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História Sakura Tomoyo Barcelona - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Vamos, garota! Toca essa bola pra frente!


Capítulo 11

Vamos, garota, toca essa bola pra frente!


Bilbao, Euskadi, Espanha

30 de junho de 2016


I


Sakura Kinomoto estava em seu consultório na Universidade de Deutso, arrumando alguns papéis quando recebeu um telefonema de Nakuru. 

— O Chi tá estranho, é? — perguntou Sakura, no telefone.

— Sim. Desde aquele dia que ele voltou do jogo do Barça… 

— Como assim, Nakuru?

— Ele… Não joga mais bola com os irmãos… Ele só quer saber de contar, contar e contar… A gente até tentou dar um tabuleiro de xadrez pra ele, mas… Ele fica mais analisando as jogadas do que jogando com os irmãos! O Iñigo tentou tirar ele dessa, mas tá difícil… 

— Ah… — disse Sakura, estupefata. — Ele não tem pai não?

— Claro que tem! Ele até tentou levar o Chi pra jogar bola, mas ele meio que não gosta de usar a camisa do Real Madrid, sabe? Ficar no meio de tanta gente que ele não conhece… A gente já tá preocupado… 

— Nakuru, fala pro pai dele que eu vou pegar meu filho aí. Já começa a fazer as malas que eu tô chegando.

— Você vai vir hoje, Sakura?

— Agora mesmo! Ok?

— Certo! Vou fazer as malas então… 

— Até daqui a pouco, Nakuru! — disse Sakura, encerrando a ligação. Ela olhava para a tela do aplicativo e se perguntava preocupada o que estava acontecendo. Talvez fosse a distância entre eles. Enquanto pensava, uma rajada de vento soprou das janelas fechadas do consultório. 

— Ai, ai, ai, ai! De onde veio esse vento?

Dona Beatriz apareceu na frente dela. Sakura ficou assustada, mas depois pensou nas suas Cartas Sakura que estavam na mão dela e sentiu um pouco de raiva.

— Dona Bea?

— Sakura, quanto tempo, não? 

— O que a senhora faz aqui? Aconteceu alguma coisa?

— Você suspeita que pode ter acontecido? — perguntou a mulher.

— Meu filho… Tá agindo estranho, tá se isolando… 

— Não sinto nada com o seu filho. Se alguma coisa tivesse acontecido, a gente saberia. — disse Bea, seca e direta. Sakura se sentiu contrariada ouvindo a resposta dela.

— Sei… Você e seus agentes… Sempre vigiando a gente… Sempre… 

— Eu entendo a sua frustração, Sakura, mas eu preciso te dar um recado…

— Recado? Que recado?

— Não dependa só das Cartas Sakura. Pode parecer que não, mas… Elas fazem de você mais fraca.

— Mais fraca? Eu dependo delas pra lançar magia! Como não depender delas? 

— Me desculpa te falar, mas não posso falar no momento. Nem o ministério sabe que eu tô aqui…  

— Não sabe que você está aqui? Que maravilha! Dona Beatriz mijando fora do penico! Quem diria! Vai catar coquinho, vai!  

— Eu estou falando sério! — berrou Dona Beatriz, agarrando a mesa do consultório de Sakura. Cristais cresceram em volta da mão dela. Os olhos da maga ficaram brancos com o poder instantâneo que ela liberou. A cardcaptor ficou assustada com o gesto brusco e com o poder monstruoso dela. — Faz um ano que a Ordem não ataca, né?

Sakura se calou. 

— É bom você se preparar pra ela, pois ela vai se preparar pra você… Vou indo… — disse a Maga suprema, saíndo na mesma rajada de ar que veio. Sakura ainda estava contrariada.

— Sei… Vou querer saber do meu filho que é mais importante! Você é que se vire pra me proteger! Quem mandou pegar minhas cartas? 


II


— Fessora, sabe o que pode ser isso? — perguntou Sakura. Ela e a professora Begoña Oihartzabali andavam pelos corredores da Universidade, sentindo a brisa das montanhas no rosto.

