História Sakura, a Usurpadora - Capítulo 4


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Categorias A Usurpadora, Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, Temari, Tsunade Senju
Tags Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 138
Palavras 750
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - A Mágoa


Enquanto Sasuke e Sakura conversavam no quarto, Naruto foi atrás de Hinata. Ela estava no jardim sentada em um dos bancos que havia no gazebo*.

Hinata ergueu a cabeça quando ouviu o som dos passos dele. Fitou-o por alguns segundos e desviou os olhos. Naruto percebeu que ela tinha chorado. Sem tirar os olhos dela, sentou-se em outro banco e não disse nada. Naruto não gostava de ficar calado, mas mordeu a língua para não falar. Desde aquele incidente, tudo ficara tão complicado.

— O que está fazendo aqui? — ela perguntou quando o silêncio se tornou opressivo demais.

— Itachi e Izumi foram embora depois de ver a Obaasan. E Sasuke está conversando com Sayra. Acho que ele não aceitou muito bem a história da doença.

— Como se isso fosse verdade! Aposto que ela está mentindo para se dar bem como sempre — Hinata comentou com amargura.

— Mas ela voltou diferente dessa vez.

— Até você passou para o lado dela agora? — perguntou brava.

— Não estou do lado dela. — estalou chateado. — Ela está diferente e nem você pode negar.

— Teatro!

— É bem provável. — disse dando de ombros. — Mas há algo diferente nela. Ela até trouxe presentes.

— Ele queria comprar vocês e me humilhar. Pelo visto conseguiu comprar você — Hinata bufou: — Com um brinquedo de criança.

— Ela não me comprou e não queria humilhar você.

— Como não?

Naruto mordeu a língua. Não ia explicar o óbvio. Mas quando Hinata o olhou com aqueles grandes olhos magoados, as palavras saíram de sua boca:

— Ela queria que você usasse para o imbecil do Deidara.

— E depois ririam de mim. Juntos. Como isso é "não me humilhar"?

— Sem querer ofender, Hinata, mesmo usando essas roupas horrorosas, você é gostosa. Só de imaginar você naquela camisola... — Naruto se interrompeu. — Tenho certeza que Deidara não riria de você.

Hinata desviou o rosto corada, mas não deu o braço a torcer.

— Deidara me critica por tudo.

— Porque ele é um estúpido que não te merece.

— Antes de ela chegar, ele era diferente — Hinata disse revoltada. Ele nunca tinha sido o melhor marido do mundo, mas, pelo menos, era gentil. Agora nem isso.

Naruto não ia defender Deidara. Na sua opinião, Hinata fizera uma péssima escolha. Se tivesse estado em Konoha na época não teria permitido que eles se casassem, pensou apertando os punhos. Hinata merecia alguém melhor.

— Ela mal olhou para ele durante o jantar. — comentou ignorando aqueles pensamentos desconcertantes — Também não flertou comigo nenhuma vez.

— Ela deve ter arranjado um novo amante nessa viagem.

— Ela sempre teve amantes e nem por isso deixava de flertar comigo.

— Está se sentindo desprezado agora, é?

— Não seja tola, Hinata. Só estou achando estranho.

— Sayra é Sayra. Ela não mudou, Naruto, e nunca vai mudar. — Hinata levantou-se brava. — Escreve o que estou lhe dizendo: essa doença é um fingimento. Ela vai continuar me atormentando e me humilhando a vida inteira.

Hinata virou-se para ir embora zangada.

— Hinata.

Naruto segurou o braço dela no momento em que a rosada olhava pela janela. No entanto, nenhum dos dois percebeu. Estavam imersos na lembrança de um momento parecido que acontecera há alguns anos nesse mesmo lugar.

Hinata soltou o braço bruscamente. Fazia tempo que não lembrava disso.

— É melhor você ir embora, Naruto.

Hinata quase correu para o próprio quarto se recusando a pensar em Naruto, na conversa que tiveram ou em qualquer outra coisa.

Quando entrou no quarto, Deidara estava esparramado na cama jogando videogame. Hinata bufou contrariada.

— Onde você estava? — ele perguntou sem desviar os olhos da tela.

— No jardim. — Hinata disse aborrecida. — Vamos dormir?

— Vá você. Estou jogando. Ainda falta muita coisa para explodir aqui.

Hinata olhou para a tela irritada. Ele estava jogando Dynamite Blast. De novo.

— Você sabe que não consigo dormir com a luz acesa.

— Você não consegue fazer nada de luz acesa. — Deidara disse maldosamente sem tirar os olhos do jogo. Hinata sentiu os olhos encherem d'água magoada enquanto ele continuava: — Também gorda do jeito que é, tem que ter vergonha mesmo. Se fosse como Sayra, aposto que faria questão de deixar todas as luzes da casa acesa.

Hinata teve vontade de bater nele, em Sayra, em Naruto. Mas apenas pegou sua velha camisola e foi chorar no banheiro.

Naruto era mesmo um baka por achar que Sayra tinha lhe dado a camisola para agradar Deidara ou que o maridose agradaria ao vê-la usando aquilo. O presente era apenas mais uma humilhação.Sayra não tinha escrúpulos e Hinata nunca deixaria de odiá-la.



Notas Finais


*Gazebo: Construção com teto, mas sem paredes, destinada a fornecer sombra ou abrigo em parques e jardins. (Fonte: Priberam Dicionário)


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