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História Saint Seiya Diamond - Capítulo 3


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Notas do Autor


Essa é uma história alternativa do universo de Saint Seiya/Cavaleiros do Zodíaco, se passa após os acontecimentos da Saga de Hades e está atrelada ao universo do anime e não do mangá, portanto personagens como o Cavaleiro de Cristal ou a Saga de Asgard, podem ser mencionados.

E não, elas não vão fazer parzinho com os bronze boys. Se veio aqui ver isso, sorry.

Capítulo 3 - O Terror da Batalha


– Dinheiro? Quer dizer… por que Atena precisaria de algo tão comum como dinheiro?

O jatinho particular da fundação Kido já decolara da Rússia com Simelee e Malicha, as cavaleiras de Cisne e Dragão, e o destino delas era a mansão de Saori Kido no Japão, a reencarnação da deusa Atena. Com uma tripulação formada apenas por mulheres (um cuidado que Malicha sabia que seria necessário), Simelee estava mais tranquila e tentava se acostumar com a ideia de ficar sem sua máscara, algo que era impensável para qualquer uma treinada como amazona.

– Com o que você acha que tudo isso aqui é pago? – Malicha tirou os olhos do tablet para encarar Lee por cima dos óculos. – Não é elevando nosso cosmo até o infinito, lhe garanto.

– Não responde exatamente a minha pergunta, afinal, até onde me lembro, Mitsumasa Kido teve dinheiro suficiente para manter uma fundação e adotar mais de 100 crianças antes de jogá-las para morrer pelo mundo afora…

– Onde você esteve pelos últimos 10 anos? – Malicha parou de ler e colocou o seu tablet no colo. – Ah… Na Sibéria… Esquece! Bom, dinheiro não é infinito e a fundação Kido tem usado muito de seus recursos para reconstruir tudo o que foi destruído durante as lutas contra Poseidon e Hades. E mesmo com a ajuda da família Solo, não é possível fazer tudo…

– Quer dizer que aquela luta no aeroporto foi… uma exibição?

– As pessoas têm que confiar na fundação Galar novamente para atrairmos investidores e clientes… – Malicha respondeu e entregou o tablet para Simelee. – Veja isso…

Simelee leu a notícia que estava aberta na tela do aparelho. Ela nunca tinha visto nada como aquilo antes, mas tinha uma noção sobre coisas modernas como a internet e aqueles dispositivos. Ficou um pouco assustada ao manusear o tablet, pois não queria quebrá-lo ou apertar com força demais a tela, preferindo mexer com ele o mínimo possível.

A nota falava sobre o ataque estranho que havia acontecido no aeroporto russo e a interferência das mulheres que trajavam roupas estranhas. Falavam sobre os mortos e feridos, incluindo seguranças e passageiros, além do terrorista não identificado, além de destacar os efeitos estranhos e fenômenos que aconteceram durante o incidente e as questões legais e jurídicas do ataque e da morte do suposto terrorista.

– Nós salvamos eles e acham que somos culpadas? – Simelee lia as entrevistas das testemunhas. – E mesmo assim eles acham que somos perigosas? Estão atrás de nós como assassinas do tal terrorista?

– Entendeu? – Malicha pegou o tablet novamente. – Precisamos melhorar nossa imagem e com isso melhorar a imagem da Fundação Kido e aí conseguir dinheiro para que Atena continue ajudando a humanidade! E, além disso, deter os Espartanos de Ares…

– E como faremos isso?

– Não se preocupe com essa parte, eu cuidarei dessa parte. Você tem que se preocupar com os espartanos. – Malicha olhou para frente e acenou para um dos comissários de bordo. – Estamos prestes a chegar. Coloque seu cinto.

– Já? Como isso foi rápido? – elas vestiram o cinto e prepararam-se para os procedimentos de aterrizagem. – Saímos a pouco tempo da Rússia?

– A Fundação Galar tem uma linha aérea sofisticada que pode fazer o trajeto do Japão para Grécia, China ou Jamiel em pouco tempo. Algo complexo demais para explicar agora.

O avião pousou no aeroporto de Tóquio e um carro particular as levou direto para a mansão Kido. As notícias sobre o ocorrido na Rússia repercutiram pelo Japão e o telefone de Malicha não parava de tocar com mensagens recebidas e tentativas de ligação. Ela ignorou todas. Não tinha tempo para elas. Simelee olhava pela janela e procurava reconhecer algo daquele país estrangeiro que ela só tinha nas suas memórias mais distantes. Não havia nada.

