1. Spirit Fanfics >
  2. Saint Seiya Omega: Triad, Volume I: Destino >
  3. Capítulo 08: Reencontros e despedidas, parte 4: A despedida

História Saint Seiya Omega: Triad, Volume I: Destino - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


No Coliseu, Kouga diz á Sasha que há mais um teste que precisa fazer se quiser provar que a escolha de Jabu foi correta ou não, enquanto um conhecido rosto aparece junto de uma nova aspirante. Na entrada do Santuário, Integra recebe um relato de Merfak de Perseu, na qual inclui uma mensagem assombrosa!

Capítulo 8 - Capítulo 08: Reencontros e despedidas, parte 4: A despedida


– Coliseu –

E foi isso que aconteceu. – disse Éden, após contar toda a história para os demais. As reações eram variadas: Yuna e Ryuho ficaram chocados, enquanto Souma e Haruto, embora não menos chocados, ficaram confusos com tudo o que haviam ouvido. Kouga e Sasha só ficaram calados, apenas vendo as reações dos demais.

Ahm... é... uau... – Começou Yuna, ainda surpresa com os fatos que ouvia. – Não sabia que ficavam investigando tudo durante três anos. E tudo isso com um diário!

Talvez a pior coisa foi envolver a Sasha no meio disso tudo. – Disse Kouga, ainda ressentido com os acontecimentos de 1 semana atrás. – E digo isso porque não queríamos envolvê-la nessa loucura toda, mas... – Ele interrompeu ao olhar para a jovem, ainda desanimada com os recentes acontecimentos. – Talvez fosse melhor que tenha vindo com a gente. Não imagino o que aconteceria se deixássemos ela sozinha. – concluiu, visivelmente preocupado.

Souma, no entanto, estava um tanto curioso. Diferente dos demais, o moreno estava num outro degrau da arquibancada do Coliseu. Olhava para Sasha meio com uma cara fechada, parecia até que estava olhando com um certo interesse. Ela se parece muito com a Atena, olhando por trás..., pensou, Mas a Atena tem olhos azuis e seu cabelo tem uma cor diferente. Mas, elas se parecem demais. Por que isso?

A expressão de desânimo de Sasha era notória para todos ali presentes. O fato de Jabu ter dado a Armadura de Unicórnio, sem qualquer tipo de teste. Era como um golpe ao tudo que ela, Kouga e Éden se esforçaram e transformado em nada num piscar de olhos. Ryuho olhou para ela e perguntou:

Você está bem? Parece que está desanimada com tudo isso...

Hã? O quê!? – A pergunta do jovem Dragão pegou ela de surpresa. – Nã-nã-nã-não foi nada! É só que...

Só que...

É só toda a situação que aconteceu hoje. – Confessou, levando sua mão ao nariz. – Minha casa foi destruída. Meu irmão e a pessoa que eu considero a minha mãe desapareceram. Todas as crianças do orfanato estão mortas – Ela dizia com lágrimas escorrendo em seu rosto. – E agora, Jabu me dá uma Armadura na qual eu poderia ter conquistada. – Olhou para o moreno, um tanto surpresa com a expressão de curiosidade que fitava nele. – Ah, desculpe-me. Eu não queria descontar em você!

Calma, Sasha. Está tudo bem! – Disse com um sorriso que deixava ela calma. Um genuíno sorriso que confortava seu coração. – De vez em quando, é bom dizer suas frustações. Escondê-los só faria aumentar a dor em seu coração.

O-obrigada, Ryuho. Eu realmente aprecio isso. – Seu sorriso mostrava que ela estava mais calma. Kouga não deixou de notar o sorriso que estampava no rosto dela. Estava deitado, com suas mãos atrás de sua cabeça. Rapidamente, ele se levanta e começa um alongamento e olha para a arena.

Muito bem. – Começou. – Vejo que não está mais desanimada, Sasha. Isso é bom. Muito bom. – Disse com um sorriso e continuou. – Muito bem. Você passou por todos os testes. Força, resistência, velocidade... Você teve problemas, mas passou com afinco todos os testes!

Kouga, aonde você pretende chegar com tudo isso? – Perguntou Éden, embora ele já soubesse a resposta. – Não, não me diga que...

O enorme sorriso do Cavaleiro de Pégaso meio que confirmava o que ele estava planejando. Éden não ficou furioso, mas estava longe de não ficar surpreso com a ideia dele. – Sasha, você lutará na Arena do Coliseu. Quero ver se foi a escolha certa do Jabu deixar a Armadura de Unicórnio em suas mãos! – Ele olhou para a jovem, que parecia estar ciente do que estava acontecendo. – Considere essa a sua prova final!

Rapidamente, ele olhou para os lados. Encontrou um homem de estatura exageradamente alta, cabelo escuros e pele parda. Seu corpo estava repleto de músculos e vestia apenas calças e sapatos. – Ei, amigo! – Gritou para o homem. – Desculpa te incomodar, mas poderia arrumar três pares de braçadeiras para nós, por favor?!

Ahm... Sim, pode deixar, colega! – Exclamou o gigante ao jogar as braçadeiras em direção aonde ele estava. Não demorou para os demais aspirantes começarem a desconfiar do que estava acontecendo.

Achei três pares de joelheiras. – disse Haruto, com cara de que aquilo era bom demais para ser verdade. Que conveniente!, foi o seu pensamento antes de dar para Kouga. Estava visível a cara de poucos amigos ao fitar seus olhos para a menina.

Podia ser ouvido cochichos e murmúrios dos demais aspirantes á Cavaleiro. O assunto não era outro senão Sasha. A mesma que ganhou a Armadura de Unicórnio e que deixou os outros sem uma Armadura para lutar. A mesma que ficou assustada com a Armadura que havia recebido cobrindo seu corpo. A mesma que possuía uma semelhança enorme á Atena.

A mesma que tinha dois Cavaleiros de Bronze como seus mestres e levou apenas UMA semana para dominar a sua cosmo-energia.

A jovem tentou ignorar tudo aquilo enquanto vestia as braçadeiras e as joelheiras, enquanto retirava a sua blusa, revelando uma camiseta bege claro, o pingente com a pedra verde ainda mais á mostra do que antes. Kouga e Éden haviam repetido o gesto da mesma. A diferença é que Kouga vestia uma camiseta preta com listras vermelhas na manga, enquanto Éden revelada uma camiseta regata branco-gelo.

