História Sakura de Konoha - Capítulo 21


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kizashi Haruno, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Matsuri, Mebuki Haruno, Mei, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Utakata, Yamato
Tags Anne With An E, Gaaino, Inosasu, Itasaku, Kakasaku, Karinsasu, Mebukiza, Naruhina, Naruto, Nejisaku, Nejiten, Saino, Sakura Haruno, Sasosaku, Sasuino, Sasusaku, Shikatema, Suika
Visualizações 212
Palavras 2.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Capítulo XXI


Fanfic / Fanfiction Sakura de Konoha - Capítulo 21 - Capítulo XXI

- Andem mulheres, logo nosso tio estará aqui. – gritava no pé da escada tentando fazer a mesma se apressarem.

- Não seja tolo Sasuke, aquele homem não merece tudo isso. – meu pai agia como se seu irmão fosse um nada e essa reação fizeram eu e Itachi perceber que talvez a família não fosse tão próxima quanto imaginávamos.

- Parece não se sentir bem com a volta do meu tio, porque não o fala para ficar em um hotel ou na casa de algum amigo?

- Você estava com Gina quando ela lhe contou sobre o mensageiro, não?

- Sim, mas o que.. – ele cortava Itachi sem paciência.

- Ele deixou claro que conhecia e pretendia ficar nessa casa. – ele respirava fundo e fechava os olhos. – e mesmo que eu não goste, essa casa e a fazenda são dele também.

- Então aguente nosso tio, simples!

Os dois discutiam baixo enquanto eu olhava novamente pela janela, estava curioso para conhecer o tio que tanto falam.

- Uma carruagem e alguns cavaleiros se aproximam, pra que tudo isso? – Itachi se questionava enquanto as mulheres desciam se posicionando cada uma no seu respectivo lugar.

- O que ele disse que era mesmo? – perguntava olhando Gina e outros empregados enfileirados.

- Ele não disse, Sasuke. Agora vá para o lado de sua mulher e se contente as perguntas.

O humor sempre péssimo hoje estava pior, o patriarca da casa tinha que ficar em frente a porta para receber sua visita que nos sabíamos que ele não queria.

Eles desciam e pela janela podíamos ver a seda de um vestido junto com um salto vermelho.

- Uma mulher, vocês tem uma prima ou tia. – Konan falava enquanto se enlaçava forte no braço de Itachi, a mulher era tão ciumenta que aposto que a própria sombra sofria.

A porta levemente fora se abrindo aos poucos, o homem de roupa totalmente escura parecia usar um uniforme militar já que havia várias medalhas. O cabelo um pouco grande o fazia se diferenciar de meu pai, porém ainda si eram parecidos principalmente nos olhos.

- Fugaku, quanto tempo não o via. – a voz era tão imponente quanto a do meu pai. – ótimo, todos estão aqui.

- Madara, vejo que mudou muito durante o tempo.

- Imagine o quanto, deixe-me apresentar meus filhos.

Ambos entravam juntos e todos naquela sala quase caíram para trás. Sua filha era idêntica a Sakura, se não fosse uma Uchiha, diria que é a mesma pessoa.

Era impossível.

- Conheçam Óbito e Sakura Uchiha!

Era a mesma pessoa, o chapéu branco saia de sua cabeça e era entregue a um dos guardas que os seguia. Estava tão diferente da última vez que vi, tinha se tornado uma mulher diferente da última vez que a vi.

- Não é possível, Madara. – meu pai gritava tentando ir para cima dela, os guardas armados ficavam a sua frente junto com o irmão que também parecia ser de algum clube militar. – como ousa dizer que essa mulher é uma Uchiha?

O homem de cabelos grandes ria parado em seu lugar, o riso nasalado acompanhado de uma Sakura e de um Óbito sorridentes o irritara mais ainda.

- Como ousa você gritar com minha filha? – ele se aproximava rindo ainda mais. – se fizer isso novamente, juro que esqueço que você é meu irmão.

- Não a aceitarei em minha casa, saia. – Itachi segurava nosso pai que estava descontrolado.

- Nossa casa, irmão. Não se esqueça que é minha também, e agora de Sakura e Óbito.

- Jamais será dela, jamais!

- Prazer, tio. – Sakura erguia a mão fazendo ele sair para o escritório. – ah meu pai, fiz algo de errado?

- Não meu amor, não ligue para seu tio. – nosso tio a abraçava a amparando enquanto Itachi continuava tão estático ao vê-la.

Todos viam o seu jeito, todos sabiam que ele a amava.

Aquela mulher ainda era a mesma que faria qualquer um ir a loucura, já senti por aquela mulher coisas que jamais imaginei existir. O sorriso terno ainda era o mesmo capaz de iluminar dias completamente nublados.

- Seja bem vindo, senhor Madara e família. – minha esposa reverenciava aquele homem sem a mínima timidez, talvez estivesse até feliz por ver sua antiga amiga de infância.

- Muito obrigado, querida. Vejo que Sasuke se casará bem, não é meu jovem sobrinho?

Minha esposa corava e eu sentia minha bochechas formigarem, mal sabia ele quão mal está meu casamento.

