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História SakonTayu: Sons da Nossa Alma - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Amor? Não Acredito Nisso


Fanfic / Fanfiction SakonTayu: Sons da Nossa Alma - Capítulo 1 - Amor? Não Acredito Nisso

Os quatro voltavam de sua missão juntos um ao lado do outro, caminhando através do bosque iluminado pelos raios de sol e o barulho dos pequenos animais andando e correndo pela estrada de terra e gramado ao verem as quatro figuras malvadas com aparência assustadora, e apesar de todos  eles estarem em silêncio, a garota rosnou e fez careta de nojo antes de cuspir sobre o chão, vendo que dois dos companheiros de equipe haviam parado sua caminhada para trocarem carícias nas faces uns dos outros. Jirobo colocou um colar de flores ao redor do pescoço do parceiro, o gesto foi retribuído quando dois dos braços dele se dirigiam às mãos do garoto, enquanto as duas mãos restantes de Kidomaru lhe acariciavam a sua face carinhosamente:

"As duas bixas vão ficar se pegando aí o tempo todo? Alguém tem que fazer nosso jantar, ou querem comer casca de árvore, seus lixos inúteis e idiotas?" - Reclamava a garota, rosnando de raiva enquanto sua barriga roncava de fome. Kidomaru riu da fala da amiga e simplesmente balançou a sua cabeça, alheio aos insultos da mesma enquanto o seu parceiro bufava e negava com a cabeça, reprovando suas atitudes:

"Não seja homofóbica, Tayuya, isso aí foi muito rude, até pros seus padrões. Mas, é compreensível que você seja mau amada, já que ninguém nunca gostou de você, eu sinto até pena de você por saber que vai morrer sozinha" - Jirobo falava aquilo pra ela com muita naturalidade, não foi de um modo grosseiro, como se quisesse mesmo humilhá-la, mas foi algo natural, como se ele contasse mesmo um fato sincero para sua colega. Todos voltaram seu olhar pra garota, esperando vê-la triste ou então de cabeça baixa, mas Tayuya gargalhava de verdade, como se tivesse escutado a mais engraçada piada de todos os tempos, ela balançou a cabeça e saiu de perto deles, iniciando uma música em volume baixo ao som de sua flauta, sentando-se na beira de um riacho enquanto o céu já escurecia:

"Não preciso de ninguém, eu odeio todos os seres vivos do planeta, e contanto que eu morra com minha flauta em mãos, não me importo nem um pouco de estar só, tá bom seu lixo miserável?" - Ela cessou sua música para insultá-lo, se surpreendendo ao ver que Jirobo sequer havia escutado os xingamentos dela, pois estava sorrindo ao lado de Kidomaru, ambos cozinhando o jantar deles: animais que eles caçaram juntos e agora assavam na fogueira com um rolete improvisado, eles preparavam também saladas e sucos com os frutos de árvores dos arredores que haviam colhido juntos. Eles pareciam felizes, Kidomaru o beijava na boca repetidas vezes, fazendo Jirobo rir enquanto o abraçava, voltando a atenção para o jantar ao lado do amado colega. Tayuya rosnou baixinho quando a mesma viu aquele ato, e se levantou para o canto mais afastado do bosque que ela conseguiu, sem perceber que ela estava sendo observada atentamente por um de seus colegas de equipe, ou melhor: por dois deles. A garota encarava o pequeno riacho enquanto apoiava o braço em cima de seu joelho dobrado, ignorando aquele seu parceiro, que se sentava ao seu lado.