Oh, puxa vida, lá vamos nós... – disse Souma, seus olhos rolando para os lados. – Disse alguma coisa, Souma? – perguntou o albino, olhando o Cavaleiro de Leão Menor com um sorriso. – Não disse nada, companheiro. Vá em frente, amigo. – Respondeu, meio que num tom irônico. – Eu vou ficar aqui apenas assistindo o show.

Haruto ficou apenas lá, assistindo de longe, a preparação dos três antes de irem para a arena. Ele apenas via a nova Amazona se preparando para o teste que viria a seguir. Mas não via Yuna se aproximar do Cavaleiro de Lobo.

Tudo bem, Haruto? – Perguntou a loira. – Você foi meio longe demais com o que disse na Casa de Libra.

Acha mesmo? – Disse, com um olhar indiferente. – Hmph! Talvez esse pessoal acha que é fácil virar Cavaleiro em uma semana, só para virarem mais corpos no campo de batalha! – Concluiu num tom de raiva e revolta, surpreendendo a Amazona de Águia.

Não é verdade! – Exclamou. – Você ouviu toda a história, não ouviu? Eles tiveram que treinar Sasha por uma semana, eles não tinham escolha! E além do mais, aquilo foi muito rígido até para você!  – Dizia enquanto olhava para o moreno, um tanto quanto desacreditada. – O que aconteceu com você durante esses três anos?!

Quer mesmo saber? – Perguntou Haruto, se levantando e indo para os lugares mais baixos do Coliseu. – Confie em mim, você não vai querer saber o que aconteceu comigo...

Aquela frase deixou Yuna arrepiada. Ela conhecia Haruto muito bem e sabia que ele era bastante sarcástico e não era o tipo de ficar calado e não questionar as coisas. Mas era nítido que ele havia mudado. Ele estava mais agressivo, mais frio e até porque não, um pouco mais cínico. Apenas pelas palavras que ele dizia, ela sabia que alguma coisa havia mudado nele. O problema era o porquê daquela mudança.

=========== // ===========

– Arena do Coliseu –

A arena começava a ficar lotada. Diversos Cavaleiros e aspirantes encontravam um lugar para sentar. Pouco a pouco, o lugar estava lotado e aonde era um lugar onde transmitia um ar de desânimo e decepção, agora renascia trazendo uma enorme curiosidade do que aconteceria.

Uau! Não esperava esse muito de gente aparecendo por aqui. – disse Ryuho, espantado. – Espero que o Kouga saiba o que está fazendo, ou isso vai sair do controle rápido.

Acho que já está saindo do controle... – retrucou Souma, igualmente espantado.

Mas não posso culpar eles. – disse Yuna, que estava com os braços cruzados. – Até então, os aspirantes á Cavaleiros estavam desanimados depois do que viram. Talvez eles esperam alguma coisa que possa levantar os ânimos deles.

E o que seria? – questionou o mexicano.

Confiança.

No outro lado da arena, Kouga, Éden e Sasha já estavam prontos prestes a entrar. No entanto...

E então, Kouga? – perguntou o albino. – Quer decidir quem vai primeiro?

Bom, se vamos começar, então que vamos decidir de uma vez! – Disse. – Muito bem. Cara ou Coroa? – Perguntou, mostrando uma moeda na frente deles.

Coroa. – respondeu Éden, confiante no resultado.

Ok. – disse o ruivo. – Vamos nessa!

A moeda assim é lançada pelos ares. Ao cair no chão, uma fraca poeira é formada. No entanto, não é incômoda o suficiente para revelar o resultado.

Bem, deu mesmo coroa. Que pena... – disse Kouga. – Pois bem, manda ver, Éden. Mas não pega leve, viu? – perguntou.

Sim, mestre. – retornou o semi-deus. Com tudo resolvido, Éden alcança Sasha e vão em direção ao centro da arena. Kouga apenas vai na direção de um ponto vazio que ele encontrara na arquibancada. Ele sobe nesse ponto e vê os dois de longe.

Sasha não havia feito muitas mudanças, além de um coque alto com um pouco de suas madeixas escapando na parte detrás da cabeça dela. Estava usando joelheiras que se situava entre sua calça e suas botas. Notou que a arena estava completamente cheia em todos os setores. Rapidamente, sentia seu coração bater mais rápido. Ela respirou fundo e seus olhares se voltaram para o Cavaleiro de Órion, que parecia estar fazendo um alongamento.

Com os dois prontos, Kouga levanta sua mão direita, fazendo com que todos ficassem em silêncio. Com isso, ele dirigiu seu olhar para a jovem. Não tinha certeza do que esperar dela, mas, pelo treinamento dela, e dado o tempo que ela teve que treinar, a expectativa dele era que, ao menos, tenha aprendido o básico do Cosmo e do estilo de luta dos Cavaleiros.

Vejo que estão preparados para o combate. Interessante. – Dizia ao fitar seus olhos no centro da arena. – Sasha, ouça com atenção. A sua luta será contra nós dois... – Fechava os olhos enquanto esboçava um sorriso. – Mas não do jeito que você pensa. Nós decidimos quem de nós vai primeiro e... bem, já é meio visível quem vai primeiro.

Sasha não respondia nada, apenas olhava para o ruivo e prestando atenção em cada detalhe que ela ouvia dele. – Tendo isso em mente, sua última tarefa será derrotar um de nós dois. Se conseguir isso, você pode ser considerada uma Amazona.

E se eu falhar? – perguntou a jovem.

Desculpe, Sasha, mas falhar não é uma opção! – Falou Éden, com seus braços cruzados e com uma expressão séria. A fala dele apenas adicionou uma outra dimensão da missão que tinha em mente.

Ok... Isso foi rápido! – disse o Cavaleiro de Pégaso, notando o clima estranho. – Vamos facilitar um pouco as coisas. Se você quebrar uma das braçadeiras que estamos usando... – apontou para uma das braçadeiras que estava usando. – Vamos considerar que você conseguiu derrotar um de nós. Mas você terá 3 minutos pra conseguir isso.

A expressão de espanto vindo de Sasha dizia tudo. Realmente, falhar não era uma opção. Até mesmo os espectadores do Coliseu ficaram espantados com o que ouviram.

