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História Salem (Interativa)(Vagas abertas!) - Capítulo 5


Escrita por: e _Mad-Max_


Notas do Autor


•Finalmente estamos aqui com o último teaser, porém o maior de todos, com participação especial de alguns outros personagens...

•Sem mais delongas, fiquem com o teaser do nosso querido Evan Jackson!
(obs: o início desse teaser se passa alguns mês no passado, porém o final retrata um tempo bem mais próximo da época em que a história vai se passar!)

Capítulo 5 - 00.4 - Traição (teaser)


<×>


Ao som de alguma música country aleatória que tocava na rádio local, o carro amarronzado rodava pelo asfalto molhado, causando certo eco na rua vazia. 

No volante, Evan cantarolava junto com a melodia, distraído entrando girava o volante para lá e pra cá, fazendo curvas fechadas e outras mais abertas. Quando olhava para o anel em seu dedo, um sorriso tímido se formava em seus lábios. 

Naquela tarde, ele lidou com toda a papelada acumulada em sua mesa, e a falta de público na delegacia contribuiu para que ele pudesse voltar para casa mais cedo. Obviamente, aquilo o animava, pois o aguardando estava Elizabeth. A jovem de longos cabelos castanhos e olhos azuis que havia conquistado o coração do jovem. 

Lembrando de seu lindo sorriso, de sua voz doce e como ele a amava arrancou, novamente, um sorriso de seus lábios. 

Faltava poucas ruas para que finalmente chegasse em casa, ele já podia sentir aquele mesmo sentimento de sempre tomar conta de seu peito. Uma animação, uma ansiedade boa acompanhada de um pitada de bom humor.

Sua noiva o esperava em casa, sua futura esposa. 

Alguns minutos depois, e logo já estava estacionando o carro em frente a uma pequena residência de tons brancos e amarelos, simples porém apreciada por toda a vizinhança. 

Retirou seu cinto e, após pegar seu chapéu que estava jogado no banco do carona, desceu do veículo, batendo a porta atrás de si. Remexendo as chaves em suas mãos, ele foi até porta, pronto para destrancá-la. 

Porém, algo o surpreendeu. A mesma estava aberta, quase que completamente, de isso lhe causou leve espanto. Elizabeth não costumava largar a porta aberta, em situação alguma. Mesmo sendo uma vizinhança calma, e com baixa criminalidade, não era nem um pouco confiável deixar a casa tão propensa a invasões. Logo, pensou que algo havia acontecido. 

Empurrou a madeira branca para que pudesse passar, devagar e sem barulho. Pensou em pegar sua pistola em seu coldre, mas hesitou. Talvez não fosse necessário, talvez ela tivesse se esquecido de fechar a mesma. Evan suspirou fundo, olhando a sala e a cozinha vazia. 

Então, algo chamou a atenção do mais velho. Jogado ao chão, um casaco azulado, que não reconheceu. Não lhe pertencia, e até onde sabia, também não pertencia a sua amada.

– Querida? – chamou, baixo, esperando uma resposta, mas nada ouviu. – Elizabeth? 

De repente, um som estranho ecoou pelas paredes, ressoando nos cômodos vazios. Vinha do segundo andar, este que Evan olhou imediatamente assim que ouviu o som estranho. Ele se repetiu, e novamente, e logo o mais velho começou a subir as escadas, devagar, atento aquele barulho esquisito que não conseguia identificar.

Após subir as escadas, andou bem devagar por um longo corredor, até que finalmente encontrou a fonte do barulho. Vinha de seu quarto, o quarto que passou a dividir com seu amor. 

Passou a sentir um aperto esquisito no peito assim que pode ouvir a voz da mesma, mas não de uma forma que lhe agradou, ou que gostaria ou que o aliviou, pelo contrário. Sentiu uma angústia lhe subir pela garganta. 

Estava parado em frente a porta do cômodo em questão, e sem mais aguentar aquela agonia, ele a abriu, devagar e com cuidado. Tinha medo do que veria ali, e então uma pontada atingiu seu peito. 

A visão que teve fez embrulhar seu estômago. Elizabeth, aquela que havia conquistado o homem, a mulher que ele amava, estava com seu corpo sob o de um outro homem, nua e sentada em seu quadril, cada gemido que soltava fazia crescer ainda mais o nojo, desgosto e ódio no peito do homem.

