História SideStory LdC - Um amor para Recomeçar - Capítulo 11


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Palavras 4.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


SURPRESA! Cheguei muito antes do esperado!

Não foi fácil escrever este capítulo, na verdade foi o mais difícil de todos!

Calisto está virando a página da sua vida, não será fácil!

Espero que gostem,

Boa leitura

Capítulo 11 - Meu recomeço


Fanfic / Fanfiction SideStory LdC - Um amor para Recomeçar - Capítulo 11 - Meu recomeço


Assim que a porta se fechou Calisto começou a se debater e arrancar os fios conectados em seu corpo, rapidamente Máscara da Morte a segurou.


-Calma Calisto! Calma ragazza! Vai se machucar assim!


Sem conseguir responder ela grunia, tentava morde-lo, queria sair dali de qualquer jeito! Máscara não viu mais escapatória e teve que usar do seu cosmo para apaga-la..


-Tsc..droga Cali, olha o que fez? Ao lado havia um pacote de lenços umidecidos que serviram para limpar toda a sujeira de sangue que espirrou dos braços assim que ela desconectou os fios. Gentilmente ele limpou a sua pele, trocou o lençol e se sentou novamente para velar o sono conturbado da canceriana, fazendo um cafuné devagarinho para tentar acalma-la.


xxxx xxxx


Calisto abriu os olhos, já era noite, o relógio marcava 22hs, Ângelo não estava no quarto, talvez tivesse ido a cafeteria? Reparou que as conexões, os curativos foram refeitos e seus lençóis estavam limpos. O que ela podia fazer? Aquela fadiga que não ia embora, as dores no corpo, a garganta tão seca que não conseguia nem falar se não tomasse água, "Droga!" Ouviu batidas na porta. "Mas quem será uma hora dessas?"  Pelo menos conseguiu a tempo pegar um copo d´agua para falar.


- Entre. A voz ainda saía baixa e rouca, parecia de uma velha de cem anos, achou que poderia ser Kiki novamente, ou quem sabe Shaka, tinham muito o que conversar, mas se surpreendeu com a visita que estava na porta, sentiu todos seus pelos arrepiarem, se fosse possível até seus cabelos estariam em pé! Trincou a mandíbula acendendo seu cosmo.


-Sei que não tenho direito de estar aqui, mas preciso falar com você Calisto!


-Kanon! Você é muito cara de pau! Não mudou nada não é mesmo? Saia daqui, não tenho nada que conversar com você, se eu tivesse em condições, se eu pudesse te mataria aqui! Agora mesmo!

Tentou se levantar novamente mas usando sua super velocidade Kanon a segurou pelos ombros fazendo ela se deitar, levou uma cusparada no rosto! Calisto estava borbulhando de ódio daquele homem, Deus ter colocado Kanon e Saga na Terra foi a prova que ele desistiu da humanidade!


Kanon limpou seu rosto com uma das mãos e com a outra continuou segurando o corpo frágil de Calisto, ela não podia se mexer, não podia fazer nada, se usasse seu cosmo não ia sobreviver desta vez e ela ainda tinha muito o que lutar.


- Fale logo o que veio fazer aqui Kanon e desapareça! 


Kanon olhou para Calisto, era uma moça tão bonita,boa, vivaz, feliz e agora.... parecia um cadáver vivo, um zumbi, única coisa que ela não perdeu foi o brilho no olhar.


- Me perdoe?


Calisto parou, parecia estátua com os olhos castanhos arregalados. Ficou olhando aquele homem forte que a segurava até com certa delicadeza pois sabia que a pele estava muito fina.


-AHAHAHAHAHAHAHAHA "Desta vez minha voz saiu limpa e clara! HAHAHAHAHAHAHAH ! Kanon se assustou com a gargalhada alta e nervosa de Calisto, será que ela enlouqueceu de vez? Se perguntou. - Você só pode estar brincando? AHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!! Ai Kanon, faz me rir! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!


- Não encontro graça Calisto.


- Kanon olha bem pra mim, sério, olha eu! Se apontou dos pés a cabeça. - Olha o que você e o sádico do seu irmão fizeram comigo e com minha vida, você realmente acha que existe espaço para perdão?


Kanon ficou mudo sem tirar os olhos dela, não sabia como agir, não sabia o que falar, mas sabia o que queria, ele havia mudado, havia recebido o perdão da deusa, porque Calisto não conseguiria perdoa-lo também? Baixou o olhar envergonhado.


