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História Saint Seiya: Os Novos Dourados - Capítulo 6


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Notas do Autor


Sei que está faltando representatividade gay nessa fanfic, é por isso que prometo desenvolver a relação do Shiryu e do Shura no próximo capítulo, e também o caso entre o Shun e o Hyoga, talvez o Ikki com o Eden, ainda estou considerando esse último, e aceito as sugestões de vocês também!

Capítulo 6 - Seiya Finalmente Luta


Fanfic / Fanfiction Saint Seiya: Os Novos Dourados - Capítulo 6 - Seiya Finalmente Luta

Quando os cavaleiros de bronze saíram em disparada até a casa de Gêmeos, os mesmos se surpreenderam, mas não com o poder que emanava do cavaleiro, e sim da pessoa ao lado deste. Saori Kido riu e se aproximou deles, havia um sorriso em sua face, como se ela estivesse bastante orgulhosa dos novatos, mas também, nos belos olhos violeta da deusa da guerra e da paz haviam algo insaciável, como se a mulher também quisesse ver outras lutas. Saga também estava sorrindo, embora o cavaleiro de gêmeos parecesse bastante desapontado por não tê-los enfrentado...

"Meus queridos cavaleiros, perdoem-me a interrupção, mas já houveram batalhas nas doze casas anteriormente, eu já as vi e sinceramente vocês já ouviram falar das eras clássicas neste santuário. Por isso, a deusa Athena em pessoa na minha forma  de Saori Kido, deseja ver lutas individuais como os velhos torneios de antigamente, como forma de honrar a existência dessa fundação, a Graad, e também meu avô. A arena está pronta bem ali, e serão vocês quem escolherão seus adversários, e eles devem obrigatoriamente serem cavaleiros da posição ouro. Não é permitido matar e mutilar, nem trapacear usando armas ou qualquer coisa que não sejam seu corpo e cosmo. Como prêmio, vocês receberão o treinamento com o cavaleiro de ouro que desejarem, se o vencedor for uma garota, ela poderá optar entre ser treinada pelas amazonas de prata, já que as amazonas de ouro não ficam neste santuário, mas a amazona vencedora poderá escolher um cavaleiro de ouro como mestre também. Alguma dúvida, bravos guerreiros?" - Ela parecia animada com o torneio, embora o seu rosto estivesse cordialmente sério ou profissional, por assim dizer. Os novatos de bronze se entreolharam, aquilo era um torneio baseado nos torneios galácticos de antigamente, que não existiam mais. Seiya e Shiryu se entreolharam, sorrindo e se lembrando de suas primeiras disputas. Kouga deu um passo à frente, enquanto os seus companheiros ainda discutiam a respeito de quem eles deveriam enfrentar:

"Eu escolho o Seiya" - Clamava Kouga, a armadura de bronze cintilava sobre o sol, enquanto abria um sorriso ao olhar para o mais alto. Seiya não era uma montanha de músculos como Aldebaran, mas havia algo no cosmo dele que assustava todos ao seu redor, ele era poderoso, bastante poderoso, para dizer o mínimo. O maior o encarou com respeito enquanto o sorriso iluminava sua face, como se ele estivesse honrado de enfrentar o seu sucessor e de ter sido escolhido como a primeira opção:

"Será um prazer, Kouga! É muito bom ver essa minha velha armadura em ação, pra variar, vamos ver o que a Shaina ensinou a você!" - Seiya acenou para a amazona que estava na arquibancada, enquanto a mesma sentia o rosto queimar e acenava de volta, envergonhada, apertando seus punhos de nervosismo, enquanto Athena em pessoa anunciava a luta, antes de ela se sentar em seu trono. Foi o mordomo, o bom e velho Tatsumi, quem deu a partida com o soar de um gongo bastante rústico.

Todos os espectadores nem lembravam de respirar, Ryuho arregalava os olhos ao ver a armadura de ouro de Sagitário sobre a luz do sol, reluzindo, tinindo, brilhando e resplandecendo com suas asas douradas e o elmo lindo sobre os cabelos do garoto de vinte e poucos anos que a trajava em seu corpo. Seiya tinha aquele sorrisinho convencido em seu rosto, o que fazia seus companheiros de ouro se cutucarem sob a arquibancada, era um velho costume do antigo Pégaso fazer aquilo. Kouga então analisava o cavaleiro à sua frente, sabia que se tratava apenas de um teste, e que não era um torneio muito sério, mas este queria muito treinar com Seiya um dia, e quem sabe assumir a armadura dele já no século seguinte, quando ele viu que Seiya estava com o punho direito fechado. Ele, o novato Kouga, não entendeu por que este não o atacava logo, quando deu o passo à frente vomitando sangue, já ajoelhado. A plateia gemeu, ninguém conseguia ver o soco de Seiya, para eles, o cavaleiro nem tinha saído do lugar, mas seu soco fora na velocidade da luz, o que fez apenas seus companheiros de ouro vibrarem para ele e incentivarem Kouga ao mesmo tempo, os mesmos queriam ver eles os superarem e assim treiná-los, era o orgulho de mestre.