– Só pode estar brincando… – segurando todo aquela raiva em seu peito, foi a única coisa que conseguiu pronunciar, tentando se segurar. 

Entretanto, foi o bastante para assustar os dois na cama, que num pulo saíram de cima um do outro e ficaram olhando para Evan, na porta. Elizabeth buscou os lençóis da cama para cobrir seu corpo, e vendo a feição na face de seu noivo, se pronunciou procurando evitar o que estava prestes a acontecer, mesmo que fosse inevitável. 

– Evan querido, isso não é… não é o que está pensando, nós não… – tentava falar, mas o nervosismo a fazia gaguejar e se embolar nas palavras. 

– Ai, merda… – disse o homem na cama, ao lado da morena, enquanto olhava para o uniforme amarronzado do Jackson. – Delegado, eu… 

Alan não aguentou ouvir nem mais uma palavra da boca asquerosa daquele desgraçado. Interrompendo a fala do mesmo, ele avançou e acertou um belo soco na cara deste, o desequilibrando e o fazendo cair de costas na cama. 

Evan subiu por cima do mesmo e acertou outro soco em seu rosto, depois outro e mais um. Elizabeth, ao seu lado, tentava segurá-lo, gritando para que parasse, e quando finalmente consegui tirá-lo de cima do mesmo, se posicionou entre os dois, enrolada num lençol branco.

Ela o conhecia, se não o impedisse, uma tragédia aconteceria pelas mãos do delegado de Salem. 

– Evan, por favor… – pediu ela. – Se acalma, por favor, eu posso explicar… 

Quem era ela para fazer tal coisa? Que tipo de explicação aquilo poderia ter, ter flagrado a mesma o traindo e agora querer explicar como se fosse um simples erro, como se não fosse algo que cruel, que quebrou o coração do homem em milhares de pedaços? 

– A gente estava para se casar, Elizabeth, pelo amos de Deus! – berrou, e então ela se calou. 

Não suportou ficar ali nem mais um minuto, olhando para a cara daquela mulher, que ele amava tanto e que agora havia lhe traído de forma tão descarada. Sem sequer olhar para trás e em passos rápidos, ele deixou o quarto, desceu as escadas num piscar de olhos, e então deixou a casa. 

Pegando as chaves de seu carro no bolso de sua calça, sentindo seus olhos arderem, seu peito em uma dor constante, e tudo passando diante de seus olhos tão velozmente que o deixava confuso, angustiado, prestes a gritar, ele entrou no carro, dando a partida e em seguida a ré. 

Naquela noite, Evan sentiu que seu amor, seu coração, corpo e alma, morreram por algum tempo. 


<...>


Telefones, murmúrios, papéis para todo lado. Aquela manhã estava mais cansativa do que o comum. Sentado em sua cadeira, o delegado massageava suas têmporas em busca de amenizar a fraca dor que insistia em lhe atormentar. Para piorar tudo, um escândalo feito por um homem de meia idade na delegacia estava começando a lhe irritar. 

Fazia balbúrdia desnecessária, discutindo com um dos colegas de Evan, falando sobre alguma pintura indesejada que havia sido feita na parede de sua casa. Uma provável arte feita por algum adolescente desocupado, pensava o Jackson. 

Suspirou profundamente, esfregando ambas as mãos no rosto, procurando tomar algum ânimo para enfim fazer seu trabalho. 

O dia seria longo, sem dúvida. 

Estava louco para terminar tudo aquilo e, finalmente, ir para casa, poder descansar, se jogar na cama ou talvez praticar um pouco de seu hobby favorito, quem sabe. Então, vagas memórias de mais cedo o fizeram lembrar que não teria tal folga quando chegasse a sua residência. Hoje era dia de faxina, e se lembrando de que não era assim tão organizado como queria, era mais do que necessária uma arrumação na casa. 

– Droga… – murmurou para si, olhando para o teto. Sim, seria um dia longo. 

Tratou então de agilizar todos aqueles papéis a sua mesa, um por um ele leu, assinou ou aprovou o que deveria, os organizou e guardou em sua gaveta. Ao lado de fora, pessoas aguardavam para falarem com Evan, inclusive o mesmo homem cuja casa foi vandalizada. 

Com eles, o processo foi mais lento, já estava caindo a tarde quando finalmente atendeu a última pessoa, uma senhora que alegava que seu jornal matinal estava sendo roubado por seu vizinho. 

