História Salty Kiss - Capítulo 13


Escrita por: e IKnowGuk

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!jungkook, Bts, Hoseok, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Jungkook!sick, Kooktae, Kookv, Menção Jihope, Menção Yoonjin, Namjoon, Namjoon!psychologist, Suga, Taehyung, Taehyung!oppressed, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoongi, Yoongi!fem
Visualizações 50
Palavras 3.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde pra quem ainda está vivo depois dessa Jintro maravilhosa.

Esse capítulo tá cheio de emoções, espero que gostem e dêem amor aos nossos pombinhos que agora namoram fofinho.

💜

Capítulo 13 - Heaven


Fanfic / Fanfiction Salty Kiss - Capítulo 13 - Heaven

- O que acha que devemos fazer agora?

Depois das declarações e do pedido de namoro, os dois terminaram de comer - segundo Jeongguk, não queria desperdiçar nada - e agora Taehyung se encontrava sentado com o menor deitado sobre suas pernas, que levantou o olhar ao ouvir a pergunta.

- Não sei, Tae, assim está bom... - sorriu abertamente, recolocando as mãos do outro sobre seus cabelos, a fim de aproveitar mais o carinho que era feito em si anteriormente.

- Digo, sobre nosso namoro, acha que devemos contar logo aos nossos pais?

- Achei que tivesse medo do seu - riu, porém estava preocupado.

- Eu tenho um pouco, mas por você eu faria o esforço - deu de ombros, faria qualquer coisa para poder permanecer ao lado do garoto que descobrira há pouco amar tanto.

- Hyung, você ‘tá ficando muito brega ultimamente, acho que estou arrependido - brincou.

- E não é normal quando se está apaixonado? Você sempre me pareceu tão fofinho, e agora está querendo me dar lição de moral... - fez um bico - Agora quem está se arrependendo sou eu.

- Estou brincando, seu idiota. É que é tão bonitinho te ver assim, eu fico sem jeito e começo a fazer piadas 'pra disfarçar - levantou-se só para deixar um selar no bico que o Kim fez, sentando sobre o colo do mais velho em seguida.

Taehyung o abraçou e o beijou mais algumas vezes, antes de chamá-lo para darem uma volta antes de irem embora. Estava esfriando e começava a escurecer, e o acastanhado se preocupava com a saúde do - agora - namorado, que sugeriu que fossem até sua casa para ficarem mais um tempinho juntos.

Nem se importaram ao chegarem rindo e de mãos dadas na casa dos Jeon. Sihyuk e Jeongyeon que estavam na sala assistindo um programa qualquer na televisão, notaram a forma como os dois adolescentes se tocavam, se olhavam e falavam entre si, mas decidiram não incomodá-los. Se fosse mesmo o que estavam pensando, ficariam muito felizes pois adoravam Taehyung e mais cedo ou mais tarde eles mesmos se pronunciariam sobre, quando se sentissem confortáveis para isso.


(...)


Depois dos garotos terem trocado vários beijos melosos e carícias, o mais velho teve de ir para sua casa. Se despediu do moreno com um longo beijo e seguiu de carro até sua tão amada casa - sintam a ironia -.

Após colocar o carro do pai na garagem e entrar conseguiu ouvir os questionamentos do homen de porque ele havia demorado tanto. O acastanhado apenas seguiu em direção as escadas ignorando o progenitor já que não pretendia - nem queria - discutir com ele naquele dia em especial.

Sua missão falhou assim que Kim Siwon o segurou pelo pulso direito.

- O que pensa que está fazendo me ignorando desse jeito, Kim Taehyung? - O rosto estava vermelho de raiva e a voz autoritária - como sempre -.

- Estou indo para o meu quarto. - Respondeu sem interesse

- Cada dia que passa, você está mais insolente. - Apertou mais a mão sobre o pulso do garoto, abaixando o olhar em seguida para o anel que o garoto usava. - O que é isso?

- Uma aliança de namoro, não está óbvio?