- Claro que sim, eu e Itachi. – Sakura não o olhava nos olhos, mas eu sabia que ela sentia quando ouvia o segundo nome. – conheça sua bela esposa, Konan!

- Prazer!

- Prazer, senhor! Seja bem vindo a Konoha. – minha cunhada o reverenciava em puro tédio, ela mais do que ninguém não tirava os olhos de Sakura.

- Meu pai, desejo muito ir para o meu quarto descansar antes do almoço. – ela sorria enquanto ele mandava um soldado seu ir junto com ela, uma empregada a acompanhava para a acomodar mas antes que sumisse de nossas vistas, ela dizia. – é um prazer vê-los novamente, Itachi e Sasuke.

Sumia pelas as escadas, deixando dois irmãos completamente apaixonados a esperando.

Quarto da ala Norte, Mansão Uchiha.

- Não irei aceitar isso, Ino!

Fazia uma hora que Konan gritava aos quatro ventos sobre a nova hóspede da casa, ela já deve ter dito uma duzentas vezes que não aceita ou Itachi para lá e para cá.

- Você está me ouvindo, Ino?

- Óbvio Konan, não tem como a casa não escutar suas reclamações repetitivas. – ela me olhava incrédula, talvez tivesse sido um pouco dura consigo. – perdão, mas eu já ouvi que você não aceita ela aqui. Não tem o que fazer, ela é tão dona disso quanto Itachi e Sasuke.

- Eu e Itachi nos mudaremos então, hoje iremos para um hotel.

Ela parecia uma paranoica tirando as roupas do closet, vestido caiam por todas as partes enquanto uma caixa caia do alto da parte de Itachi.

Papéis de cartas caiam para todos os lados, cartas que traziam um perfume marcante entre elas.

- Ora, de quem são? – pegava uma olhando o endereço junto com o nome do remetente.

“Itachi Uchiha – Konoha, País do Fogo.”

Konan paralisava enquanto lia uma das cartas tão perfumadas, o cheiro amadeirado com certeza era de seu marido e talvez ela já deveria saber para quem fora aquela carta.

“O sol é belo porque é capaz de iluminar e esquentar, você é bela por simplesmente me fazer a amar!

Sinto tanto sua falta que nem devas imaginar, sabes quando o dia é nublado e sem cores?

Sou eu, parece que dentro de mim nada mais é sol. Sinto saudades do cheiro ameno de amora e dos fios que caiam sobre mim naquele parque.

Porque eu fui tolo em ir?

Não, eu devia. Enquanto seu coração não for meu, eu teria que partir e até mesmo fugir.

Ah Sakura, doce Sakura.

Não vejo a hora de sua volta!

Com paixão, Itachi!”.

No fundo podia se ver o desenho que ele mesmo fizera, ela estava distraída lendo um livro enquanto o mais apaixonado dos homens suspirava por si em apenas uns versos.

- Eu não posso, Ino. – ela rasgava todas as cartas, fotos e desenhos. Apagava qualquer lembrança da mulher de fios rosas, rugia enquanto as lágrimas banhavam sua pele. – não quero ela aqui, nem que eu a mate por simplesmente existir!

- Não seja tola Konan, não faça isso por um simples ciúmes. – segurava para que ela não continuasse a acabar com as lembranças que Itachi ainda tinha. – ela faz parte do passado dele, acontece.

- Você não vê, ela é o passado, presente e futuro dele! – ela chorava enquanto me abraçava caída sobre meus braços.

A porta grande se abria mostrando Itachi e seu primo próximo a si, a cor de ambos pareciam ter desaparecido.

- Porque tem fotos de minha irmã rasgadas no chão? – Óbito catava uma das fotos afim de a colar, infelizmente para ambos não tinha mais jeito. – que blasfêmia contra uma foto tão linda, me deem licença!

Ele saia sendo seguido pelos olhares de todos.

- Você não deveria ter feito isso, Konan. – Itachi calmamente colocava cada uma na enorme caixa.

- Você irá guardar novamente?

- Você não teve problemas com elas? Irei queimar, satisfeita? – ele puxava a carta da minha mão enquanto Konan de levantava. – mas saiba de uma coisa, apague tudo, queime, afogue, faça o que quiser! Papéis continuam sendo papéis, mas lembranças ficam sempre na mente por mais que você não goste!

Ele saia batendo a porta forte, enquanto eu de fato tinha que concordar. Você pode se afastar do que não te faz bem, mas querendo ou ainda mantém as lembranças na cabeça.

Quarto da ala Sul, Mansão Uchiha.

Cinza.

Era a única cor que de fato eu conseguia lembrar, os quadros antigos enfeitavam todas as paredes e juntos ornavam com a cama tão antiga que mesmo assim não perdia sua beleza.

Não sei se era de propósito ou não, mas tudo aquilo tinha os seus trejeitos.

Era uma casa linda mesmo para alguém tão feroz morar, eu seria uma delas agora. Teria que ser feroz contra tudo e todos que estavam naquela casa, seria realmente uma luta que eu teria que passar praticamente sozinha.