— Olha, Sakura, meu diagnóstico como psicóloga de formação é que não é falta da mãe, vocês se falam todos os dias. Nem tampouco do pai, mas é normal ele não querer vestir a camisa de um time que ele não gosta. 

— Mesmo que seja do pai?

— Mesmo que seja dele… Sakura, você tem que falar com ele e perguntar o que aconteceu no jogo pra ele não querer jogar bola mais… De longe é difícil falar uma coisa mais certa…  

— Vou passar as férias com ele! Vou pegar ele hoje e então, vou conversar sério com ele!

— Cuidado pra não assustar o menino, viu? Querer e não querer jogar bola é uma decisão dele, mas se isolar demais… Aí já aumenta o alerta…  

— Brigada, fessora… 

— Você sabe onde vai passar as férias, Sakura? Vai ficar aqui em Euskadi mesmo?

— Eu tava pensando em passar as férias na casa de uma amiga minha, mas ela vai viajar a trabalho agora em julho… Ela foi promovida, sabe…  

— Tô vendo… Então, não vai coincidir mais, né? 

— Pois é… Por isso, vou ver se eu vou pro sul, pra Sevilha… Tá mais quente, né? 

A professora Bengoña sorriu. 

— Quando se cansar do calor, volta, tá?

— Claro que sim! A senhora é a minha orientadora… Só vai ser um mês… — disse Sakura, animada. A professora baixou a cabeça e olhou para a grama. 

— O que foi? 

A professora deu um abraço apertado em Sakura.    

— É uma honra, Sakura, ser sua professora… 

— Fessora… 

Begoña apenas sorriu. Um fio de lágrima escorria de seus olhos e a mestra correu pelos corredores da escola. Quando voltou a abrir os olhos, um brilho vermelho saiu deles.


III


— Estranho… Vou mandar uma mensagem pra professora… — disse Sakura, acessando o whatsapp. Enquanto digitava, ela recebia uma ligação. Era Sonomi. 

— Alô, Sonomi-san! Tudo bem com a senhora?

— Oi Sakura, boa tarde! Queria saber como você está… 

— Ainda bem que a senhora me perguntou! Acredita que a Dona Bea apareceu aqui?

— Apareceu? Como assim? 

Sakura olhou em volta desconfiada, sentindo uma energia estranha ao redor.

— Quando eu chegar em casa, eu falo melhor, mas só sei que eu não senti coisa boa vinda dela… 

— Hum… Entendo… Sakura… Em vez de você me ligar, o que acha de vir passar as férias aqui com a gente?

— Passar as férias com vocês? Puxa! — disse Sakura, surpresa. — Mas a Tomoyo não ia  viajar?

— Não agora… Só o pessoal que tá mais envolvido com a parte de marketing do clube vai na excursão. Como ela faz parte da parte de projetos e ainda tem muita coisa a definir antes de sair por aí, a diretoria achou melhor que ela ficasse aqui mesmo.  

— Bem, se teve essa mudança de planos… Vou passar as minhas férias com vocês então! 

— Como você me deixar feliz com essa notícia, Sakura!

— Posso trazer o Chi?

— Claro que pode!

— Tá certo. Vou pegar o trem-bala em Madrid e me encontro com vocês na estação amanhã…

— Você me deixa muito feliz mesmo com essa notícia! 

— Eh… 

— O que foi? 

— Sonomi-san… O Felipe e a Sophia… Eles não vão achar ruim não? 

— Ruim? Para com isso, Sakura! Quem tem que achar ruim é eu aqui pela sua falta de consideração! — berrou Sonomi, num tom dramático no telefone.

— Tá bom, tá bom! Eu vou Sonomi, eu vou!

— É isso aí! Vamos, garota, toca essa bola pra frente! — disse Sonomi. 

— Hoe? 

A ligação tinha terminado. Sakura ficou sem entender aquilo, mas depois, a ficha caiu.

— Não sei porque, mas acho que a Sonomi não gosta que eu fique me limitando por conta do Felipe… Mas eu também não quero atrapalhar nada… — disse Sakura, com as bochechas vermelhas.  


Continua… 







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