Bom, isso é impressionante., pensou Éden, Facilitou uma coisa para a Sasha só para dificultar logo em seguida. Boa jogada, Kouga. Boa jogada.

3 minutos..., pensou Sasha, apreensiva, Eu tenho 3 minutos para derrotar Éden. Se eu fizer isso... Não, eu preciso fazer isso!

Ambos ficaram em posição de combate, seus cosmos se elevando gradativamente. – Certo! O tempo de conversas acabou! Estão prontos?! – perguntou Kouga. O silêncio confirmava que estavam prontos.

Comecem! – gritou, o semi-deus e a jovem Amazona avançando ao ouvirem ao sinal.

=========== // ===========

– Entrada do Santuário –

Na entrada do Santuário, Integra estava de vigia, como sempre. Desde que ficou de prontidão devido á alguns Cavaleiros de Prata não saírem dos postos, a geminiana sempre permanecia na patrulha 24 horas por dia, 7 dias por semana desde o fim da Guerra Santa contra Pallas e Saturno. Até mesmo Atena e alguns dos Cavaleiros de Ouro insistiam em que ela fosse mestra de algum aspirante que anseiava por se tornar mais um guerreiro á serviço de Atena, mas ela recusava veementemente, criando a desculpa de que ela não tinha nada para ensinar ou que a patrulha ocupava grande parte do seu tempo livre, quando na verdade, ela estava se afastando de todo o mundo, muitos até comparando com Ikki de Fênix, na qual muitos consideram ele o “lobo solitário” dos 88 Cavaleiros.

Ainda assim, a Amazona permanecia firme e forte em seu dever: proteger Atena á todo custo e evitar que invasores apareçam no Santuário.

Ao se virar, se depara com Merfak de Perseu, com quem ela tinha visto mais cedo. O Cavaleiro de Prata estava ajoelhado, esperando uma palavra para desfazer a posse. Integra apenas dá um enorme suspiro e diz:

Pode se levantar, Merfak. Eu sei que você anda procurando o Grande Mestre, mas ele está na Casa de Áries, resolvendo uns assuntos. Vai demorar até você relatar sua missão á ele...  – Disse com seu olhar desviado para o vazio.

Sim, eu sei muito bem disso. – Respondeu o esverdeado – No entanto, há algumas coisas que tenho que relatar para você. E é em relação á Galia!

Galia foi uma dos Quatro Grandes Generais que serviu ao deus Saturno, fingindo ser uma serva da Deusa Pallas. Só de mencionar o nome, Integra sentia seu sangue ferver, já que foi a própria que matou sua irmã, Paradox.

E o que você tem para relatar á mim que é tão importante? – perguntou, mordendo seus lábios.

Ela foi ressuscitada. Estava trajando uma Armadura que parecia brilhar como se as trevas manifestassem pelo corpo dela... – Relatou, tentando não irritar a Amazona.

E-ela está viva... Não está? – Perguntou novamente, extremamente nervosa.

Não! – Provavelmente a resposta deve ter acalmado Integra, mas não muito. – Conseguimos neutralizar Galia, mas... Não antes dela matar Bayer de Cocheiro e Bartschius de Girafa. E ainda proferiu as seguintes palavras antes de morrer... Mors et somnus... Morte e Sono...

Aquela frase a assustou de forma intimadora. Do pouco conhecimento que ela tinha do passado, ouviu falar dessas duas palavras: morte e sono. E ela já tinha ideia do que se tratava.

Quando o Grande Mestre estiver livre, relate a sua missão á ele. – Disse a Amazona, seu punho fechado e tremendo. – Eu tenho um assunto á resolver com Shun de Ândromeda...

=========== // ===========

– Arena do Coliseu –

Um minuto e meio.

Sasha estava ajoelhada. Apesar dos esforços para atingir Éden, ela estava mais cansada do que ele, que aparentava estar inteiro. Ela havia tentado atacar de diversos cantos, mas não importa como, ele não só conseguia evitar seu ataque, como também revidar. Ela sabia que ele não iria se conter, mas não imaginava que ele era tão poderoso.

É impressão minha ou Éden ficou mais forte? – Perguntou Souma, um tanto quanto embasbacado. – Eu sabia que ele era forte, mas não tinha ideia de que ele estava tão forte. – concluiu.

É mesmo. – disse Ryuho, refletivo. – Éden está mesmo mais forte. Mas não é só isso. Seu estilo de luta está mais agressivo, porém com uma certa compostura. Até parece que ele está lutando contra um inimigo. – A expressão do Cavaleiro de Dragão era séria. Estava com os braços cruzados e olhava com cuidado, os movimentos do semi-deus e da jovem Amazona. Mas ele não imaginava o que Sasha estava pensando.

Incrível!, pensou a jovem, Até parece que o Éden não tem aberturas. O semblante dele é como de alguém que luta contra um inimigo. E não é só isso. Seu Cosmo... Não tenho dúvidas. Ele não está se contendo nem um pouco., concluiu rangendo os dentes.

E então? – perguntou o albino. – É este o máximo que você pode fazer? Que decepção! – dizia com um sorriso.

Continue assim e você vai morrer logo de cara! – dizia, com um semblante ameaçador. Da sua mão, saía diversos raios de colorações diferentes, ora roxo, ora branco. – Me surpreendo que Jabu que te escolheu como sucessora da Armadura de Unicórnio, mas duvido se foi por pena ou por misericórdia!

As palavras que saía da boca dele pareciam ter afetado a jovem em um certo momento. Kouga olha para ela, pensando que ela havia sido afetada. Ele sabia dos traumas que ela passava, mas imaginava que ela teria que ignorar todos os insultos. No campo de batalha, o emocional era um fator tão importante quanto á força e destreza e ele a ensinou várias e várias vezes.

No entanto, sua expressão séria foi desfeita com um sorriso quando Sasha se levantou. Seu cosmo e até mesmo seu espírito de luta não se esmoreceram, apesar de tudo.

Quarenta e cinco segundos.

Sasha se levantava com uma expressão de determinação. Parecia que havia um plano em mente. E ela estava pronta para executá-lo.

Se ele não tem uma abertura..., pensou, esboçando um sorriso, nesse caso, eu vou ter criar uma!!

Sasha avança em direção á Éden, que entra em posição de batalha. Ela salta e tenta dar um chute, na qual o albino consegue pegar sua perna e bloquear o ataque. – De novo isso? Deixa eu te dizer que o mesmo ataque não funciona duas vezes contra um Cavaleiro!! – grita quando vai ao ataque.

