1. Spirit Fanfics >
  2. Saint Seiya Diamond >
  3. Exército dos Mortos

História Saint Seiya Diamond - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Essa é uma história alternativa do universo de Saint Seiya/Cavaleiros do Zodíaco, se passa após os acontecimentos da Saga de Hades e está atrelada ao universo do anime e não do mangá, portanto personagens como o Cavaleiro de Cristal ou a Saga de Asgard, podem ser mencionados.

E não, elas não vão fazer parzinho com os bronze boys. Se veio aqui ver isso, sorry.

Capítulo 4 - Exército dos Mortos


O escudo combinado de Fobos e Deimos que brilhava nas mãos do Espartano Eurotas emitia o cosmo da morte e do medo da batalha sobre todo o quintal da mansão Kido, onde Simelee, Agnis e Malicha estavam. As garotas sentiam o frio do submundo em seus corpos e tremiam involuntariamente e todos seus sentidos estavam alertas para qualquer ataque.

– Que cosmo terrível é esse? Ele emana as vibrações do próprio mundo dos mortos com esses escudos. – Simelee que foi criada na Sibéria nunca havia sentido um frio como esse. – O que ele está preparando?

– Não se preocupe com nada… Ele não pode atravessar a defesa da corrente de Andrômeda. – Agnis, apesar de apreensiva com o cosmo do inimigo, continuava em frente as colegas com suas correntes prontas para a ação. – Ele terá de passar por mim antes de fazer algum mal a mansão.

– Eu não vim aqui por causa dessa casa velha. Eu estou aqui por vocês e pela cabeça de Saori Kido! – Eurotas respondeu com um sorriso maníaco. – Agora, mesmo que me tragam ela, não deixarei que saiam vivas daqui pelo que fizeram com Létex! Preparem-se!!

O escudo brilhou mais forte enquanto Eurotas acumulava o cosmo de Ares na arma. Os repórteres que ainda não haviam fugido da frente da Mansão estavam fazendo o possível para filmar e registrar tudo. O som das sirenes da polícia soava longe da mansão, em um constante barulho que não aumentava e nem mesmo diminuía.

Não temos certeza do que está acontecendo, senhores espectadores, mas aparentemente um dos invasores já foi abatido enquanto o segundo está segurando um objeto metálico que emite um brilho muito forte. A sensação em torno do local é terrível! É como se estivesse em um cemitério… ou pior.

Em suas casas, as pessoas assistiam a tudo aquilo, alguns assustados com o que poderia acontecer e outros saiam para a rua, para ver de longe o céu noturno clarear com as luzes que brilhavam n o horizonte, vindo da mansão. Helicópteros começavam a voar em direção ao conflito, mas, por algum motivo que ninguém entendia, eles não conseguiam aproximar-se o suficiente.

– Por favor, senhor prefeito, mantenha os policiais e a imprensa longe daqui! É para sua própria segurança!! – Tatsume berrava no telefone enquanto olhava pela janela. – Eu lhe garanto que tudo será explicado pela manhã… por favor, compreenda!!

– Não podemos mais perder tempo com esse cara!! – Lee deu um passo a frente. – Vamos acabar com ele agora mesmo!!

Simelee avançou contra o espartano com sua velocidade de cavaleiro e o inimigo apenas sorriu ao ver a atitude impulsiva da garota.

Levantam-se, soldados de Ares!! TERROR DA BATALHA!!

O escudo lançou sua luz fria em todas as direções da mansão e cegou as garotas por um instante, mas, para os outros, o efeito foi pior. Os repórteres, equipe e cinegrafistas que estavam próximos foram atingidos pelo golpe e derreteram instantaneamente, tornando-se pouco mais do que uma massa avermelhada de carne apodrecida e ossos quebrados.

Senhores, estamos com problemas técnicos e perdemos a conexão com nossos repórteres na Mansão Kido. – Informou o homem de terno na TV. – Voltaremos em breve com mais informações.

Quando a luz baixou, Simelee estava de frente com o corpo morto de Létex que a segurava pelos braços. Ela mal teve tempo de reagir pois o morto-vivo a puxou e abraçou a garota com os fortes braços e apertou com tanta violência que fez ela envergar de dor. Agnis e Malicha apresaram-se para ajudar a colega, mas ambas foram agarradas pelos espartanos de baixo nível que foram revividos.

– O que está acontecendo? – Malicha tentava libertar-se, mas os corpos dos repórteres juntavam-se aos espartanos para segurar ela e Agnis. – E-eles estão mortos?