Típicos caso de cidade pequena, comuns e facilmente resolvidos, sem aquele agito que cidades maiores tinham, como New York, ou Santa Mônica. Evan gostava dessa pequena tranquilidade, de saber que esses eram os maiores problemas que as pessoas tinham atualmente. 

Após dar as ordens necessárias e confortar a mulher, ele finalmente poderia ir para casa, alegando a ela que ele iria investigar tudo e que ela teria seus jornais novamente. 

Estava prestes a deixar a delegacia, pegando suas chaves num pequeno mural próximo à porta, quando um pequeno murmúrio entre a secretária e algum outro funcionário qualquer chegaram aos seus ouvidos, o fizeram parar de imediato. 

– Pobre homem… – murmurava a mulher. 

– Ouvi dizer que ele a pegou na cama com outro – disse o homem, a secretária fez um som de espanto. – Pelo que parece, ele teve a sorte de se livrar dela. Imagina se tivessem se casado? – tentava sussurrar, mas Evan podia ouvir. 

– Então, não passava de uma vagabunda – disse a secretária. 

Nesse momento o sangue de Evan ferveu, ele se virou e encarou os dois, há alguns bons metros de distância, que nem viram que ele ainda estava ali. Pensaram que ele já havia saído, porém assim que viram o olhar do delegado os fuzilando, trataram de calar suas bocas. O homem saiu dali e a secretária voltou sua atenção para alguns papéis em sua mesa, fingindo estar ocupada. 

Odiava que qualquer pessoa comentasse do ocorrido, que acabou escapando por toda cidade por meio de fofocas e boatos. No que Evan estava pensando? Claro que, sendo alguém muito conhecido, tal assunto chegaria logo a boca do povo! 

Mesmo assim, detestava com todas as forças lembrar daquela noite. Podia ter acontecido há mais de dois meses, mas ainda era fresco em sua mente. Tentando espantar aquele pensamento, ele respirou fundo e finalmente deixou o lugar. 

Saber que até mesmo seus colegas de trabalho estavam cientes de tudo, e pior ainda ficavam comentando como se ele não estivesse presente, como se aquilo não o tivesse afetado. Tudo aquilo lhe irritava, lhe tirava do sério. Detestava seu bom senso e profissionalismo, que o impediam de simplesmente sair no soco com quem ousava falar sobre o assuntos perto dele. 

Entrando no carro, ele logo deu partida no veículo e o arrancou para fora do estacionamento da delegacia, apertando suas mãos no volante e bufando. Bem, sabia que precisava se acalmar ou então poderia bater o carro em questão de segundos, e assim o fez. 

Contando até dez, respirando fundo, tentando pensar em qualquer coisa que não fosse sua ex-noiva. Depois de alguns poucos minutos, logo estava mais calmo, e tranquilamente ele dirigiu até em casa. 

Ao chegar, estacionou, retirou seu cinto e então desceu do veículo, batendo a porta e o trancando em seguida. No momento em que entrou na casa, a bagunça era completamente aparente. Bufou em descontentamento e largou suas chaves sobre o balcão da pia. 

– Tudo bem… – murmurou. Quanto mais rápido começasse a arrumar aquela bagunça, mais rápido poderia tomar um banho e finalmente deitar. 

Começou pela cozinha, pela louça. Guardou a que já estava seca e então lavou a suja. Depois partiu para a sala, arrumando tudo que estava desorganizado, retirando embalagens vazias e roupas sujas do chão e dos móveis, o que levou certo tempo. 

Quando finalmente acabou o andar de baixo, ele subiu em passos rápidos para o de cima, seguindo até o final do corredor onde entrou em seu quarto. Havia muito o que fazer ali. 

Começou por uma pequena escrivaninha no canto, sem nada além de roupas em sua parte de cima. Organizou aquilo tudo, pronto para começar a arrumar o resto do quarto, mas uma coisa lhe chamou a atenção. Uma caixa, debaixo da pequena mesinha, de papelão e levemente amassada. Não se lembrava o que havia nela, e essa curiosidade bastou para que ele se abaixasse e a pegasse em suas mãos, pronto para descobrir. 

Foi preciso apenas que ele abrisse a tampa e colocasse seus olhos nos objetos ali dentro para que finalmente se lembrasse. Pertences de Elizabeth, que ficaram por lá mesmo depois de ela ter partido de Salem. Ele não tivera a oportunidade de jogar tudo fora, visto que a saída dela da casa foi algo tão rápido, tão repentina, tão doloroso para ele. 