A entrada da mansão estava rodeada de repórteres e fotógrafos que cercaram a limusine quando ela aproximou-se, mas não era possível ver nada dentro do carro por causa dos vidros escuros. Muitos chamavam pelo nome de Saori Kido, imaginando que era ela que estava dentro do veículo. Eles tiveram de se afastar quando os portões abriram e o carro entrou na propriedade da mansão.

Malicha e Simelee saltaram do carro e alguns criados da mansão foram buscar as malas das garotas. Elas entraram pelo saguão principal e Lee ficou chocada ao ver o quão ele era ricamente decorado, com quadros caros, candelabros de ouro e o busto de mármore de Mitsumasa Kido. Ela aproximou-se do busto e ficou encarando o velho Mitsumasa, segurando a vontade de destruí-lo com as mãos.

– Não olhe assim para o Senhor Mitsumasa. – a voz de Tatsume despertou a atenção das garotas. – Tenha respeito!

– Tatsume… dê boas vindas a nossa nova hóspede. – Malicha respondeu o comentário do homem entrando na frente de Simelee. – Você se lembra da Simelee?

Ele não respondeu. E Simelee também se lembrava dele. Se lembrava com raiva como a maioria do órfãos da Fundação. Ele punia severamente as crianças rebeldes, fossem meninos ou meninas. Aquela cara não havia mudado nada em anos e Simelee ainda lembrava de como ele se divertia ao bater nas crianças. Se ele não lembrava dela, ela certamente não esqueceu dele.

– Pode tirar esses óculos e esse chapéu dentro da casa… Eu não estou nem um pouco interessado no seu rosto, portanto não se preocupe comigo. – Tatsume virou-se e foi em direção a cozinha. – Esteja pronta para o jantar ou ficará com fome.

– Quer segurar o meu chapéu pra mim, Tatsume?

Simelee tirou o boné e o lançou em direção a Tatsume como um disco que atingiu certeiro a cabeça do mordomo com uma força anormal para um objeto como aquele. A pancada fez Tatsume desequilibrar e cair no chão com a força. Ele gemeu e levou as mãos a cabeça massageando a nuca. Lee riu da cara do velho homem por sua pequena vingança e Malicha deu de ombros ao ver toda aquela situação ridícula.

– Todo mundo que chegou aqui bateu no Tatsume, não se preocupe. – ela disse sem preocupação. – Ele está acostumado e é forte o bastante vai sobreviver! Levante-se velhote.

– Aiaiaiaa.... ela vai me matar!! Tá doendo!! Aiaiaia...

Lee caminhou em direção a seu chapéu jogado no chão (e ela planejava dar mais um chute em Tatsume no caminho), quando alguém surgiu pela porta da sala adjacente do Salão e pegou o boné antes dela. A moça de cabelos vermelhos que caiam sobre os ombros abaixou-se delicadamente para pegar o chapéu, deu dois tapinhas nele para tirar o pó e entregou para Simelee.

– Seja bem-vinda, Simelee. Estávamos esperando por você!

Lee encarou os olhos violeta da moça e, por algum motivo, perdeu a fala. A garota era muito bonita. Usava um vestido verde claro com um cinto branco e um pingente preso por uma corrente fina que terminava um pouco acima do decote comportado da roupa dela. Lee pegou seu boné e ficou até um pouco encabulada por estar tão desleixada diante aquela moça tão bela.

– Agnis, nossa outra convidada já chegou?

– Ainda não, senhorita Malicha. – Agnis respondeu. – Porém vim informar que os quartos de hóspedes já estão prontos.

– Acompanhe a Simelee até os aposentos dela.

Agnis sorriu para Lee e indicou o caminho pelo corredor do lado oposto ao busto do Mitsumasa Kido. Elas subiram uma escada e chegaram a outro corredor com seis portas largas feitas de madeira nobre, pintadas de branco com maçanetas de latão. Agnis indicava cada uma delas e explicava a quem pertenciam os aposentos.

– Do lado esquerdo temos o meu quarto, no fundo, o de Malicha no meio e um vago na entrada do corredor. – ela indicou um lado e depois o outro. – Seu quarto fica no fundo, do lado direito, e os outros dois estão vagos ainda. Cada um tem um banheiro particular. Na ala oeste da mansão fica o escritório e os aposentos da senhorita Saori, além da biblioteca e o estúdio.