– Para a guerra, não importa se são mortos ou vivos! – Eurotas respondeu. – Todos são armas ou soldados!! Amigos e familiares que se vão na mão dos inimigos se tornam cadáveres arremessados sobre muralhas para causar o pânico dentro de cidades ou são deixados dentro de rios e lagos para envenenar a água! Vivos ou mortos, todos pertencem a guerra! Agora, soldados do outro mundo, mostrem as cavaleiras a força do senhor da guerra! Morram, cavaleiras!! DESESPERO DA MORTE!!

Os corpos começaram a brilhar e inflar como balões até que a pele começou a rachar e vazar um tipo de chama avermelhada que esquentou a pele de Lee e os corpos explodirem em labaredas infernais que espalharam-se pelo jardim da mansão e formou um círculo em volta de Eurotas, Os carros estacionados na frente da casa explodiram ao contato das chamas e consumiram o metal e borracha, até sobrarem apenas as cinzas.

De longe, a polícia tentava fazer um cordão de isolamento em torno da estranha barreira invisível que impedia eles, os jornalistas e helicópteros de aproximarem-se da propriedade foram arremessados no chão pela onda de choque que partiu do alto da colina onde ficava a mansão. Ninguém estava entendendo o que acontecia no lugar.

– Garotas tolas e arrogantes que ousaram desafiar o deus Ares queimarão no inferno enquanto seus corpos se juntam ao meu exército! – Eurotas caminhou por entre as chamas em direção a mansão. – Irei agora pegar a cabeça de Atena e… – ele bateu em algo. – O que?

Com sua mão, ele afastou as chamas infernais e ficou horrorizado ao ver três estátuas de gelo em seu caminho. O mesmo vento que circulava a mansão dispersou as chamas e o gelo rachou e as três cavaleiras voltaram a sua formação de combate, impedindo a passagem do espartano.

– O que? Como vocês sobrevieram a explosão?? É impossível!! – Eurotas recuou dois passos e posicionou-se com seu escudo. – Era para a explosão ter matado vocês!!

– Foi muito simples!! Eu só precisei esfriar a corrente de ar de Agnis e a umidade para criar uma crosta de gelo grossa o bastante em volta de nós! – Lee respondeu com um sorriso confiante. – Suas chamas não chegam nem perto de serem fortes o bastante para derreter o meu gelo!

– Não acredito… isso é impossível! – Eurotas ficou irritado ao ver que suas inimigas ainda estavam vivas. – Tudo bem, mas não esqueçam o que eu disse!! Uma vez na guerra, todos são armas e soldados!! Levantem-se, soldados!!

Mais uma vez os corpos dos mortos, mesmo despedaçados, avançaram da forma que puderam contra as cavaleiras. Mãos, pernas, braços, cabeças e partes diversos de corpos espedaçados avançavam como podiam em direção as inimigas. Mesmo com Malicha pisando e esmagando os pedaços ou Lee congelando estes corpos, eles quebravam com o próprio peso e ainda assim se moviam e continuavam tentando atacar.

– Não vai adiantar atacar esses corpos!! – Malicha disse as colegas. – Esqueçam os mortos-vivos e ataquem o espartano!!

Elas elevaram seus cosmos e a expansão dos poderes delas fez com que os corpos dos mortos se desintegrassem no ar.

– Prepare-se para receber a golpe mortal do dragão!! ROZAN RYÕSHI RUY RA!!

– Correntes destruam o inimigo! CORRENTE DE ANDRÔMEDA!!

– Apagarei essas chamas com meu ar frio!! TEMPESTADE DIAMANTE!!

A explosão dos três ataques combinados pode ser vista e ouvida a quilômetros de distância e clareou a noite. Eurotas tentou resistir por algum tempo usando o escudo de Fobos e Deimos, mas ele logo foi engolido pelo poder combinado das Owls e sucumbiu ao golpe. Após alguns segundos a luz e o poder diminuiu, deixando no lugar do espartano apenas os destroços do jardim da mansão.

– Esse lugar estava sendo reconstruído e agora já estamos acabando com ele novamente! – Lee foi a primeira a dizer após a poeira do concreto baixar. – Agora eu entendo o motivo de precisarmos de dinheiro! Isso vai sair muito caro!

– Não se preocupe com a mansão. Ela é protegida pelo cosmo da própria Atena! – Malicha respondeu. – Não poderão derrubá-la, embora não possa dizer o mesmo do jardim…

Não houve tempo para que elas reagissem quando os corpos dos espartanos mortos surgiram reintegrados e pularam da terra para agarrá-las, mas dessa vez, eles pareciam mais fortes. Malicha tentou novamente elevar seu cosmo, mas nada funcionava dessa vez. Nem mesmo a descarga elétrica produzida pela corrente de Andrômeda era suficiente para livrar Agnis dos atacantes.