- Vamos me ajuda aqui! Calisto pediu com tom autoritário, tirando Kanon de seus devaneios.

-Hã?


- Me ajuda! Não estou pedindo! Você não quer o seu perdão? Então me ajuda aqui!


Kanon olhou para ela, que estava com os braços estendidos para que ele a erguesse, e realmente estava acreditando que Calisto havia perdido o juízo, mas levantou ela, erguendo o travesseiro para que ela repousasse as costas ficando sentada na cama. - Está bom assim?


- Está! Então, pode começar!


- Começar? 


- Sim, vamos! Cruzando os braços e olhando os olhos verdes do mais velho. - Vamos Kanon! Revirou os olhos. - Quero que me conte tudo desde o começo, pois não estou conseguindo juntar o quebra cabeça, não entendo como alguém tão mau e perverso como você e seu irmão estão de bem com a deusa?


Não vendo escapatória, Kanon pediu autorização para beber água do copo de Calisto que lhe foi permitido e começou a contar tudo desde o começo, seria uma longo história.


xxxx xxxx


No quarto ao lado Mu abriu os olhos ao ouvir uma gargalhada, estava sozinho no quarto, muito melhor e disposto, o médico algumas horas antes havia lhe dito que receberia alta na manhã seguinte.


- Essa risada? 


Se levantou devagar para que a pressão não caísse, ajeitou o roupão hospitalar e caminhou até a direção da parede que dava para o quarto ao lado, grudou o ouvido na superfície para escutar, não conteve o sorriso ao ouvir a risada alta mais uma vez.


- Ela estava do meu lado o tempo todo...


Foi em direção a porta e saiu pelo corredor junto com o suporte de soro que estava fixo ao seu pulso, olhou meio que se escondendo pela janelinha do quarto, ficou apreensivo ao ver Kanon sentado no leito, mas via que estavam conversando, ficaria ali caso ele tentasse alguma coisa.


"- Calisto? Minha Calisto? O que aconteceu com você?"


Mu reparava naquela mulher anoréxica, abatida, com grandes olheiras abaixo dos olhos, as unhas grandes mais pareciam garras e o corpo pequeno estava com uma cor indecifrável.


- Por Atena.... Ficou tão triste em vê-la daquela forma, um pontada no coração de culpa, por não ter tentado mais, por ter achado que havia morrido, por ter perdido as esperanças e agora? Agora ela estava ali, na sua frente! Se abaixou um pouco quando percebeu que Kanon se debruçou para pegar água, ficou com medo que ele o visse. O que será que estavam conversando tanto? Até uns dias atrás ela quase o matou!


Levantou novamente e deixou a boca abrir um pouco, Calisto estava chorando.... Mais uma facada no coração! A morena segurava o rosto com as duas mãos e chorava, enquanto Kanon também com olhos marejados a olhava compadecido. Queria entrar no quarto e abraça-la dizer que sempre a amou, que nunca mais pensou em ninguém, que ela sempre foi a única! E que não faria ela chorar nunca mais! Kanon a abraçou, o que surpreendeu o ariano, já que ele nunca foi de demonstrar carinho, inesperadamente ela retribuiu.


-Mu?


Mu quase caiu no chão de susto deixando cair o suporte de soro, fazendo o maior barulhão.


-Shaka? Que susto homem de Deus!

Segurou o peito pois achou que seu coração ia sair pulando pela boca. Shaka com seu jeito pleno e calmo abaixou para levantar o suporte entregando para Mu.


-Obrigado.

Falou sério, mas levou outro susto o que o fez se esconder atrás do virginiano pois Kanon abriu a porta para ver o que estava acontecendo, Calisto tentou olhar por trás da porta mas só conseguiu enxergar Shaka.


- Shaka? Falou agora mais alto, vem aqui? Calisto pediu. O virginiano obedeceu e entrou no quarto deixando Kanon com um cara confusa ao ver Mu tentando se esconder nele para que Calisto não o visse.


- O que está fazendo Mu? Perguntou baixo e irritado.


- SHiuuuuuuuuu! Não quero que ela me veja, ainda não!


Kanon negativou com a cabeça segurando entre o nariz com os dedos, olhou novamente o mais novo e saiu assim que a porta se fechou.