Sakon não disse nada a ela quando este se sentou perto dela, ele pegava algumas pedrinhas e as jogava sobre o riacho meio raso que corria pelo local, intrigando ela a ponto de tentar observá-lo pelo canto de seus olhos, esperando algum discurso pra motivá-la, ou até mesmo elogios por ela ser tão desprezível quanto ele, mas tudo o que ela ouvia da boca dele era o silêncio, e quando a ausência de sons se tornava insuportável, ela resolveu tomar iniciativa:

"Por quê está sentado do meu lado? Não tem espaço suficiente na floresta pra que descanse sua bunda magrela?" - Insultou Tayuya, olhando o garoto com dois rostos que estava ao seu lado. Sakon observava o céu escuro e então o riacho, apesar dos xingos vindos da cabeça do seu gêmeo e os pedidos dele para que enforcassem ela usando todos os seus braços, Sakon riu e balançou a cabeça, puxando um pacote de balas coloridas e recheadas do bolso:

"Eu só vim te dizer que o Jirobo não falou aquilo tudo por maldade. E mesmo que as palavras dele fossem proferidas pra você se ferir, eu não acho que elas teriam efeito algum" - O garoto abriu seu sorriso meio de lado enquanto virava o potinho de bala em sua outra mão, e esticava o potinho pra garota ao seu lado. Tayuya recusou a sua oferta e cruzou os braços, mas observou que a mão dele continuava esticada para ela, e logo ela abriu a palma da mão para receber algumas balinhas recheadas dali:

"Como assim? Por quê acha isso?" - Sua voz tentava esconder a curiosidade com a resposta dele, não havia entendido direito sua fala. Ukon estava dormindo sobre as costas do irmão, enquanto este apenas saboreava as balas em sua boca, calmo e tranquilo, finalmente se virando para olhar o rosto de Tayuya, semi iluminado pela luz que a lua refletia diretamente em ambos. O garoto afastou seu cabelo azul do olho e encarou os olhos castanhos da parceira de equipe, franzindo os lábios e sua testa:

"As pessoas costumam falar que alguém vai morrer sozinho, como se isso fosse um insulto, mas não acho que seja. É possível viver sem ninguém, sem casar, sem beijar, sem namorar, sem se envolver, e acho que vale muito mais a pena morrer realizando o que se acredita, do que morrer ao lado de alguém sem ter conquistado nada em vida. Você é feliz com você mesma, isso é muito mais do que qualquer casal poderia ter, Tayuya" - A voz de Sakon soava doce e fluía como uma música da flauta dela, a garota olhava o rosto dele sem piscar, lhe encarando, observando, estudando a sua reação ao dizer tudo aquilo. Era o garoto com quem ela se identificou, sozinho em seu próprio mundo, que não perdia tempo com romances ou sentimentos, serviam à Orochimaru e nada mais importava para o garoto de cabelo azul a não ser a missão. Tayuya olhou para baixo ao perceber que não havia tirado os olhos dele, enquanto Sakon virava o rosto para olhá-la quando ela ficou quieta, mas ele logo olhou para baixo também. Os dois ergueram os seus rostos quando ouviram as vozes de seus colegas avisando que o jantar já estava pronto, e se levantaram juntos para eles.

Jirobo servia o suco em copos enquanto Kidomaru cortava a carne de porco com os dois braços, usando os dois restantes para ir servindo os pratos sobre a toalha do piquenique que improvisavam no chão do bosque, todos em silêncio pegavam os pratos e os copos, indo cada um para seu canto com suas refeições. O casal Jirobo e Kidomaru jantavam juntos, lado a lado e conversavam alegremente sobre assuntos da relação, como coisas que deviam fazer juntos no dia seguinte, enquanto Sakon se ajeitava em seu canto afastado, com suas costas encostadas sobre uma árvore alta e seu prato nos joelhos. Embora o cabelo azul ocultasse parte de seus olhos, ainda era possível ver que a garota o observava:

"É melhor que você nem pense que pode se apaixonar por ela, Sakon, eu prefiro as nossas mortes do que fazer parte de você caso seja sequer tocado por essa fedida baforenta" - Ameaçava Ukon, contente ao ouvir uma risada sarcástica do irmão pra fala dele, como se desdenhasse do fato de ser possível que ele um dia chegasse a gostar de sua colega. Sakon bebeu o seu suco e observou enquanto a garota bebia o suco dela ao mesmo tempo, colocando o copo no chão ao seu lado enquanto ela erguia o rosto para ver ele concentrado só em seu jantar. Tayuya continuou com seus olhos castanhos estudando Sakon, mas a noite avançou e impediu que eles fossem capazes de cruzar seus olhares uns sobre os outros de novo.



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