A jovem consegue atingi-lo com um soco esquerdo bastante forte. Esse golpe faz com que ele solte a perna da menina, fazendo com que use sua perna direita, atingindo-o em seguida com um soco direito. Parecia que ela tinha uma vantagem, mas...

Impressionante... – diz o Cavaleiro de Órion, surpreso com a impressionante ação dela. – Não esperava que você me atingisse com seus punhos. Devo dizer que você me fez baixar a guarda. Mas... – os raios de antes estavam mais visíveis e dessa vez percorrendo por todo os seus braços. – Precisa ter uma força maior para quebrar minhas braçadeiras. Além disso... – o brilho dos raios se intensificou e logo, seis esferas se formam em volta dele. – Uma batalha não é decidida apenas pela força física... MAS SIM PELO COSMO!! TROVÃO CELESTIAL!!

Éden dispara as esferas, que avançam em direção á jovem, na qual é atingida. A explosão não só a atinge, como também parte da arena. A poeira lentamente se abaixa, revelando uma Sasha inconsciente, caindo de frente ao chão.

O combate havia se encerrado. Éden suspira ao ver a jovem caída no chão. – Apesar de tudo, você aguentou muito bem... Sasha de Unicórnio. Mas este... – ele se ajoelha e pega ela, carregando ela em seus braços. – É só o começo do que virá a seguir...

Enquanto ele caminhava em direção á arquibancada, ele e Kouga trocam olhares. Eles sabem que ela ainda tem mais uma chance, mas que será tão difícil quanto a luta que ela teve contra o semi-deus, senão mais difícil do que a luta que tiveram.

  =========== // ===========

Ryuho estava tratando as feridas de Sasha, que ainda estava desacordada. Embora não havia nenhum ferimento fatal á vista, era bastante visível que ela havia se esforçado ao máximo para conseguir ao menos, lutar contra o Éden. Com cuidado, o Cavaleiro de Dragão limpava as feridas da jovem, quando ela desperta, uma forte sensação de dor percorrendo pelo seu corpo.

Calma, Sasha! Sou eu, Ryuho!! – Dizia o jovem, acalmando a garota. Ela havia recobrado a consciência, sem ideia do que aconteceu. – O...o que aconteceu? – perguntou levando a mão á sua testa. – Ai, minha cabeça... – dizia, sentindo uma forte dor de cabeça. – Aqui. Mastigue isso. É uma erva que deve curar sua dor de cabeça. Pelo menos, por enquanto. – explicou para ela, enquanto a mesma mastigava a tal erva, na qual tinha um gosto bem amargo.

Eu... não consegui te derrotar, não é? – perguntou Sasha, após ter engolido a erva, seu braço esquerdo segurado pela sua mão direita. Éden apenas meneou negativamente, apenas afirmando as suposições da mesma. Rapidamente, sua expressão de tristeza era vista em seu rosto.

Então isso significa que ela falhou... – Disse Haruto, se aproximando d’aonde eles estavam. Yuna fitava com uma expressão séria, enquanto Souma não fazia ideia do que estava acontecendo. – Que tal passar a Armadura para alguém que teve realmente um melhor treinamento? – perguntou de forma debochada.

Ora, ora, não sabia que você já estava cantando derrota, Haruto. – Falou Kouga, seus olhos fitando na direção dele sem virar o seu rosto. – Esqueceu que ela tem uma outra chance? – perguntou.

O quê!? – Espanto expressado pela pergunta de Haruto. – O que quer dizer com isso?!

Eu disse que ela tinha a tarefa de derrotar um de nós! – Disse o ruivo com um sorriso. – E ela ainda não lutou comigo, então eu sugiro que fique quietinho no seu canto antes de abrir esse seu bico sarcástico! – A fala dele saía como uma espécie de ameaça. Haruto de imediato sentiu que seu companheiro estava falando sério e apenas ficou quieto, apenas guardando sua fúria para si.

De repente, eles ouviram uma risada de longe. Os demais Cavaleiros reconheceriam essa risada de qualquer lugar, logo estava um homem de cabelo curto roxo e com uma estatura bastante alta, cabelos roxos e sobrancelhas grossas da mesma cor. Estava vestindo uma camiseta azul por baixo de uma jaqueta branca com símbolo do báculo de Nike no lado esquerdo da jaqueta, além de calça jeans e sapatos pretos.

Quem diria que depois de tanto tempo, Haruto de Lobo foi domado pelo Pégaso! – exclamou ao ver o ocorrido. – Francamente... essa juventude de vocês ainda me surpreende!

Professor Geki! – exclamaram Souma e Yuna em uníssono.

O que o senhor faz aqui? – perguntou Ryuho, curioso. Haruto apenas voltou para aonde estava, não querendo reaproveitar o reencontrando. – Vim aqui no Santuário porque estou em um projeto da Palaestra. – respondeu Geki com um sorriso.  – A academia está superlotada, então selecionamos alguns jovens para treinar em outros lugares do mundo. E pouquíssimos vão para o Santuário, como no caso dessa jovem. – O antigo Cavaleiro de Urso olha para trás. – Shoko, venha aqui!

OK, já vou! – Respondeu a jovem. Shoko era uma menina de estatura baixa, tendo 13 anos. Seus cabelos eram ligeiramente longos, eram soltos e eram avermelhados, seus olhos da mesma cor. Vestia o uniforme da Palaestra: uma blusa branca com uma linha vinho claro, junto de uma bermuda da mesma cor e sapatos vermelhos. Estava vindo da arquibancada mais alta que tinha no coliseu.

Essa é Shoko, uma das mais novas aspirantes á Cavaleiro que ganhou o direito de ser treinada aqui no Santuário. É uma aluna extremamente dedicada. Parecida com alguém que eu conheço... – disse Geki, olhando para Yuna, seu rosto rubro de vergonha e olhando para os lados.

Eu ouvi muitas coisas sobre vocês. É um prazer conhece-los. – disse a jovem, Kouga indo em direção á jovem. – Ora, o prazer é todo nosso, Shoko. – disse ao estender seu braço, a ruiva retribuindo o gesto.