 Dentro do quarto Calisto olhava o monge parado na sua frente.
- Deveria se deitar Calisto, está fazendo muito esforço nessa posição.


- Não se preocupe comigo Virgem. Mas me responda uma coisa, antes da nossa "conversinha", porque Mu se escondeu atrás de você?


Shaka se tivesse de olhos abertos os teria arregalado. - Ele está com medo de mim? Fala pra ele que eu não mordo! Riu de forma anasalada, se servindo de mais um copo de água.


- Não sei te responder, ele está tão confuso quanto você!


- Confusa? E quem disse que eu estou confusa? Desta vez seu tom era sarcástico. - Sabe Shaka... levantou a jarra deixando a água cair no copo. - Minha conversa com Kanon foi muito esclarecedora...parou de falar colocando a jarra de volta a mesa. - Você não acha que deveria olhar pra mim com os "seus" olhos, eu não mereço essa atenção? 


O silêncio parou no ar, Shaka abriu devagar os olhos azuis..... - Muito bem! AInda com tom sarcático...Continuando, não o perdoei, acho que terei que ficar a minha vida inteira trabalhando nisso, mas agora, e você meu "amigo", fez aspas com os dedos, como você quer que eu te perdoe?


Shaka espremeu os lábios, não era de ficar nervoso, mas ela sabia manipular a situação, vê-la naquela forma tão frágil, fez com que sua culpa piorasse. - Eu não sei se mereço pedir perdão. 


- AH... não sabe? Quem está confuso agora?


Shaka deu a volta na cama se sentando ao lado da mesa de cabeceira.


- Calisto eu não tive outra alternativa, ele iria mata-lo, ia matar a todos! Falou esbaforido.


- VOCÊ SHAKA DE VIRGEM NÃO SE VANGLORIA DE SER O HOMEM MAIS PRÓXIMO DE DEUS E TEMEU A KANON??? VOCÊ NÃO PASSA DE UMA FRAUDE! Perdendo o controle e gritando.


- Eu era jovem também! Não medi as consequências, eu achei que estava fazendo o melhor.


Calisto mandando sua situação para as cucuias num movimento rápido, tão rápido que nem Shaka percebeu, pegou o virgininao pela jugular falando entre dentes, mas alto o suficiente para quem quisesse ouvir, e fazia isso de propósito.


- VOCÊ ENTREGOU KIKI PARA MU CRIAR SEM FALAR QUE ELE É O PAI? QUE KIKI É NOSSO FILHO? VOCÊ É UM GRANDE FILHO DE UMA PUTA!


Mu abriu a porta nesse instante, se aquela hora achou que se coração ia pular agora tinha certeza que ia acontecer.


- Mu? Shaka estava roxo pelo estrangulamento.


- Calisto, solte-o! Falou com firmeza mas sem resposta. - Calisto por favor solte-o ?


Calisto foi soltando aos poucos o pescoço de Shaka, não só por Mu pedir, mas porque a adrenalina do seu corpo estava baixando e começou a sentir as dores em seu corpo.


 Shaka tossiu bastante e se afastou de Calisto. - Mu eu posso explicar, não é o que está pensando!


- Ah não Shaka e o que eu estou pensando? Me diga? O que eu acabei de ouvir é verdade? Kiki é meu filho? Olhou desta vez para Calisto, que fazia cara de dor segurando as costelas. - Calisto? Kiki é nosso filho?


- Sim... foi o que consegui dizer, estava doendo demais, senti minha testa suar, comecei a tremer de frio, será que eu havia perfurado meu pulmão? Eu não podia desmaiar, não agora que.....

xxxx xxxx
 
Algumas semanas se passaram, a reforma do décimo terceiro templo já estava praticamente concluída, Saori havia mandado as servas prepararem o melhor quarto para a chegada de Calisto que iria receber alta nesta manhã.


Calisto veio acompanhada por Máscara da Morte que estava extremamente zeloso com a melhor amiga, fez questão de leva-la no colo para ela não se esforçar nas escadarias. A canceriana já estava muito melhor, estava com uma cor mais saudável, havia ganhado alguns quilos, estava se recuperando bem, só teria que repousar bastante, se alimentar de forma nutritiva e vida pra frente como disse o doutor!


- Me perdoe Atena mas não posso me ajoelhar diante de ti. Sua voz doce e aveludada já havia voltado ao normal.