Desta vez o corpo do Létex, mais magro, já que sua poderosa massa muscular acabou dividida e espalhada entre os outros corpos, que se tornaram mais fortes por isso, surgiu entre as garotas e preparou-se para explodir.

– Nada de escudo de gelo dessa vez, garota! – Eurotas surgiu em meio aos inimigos e apertou o pescoço de Lee. – Desta vez, vocês vão morrer!!

Então a explosão e o corpo das garotas sendo arremessados no ar. Lee aterrizou no concreto e deixou no chão uma marca de sangue e rachaduras, sentindo a dor irradiando por seus ossos e músculos. Agnis caiu com as costas sobre o muro e deu um berro de dor antes de escorregar e cair de volta no jardim. Se não fosse pela armadura, talvez ela não conseguisse mais andar após isso. Malicha terminou colada a parede do segundo andar da mansão, próxima a janela do salão de jantar, onde estava Tatsume observando tudo.

O mordomo correu até sua espada de bambu e estava pronto para enfrentar o espartano, mas o olhar raivoso de Malicha o fez desistir. Ele sabia que era inútil, mas não podia permitir que aquele massacre continuasse. “Não nos atrapalhe” foi o que ao cavaleira de Dragão disse com os olhos antes de cair daquela altura e bater no chão, quase inerte de dor.

– Agora sim eu vou terminar essa luta. – Eurotas parecia maior do que antes, com manchas avermelhadas pelo corpo e alguns ferimentos bizarros espalhados. Apesar de parecer muito ferido, o espartano não sangrava e nem reagia aos machucados. – Contudo, devo dar os parabéns a você, Andrômeda. Você realmente cumpriu o que disse… em eu ou Létex sairemos daqui vivos!

– O-oque? – Lee levantou-se com dificuldade. – Ele já está morto? Como? Se ele está de pé e nos atacando?

– Ele morreu por causa de nossos golpes combinados mas reanimou o próprio corpo com poder do escudo de Fobos e Deimos! – Malicha respondeu enquanto limpava o sangue da boca com as costas da mão. – Ele se tornou parte de seu próprio exército de mortos!

– E em breve vocês também estarão aqui do meu lado! – Eurotas usava um osso longo e quebrado como uma espada curta indo em direção as cavaleiras. – Levantem-se soldados!!

Os mortos-vivos de Eurotas novamente juntaram seus pedaços e avançaram contra as guerreiras. Elas tiveram de juntar as forças que tinham para superar a dor e levantar-se para lutar. A corrente de Agnis tentava manter os mortos afastados, mas mesmo despedaçando-os, eles se misturavam em novos corpos e continuavam avançando.

– Perder tempo com esses corpos é inútil!! – Lee atingiu com força a cabeça de um dos zumbis e livrou-se dos outros com um chute. – Vamos acabar com a fonte do poder deles!!

A cavaleira de cisne avançou contra o espartano com um salto e o inimigo preparou-se para receber o ataque voador colocando seu escudo na frente do golpe. A força do chute de Simelee foi o suficiente para desbalancear o espartano e abrir a guarda dele e permitir que a garota atingisse o peito dele com um poderoso soco que abriu um buraco na caixa torácica dele no lugar onde fica o coração do inimigo.

A mão dela atravessou o corpo do inimigo e Eurotas, para surpresa dela, conseguiu segurar seu braço apenas pressionando os músculos peito. Lee tentou puxar seu braço de volta, mas ele estava preso. O espartano aproveitou a oportunidade para encravar fundo o osso pontiagudo que usava como espada visando o pulmão dela.

MORRA!!!

O osso encravou fundo na carne e Eurotas sentiu o sangue escorrendo na mão dele. Com um prazer sádico, o espartano girou o osso para causar ainda mais dor. Ele tinha a certeza que sua inimiga estava acabada com aquele golpe, mas, para a surpresa dele, Simelee sorriu.

– O que? – Eurotas olhou para o lugar onde havia mirado o ataque e percebeu que o osso estava peso a um sólido bloco de gelo e o sangue que ele sentiu escorrer era o seu próprio – Maldita!!

Eurotas tentou usar seu escudo para atacar Lee, mas seu braço não o obedeceu. Ele estava preso pela corrente de Andrômeda. O frio começou a expandir do centro do peito dele e cristais de gelo cresceram por todo o corpo do espartano. Simelee puxou seu punho daquele buraco e o soldado de Ares estava preso, apenas com seu braço esquerdo e a cabeça para fora do bloco congelado.

