História Saint Seiya Fanfic: Zona de Guerra - Capítulo 40


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda
Visualizações 31
Palavras 1.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Abrimos aqui o terceiro arco da história! :D

Capítulo 40 - Diplomacia


Fanfic / Fanfiction Saint Seiya Fanfic: Zona de Guerra - Capítulo 40 - Diplomacia

– Eu fui totalmente irresponsável. Se alguém é o culpado, esse alguém sou eu.

– Não diga uma coisa dessas, Shiryu! – interrompeu Saori Kido. Apesar de seus ferimentos, Isaac está bem.

– Algo de grave poderia ter acontecido! – insistiu o novel Cavaleiro de Libra. E eu teria sido o responsável por isso.

Shiryu e jovem encarnação da deusa Atena ouviram, então, um gemido vindo da cama ao lado. Ali estava um jovem de pele bem clara e cabelos castanhos que abria os olhos e os piscava para adaptá-los à luz. Ao reconhecer que Atena estava presente, o jovem tentou se levantar, mas ela o impediu, dizendo:

– Permaneça deitado, Isaac. Seus ferimentos o farão precisar de mais alguns dias de descanso.

Apesar de contrariado com isso, o rapaz não mais tentou se levantar. Shiryu se aproximou e o olhou profundamente nos olhos. Com um pouco de ressentimento na voz, o Cavaleiro de Libra disse:

– Isaac, eu me sinto diretamente responsável pelos seus ferimentos. A técnica que você desenvolveu, a espada Masamune, é extremamente poderosa. No entanto, ela não tem, nem de perto, a potência de golpe que pode ser alcançada pela mais poderosa espada de todos os tempos: Excalibur! Por isso, hoje eu te concedo a técnica que recebi de Shura, o Cavaleiro de Capricórnio que te antecedeu e teu mestre anterior.

Ao dizer isso, Shiryu tocou o braço direito de Isaac. O jovem de cabelos castanhos sentiu um leve formigamento em seu braço e pode ver uma fugidia luz dourada brilhar ali. Assim que o brilho cessou, o Cavaleiro de Libra tornou a falar:

– Pronto. Excalibur agora está com quem lhe é de direito. Eu ainda não sei se poderei continuar usando essa técnica, mas fico contente e mais tranquilo agora que você a possui. Mais uma vez, peço perdão, Isaac.

Muito longe dali, três Cavaleiros de Prata caminhavam juntos, adentrando o Santuário Submarino. Enzo de Órion, Amadeus de Lira e Gaël de Relógio tinham uma missão diferente daquelas que estavam acostumados. Eles caminhavam por aquele lugar deserto, rumo ao templo que se agigantava na linha do horizonte. Se tudo estivesse correto, havia sido ali que Poseidon, o senhor dos mares, fora aprisionado alguns antes.

A deusa Atena percebeu que a trama formada por Ares, Apolo e Hefesto poderia ser demais para seus Cavaleiros, tendo em vista que muitos ainda eram inexperientes. Era possível que uma grande quantidade deles perecesse no meio dessa guerra. Reforços seriam necessários. E, por isso, ela ordenou que os três fossem argumentar com o deus dos mares.

Amadeus de Lira estava visivelmente nervoso e incomodado com a missão. Tentar trazer um antigo adversário para o seu lado em um momento de guerra era arriscado demais. Era um risco que não gostaria de correr. Enzo de Órion, o mais velho e experiente da missão e, por isso, líder dos três, tinha o rosto inexpressivo, mas um olhar mais cuidadoso o veria apertando fortemente um terço cristão que se enrolava ao punho esquerdo de sua Armadura. Gaël de Relógio, a seu turno, era o mais tranquilo dos três e encarava aquilo tudo com sua frieza habitual e vendo apenas mais uma missão.

Os três Cavaleiros de Prata chegaram às portas do Templo Submarino e, como se estivessem sendo aguardados, viram-nas se abrirem. Entreolharam-se assustados e se dirigiram ao interior.

O lugar era iluminado por várias chamas dispostas em tochas nas paredes laterais. Cada uma projetava uma luz bruxuleante sobre as diversas escamas apoiadas nas colunas. Ao centro e ao fim da sala, estava a Escama de Poseidon e, sobre uma coluna maior que as outras, uma urna com o Selo de Atena.

Uma voz profunda chegou a eles, como que vinda de lugar nenhum, dizendo:

– Quem ousa se aproximar do Templo Submarino durante o sono do Imperador dos Mares?