- Não tem porque pedir perdão Calisto, Saori desceu as escadas abraçando a canceriana com cuidado.


" Esse cosmo, tão bom...." Calisto olhou para os olhos da deusa se lembrando quando a pegou no colo pela primeira vez, bebê tão lindo, tão pequenininho, olhou para Máscara e sorriu. 


- Calisto seja bem vinda ao Santuário! Atena lhe disse.


Calisto segurou nas mãos da deusa sorrindo, mas aos poucos o sorriso foi morrendo, atrás da divindade o homem com o manto de grande mestre os olhava quieto.


"Saga!"


Atena percebeu a agitação cósmica virando para trás, chamou o geminiano que agora era Patriarca do Santuário com o dedo, Saga fez uma reverência assim que chegou perto dos três, Calisto sentia sua alma sair do corpo, sua vontade era de pular e quebrar o pescoço do desgraçado, mesmo sabendo de toda a verdade, de tudo que Saga passou, da alma corrompida pelo mal e que agora era um homem bom, o mesmo homem que conheceu na infância e que ajudou em seu treinamento, era impossível conter a fúria de sua alma.


 Apertou os dedos até ficarem brancos, fechando os olhos para poder se concentrar, ou senão já dispararia seu golpe na cara dele ali mesmo.... sentiu a mão grande pegar na sua e desatar os nós com delicadeza. " Não pode ser, ele não está fazendo isso"  Saga se ajoelhou e começou a beijar sua mão, com esta mesma mão ele secava as próprias lágrimas. Calisto sem abrir os olhos, suspirou sentindo seu corpo tremer, ela sendo extremamente sensitiva e empata, característica de seu signo, sentia todo o arrependimento e culpa, as lágrimas que ele enxugava na sua mão continham todos esses sentimentos, dava-se para ouvir os soluços do geminiano ecoando no grande salão, ele nada falava...só sentia. Ela mesma não conseguiu mais se segurar, deixando escapar sua emoção colocando a outra mão por cima da cabeça de gêmeos, falando bem baixo. - Eu te perdôo.


Atena e Máscara da morte estava duplamente emocionados, Saori estava tão orgulhosa de sua amazona por conseguir perdoar aquele que a fez sofrer tanto. Mas a história não acabou por aí.


xxxx xxxx


Calisto se sentia mais leve dando o perdão a Saga, não sabia como iam se relacionar dali em diante mas o importante é que estava de volta! Foi para janela de seu quarto e admirou a paisagem do Santuário, tanto tempo se passou, tanta coisa mudou, mas estava animada. Atena havia sido muito bondosa consigo, deu-lhe roupas, produtos de higiene pessoal, cosméticos e até maquiagem! Pendurado no alto do armário havia um vestido azul claro estilo grego antigo de um ombro só, simples e bonito, será que ela gostaria que eu vestisse isso?


Ouviu batidas na sua porta.


- Pode entrar?


Um servo que segurava uma bandeja de prata lhe entregou um envelope.


- Obrigada senhor!


Calisto abriu e percebeu que a própria Atena escreveu o que a fez sorrir.


"Querida Calisto, 
Espero que tenha gostado das suas novas coisas, estou lhe designando uma serva para lhe servir em sua estadia aqui.
Quero que venha lanchar comigo no final da tarde na varanda principal, ainda lembra aonde é? 
"É claro que sim!"
Até mais tarde
Saori/Atena. "


Calisto guardou a carta dentro do envelope jogando-a na cama, aproveitou e se jogou na cama também de braços estendindos passando a mão e sentindo o toque gostoso do lençol de seda pura.
 
" O que será que ela quis dizer com estadia? Será que ela vai me mandar embora? Bem eu não tenho serventia para o Santuário, não sou mais amazona, não tenho minha armadura de Câncer...mais um problema pra eu resolver" Passou a mão no rosto de forma nervosa, ainda era cedo, sua serva iria trazer o almoço em poucas horas, para não sofrer mais de ansiedade, a canceriana resolveu dormir.


Usando o vestido azul bebê Calisto foi se encontrar com Saori para o lanche da tarde, a mesa estava ricamente decorada com flores do campo, havia tantos tipos de pães e geléias, frutas e tortas que Calisto nem saberia por onde começar, tudo estava lindo e caprichado.


- Continua gulosinha?


- Não tanto quanto você! Rebateu prontamente, recebendo de bom grado o abraço por trás do canceriano, que lhe tirou um sorriso.


