, os costumes, a pessoa. Tem muita coisa para avaliar antes.

- Tomara. Dentro de mim, tem algo dizendo que é ele. Mas quero estar errada. Temos uma diferença de idade de... o quê? Uns 13, 15 anos? Ele é da leva dos Cavaleiros Lendários, irmãos deles! Não dá pra eu entrar para esta “família lendária”.

- Ele não é um dos 05 Lendários, mas é bem próximo do Seiya. Seria legal você ir para esta família importante sim, mas acho que você está se precipitando. – ela pega o rosto da irmã – Respira, se acalma e olha como serão os próximos dias. Vê com ele se podem conversar normal também. Talvez, assim, se conheçam melhor. Claro, mais pra frente. Agora, não se precipite e apenas veja seu cronograma. Aja como a futura amazona que será e segue o rumo!

Íntegra respira fundo. Paradox tinha razão. Ela estava certa. Ela ia fazer isso. Devagar e sempre.

 

 

 

 

 

Jabu olhou, encostado no mastro da porta, Íntegra ir para o seu casebre. Olhou todo o seu rebolado, seu andar altivo, sua postura, sua segurança... seus cabelos ondulando, sua cintura, sua bunda, suas coxas...

E sua ereção começou a renascer das cinzas. Resolveu ir tomar banho e dar jeito nela, se masturbando. No banho, imaginou aquela linda visão de Íntegra: ela, em cima dele, levemente curvada e suada, com um leve sorriso e cabelos caindo, tremendo, depois de ter gozado em sua boca. O seu gozo veio em um jato tão forte que ele se controlou para não grunhir dentro do box.

Assim que se recuperou, ele terminou o banho, se enxugou, vou para o quarto, colocou roupas novas e deixou na cama. O quarto ainda cheirava a Íntegra. Ele inspirou o cheiro e fechou os olhos. Deixaria sua mente se anuviar em pensamentos longínquos, nos quais não existia Saori em sua vida, apenas Íntegra. E que conseguia abandonar seu amor amor por Saori. Sem ela, ele poderia se dedicar a outras mulheres e uma delas poderia ser Íntegra. Ele poderia ter mais relações sexuais como esta, várias vezes ao dia. E até poderia constituir uma família como Shiryu fez: sua esposa e seu filho. Mas ele poderia ter mais, ter vários filhos em sua fazenda no Texas. Todos eles cuidando dela: durante o dia, cuidando da fazenda e, à noite, se reunindo para comer e ficarem juntos. E ele e sua esposa poderiam se amar enlouquecidamente. E sua esposa poderia ser Íntegra. E seus filhos poderiam ser a mescla dos dois. Meninos e meninas. E poderiam ensiná-los a lutar, vários tipos de luta, para defender Athena...

Ele abre os olhos, forte. Ele não podia ter família. Ele tinha o sangue de Athena. Sua prole seria o sangue de Athena. E ele não deixou de amar Saori, a humana. Ele se frustra ante o pensamento. A vida pacata e simples que ele tanto queria não poderia acontecer. Não do jeito que ele sonhava.

Ele suspira. Um milagre tinha que acontecer para que isto acontecesse.

Mas era gostoso imaginar a vida pacata que ele queria. Sem tristezas, sem tanto remorso e aflições vividas e, principalmente, sem este amor não correspondido que lhe corrói a alma e que nunca sai de dentro dele.

Deu uma longa suspirada.

Talvez, nestes sexos com Íntegra, ela tirasse da cabeça dele estes problemas. E também tinha Seiya...

Será que ela aceitaria conversar um pouco depois do sexo? Ele sentia falta de alguém para conversar.... Kazuma era uma ótima companhia para conversar e, depois dele, não teve ninguém com quem, efetivamente, pudesse conversar.... E, nossa, ele acabou de comprar Kazuma com Íntegra! Ele riu. Mas era só na questão de poder conversar. E poderia ser até em outros momentos, se ela assim permitisse. Ele acreditava em amizades.

Talvez....

Ele iria perguntar a ela. Não custava nada.

 

 

 



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