– A Saori está aqui?

– Não! Não temos notícias dela a um tempo. Ela foi para o Santuário e ainda não retornou. – Agnis acompanhou Lee até o quarto dela, abrindo a porta e dando passagem para que ela pudesse entrar. – Mas, visto que temos alguns novos problemas, creio que é mais seguro para ela lá. Já pode tirar seus óculos e relaxar agora.

– Oh… – Simelee tirou os óculos escuros e encontrou sua mala de viagem vazia ao lado da cama king size. – …obrigada. Parece que os seus criados já andaram mexendo nas minhas coisas. Não estou acostumada a ser…

– Você é bonita.

– Hã?

– Você é bonita. Seria uma pena se não pudéssemos vê-la por causa da máscara. Aliás, a sua está bem ali… – Agnis apontou para uma mesinha de canto onde estava a máscara de Lee e alguns objetos como um laptop, celular, decorações como um vaso de plantas e um relógio de madeira. – Espero que se acostume logo a ficar sem ela.

Lee virou-se surpresa para a outra moça e ficou vermelha ao ver que Agnis a encarava sorrindo. – O-obrigada… você também é.

– Obrigada. Bom, deve estar cansada da viagem, não é? – Agnis foi até uma porta no quarto. – Não quer tomar um banho?

– Hã? J-Juntas?

Agnis não conseguiu segurar o riso.

– Não hoje! – ela deu uma piscadinha. – Talvez um dia. Por enquanto você terá que tomar banho sozinha. – Agnis abriu a porta e mostrou um espaçoso banheiro com uma grande banheira e uma prateleira com diversos tipos de produtos de beleza, capilares e sabonetes. – E não se preocupe com a água quente, pode usar à vontade.

– Água quente? Quer dizer… no banho?

– Imagino que na Sibéria isso deve ser algo difícil de conseguir com regularidade… – Agnis foi até a banheira e abriu as torneiras para que começaram a jorrar água fumegante. – Você pode regular a água quente com a da direita e a fria com a esquerda, embora imagino que baixar temperaturas não seja um problema para você. As toalhas estão no armário e temos vários tipos de shampoo, se nenhum deles for bom para você é só me avisar e eu mando comprar para você.

– Tá brincando? – Lee pegou dois frascos de shampoo e sentiu o cheiro deles. – Se você imaginasse oque eu tinha que usar lá naquele fim de mundo da Sibéria…

Lee não percebeu o movimento de Agnis. Ela só notou que a outra garota estava bem perto quando a ruiva segurou uma mecha de seu cabelo e delicadamente levou próximo ao nariz. Ela tinha um aroma doce como rosas. Um perfume tão delicado e gostoso que Lee não se lembrava de ter sentido um igual antes. A respiração dela em seu pescoço fez com que os pelos em sua nuca arrepiassem.

– Eu não sei o que você usava… – o sussurro dela deu um frio na espinha de Lee. – …mas cheira muito bem! – Agnis afastou-se e soltou a mecha de cabelo com delicadeza. – Vejo você no jantar.

Agnis saiu do quarto de Simelee e deixou ela lá, tentando recuperar-se daquelas sensações que ela experimentou naqueles últimos minutos. Algo que ela não se lembra de ter sentido antes. O perfume de Agnis ainda estava no ar e Lee teve de se concentrar para sair daquela hipnose e conseguir tirar a roupa para tomar seu banho. O vapor de água misturado ao perfume esquentava seu corpo e nublava seus pensamentos.

Sentindo-se segura, Simelee começou a tirar sua roupa. Elas estavam grudadas no corpo com o suor e desprendiam dela como se fosse a pele descascando. As faixas que prendiam os seios foram jogadas fora e a calcinha tipo boxer precisaria de um cuidado especial na hora de lavar. A última coisa que ela tirou foram as faixas que enrolavam sua mão e seus dedos. Fazia tempo que ela não olhava para sua mão e todas as cicatrizes que ornamentavam ela.

Ela entrou na banheira e o abraço quente da água, uma sensação da qual ela mal se lembrava, já que a água de seus banhos anteriores esfriava tão rápido que ela não podia se dar ao luxo de aproveitar aquela sensação, relaxou seus músculos e aliviou as dores dos ferimentos de sua última luta. Por um momento, ela quase se sentiu uma pessoa normal. O calor, o perfume e as sensações que experimentou fez com que sua mão passeasse por seu corpo até aquele ponto entre suas pernas que queimava como nunca havia acontecido antes.