Eu gostaria de continuar a conversa, mas eu tenho uma jovem para treinar. – disse o Cavaleiro de Pégaso, apontando seu dedão para a Sasha, recuperada, embora não totalmente. – Mas se quiserem ficar para ver a luta, então, por favor, estejam á vontade. – Foi a última coisa que disse antes que ele e Sasha tomaram seu rumo em direção ao centro do coliseu. Geki e Shoko tomaram seus rumos em direção á um lugar disponível no Coliseu.

E então, Sasha? – perguntou o ruivo. – Tudo bem?

É, eu estou bem. – respondeu a garota, levando sua mão á parte detrás da cabeça. – Não 100%, mas estou bem. – disse com um sorriso.

Éden ficou no mesmo ponto que Kouga estava na hora e via os dois se afastarem. Tanto ele quanto á Sasha estavam prontos para o combate. O cosmo do Kouga..., pensava enquanto olhava para o ruivo, Sinto uma profundidade sem igual no Cosmo dele... E ele nem começou á lutar. Sasha deve levar isso á sério ou ela não passará do teste.

O albino interrompeu seus pensamentos ao ver os dois em posição de luta. – Estão prontos?! – perguntou, o silêncio dos dois confirmando. Boa sorte, Sasha. Comecem!! – gritou.

Mal iniciou a luta, e os dois avançaram rapidamente. Sasha tentou um chute com sua perna direita, mas Kouga desvia do golpe e soca no abdômen dela, sendo lançada para longe. Rapidamente, ela se levanta e dispara uma rajada de cosmo, fazendo com que ele se defenda do ataque, mas sendo arrastado um pouco de onde ele estava. Ok, não esperava por essa, pensou o ruivo, Ela ficou mais esperta depois da luta contra o Éden. Hmph, pra alguém que treinou por uma semana e fica desanimada, ela aprende rápido. Disso eu tenho que admitir.

Rapidamente, Sasha avança em direção ao Kouga, tentando um uppercut esquerdo, mas ele revida com um soco direito no rosto dela, dessa vez lançada para o outro lado da arena. A força do golpe levantou uma enorme poeira.

Dois minutos. – disse indo em direção á poeira. – E sua braçadeira esquerda está quebrada.

Após a poeira desfazer, Sasha se levanta. Seu coque foi desfeito e a poeira do ataque é vista por toda a sua roupa. Além disso, seu braço esquerdo estava coberto pela poeira da braçadeira que desfez durante o ataque.

Viu isso, Shoko? – perguntou Geki, na arquibancada. Shoko estava com as mãos na boca, visivelmente assustada com o que via. – Esse é o combate para obter uma Armadura. Se você quer conquista-la e provar o que você pode fazer, terá que passar por um arduoso teste. – disse o professor. Geki não esperava uma resposta dela. Na verdade, nem sequer necessitava de uma, pois o que ela via era a mais pura realidade: precisava suar (e muito) para se tornar um dos defensores de Atena.

Um minuto e meio.

Sasha usa a mesma estratégia que fez com o Éden: criar uma abertura e usar uma estratégia surpresa para acabar com o combate. Mas antes que ela pudesse usar essa ideia, Kouga desvia novamente, acertando com um chute esquerdo poderoso, que quebra a braçadeira esquerda e a racha a joelheira esquerda.

Ela usou a mesma estratégia de antes, pensou Haruto ao olhar o combate, Ela fingiu atacar para que o oponente caísse no truque e atacasse quando ele estivesse com uma abertura, mas ela não vai conseguir. Ele aperta o seu olhar, desconfiando de algo. Ainda assim, seu Cosmo é menor do que o de Kouga, que já despertou o Sétimo Sentido E o Ômega. Então por que ela ainda se levanta? Por quê?

Punho Reluzente de Pégaso!! – grita Kouga ao desferir uma esfera de luz em direção á jovem, que perde ambas as joelheiras ao cair no chão.

Dói..., pensa a garota, ainda caída no chão. Isso dói demais... Além disso, Kouga é muito forte. Já usei tudo o que eu tinha e nem sequer as braçadeiras dele foram quebradas. Mas...

Um minuto!! – avisou Kouga, novamente em direção aonde Sasha estava. – Cadê a sua motivação? Cadê a sua obstinação? – perguntou, o tom de sua voz se elevando conforme seu Cosmo elevava. – CADÊ O SEU COSMO?!

As últimas palavras ecoaram na cabeça dela como um lembrete do motivo que ela quis se tornar uma Amazona. O porquê d’ela estar ali, nesse momento. E-ele tem razão... Eu... disse naquele dia... não disse? – perguntou, lentamente se levantando, enquanto sua cosmo-energia se elevava gradativamente. – Que se isso significasse encontrar... o meu irmão Alone... e a Irmã Schach... eu estaria pronta para me tornar uma Amazona de Atena... Mas isso deixou de ser apenas palavras...

E seu Cosmo explodiu, uma aura roxa visível nela. – É UMA PROMESSA! – gritou para quem quisesse ouvir.

Trinta segundos.

Sasha dá um enorme salto no ar, chamando a atenção não só do Kouga, mas de todos presentes no Coliseu. Kouga dá um sorriso, ao ver o vulto que estava atrás dela.

A Constelação de Unicórnio.

Era isso o que eu queria ouvir... Se o que você disse passou a ser uma promessa... – Ele desenhava as treze estrelas que componham a sua Constelação Guardiã, junto de seu Cosmo, que se elevava rapidamente. – ENTÃO VOCÊ TEM QUE PROVAR QUE ESSA PROMESSA É PRA VALER!!!

O ruivo dá um salto diagonal, seu punho direito coberto de Cosmo. Sasha vai em direção aonde ele ia, seu pé direito também coberto de Cosmo.

COMETA DE PÉGASO!!!!

Ambos os golpes se colidem de forma assustadora. O semblante de Pégaso e Unicórnio aparecendo atrás deles, que não mostravam hesitar nem por um milésimo de segundo. O choque se expande de forma assustadora, até que ocorre uma explosão, seguida de uma enorme poeira.

A enorme poeira que estava por toda a arena se desfaz, revelando um Kouga todo empoeirado, se levantando, enquanto Sasha estava ajoelhada, com sua respiração ofegante e ajoelhada.