- Com licença, senhorita Uchiha. – a velha empregada sorria com todos os dentes que podia.

- Ah Gina, que felicidade a ver aqui. – eu corria para lhe abraçar tão apertado quanto eu podia, a velha empregada tivera feito parte da minha infância. – por céus, que saudades.

- Menina Haruno, não sabe o quanto sofri com sua ausência. – a velha me abraçava forte fazendo os cordões marcarem a minha pele. – como você está tão bela.

- Digo o mesmo para a senhorita, agora me diga porque está aqui?

- Ah menina, o senhor Fugaku alegou que você estava morta e que as terras não poderiam ser suas e nem de ninguém porque não existia um testamento. – ela olhava para as mãos enquanto eu via a casa dos meus pais no horizonte. – ele conseguiu alegar e ganhou as terras, ninguém sabe como mas ele conseguiu uma boa parte delas enquanto outras ficaram para você depois que mostrou sinal de vida.

Era assim, o time corrupto de Konoha tinham feito uma armadilha perfeita para mim. Terras moviam eles e o dinheiro de Fugaku, movia muito mais.

- Vim para resolver tudo isso, será apenas questão de tempo. – segurava suas mãos quentes sentindo novamente o arfar me tomar. – fique tranquila, logo irei resolver tudo isso e voltaremos para a nossa casa.

- Se Deus quiser, mas me conte. Porque se tornou uma Uchiha, ou melhor, filha de um conde da Rússia? – ela sorria terno enquanto me ajudava a organizar minhas roupas no enorme closet.

- Madara é maravilhoso, fora Óbito que é a cópia do pai. Ganhar um pai e um irmão novos me fizeram tão bem, me senti novamente em família mesmo eu estando rodeada dela. – era assim, eu precisava disso. Precisava de alguém que cuidasse de mim por fazer parte de si.

- Fico feliz, menina Sakura. E também sei que meus patrões também estão maravilhados com isso!

Olhando novamente pela janela, via a casa grande que tinha naquele enorme terreno. Era ali que eles viveram, fora ali que de fato eu conseguia lembrar o que foi amor de verdade.

Escritório, Mansão Uchiha.

Já tinha descontado a raiva em tudo que podia, já tinha liberado mais ódio do que havia acumulado em todos os anos que viverá pensando nele.

O odiava por tudo que ele tinha feito, o odiava por tudo que ele ainda faria e o odiava por o roubar o que amava, nunca tivera uma lembrança boa sobre o irmão que era tão problemático.

A pintura na parede ainda era apenas dele e de Mikoto, o copo de whisky jogado sobre o quadro era seu. Tinha raiva dela também, tanta raiva que desconfia que ainda a ama mais que tudo.

Como ela pode o abandonar sozinho com três filhos, sendo que um não era mais seu?

Não entendia e nem sabia o porquê disso, apenas tinha raiva de tudo.

- Jamais imaginei entrar e sentir o cheiro do whisky preferido de nosso pai, Fugaku. – ele entrava sem querer ser visto, o olhar risonho e irresponsável ainda estava em seu rosto mesmo depois de anos. – também jamais imaginei que o sagrado quadro estivesse agora manchado por uma histeria sua.

- Fale logo de uma vez, porque está aqui? – levantava o entregando alguns papéis. – lhe ofereço isso pelas terras de nosso pai.

A risada abafada criava um eco na sala, sendo seguido pelas páginas rasgadas caídas ao chão.

- Não quero vendê-las, são heranças a partir de agora.

- Você planeja deixar aquela vadia como uma Uchiha? – gritava vendo ele rir mais alto que antes.

- Ah Fugaku, aquela vadia que você tanto fala se tornou uma Uchiha e por incrível que pareça, se tornou uma peça importante no nosso xadrez. – ele rápido segurava meu colarinho apertando forte. – se tornou a filha de um conde, então segure sua língua antes de falar da minha menina.

- Você não quer que eu a aceite aqui, não é?

- Se não tivesse roubado as terras daquela menina, jamais estaria passando por essa humilhação como você diz. – ele olhava pela janela enquanto eu me arrumava. – agora aguente a ter como dona dessas terras e das do outro lado, afinal são dela novamente!

- Você não pode vir aqui e mudar o que já está feito, você não é ninguém.

- Verdade, mas ao meio tempo dá minha vida eu ganhei alguns direitos e isso me faz ter total confiança de que você comprou a justiça desse vilarejo. – ele saia me deixando, não sem antes dizer. – acorde meu irmão, me tornei algo que você deveria temer.

Mais uma vez naquele dia estava jogando outro copo contra a parede, o copo quebrado tinha se espatifado e marcado toda a parede.

A garrafa de whisky aberta espalhava todo o cheiro forte pelo cômodo, não tinha mais o que fazer. 

Era aceitar ou aceitar aquele inferno que Madara queria que ele vivesse, daria um jeito ou outro de sair daquilo. 


Notas Finais


Heeeey, tudo bom? Gostaram do capítulo? 🍀😄
Espero que sim, até a próxima galeris!


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