– Regenera isso, seu zumbi!! – Malicha surgiu imediatamente atrás de Lee com seu punho brilhando com o poder de seu cosmo. – CÓLERA DO DRAGÃO!!

***

Longe dali…

A barreira policial continuava tentando conter os curiosos de aproximar-se da mansão, porém, aquilo não passava de mera formalidade, já que nem eles podiam aproximar-se do local, mesmo que quisessem. Os helicópteros da polícia e da imprensa também não conseguiam chegar mais perto e as filmagens feitas com as melhores câmeras disponíveis conseguiam apenas imagens desfocadas e flashs de luz que pouco diziam sobre o que acontecia no lugar.

Para alívio das autoridades, fosse lá o que fosse que estivesse acontecendo lá estava contido no terreno da mansão. Apesar das explosões luminosas e sons que pareciam trovões, nada chegou até ali e eles podiam considerar-se seguros. Os curiosos berravam contra os policiais, dizendo que eles tinham o direito de saber oque acontecia e outros clamavam que aquilo era um novo fim do mundo. Independente de quem fosse, eles tinham uma certeza: aquilo era culpa da Fundação Kido.

Só uma pessoa naquela multidão parecia tranquila demais. A moça com uma mochila nas costas e uma jaqueta jogada sobre os ombros, usando uma camiseta vermelha e uma calça jeans esfarrapada olhava para a barreira com impaciência e buscava entre os guardas uma brecha para poder passar. Não encontrava nenhuma que valesse a pena explorar sem que causasse uma grande confusão ali.

– Senhor… – a moça aproximou-se da barreira policial. – …vai demorar muito aí? Eu preciso ir pra minha aula!!

– Não tem nenhuma escola pra esses lados! Só a mansão dos Kido!! – o guarda respondeu mau humorado. – O que você é? Uma repórter espertinha que quer passar por nós? Fique longe da barreira ou vamos te prender!!

A moça simplesmente levantou as mãos em rendição com uma expressão de quem dizia “fazer oquê?” e foi andando para longe. Então o som de algo similar a um rugido vindo do alto da colina e a luz esverdeada subiu até as nuvens. Aquilo chamou a atenção de todos e, mas, algo que parecia um ponto vermelho que cortou os céus passou despercebido por todo mundo. Exceto uma pessoa.

***

O corpo congelado e despedaçado de Eurotas caiu em pedaços e os outros corpos não se moviam mais. Aparentemente a luta havia acabado. Elas finalmente puderam relaxar e a dor tomou conta de seus corpos. O mordomo Tatsume saiu correndo da mansão e foi em direção a elas, levando uma maleta de kit médico para emergências. Primeiro, ele foi até Malicha para verificar os ferimentos, mas ela o afastou.

– Acha que só essa caixinha poderá cuidar de nós no estado que estamos? – Malicha empurrou Tatsume. – Está um pouco tarde para começar a se preocupar, não?

– Mas que droga… – Tatsume segurou o braço da garota e começou a limpar os ferimentos, mesmo contra a vontade dela. – Não estou preocupado com você! Mas se estiverem imprestáveis não poderão cuidar da senhorita Saori!

– Sempre a Saori, não é?

Tatsume não respondeu, apenas continuou limpando o machucado de Malicha. Ela o afastou mais uma vez e saiu de perto do velho homem.

– Não vamos ficar imprestáveis, não se preocupe com isso… Agnis!

A cavaleira de Andrômeda esticou seu braço e lançou em direção a Malicha uma de suas correntes. A luz rosada que envolveu a corrente fluía de Agnis até Malicha e os fremimentos dela iam diminuindo aos poucos. A dor diminuía e respiração da cavaleira de Dragão também se tornava mais regular e calma. Vendo aquilo, Tatsume entendeu que não era necessário lá, então, preocupou-se em pegar uma mangueira e tentar apagar o incêndio dos veículos que estavam estacionados em frente a propriedade.

Quando Agnis terminou de cuidar de Malicha, ela virou-se em direção a Simelee e repetiu o mesmo procedimento.

– Não se mexa, ok? Vai aliviar a dor. – Lee sentia o cosmo de Agnis fluindo até ela. Era quente, com aquele aroma de rosas. – Ainda precisará de cuidados mais intensivos depois, mas, por enquanto isso será o bastante.

– Não sabia que a armadura de Andrômeda tinha habilidades de cura. – Lee observava os ferimentos diminuírem até quase sumirem. – Como você consegue fazer isso?