Heh... acho que eu posso contar isso... como uma vitória... – dizia o ruivo, quando a jovem vê as braçadeiras e as joelheiras dele desintegradas. Toda a arquibancada foi á loucura ao verem a vitória de Sasha. Nem mesmo Soma, Yuna, Ryuho e Haruto acreditavam naquilo. Já Éden esboçava um sorriso de canto. Finalmente, Sasha “obteve” a sua Armadura.

Espera... eu consegui? – pergunta a jovem, desconcertada e sem ideia do que estava acontecendo. – Eu consegui... eu realmente consegui!!! – ela finalmente realiza o acontecido, abraçando Kouga em seguida, o mesmo retornando o gesto.

E então? Se sente melhor? – perguntou.

Hã? – retornou a menina com outra pergunta. – Não pode ser, Kouga... Éden... vocês fizeram isso... só para me animar?

Você estava pra baixo depois que... “recebeu” a Armadura. Então achei melhor te ajudar com a tal luta para obter a Armadura... – responde, piscando seu olho direito. – Além disso, é pra isso que amigos servem quando alguém está de cabeça baixa. Sendo assim...

Kouga respira fundo e diz:

Sasha. Atena admitiu você como uma das Amazonas de Atena! E a Armadura que recebestes hoje é o símbolo do reconhecimento!!

O Coliseu inteiro fica em silêncio ao ouvir as palavras. É como se o Grande Mestre estivesse presente, presenciando o nascimento de um novo guerreiro.

Que fiques avisado... – continuou, em tom mais sério do que antes. – A Armadura só pode ser usada em prol da justiça e nunca para o bem pessoal. Sasha, prometes usar esta Armadura em nome de Atena?!

Houve uma certa hesitação por parte dela. Ela nunca havia pensado em usar a Armadura para proteger a mulher que se chamava Atena que havia encontrado há pouco. Encontrar o que restou da sua família era o objetivo principal. Mas se isso a ajudasse, talvez não fosse de todo o mal.

SIM! – responde, firmeza notável em sua voz. – EU PROMETO!!

Muito bom, Sasha..., pensou Éden, enquanto ia em direção aonde os dois estavam e gritou para todos que estavam presentes:

O SANTUÁRIO TESTEMUNHA O NASCIMENTO DE SASHA, A AMAZONA DE BRONZE DE UNICÓRNIO!! QUE NINGUÉM TENHA DÚVIDA DISSO PELO RESTO DE SUAS VIDAS!!!

Toda a arquibancada vai á loucura, os gritos em coro sendo ouvidos por todos os cantos do Santuário.

Bem-vinda ao clube, Sasha... – diz Éden, seu braço direito apoiando ela.

Sasha estava com os olhos marejando. Antes desapontada, e até decepcionada com os eventos, de repente passa pelo maior teste da sua vida e o sentimento de alegria e satisfação veio num melhor momento, quando tudo parecia perdido.

=========== // ===========

– Alojamento dos Cavaleiros –

No final da tarde, Kouga e os outros haviam ido para o Alojamento onde os Cavaleiros ficavam. Muita coisa se passou nos últimos 3 anos e, á pedido do novo Grande Mestre, o alojamento foi reformado, quase parecendo um outro território dentro do Santuário. Havia diversas casas pequenas, que serviam como um refúgio aos árduos treinamentos que passaram.

Havia um chafariz no centro, com diversos bancos feitos de mármore, casas pintadas de branco, muita flora (composta de olivas e frutos para alimentos) e várias colunas de mármore. Afinal, ali ainda era O Santuário.

Oh, beleza! – Exclama Souma, esticando os braços. – Nada como relaxar depois de um dia longo. E eu achando que nada de interessante ia acontecer no Santuário, hein? – perguntou o alaranjado, esboçando um enorme sorriso.

Para alguém que não fez quase nada, isso é alguma coisa. – diz Yuna, de braços e pernas cruzadas, esboçando um sorriso irônico. – Depende se o que você diz é uma coisa boa ou ruim.

O quê, tá me estranhando? Isso foi uma coisa boa. Sasha lutando contra Kouga e Éden foi incrível! – retruca o leonino menor. – E de graça, os aspirantes ganharam ânimo!

Quem pudera... – disse Ryuho, trazendo uns frutos para os outros comerem. – Depois do que viram, eu acho que até eles queriam ganhar as Armaduras, da mesma forma que ela. – Ele interrompeu a fala e olhou para os lados, curioso por alguém. – Falando nisso, cadê a Sasha? – perguntou.

Trocando de roupa. – disse Haruto, sentado na ponta do chafariz, aparentemente olhando para o vazio. – A roupa dela foi toda detonada durante a luta. Considerando os oponentes que ela enfrentou, não chega á ser surpresa. – disse se levantando.

Ao menos ela ganhou autoconfiança. – Eles ouvem Kouga chegando, junto de Éden e Sasha. Sasha estava vestindo uma vestimenta tradicional das ninfas gregas: um vestido branco cuja saia ia até os joelhos e mostrava os braços, braceletes e um cinturão dourado, junto de um grampo em formato de asa que estava em sua cabeça e calçava sandálias que iam até a parte inferior das pernas. Aquilo era um presente das ninfas que a recepcionaram no recinto. – Se serve de consolo pra vocês, nem tudo foi em vão. – concluiu.

É verdade. – Éden diz com um tom de alívio, notando a jovem, que estava com o rosto rubro de vergonha. – O que houve, Sasha? Você está bem? – perguntou.

A-ah!! – Sasha se assusta, provavelmente com a pergunta do albino. – E-eu estou bem. – responde com um sorriso, mas não escondendo a rubridão do seu rosto. – É só este vestido... as ninfas daqui foram muito gentis em me dar esse vestido... me sinto mal por vestir ele.

Não precisa se sentir mal. – responde o ruivo, segurando a blusa pelo ombro direito. – Elas costumam dar outras roupas quando você vem ao Santuário. Ainda mais quando se trata de um forasteiro. Nesse caso, elas ficam mais animadas que quase não se contém. – explica á ela, sua vergonha desaparecendo aos poucos.

OOOOOOOI!! – gritava alguém longe de onde eles estavam. Era Shoko correndo em direção ao chafariz, Geki seguindo ela com calma. Shoko também estava vestindo as mesmas vestimentas que Sasha, embora a diferença é que a saia era mais curta, usava um diadema e o decote do vestido era em formato de V, junto de uma espécie de choker dourado.