Enzo apertou ainda mais o punho esquerdo, ao ponto em que o pequeno crucifixo parecia que iria se partir sob aquela pressão. Ele deu um passo à frente e, firmando a voz, disse:

– Somos três Cavaleiros de Prata enviados do Santuário, na Grécia. Viemos por ordem da deusa Atena, Imperador.

A voz se encheu de fúria e os três jovens foram atingidos por uma onda de choque e atirados para trás enquanto ouviam gritos da voz que vinha de lugar nenhum:

– Atena? Como ela ousa enviar Cavaleiros para profanarem o meu Templo?

O Cavaleiro de Órion respirou fundo, deu alguns passos adiante e se ajoelhou perante a urna onde Poseidon se encontrava preso. Percebendo o gesto do companheiro, Gaël e Amadeus também se ajoelharam. Enzo tornou a falar:

– Imperador, nós não viemos profanar o Templo Submarino. Isso seria inadmissível perante nossa deusa, Atena. Nós viemos em busca de ajuda.

A voz mudou seu tom para um mais tranquilo, adotando um viés curioso, e perguntou:

– Ajuda? O que faria Atena vir até mim em busca de ajuda?

– A Terra passou por um breve período de paz depois da derrota de Hades, o Imperador do Submundo. Levando em conta a ajuda de Poseidon aos cinco Cavaleiros de Bronze que se encontravam nos Campos Elíseos ao enviar as Armaduras de Ouro, mais uma vez viemos pedir seu auxílio. Ares, Apolo e Hefesto se uniram contra Atena e atacam a Terra, causando destruição e morte...

– Ares e Hefesto? – interrompeu a voz. Juntos?!

– Sim – continuou o Cavaleiro de Órion. A Terra foi assolada pelos asseclas de Ares, causando guerras e discórdia por conta do cosmo agressivo do deus da guerra. Genocídios aconteceram... Na Europa, na África... Alguns Cavaleiros estão investigando Apolo e Hefesto para determinar como e onde pretendem atacar.

– Ares é extremamente poderoso – afirmou Poseidon. E se está reunido a Hefesto e Apolo... As mentes perversas dos três podem trazer prejuízos imensos. Não só aos seres humanos, como à toda Terra como planeta.

– Com certeza, Imperador – assentiu o Cavaleiro de Órion. E por isso viemos humildemente implorar sua ajuda, sob ordens da deusa Atena.

– E o que Atena propõe? – questionou o deus.

Enzo de Órion se levantou e mostrou a bainha que trazia à cintura. Dela, retirou uma adaga dourada e que reluzia tremeluzente à luz do lugar. Ele ergueu a adaga com sua mão direita e disse:

– Junto de minha missão, foi-me entregue essa adaga. A mesma que um dia foi utilizada por um traidor do Santuário para tentar retirar a vida da infante deusa Atena. Ela é mais do que suficiente para romper o selo que o prende nessa urna, concedendo-lhe a liberdade mediante o preenchimento de duas condições.

– Quais seriam elas? – perguntou Poseidon.

– Que o Imperador dos Mares nos auxilie no combate que será travado e que não se volte contra os seres humanos e esse planeta quando tudo acabar, para que vejamos novos dias de paz.

Depois de um breve silêncio, o deus tornou a falar:

– Temos um acordo, jovem Cavaleiro. Liberte-me da urna que me aprisiona e eu me unirei a Atena. Retornarei ao corpo do jovem Julihan Solo, meu corpo nessa época, e rumarei ao Santuário junto dos dois Generais Marinas que me restam nesse tempo e de meu filho, Tríton.

– Atena o receberá com todas as honras devidas, Imperador – afirmou o Cavaleiro de Órion.

Enzo de Órion então se aproximou da urna com a adaga em punho e rompeu o selo que trancava Poseidon com a lâmina. A tampa da urna se abriu com violência e como que uma tempestade marinha escapou de seu interior, sumindo na abóboda do templo. Os três se entreolharam e Enzo afrouxou a pressão no punho esquerdo. Amadeus aparentava estar muito mais tranquilo e era possível ver até um discreto sorriso no rosto de Gaël.

Deram, então, as costas à urna de Poseidon e preparam-se para sair do Templo Submarino. A missão havia sido um sucesso e tinham conseguido um poderosíssimo aliado para a luta que tinham para enfrentar. Era hora de retornar ao Santuário.

 


Notas Finais


E teremos capítulo em dobro! Logo na sequência temos a continuação do Arco III!


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