Mas, agora tinha sim tempo. Não hesitou em pegar aquela caixa inteira em mãos e arremessar ao cesto de lixo do lado da escrivaninha. 

Porém, um pequeno objeto caiu para fora da caixa, teimoso em ir para o lixo. Um papel branco, que quando Evan pegou em mãos notou ser uma foto antiga dos dois, daquelas tiradas em cabines de fotografias que você encontra facilmente em parques e shoppings. Nela, ele sorria enquanto ela beijava sua bochecha. 

Há algum tempo atrás, ele sorriria e sentiria uma sensação boa ao ver aquela foto, um calor no peito, mas agora tudo que conseguiu sentir foi desgosto, seu estômago se embrulhou e sua expressão se fechou em uma carranca. Em um ato de ódio, ele rasgou a foto em dois, quatro, oito pedaços, até que não pudesse ser reconhecida mesmo que remontada e a atirou ao lixo. 

Não precisava daquilo, lembrar daquelas coisas quando todo mundo já fazia questão de fazê-lo. Sem hesitar, ele tratou de se adiantar e terminar logo tudo que havia para arrumar em sua casa. 

Entretanto, quando finalmente terminou, e após tomar um banho do qual estava realmente necessitado, ele não sentia vontade de deitar. Seu corpo pedia por algo, esse algo que ele até mesmo procurou em sua casa, na geladeira, mas não achou. Precisa de álcool, beber alguma coisa, qualquer coisa.

Buscou suas chaves no balcão e deixou a casa. Sentia que se fosse para cama, simplesmente, não conseguiria dormir e aquilo o atormentaria mais ainda, precisava se distrair com algo. Não iria de carro, porém, não poderia voltar dirigindo bêbado para casa, afinal conhecia as leis como ninguém. 

Foi andando mesmo até um bar próximo, localizado há algumas quadras das ruas mais movimentadas da cidade. Até pensou em ir em alguma festa, uma boate qualquer, mas por mais incrível que pareça não estava afim de ficar com qualquer mulher ou coisa parecida. Só queria beber. 

No entanto, ele não sabia que naquela noite em específico, naquele bar, ele teria uma companhia peculiar. 

Sentados em uma mesa redonda, dois amigos procuravam apenas sair um pouco de sua rotina. Bella ainda estava sóbria, o que era bom pois ela poderia cuidar de Michael, que já havia perdido sua sobriedade há um tempo. 

Debruçado sobre a mesa, ele a encarava, com uma cara séria. Então, quando Bella franziu suas sobrancelhas como se perguntasse "o que foi?", Michael abriu um grande sorriso. 

– Cara, você tá muito bêbado – riu ela. 

– Talvez só um pouquinho… – dizia ele, sorrindo, virando outro copo na boca. 

– Sabe que vai ter que trabalhar amanhã, não é? – ele a encarou por breves segundos. – No hospital? – fez uma cara de confuso. – Você lembra que tem um emprego, não é? 

Novamente, ele apenas riu. Para quem não conhecia Michael Wayland, e vendo-o naquele estado poderia dizer que só está um pouco alterado. Mas Bella o conhecia muito bem, podia-se dizer que eram amigos de longa data, e sendo assim, ela sabia que para ele estar rindo feito bobo daquele jeito, com toda certeza ele estava completamente bêbado. 

– Vem – se pôs de pé. – Já está ficando tarde, eu vou te levar para casa. 

– Não, Bella… – disse arrastado, como um pedido. – Foi ideia sua vir, vamos ficar mais um pouco… 

– É, eu não sabia que você iria beber até cair – o pegou pelo braço e o ajudou a se levantar, o que foi levemente complicado vendo que o mesmo já estava meio mole pela bebida. – Vamos, não quero ser a culpada por você perder seu emprego, assim como não quero perder o meu.

Com ele se apoiando em seu ombro, Bella o guiou pelo labirinto de mesas, a maioria vazias. Em sua mão, Michael tinha um copo pela metade que continuou bebendo enquanto eles se dirigiam até o balcão. 

– Fica com o troco – disse Bella, largando apenas uma cédula para o homem atrás daquela larga peça de madeira. 