***

Mansão Kido, 20hrs…

– Mas que droga, garota!! Eu já disse que não é pra usar esses óculos e esse chapéu na mesa!! – Tatsume estava servindo o jantar, mas parou bruscamente quando Simelee entrou na sala. – Tenha um pouco mais de respeito com…

– Você segura o meu chapéu? – Tatsume se encolheu ao ouvir a ameaça. – Foi o que eu pensei. – então ela sentou-se.

– Lee, por favor… Vamos falar sobre o seu ataque dos espartanos! Tem algum detalhe que você deixou de me contar?

– Acho que não, talvez… Eles pareciam interessados em pegar a minha armadura! – Lee respondeu. – Talvez isso queira dizer algo…

– Certamente. Há a essência do sangue de Atena nelas e… – Malicha parou por um momento. – …você percebeu isso?

– Um cosmo agressivo vindo em direção a mansão!

– Tatsume, mande que os repórteres saiam da frente da mansão imediatamente. – Malicha levantou da mesa e foi em direção a entrada principal da mansão. – Chame a Agnis!

– Parece que ela já está lá fora, senhorita! – Tatsume respondeu enquanto estava no telefone, tentando falar com o segurança da entrada principal. – Ninguém responde na guarita da entrada da mansão.

– Precisamos ir lá ajudar a Agnis! – Simelee estava com o pingente da armadura na mão. – Eu vou na frente ajudá-la!!

– Não se preocupe com Agnis! Ela sabe se cuidar! Temos que tirar os repórteres daqui!! – de repente uma explosão fez com que os vidros da mansão tremessem e os alarmes disparassem. Malicha correu até a janela. – Parece que é tarde demais…

***

Na frente da Mansão Kido, dois homens usando os trajes dos espartanos passaram pelo portão destruído, carregando os corpos de seguranças que tentaram lutar contra eles. A calçada estava manchada com o sangue dos repórteres mortos e de algumas das testemunhas feridas que ainda estavam ali tentando ajudar os sobreviventes. Outros ainda queriam transmitir o que acontecia na frente da mansão de qualquer forma que fosse possível.

– Esperem… – os dois espartanos ficaram surpresos ao ver a moça de vestido parada em frente a eles. – Eu não passaria desse ponto se fosse vocês!

– Moça, já matamos muita gente e não temos problemas em matar mais um. – respondeu um dos espartanos. – Só viemos procurar a mulher chamada Saori Kido e matá-la! Vocês podem salvar várias vidas em troca de uma só.

Eles continuaram avançando em direção a Agnis, rindo ameaçadoramente enquanto puxavam o corpo do segurança assassinado. O gigante espartano jogou o corpo do guarda no chão e parou com o pé sobre ele, como se fosse um troféu de caça. Aquilo deveria ter assustado a garota, mas ela não parecia se abalar.

– Eu lamento muito, mas vocês ignoraram meu aviso e agora já estão mortos. – Agnis cruzou os braços e balançou negativamente a cabeça. – Querem me dizer o nome de vocês, apenas para que suas lápides não fiquem em branco?

– Quer saber os nossos nomes? Muito bem, então irei lhe contar… Eu sou Eurotas e carrego o escudo de Fobos. – o homem forte com uma barba preta trançada apresentou eu escudo redondo de metal escuro com um leão esculpido nele. – Trago ao campo de batalha o medo e o desespero da guerra.

– E eu sou Létex, o portador do escudo de Deimos. – o segundo espartano, maior e mais forte, com um sorriso cruel repleto de dentes pontudos e tortos, além de uma cicatriz grande no olho esquerdo, portava um escudo grande de corpo com a escultura de um lobo entalhado nele. – Eu trago o terror e a morte aos meus inimigos.

– Agora você já sabe quem somos deve estar pronta para sair do nosso caminho ou morrer tentando defender a sua…

– Agnis!!

Simelee e Malicha surgiram ao lado da garota, trajando suas armaduras de bronze e, ao ver a chegada dos reforços, Létex e Eurotas prepararam-se para o combate. Outros espartanos chegaram a mansão. Eram soldados rasos, como aqueles que atacaram Lee na Sibéria. Só Agnis continuava calma e analisando o campo de batalha.