VOCÊ É A SASHA, NÃO É?! – perguntou com ânimo, segurando as mãos dela. – Muito prazer, meu nome é Shoko. Ah, desculpe. Eu fiquei um pouco animada. – disse, seu tom de voz de volta ao normal. Bem, normal na medida do possível.

Crianças... – disse Geki, meneando a cabeça para os lados. – Eu estou velho demais para essas coisas... – Fitou seu olhar nos Cavaleiros de Pégaso e Órion. – Falando nisso, Kouga, Éden, vocês se tornaram mestres de alguém, é verdade? Provavelmente, esta jovem de cabelo lilás aqui, não é?

É...é verdade. – respondeu o ruivo primeiro, embora a resposta não vinha com tanta excitação. – Embora gostaria que fosse uma situação melhor. Não estou dizendo que ser o mestre de Sasha é ruim, só estou dizendo que poderia ser de outro jeito... – lamentou, cruzando os braços.

É, eu ouvi a história. – Geki se mostrou com uma certa tristeza em seu rosto. – Do Tatsumi, eu esperava que ajudassem vocês. Mas a atitude do Jabu... – Ele parou sua fala e respirou fundo. Aparentemente, havia alguma rixa entre eles, e todos notaram. O professor da Palaestra olhou para eles e disse:

Não se preocupem comigo, eu vou ficar bem. Mas vou dar um conselho á vocês dois: não ensinem á ela o que os outros estão ensinando. Ensinem á ela o que vocês sabem. Não se esqueçam disso. – disse aos dois.

Acredito que isso deve nos ajudar. – retornou Éden, olhando para o Kouga. – Obrigado.

Que isso, é apenas a minha experiência. – retornou com um enorme sorriso no rosto. Ele olhou para a Shoko e disse: – Vamos, Shoko! Ainda temos que procurar um mestre para você.

Ah... sim, senhor! – respondeu a ruiva, desanimada. Embora não tenha gostado, ela sabia que não tinha vindo para o Santuário para se divertir. – Foi um prazer te conhecer, Sasha. Foi um prazer conhecer todos vocês! – se despediu, se inclinando em seguida. Ela correu em direção ao Geki, suas figuras desaparecendo em seguida.

Como desconfiava..., pensou Ryuho, ela deve ser de descendência japonesa. O Cavaleiro de Dragão olhava na direção aonde Geki e Shoko tinham sido vistos pela última vez. Mas eles viam a figura de alguém correndo. – Raki?! – perguntou.

A pressa de Raki chamou a atenção dos Cavaleiros, curiosos de por que ela estava correndo. – Procurei vocês por todos os cantos! – gritou ao chegar no local. – Como vocês vão de um lugar para o outro em segundos?!

Não sei, pergunte isso ao Haruto. – disse Souma, indicando ao Cavaleiro ninja atrás dele.

Que seja! – disse, sua mão atrás de sua cabeça. – De qualquer forma, o mestre Kiki me ordenou para avisar que suas armaduras estão prontas! Vamos, ele não vai ficar esperando o dia inteiro! – e com isso, ela se apressou em direção á Casa de Áries.

Minha nossa, que apressada, hein? – perguntou Kouga, começando á andar. – Bom, ouviram a Raki. Vamos nos apressar para a Casa de Áries. Ou então ela vai ficar louca da vida!

E assim, os Cavaleiros foram, calmamente, para a Casa de Áries, Raki quase perdendo a cabeça pela calma deles.

=========== // ===========

– Casa de Áries –

Chegando na Casa de Áries, eles se deparam com Kiki, Seiya, Atena e Harbinger. Ryuho não conseguia ver seu pai e Fudou, mas aquilo não era de importância. Pelo menos, no momento, não era.

Vocês chegaram. Que bom... – disse o sagitariano, que, antes de continuar, notou as novas vestimentas da Sasha. – Desculpe, Sasha, não pude deixar de notar suas novas roupas, mas... o que aconteceu? – perguntou.

É... é uma longa história... – disse Sasha, soltando um sorriso embaraçado.

Seiya apenas respirou fundo, com os seus braços cruzados e disse:

Tudo bem, vou perguntar isso mais tarde. Agora não é hora para isso.

Sasha soltou um grande suspiro, aliviada. Kiki apenas menea a cabeça negativamente com um sorriso e diz:

Dentro dessas urnas, estão suas novas e mais poderosas Armaduras. Levou um tempo para restaurá-las, mas acredito que conseguimos um bom trabalho.

Cada um dos Cavaleiros presentes foram em direção ás suas respectivas urnas. Quando essas urnas se abriram, uma enorme luz eclodiu rapidamente dentro da 1ª Casa do Zodíaco.

As novas armaduras portavam um design mais definido e mais esbelto. Sumia as Armaduras repletas de joias que as adornavam, para dar um lugar ás armaduras mais ajustáveis e que não os atrapalhavam

M-MINHA NOSSA! – grita Souma, espantado com sua nova Armadura.

Fantástico... – dizia Yuna, admirada

Que poder incrível emanada pelas Armaduras! – indagou Ryuho.

Nem parece que são as mesmas Armaduras que tínhamos há muito tempo atrás. É uma sensação totalmente diferente! – descreveu um maravilhado Haruto.

Éden e Sasha ficam sem palavras do que dizer sobre suas renovadas Armaduras. Kouga, no entanto, não esboçou nenhuma nova emoção, mas sim, curiosidade. Ele sentia algo mais profundo e misterioso. Ele podia sentir na sua nova Armadura de Pégaso uma antiga sensação que havia perdido há muitos anos, lentamente, voltando á vida. Uma sensação grande e poderosa.

Uma sensação divina.

Rapidamente, ele fita seus olhos para os pulsos de Atena, que agora vestia um vestido de mangas longas, que cobriam o seu pulso. Então, você fez isso, Senhorita Saori..., pensou, já com uma ideia do que ocorreu. Preferiu guardar para si mesmo, provavelmente para não estragar o momento. Lentamente, caminhou até Sasha e perguntou:

E então, o que achou da Armadura?

Ela é linda! – responde a jovem, admirada. – É a segunda vez que a visto hoje... e ela transborda um poder incrível!

Uou, vai com calma aí, colega! – respondeu num tom de brincadeira. – Não deixe o poder subir a sua cabeça, viu?

Sasha apenas riu e assentiu com a sugestão do ruivo, muito embora ela achou melhor seguir as palavras dele. Havia uma parte dela que ainda lembrava que ela ainda era aprendiz dele e do Éden.