Ela então começou a guiá-lo até a porta, onde deixariam o local, mas assim que o fizeram, alguém entrou repentinamente no estabelecimento, trombando com os dois. Nesse ato, bebida na mão de Michael foi diretamente de encontro com a limpa camiseta do homem em questão. Esse já era alguém conhecido dos dois amigos, Evan Jackson, o grande delegado de Salem.

– Mas que porra! – reclamou, pegando distância dos dois e olhando para sua roupa, agora não tão limpa. – Qual é a merda do seu problema? – esbravejou, encarando Michael. 

Bella ficou sem saber o que falar, apenas observando a situação totalmente calada. Porém, o homem ao seu lado sabia muito bem o que dizer, graças ao álcool presente em seu corpo. 

– Hey, calma delegado… – seu tom era de puro deboche. Não era novidade que os dois nunca se gostaram. – Pra que todo esse estresse? 

– Michael… – Bella tentou pará-lo ali, vendo que não estava em sã consciência e não era confiável que falasse com Evan, mas isso não o impediu. 

– Sabe, eu ficava me perguntando… se toda essa raiva foi por que sua noiva te trocou… ou por que você não foi homem suficiente pra ela?

O olhar de Evan fuzilou Michael instantâneamente, e o pequeno sorriso debochado do vampiro a sua frente foi a gota d'água para o delegado. Poderia segurar toda aquela raiva quando os outros comentavam, tinha que ser profissional e lidar com a situação, mas não ouviria aquilo do desgraçado a sua frente. 

Sem hesitar, ele fechou seu punho e acertou em cheio o rosto de Michael, que cambaleou para trás e, milagrosamente, não caiu. O sangue escorreu de seu nariz quase que imediatamente, com a força que Evan o havia acertado. 

– Hey, vocês dois! – gritou o homem no balcão. – Se quiserem brigar, façam isso lá fora, ouviram! 

Limpando o mesmo e ainda com o mesmo sorriso debochado no rosto, Michael decidiu que não iria deixar aquilo barato. Também cerrou sua destra e com apenas uma investida, acertou um soco na cara de Evan. Este, porém, estava sóbrio e era mais ágil, e não demorou até agarrar o mais velho pelo colarinho da camiseta e o jogar contra o balcão de ébano, lhe acertando mais dois socos diretamente em seu rosto, que fizeram certo estrago.

Mesmo bêbado o Wayland conseguiu se desvencilhar das mãos do delegado, o acertando mais uma vez. 

– Parem! – disse Bella, que se colocou no meio dos dois e, usando de sua força, os separou. Evan tentou avançar novamente, mas hesitou ao ver a mulher a sua frente, com ambas as mãos estendidas no ar, cada uma apontando para um dos dois, impedindo que se aproximassem. – Já chega. 

No rosto de Michael, um corte em seu nariz e no canto de sua boca se faziam presentes, sangrando levemente. Porém, logo ambos sumiram, se curando rapidamente, diferente do sorriso no rosto do bêbado, que continuava ali. 

– Vamos, Michael – ela pegou rapidamente o braço do amigo, e antes que o dono do bar pudesse reclamar, ela o tirou dali. 

Quando passaram pelo delegado, Michael o olhou nos olhos, e por alguns segundos a tensão foi palpável entre os dois, assim como o ódio que Evan exalava. 

Ali restou apenas o mais novo. Olhando em volta, podia ver as poucas pessoas presentes ali lhe encarando, umas espantadas, outras o julgavam. Muitos moradores daquela cidade sempre o acharam jovem demais para o cargo, imprudente, impulsivo, explosivo demais, e dar-lhes motivos com brigas bobas como essa não era algo que gostava de fazer. 

No chão e no balcão, alguns pequenos cacos de vidro se encontravam espalhados. Sequer havia percebido o estrago que seu acesso de raiva havia causado ao estabelecimento, e o olhar do dono sobre si não era o mais admirável, pelo contrário, antecedia um belo dum sermão. 

– Terá de pagar por isso, está ouvindo?! – disse ele, totalmente irritado em seu sotaque esquisito. 

Suspirando fundo, Evan fechou seus olhos. Aquele, realmente, havia sido um dia incrivelmente longo. 


<×>


Notas Finais


•E com isso, os teasers vem ao fim!Esperamos que tenham gostado, e que principalmente não desistam da história que está por vir. Esperamos ansiosas por suas fichas!
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•Até logo!
<3


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