– Sua amiga disse que já estávamos mortos ao entrar no terreno da mansão! – Eurotas disse com um sorriso sarcástico. – Bom, parece que ainda estamos aqui, não é? É hora de darmos uma lição nessas garotas!

– Agnis, fique atrás de mim! – Simelee deu um passo a frente. – Eu protejo você!

– Quanta gentileza. – Agnis respondeu sorrindo. – Mas, eu não…

– PREPAREM-SE CAVALEIRAS!! – Eurotas avançou com seu escudo e os olhos do leão brilharam em vermelho. – VAMOS MATAR VOCÊS E DEPOIS ARRANCAR A CABEÇA DE ATENA!! DESESPERO DA BATALHA!!

TERROR DA MORTE! – Létex ergueu seu escudo e os olhos do lobo brilharam com uma luz negra que encobriu o campo de batalha. – MORRAM!!

Os escudos de Fobos e Deimos lançaram uma rajada de energia combinada, formando um turbilhão de luz negra e vermelha que explodiu sobre Simelee, Malicha e Agnis. Quando a poeira e a fumaça baixou, a visão delas era turva e difícil. Haviam apenas as sombras dos espartanos sobre um chão queimado e tingido de sangue. Tudo que elas viam era apenas morte e destruição.

– Oque está acontecendo?? – Lee gritava para tentar sobrepujar o grito dos soldados. – Que lugar horrível é esse? É como se a morte estivesse espreitando em cada canto pronta para atacar!!

– É uma ilusão!! Estão tentando atacar nossa mente com uma ilusão!! – Malicha respondeu tentando usar o escudo do dragão para se proteger de algo, mas ela não sabia exatamente proteger-se do quê. – Isso é uma ilusão!!

Surgiram soldados de todos os lados, guerreiros mortos-vivos que atacavam uns aos outros, matando indiscriminadamente usando lanças, espadas e todo o tipo de arma, em uma guerra desorganizada e sem sentido. Eles avançaram contra Simelee e Malicha, que tentavam defender-se dos inimigos, mas eram tantos que nem mesmo com seu treinamento e suas armaduras era possível combatê-los. Ambas lutavam com todas as forças, mas os soldados continuavam avançando, atacando e matando. Em pouco tempo elas estavam soterradas sobre hordas de guerreiros mortos-vivos.

– Em breve vocês não aguentarão e morreram de exaustão da luta ou seus corações explodirá com a exaustão e medo! – Létex ria do desespero das garotas. – Não aguentarão por muito tempo, cavaleiras!!

De repente os soldados pararam de atacar as cavaleiras e avançaram em direção a Létex, atacando com suas espadas e lanças. O espartano ficou confuso com o ataque e tentou defender-se com seu escudo, usando-o para bater nos mortos-vivos e proteger-se de seus ataques.

– O QUÊ ESTÃO FAZENDO?? – Létex batia nos mortos-vivos mas eles continuavam avançando. – Afastem-se de mim!! Saiam daqui malditos!! Aaahhh… Eurotas!! Me ajude!

Os soldados continuavam avançando contra ele e atacando. Em pouco tempo, Létex já estava dominado pelos soldados que perfuravam o corpo gigante do espartano com suas armas. Ele gritava desesperado pedindo ajuda de seu companheiro. Mas, a cada vez mais surgiam outros soldados mortos que continuavam lutando, atacando e avançando contra Létex.

– LÉTEX!! – o gigante saiu do transe e se viu novamente no jardim da Mansão Kido. – Létex! Acorde!!

– O quê? O quê aconteceu??

– Elas desviaram o nosso golpe contra nós! Eu não sei como, mas fomos atingidos por nosso próprio golpe! – Eurotas respondeu. – Elas fizeram algo conosco e como, mas elas vão pagar!!

– O que aconteceu aqui? – Malicha também não entendia o que havia acontecido com o ataque dos espartanos. – O que é esse vento que está nos rodeando?

– É uma brisa… Uma brisa, suave e com um aroma de… – Lee finalmente entendeu. – Agnis? Esse é o seu cosmo?

– Exatamente. – Agnis deu um passo a frente em direção aos espartanos. – Com essa corrente de ar, eu pude refletir o golpe dos espartanos contra eles…

– Esse vento… ele se estende sobre toda a Mansão Kido… – Eurotas também conseguiu perceber o vento que os circulava. O ar estava inundado com o cosmo da garota, cercando-os como um predador escondido, pronto para atacá-los. – …não… ele se estende por todo lugar… ele está circulando toda a cidade!!