- Está linda! Deu-lhe um beijo na bochecha.


Calisto corou. - Obrigada Ângelo, você vai tomar lanche conosco também?


- Sim, Atena me convidou.


- Que bom que já chegaram! A jovem entrou no recinto feliz com seus convidados, não era todo dia que tinha companhia, além do mais, estava empolgada com seus planos. - Temos muito o que conversar!


Os dois fizeram uma reverência e esperaram a deidade se sentar, Atena mesmo fez questão de servir os pratos para os convidados, claro, Máscara só queria os doces, sendo repreendido pela deusa que lhe cortou um bom pedaço de torta de queijo feta com cordeiro desfiado, os três comeram até se esbaldar com as iguarias gregas.


- Bom, o que eu tenho pra falar é que Calisto tem direito a armadura de Câncer.


Máscara da Morte quase cuspiu toda a comisa e Calisto deixou a xícara de chá cair no pires fazendo-o trincar. - Ma-mas Atena, eu não posso! Calisto ficou nervosa e Máscara engasgado, Atena dava socos nas costas do caranguejo. -Eu não quero minha senhora!


- Eu sabia que ia responder isso Calisto, fique calma e você também Ângelo, que tomava um bom gole de água! Mas eu precisava confirmar, tenho uma proposta a fazer.


Os cancerianos se entre olharam e depois voltaram-se para a deusa que sorria como menina. - Quero montar uma escola de treinamento para os pequenos aprendizes na ilha de Andrômeda! Aqui no Santuário não há um local apropriado para crianças, então quero que todo jovem aprendiz vá primeiro a ilha, onde ele será testado! Saberemos suas aptidões cósmicas, terá treinamento físico e mental adequado para a idade, uma ala de recreação, irei construir uma ala de berçário para os que já nascem predestinados, ah, também construirei uma escola com o currículo tradicional! E quero que tudo isso seja direcionado por você Calisto, você aceita ser Grande Mestra na ilha de Andrômeda?


Pov Calisto


Eu diria que meu queixo não caiu porque está preso no rosto, fiquei olhando Ângelo e Atena sem saber o que responder, eu estava lisonjeada, estava contente demais, estava boquiaberta com a sabedoria da deusa, eu estava tão agradecida que não cabia em mim!


- É claro que eu aceito minha senhora, nem sei como conseguirei corresponder as suas expectativas?


- Apenas siga seu coração Calisto e seja devota a mim e aos meu ideais, isso basta!


Não sei o que me deu na cabeça, mas, não me contive, me levantei dei a volta na mesa, peguei na mão pequenina da garota, que se levantou e eu a abracei, nem sei se usei força demais, mas só queria ela assim, nos meus braços, aquele bebezinho que eu ajudei a nascer estava tão madura, tão sábia ( eu sei, isso é óbvio ), eu estava tão orgulhosa dela!


- Obrigada 


- Eu que lhe agradeço.


xxxx xxxxx

O lanche acabou, Máscara e Atena se retiraram e eu fiquei ali pelos jardins tentando processar tudo, eu ainda não tinha resolvido toda minha vida, aliás o que eu mais queria resolver parecia tão difícil, tão longe do meu controle.


- Calisto?


Minha barriga gelou!
 
- Mu?


Levanto-me para olha-lo melhor, estava trajando a armadura dourada, estava tão bonito! A idade lhe fez muito bem! Ele se aproximou ficando na minha frente, estávamos tão próximo...os olhos verdes se fixaram aos meus e ficamos assim, não sei se passaram segundos, minutos, horas, não importava mais...nada mais importava.


- Mu e-eu.... 


- Ainda não perdeu a mania de gaguejar? Falou em tom zombeteiro meu mostrando aquele sorrindo lindo que fazia minha pernas bambear.


Ele passou a mão por trás da minha nuca e me beijou, fogos coloridos explodiam no meu peito, sabem quanto tempo eu fiquei sonhando com este momento naquela prisão? Então eu aproveitei e o abracei para ficarmos ainda mais unidos, como ele é lindo...


Ficamos conversando nos jardins, colocando toda a nossa vida em dia. Perguntei sobre Kiki, se ele havia contado toda a verdade, disse-me que não, que não tinha esse direito, que nós deveríamos contar juntos!