Kiki, no entanto, notou a garota. Via a aparência dela e pensou que, tirando a cor dos cabelos e dos olhos, era bastante parecida com Atena. Não havia nada que indicasse que ela era filha da deusa, afinal, Atena era uma deusa virgem, sequer havia pistas de que ela era uma semi-deusa. Sasha era uma humana normal. Porém, o cosmo dela o incomodava. Afinal, quem é você, Sasha?, perguntou mentalmente o ariano.

=========== // ===========

As primeiras estrelas começaram a aparecer no céu noturno e os Cavaleiros estavam na entrada. Os Cavaleiros de bronze já estavam de saída, enquanto Kiki, Raki, Seiya e Harbinger apenas olhavam para eles.

Tem certeza de que estão indo? – perguntou o Grande Mestre. – Se quiserem, podem ficar nos alojamentos essa noite!

Obrigado pela oferta, Harbinger. – responde Éden, bastante sem jeito. – Mas nós vamos ficar na cidade. Depois, estaremos de partida.

Ei, vocês decidem! – retorna o Grande Mestre. – Vê se não entram em confusão no caminho!

Pode deixar! – o albino levanta o seu braço sem olhar para trás, Souma, Yuna, Haruto e Sasha alguns degraus á frente.

Kouga foi o último á sair de casa. Carregando a urna nas suas costas, ele parecia que ficou atrás para resolver um assunto em particular. Seiya viu ele e perguntou:

Kouga, é verdade que você vai partir amanhã?

O ruivo fitou seu olhar para ele e falou:

Sim! Vou partir amanhã.

Gostaria que você ficasse aqui, mesmo que fosse por um momento. Conversar com você e... eu não sei, apenas queria ter um tempo de pai e filho e-

Para aí! – interrompeu, suspirando em seguida. – Eu sei que você quer isso. Aliás, não mentiria que até a Senhorita Saori... perdão, Atena queria isso, mas... – mudou a direção aonde fitava seus olhos. Estava olhando para o céu estrelado. – Nós dois sabemos aonde isso vai dar...

Era vidente a expressão de tristeza no rosto do sagitariano, mas era compreensível: havia um forte desejo d’ele ter um tempo a sós com o Cavaleiro de Pégaso, passar um tempo como pai e filho. Mas o que eles são impede de acontecer. Não é como se Kouga não quisesse o mesmo, mas ele estava mais do que ciente de que isso era impossível, especialmente na situação em que se encontravam.

Kouga olhou para Raki, que estava acenando e disse:

Soube que foi você que consertou as nossas armaduras, Raki. Obrigado.

Ora, não foi nada! – responde bastante orgulhosa. – Mas eu posso dar uma dica em relação ao modo que carrega a Armadura?

Pode. Qual é?

Tente pelo olho! – diz a muviana, seu dedo indicador apontando o olho.

Tudo bem, vou tentar. Valeu a dica.

Ele muda seu olhar para Kiki, que dá um aviso:

Kouga, não sei o que vai fazer com esse diário, mas o que quer que aconteça, tenha muito cuidado. O Santuário inteiro está de alerta em relação á um possível despertar de Poseidon. Se tiver outro problema, quero que use ela. – em seus braços, estava uma coruja. Sua plumagem marrom-claro com branco por todo o corpo mostrava ser uma coruja bastante importante. – Essa é Partita, a coruja mais velha do Santuário e melhor confiável para a sua missão. Trate-a com cuidado – avisou o ariano.

Kouga apenas acenou positivamente e a coruja alçou voo, desaparecendo da vista. Ele apenas pegou sua urna e seguiu seu caminho, ao encontro de seus amigos. Não tinha mais nada que precisava ser dito. Silenciosamente, se despediu dos Cavaleiros de Ouro, da Atena e de Raki e foi embora, sua figura desaparecendo da vista da deusa.

Kouga..., pensou Atena, aflita, Você mudou muito nesses 3 anos que esteve fora do Santuário. Está mais forte, maduro. Mas, por favor, não esqueça de que nós estamos aqui. Seremos sempre a sua família...

=========== // ===========

– ??? –

O único barulho que era ouvido era de vários líquidos fervendo em diversos tubos. Dentro do que parecia ser um casulo, havia uma espécie de corpo, que parecia estar cercado de fios e respirando por uma espécie de tubo. No meio disso tudo, um homem estava olhando no meio daquele casulo.

Vai demorar mais do que eu imaginei... – Disse o homem, esboçando um sádico sorriso. – Bom! Isso significa que o processo já começou. Logo, essa casca terá alguma utilidade. E então... – ele olhava para mais umas cápsulas. Algumas delas pareciam ter seus corpos em um rápido processo de crescimento. – Meu desejo... será realizado! – concluiu com uma risada que ecoava pelo local inteiro.

                                                                                  Continua...


Notas Finais


Mais um capítulo (re)postado, o penúltimo que postei no Nyah! Fanfiction... só que com algumas mudanças, como algumas palavras corrigidas e um parágrafo em especial sendo movido para o final. No texto original, interrompia o ritmo da história e só ficava lá pelo motivo de não ser focado apenas no Santuário. Achei melhor mover para o final, já que serve de setup para os próximos inimigos de Atena.

E para aqueles que querem perguntar, não. Não sei manter o mistério por muito tempo. E para aqueles que querem perguntar quem é o inimigo:

1. Deixei claro na sinopse
2. Não estraguem a surpresa, eu acho que já fiz isso pra vocês...

Enfim, antes de partir, vou deixar o link para o folder que criei no Google Drive. É basicamente onde eu vou postar as novas armaduras dos personagens que aparecerão na história, pra servir como referência visual. Já aviso que isso não se aplicará para TODOS os personagens. Novamente, apenas colocarei as NOVAS armaduras para os personagens que irão aparecer na história. A pasta dos Cavaleiros de Bronze é a primeira que está com uns desenhos já feitos, que são basicamente partes das armaduras que peguei na Internet e acabei desenhando, espero que fique bom (ou, pelo menos, não fique na cara). Enfim, eis o link:
http://bit.ly/omega_triad

Como sempre, não esqueça do feedback.

(Originalmente devia se chamar "Preparativos para a viagem". Não preciso dizer o por que de não ter dado certo.)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...