– Impossível! – Létex respondeu irritado. – Não é possível que essa menina sozinha esteja expandindo seu cosmo por toda a cidade!!

– Nesse momento, estou protegendo a cidade com meu cosmo e seus amigos aí… – ela apontou para onde estavam os corpos dos espartanos soldados rasos mortos. – …e como eu prometi, vocês estão mortos a partir do momento em que entraram em nossa casa!

– O quê? – Létex viu os soldados mortos com o pânico estampado no rosto deles. – Você matou os nossos companheiros de batalha!!

– Foi o ataque de vocês que os mataram! Eu me encarregarei apenas de vocês dois.

– Garotinha irritante! Você fala demais!! – Létex avançou correndo contra Agnis. – Então tente me matar!! AAAAAHHHHHH…

– Létex, NÃO!!

O gigante correu em direção as garotas com seu escudo em frente ao corpo, então Lee e Malicha preparam-se para o ataque. Agnis apenas levantou seu braço e apontou em direção a ele. Eurotas percebeu o golpe e escondeu-se atrás de seu escudo apenas a tempo de ouvir um sussurro.

– Corrente de Andrômeda…

Létex não conseguiu ver de onde partiram os ataques que o atingiu por todos os lados. Milhares de quilômetros de correntes de prata chicoteavam, rasgavam, estrangulavam e batiam no espartano, destruindo a armadura de metal e destroçando seu poderoso corpo. Létex gritava enquanto a corrente o jogava para o alto e o puxava para baixo atingindo com violência o chão.

Quando a tortura passou, Létex caiu no chão enrolado pela corrente de prata, sangrando e espumando, com espasmos violentos, tremendo, batendo os dentes, até morrer pelo poderoso ataque de Agnis. Eurotas não acreditava na incrível força da garota e suas correntes, mas o medo logo se tornou raiva e determinação em matá-las.

– Létex… – Eurotas encarou aterrorizado o corpo do colega morto. – Sua… sua… desgraçada! Você o matou…

– Eu disse… vocês morreram no momento que chegaram aqui…

Agnis agora parecia outra pessoa usando sua armadura de bronze. O jeito doce e suave deu lugar a uma pessoa determinada e forte. A cosmo energia que ela emanava não transmitia nenhuma dúvida ou hesitação. Ela estava pronta para lutar e lutaria contra quem ousasse avançar contra ela. Lee percebeu isso e ficou intimidada com a tamanha determinação de Agnis. Ela definitivamente não precisava que protegessem ela.

O cor-de-rosa metálico brilhava e refletia a luz do cosmo dela e o vento agitava de leve o véu semitransparente que ornamentava seus cabelos. A Sagrada Armadura de Andrômeda protegia seu torso, canela e joelhos, o antebraço era coberto por manoplas envoltas com as correntes de prata. Uma com uma ponta triangular e a outra com a ponta circular.

– Não pense que serei derrotado por vocês tão facilmente quanto Létex!! – Eurotas respondeu. – Meu escudo é muito mais poderoso do que o que vocês pensam!!

– Mesmo que seja, você ainda está sozinho… – Simelee respondeu colocando-se em posição de combate. – Somos três cavaleiras contra apenas você!

– Isso é o que você pensa!

Eurotas esticou seu braço em direção ao Escudo de Deimos e o objeto voou até sua mão. Triunfante e com um sorriso sádico no rosto, ele encaixou seu próprio escudo no centro do escudo do companheiro morto. O cosmo que emanava do objeto fez o ar ondular. O cheiro da morte espalhou-se pelo jardim da mansão.

– Preparem-se cavaleiras!! – o objeto brilhou ofuscando a visão das garotas. – Vou mostrar para vocês o verdadeiro poder do escudo de Fobos e Deimos!

Quando a luz baixou, o escudo de Eurotas agora emitia uma luz vermelha aterrorizante e tinha no centro a escultura dos rostos do lobo de Deimos e o leão de Fobos. Os olhos emitiam o cosmo agressivo do espartano que sorria com a antecipação da vitória.

– E agora… – Eurotas ergueu seu escudo e lançou seu cosmo em todas as direções. – …LEVANTEM-SE, MEUS SOLDADOS!!

– O quê?

– Irão enfrentar o verdadeiro terror da morte em batalha!!

Continua…


Notas Finais


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