Suspirei pensando no quão difícil iria ser, para mim, para ele e principalmente para Kirian.


- Vamos pensar nisso juntos, Mu? E nós? Como ficaremos?


Mu me olhou sério, eu sabia que ele não ia entregar a armadura para vivermos como uma família comum, na verdade, agora , depois de tudo, eu nem queria mais isso, queria seguir com a minha vida, com a responsabilidade que Atena me confiou, queria meu filho perto de mim, isso sem dúvida, mas nada que o teleporte não ajudaria


- Quer namorar comigo?


Eu sorri, não acreditando no pedido do ariano.


- Quero carneirinho, claro que quero!

xxxx xxxxx 

Cheguei cedo na casa de Áries, como nunca na minha vida estava nervosa, minhas mãos estavam suadas, Mu veio me receber, estava tão lindo de toga, me deu um beijo casto me convidando para entrar, Kiki estava na oficina, ajeitando alguns materiais para o seu mestre.


- Kiki? Quero te apresentar uma pessoa?


Kiki virou para nossa direção, Céus que nervoso, meu coração acelerou quase saindo pela minha boca!


Com a voz naturalmente rouca o adolescente se aproximou de mim, limpando as mãos com um pedaço de estopa, estendendo logo em seguida para que eu o cumprimentasse, - Eu lembro da senhorita no hospital, meu nome é Kiki, sou aprendix de áries.


"Controle-se Calisto! Não vai chorar na frente do menino, ela vai achar você uma louca!"


- Olá Kiki, meu nome é Calisto, ex- amazona de Câncer. Lhe dei o meu mais belo sorriso, apertando sua mão. Ele olhou para Mu meio confuso, bom não queria estar em seu lugar também.


- Venha Kiki, queremos conversar com você. Mu faz menção para que o seguíssemos até a sala de star da residência, aonde havia uma mesa grande e muitas cadeiras, a serva da casa havia colocado um café da manhã caprichado. Me sentei ao lado do cavaleiro e Kiki na nossa frente, repousei a mão na minha perna, estava trêmula e não queria que o garoto reparasse, a mão quente de Mu logo apertou a minha, olhei para ele e o senti tão nervoso quanto eu.


- Bom Kiki o que nós queríamos conversar.... Mu parou de boca aberta, nada saía de lá, fiquei olhando ele, e olhando o ruivinho. "Nossa ele tem os olhos do avô! "  Fiquei aflita por ele e continuei. - Kiki querido... estendi minha mão para que ele segurasse, nem eu sabia como minha voz estava saindo tão terna daquele jeito e sem gaguejar - O que queremos lhe contar e que não está sendo nada fácil.... mordi meu lábio e olhei para aqueles belos olhos cor de ametistas. - Eu e o Mu, nós...."Droga!"  - Nós dois... somos seus pais!

"Melhor assim, de uma vez! Agora Kiki podia jogar toda a comida na nossa cara, poderia estrebuchar, nos mandar para o quinto dos infernos!"


- Meus pais? Mu? Olhou ainda mais confuso para o agora pai. -Ela está dizendo a verdade? 


 Mu conseguiu fechar a boca dando um pigarro logo em seguida. - Sim Kiki, o que ela diz é verdade, eu descobri isso faz poucos dias, me perdoe! Baixou o olhar constrangido.


Eu estava sorrindo, mostrando todos os meus dentes, Kiki não havia soltado a minha mão, isso era sinal que não estava com raiva e eu me aproveitei. Segurei firme para que ele não escapasse, ele olhou pra mim um pouco assustado, levantei da mesa e fui até ele, puxei de uma vez lhe dando um abraço apertado.


- Meu bebê, meu Kiki, meu filhinho, eu te amo tanto.


 Apertei ele ainda mais esperando uma resposta, minutos se passaram, senti ele me apertar de volta, e não deu mais, chorei e se fosse possível eu chorava mais, de amor, de alegria, de felicidade!


 Meu sacrifício não foi em vão, eu faria tudo de novo, enfrentaria o inferno mais uma vez por toda eternidade, só para ter ele assim, nos meus braços.
 


Notas Finais


Tô emocionada!

Uffa o capítulo saiu, e queria dizer que o próximo iremos fechar essa fic com chave de ouro!

Espero que tenham gostado, se deixei pairando alguma dúvida me perguntem! Comentem, critiquem, elogiem, vou adorar!

Até semana que vem!


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