– A armadura não tem esse poder… eu é quem o tenho! Foi pate do que escolhi no meu treinamento. – Agnis respondeu gentil. – Ferir é fácil e curar é um poder necessário em uma luta. Agora, fiquei quieta sim…

– Claro… Malicha… onde está o escudo?

– Está por aí, não? – Malicha rodava o ombro e esticava as pernas. – Achei que ele tivesse caído por aí por perto, não?

– Não estou vendo ele? – Lee começou a procurar após o tratamento de Agnis terminar. – Você não o “cóleraddragãozou” pra longe, não?

– Não sei… não estava mirando no escudo, embora fosse melhor destruí-lo de uma vez! – Malicha respondeu. – Procuraremos por ele depois! Agora, precisamos descansar e recuperar nossas forças!

As três garotas foram em direção a mansão, enquanto Tatsume continuava tentando apagar o fogo dos carros.

– Ei, esperem aí! Não vão me ajudar a arrumar essa bagunça?? Voltem aqui, vocês três!! VOLTEM AQUI!!

***

Em algum lugar da cidade..

– Tenho certeza que ele caiu por aqui… – a moça de camiseta vermelha continuava procurando por entre os becos e latas e lixo nos cantos. – …aquilo tinha uma cosmo energia terrível. Tenho certeza de que…

– Ei garota…

A moça virou-se para trás e vi que estava cercada de pessoas que se moviam de forma estranha e irregular, mancando e emitindo gemidos de dor. No centro deles, havia o que parecia ser uma senhora de meia-idade carregando algo do tamanho de uma tampa de bueiro que brilhava. A como energia que emanava da senhora tinha um cheiro de morte e era tão frio que fazia gelar até os ossos.

– Estou recrutando aliados para lutar pelo exército de Ares e vejo que você possuí um cosmo muito forte. – a voz da senhora parecia não pertencer a ela. – Ou já estaria comigo apenas de estar perto do meu escudo… Vou lhe dar a chance de juntar-se a mim voluntariamente. O que me diz…

– Quem é você? – a moça deu um passo para trás, afastando-se da velha. – O que é isso? Quem são essas pessoas?

– Quem são? Eu não sei e também não importa! – respondeu a velha – São soldados em meio a uma guerra ou são as armas que usarei para conquistar a vitória. Então, não importa e vrdade quem eles eram…

– Você os matou?

– Sim e em breve recrutarei para a minha luta o resto dessa cidade apenas com o brilho do meu escudo de Fobos e Deimos! – a velha ergueu o escudo e mostrou sua face entalhada com o lobo e o urso. – Acabaremos com Atena e seus cavaleiros marchando contra o Santuário. Vivos ou mortos chegaremos a vitória!

A moça percebeu que estava com problemas. E principalmente se deixa-se que ele chegasse até a barreira policial onde se reunia boa parte dos moradores daquela cidade. Um exército de mortos-vivos seria um problema para o Santuário. Não tinha outro jeito. Precisaria impedir aquela coisa de continuar matando inocentes agora.

– E então? O que me diz? Aceita a minha proposta e se juntará a Ares? – a hesitação dela em responder deixou a velha irritada. – Ou se juntará aos mortos comigo?

– Sinto muito… – A moça tirou a mochila das costas e a jogou em um canto, escondida atrás de umas caixas de papelão que foram jogadas no lixo. – Não aceitarei nenhuma das duas ofertas. Porém proponho que você me entregue esse escudo e deixe essas pessoas descansarem em paz ou eu acaberei com você!

– É mesmo? Só porque você tem um cosmo um pouco mais forte do que alguns humanos comuns você acha que poderá me vencer? Aliás, será que você sabe do que eu estou falando e… o quê você está fazendo?

A cosmo energia da moça brilhava elevando-se cada vez mais. Era como se o próprio universo estivesse se reunindo em torno do corpo da garota. Um poder que parecia o próprio big bang da criação do universo elevava-se e formava uma figura alada nas costas dela. Aquilo cosmo ameaçador fez com que os corpos mortos das pessoas atrás do espartano recuasse com medo.

– Eu vou destruir o seu escudo… e libertar a alma dessas pessoas! – a moça respondeu. – É uma promessa!

– Você? Destruir o meu escudo? Acha mesmo que vai conseguir fazer isso? Como?

– Meu punho e pernas não são afiados como os do meu mestre… Não posso cortar qualquer coisa como ele fazia. – ela tirou do decote da camiseta o pingente prateado com um emblema de sua constelação protetora. – Mas, ele me ensinou a torná-los fortes como martelos e destruir meus inimigos! E por ele, é isso que farei com você!!

Continua…


Notas Finais


Se gostou me siga, comente e compartilhe!
Obrigado


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...