Kouga limpou a boca após gemer de dor e se levantou, arfando para superar a sua falta de ar, ele ouvia Seiya dando dicas e conselhos a ele, e bem no fundo, já sabia que deveria aproveitar aquilo, ele deveria absorver a sabedoria do cavaleiro de ouro na sua frente, mas sua raiva era tanta por nem ter visto o ataque, que desferiu tudo de seus punhos na direção de Seiya. Seus meteoros estavam com toda a potência...

"Não deixe a raiva atrapalhar a sua luta e desempenho, seus inimigos sempre vão apelar para o seu emocional para quebrar você, Kouga, lute com seu cosmo e com o seu coração, punhos são a consequência da harmonia com seu ser" - Aconselhava Seiya, mas Kouga apenas o socava, seus meteoros de Pégaso eram brilhantes, até poderosos, mas Seiya sequer recebeu um único toque dele, e parou o último com o dedo indicador como se tivesse piedade:

"Se essa fosse uma luta pra valer, e se a gente tivesse inimigos invadindo a arena e o santuário, sua raiva teria tirado seu foco e até esse ponto, você sequer teria tempo de chegar até Atena para protegê-la. Não tenha raiva, tenha foco, Kouga, hoje você me decepcionou muito" - Seiya começou a brilhar a armadura com o seu cosmo já no nível de um deus, era tão quente que o mesmo conseguia queimar Kouga, em sua pele, o fazendo recuar. O cavaleiro à sua frente então urrou e abriu as asas, voou na direção do céu e puxou o seu punho ao peito, ficando na frente do sol, a platéia e a própria Athen ficaram boquiabertos com o que viam, Kouga sentiu a perna tremer...

"METEORO DE PÉGASO!" - Seiya desceu o punho pelo ar, a constelação brilhada e dourada de Sagitário tremeluziam atrás do mesmo, enquanto dezenas de milhares de socos na forma de meteoros dourados inundavam a arena. Kouga não teve nem tempo de gritar ou se afastar, parecia de fato uma chuva de meteoros, que eram os socos de Seiya, os meteoros dele eram na velocidade da luz, e Kouga só os via pois o próprio Seiya assim permitiu, enquanto as dezenas de meteoros continuam todos caindo sobre Kouga, destroçando a arena completamente, e continuaram caindo em sucessão, causando estrondos sobre todo o chão e faíscas que se erguiam até o céu azul. Após a quinta onda de meteoros que golpearam o inconsciente Kouga, fodido e sangrando sobre o chão, com a armadura de Pégaso completamente arregaçada, o elmo partido, o peitoral pulverizado, a sua perna esquerda quebrada completamente e o olho direito roxo, sem falar nos vários arranhões e marcas de queimadura, com o sangue lhe esvaindo dos olhos e a boca entreaberta. Athena deu a vitória à Seiya e balançou a cabeça para Kouga, como se estivesse extremamente desapontada, e deixou o recinto sobre os aplausos dos cavaleiros de ouro, que riam do Pégaso...

Seiya não se vangloriou pela vitória nem saiu se exibindo da arena, simplesmente deixou o local respeitando o sucessor que vestia sua antiga armadura, ele sorriu de lado ao receber os tapinhas nos ombros dos seus companheiros de ouro, Ikki de Leão ria até não conseguir mais, Shiryu já estava neutro, sabia que deixar o novato vencer por pena não serviria para ensinar eles, Máscara da Morte riu tanto que teve de bagunçar os cabelos de Seiya, antes de puxar o celular e tirar fotos do surrado Kouga, fazendo selfies maldosas com ele. O cavaleiro de ouro de Sagitário foi até a sua casa e retirou sua capa branca sobre a parte debaixo de suas asas, ajoelhou na frente da estátua de seu signo, e suspirou:

"Aiolos, me perdoe por usar a armadura que herdei de você para machucar tanto um irmão de bronze nosso, eu já me sinto culpado por ter usado tanta forca, mas eu tinha que ensinar ele a não se deixar levar pela raiva! Assim como você ensinou seu irmão Aioria ao me vestir com a armadura há mais de dez anos atrás. Tenho que ser um cavaleiro exemplar e de respeito como você foi, Aiolos..." - Seiya falava sozinho ao fitar a estátua de sagitário, o centauro da mitologia grega esculpido em sua casa do santuário. Ele ouviu passos vindos na sua direção, e se levantou a tempo de ver a garota que se jogava em seus braços e o abraçava carinhosamente, acariciando as asas de sua armadura antes de seus dedos passearem pelo seu rosto e o elmo:

"Seiya, eu..." - Yuna olhou para baixo, se envergonhando de imediato, enquanto ela sentia a expressão confusa do cavaleiro de ouro em seus braços. Ele acariciou ela nos cabelos sutilmente, provavelmente ele pensava que ela quisesse conselhos para desenvolver o cosmo, e gentilmente sorriu ao ver os olhos azuis dela focalizando os olhos castanhos dele, antes de sentir sua boca tomada pela dela, a vermelhidão em suas bochechas, e o cintilar da armadura.



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