- Namoro? Que namoro? Com qual garota você está namorando? Por que não me apresentou? - Elevou o tom de voz

- Sim, namoro. E não estou namorando uma garota, e sim um garoto. Jeon Jeongguk. - Endireitou a postura como se desafiasse o mais velho

O homem paralisou por alguns segundos, descrente do que seu filho mais velho acabara de falar. Namorando? Um garoto ainda por cima?

- Do que pensa que está falando, Taehyung? Você também está numa daquelas fases rebeldes como seus amigos? Tentando desafiar seus pais! - Apertava ainda mais o pulso do rapaz que nem se importava mais com a dor que estava sentindo

- Não estou em fase rebelde alguma! - Aumentou a voz também - Eu o pedi em namoro porque o amo! Não porque quero desafiar você.

- Está em uma fase rebelde, sim! Suas notas diminuiram, seus professores tem me ligado e falado sobre suas recaídas em algumas matérias. Também tem matado aula que eu lembro, e saído e trazido seus amigos nojentos para essa casa!

- O que minhas notas terem diminuído um pouco tem haver com isso, pai? - Se livrou finalmente do aperto - Você realmente se questionou o por que delas terem diminuído ou só achou uma resposta idiota que cabe à você? Uma resposta 'pra descontar em mim seus problemas! - Lágrimas de raiva banhavam o rosto amorenado do jovem - Eu não estou em fase rebelde coisa nenhuma! Só tenho tido dificuldade pra me concentrar, pra descansar e até pra respirar! - riu de si mesmo - Meu problema não são meus amigos "nojentos" como você mesmo diz, e sim você! Você e unicamente você! Você sempre foi o meu problema! - Quase cuspia na cara do homem mais velho - Em breve farei 18 anos, e quando isso acontecer estarei o mais longe que puder de você. - Virou as costas para ele e subiu as escadas rapidamente, fechando a porta de seu quarto num estrondo.

Taehyung se sentia cada dia mais impotente. Muitas vezes não queria nem levantar de sua cama ou tirar as cobertas de cima de si. Não queria ter que ouvir os insultos de seu pai. Não queria ter que olhar na cara de seus dois melhores amigos e dizer que as coisas iam bem em casa quando não iam. Não queria sorrir constantemente para seus dois irmãos e dizer que em breve tudo ficaria bem, por que de fato, não iria. A única coisa nos últimos tempos que o fazia ter forças para levantar e permanecer mais um dia, era Jeongguk. E queria que sempre fosse.

Com os nervos queimando sob sua pele, decidiu que tomaria um banho ainda mais quente para tentar relaxar; mas o principal responsável para que sua satisfação fosse completa, possuía nome e endereço.


Taehyung: Jeonggukie…


Logo que terminou seu banho, se jogou na cama e foi procurar abrigo nos braços do menor.


Jeonggukie saeng: TaeTae?

Já está com saudades?


Deseja alterar este contato para Jeonggukie ♥?

Contato alterado com sucesso!


Taehyung: Eu sempre estou

:-(

Mas é o meu pai

Eu não sei mais o que fazer, Gukkie


Jeonggukie ♥: O que houve hyung?


Taehyung: Ele veio me dando sermão logo que eu cheguei.

Ele agarrou meu pulso e viu o anel

Eu revelei nosso namoro da pior forma

Ele me deixou muito mal, Jeonggukie

Ele não cansa de me fazer mal


À essa altura já derramava algumas lágrimas novamente.


Jeonggukie ♥: Poxa hyung

Eu sinto muito

Queria poder fazer algo

Sabe que não gosto de saber que está triste

Me deixa triste também


Taehyung: Eu sei meu amor

Sinto o mesmo quando se trata de você

Eu só queria que pudesse estar aqui comigo

Queria muito dormir com o seu cheirinho

E no aconchego do seu corpo quentinho

Ótimo, agora estou pior


Antes que pudesse receber a resposta do outro, viu que este fazia uma chamada de voz consigo. Prontamente aceitou.


- Hyung?

- Sim, estou aqui

- Assim é bem melhor, quero que se sinta ao menos um pouquinho perto de mim.

- Tudo bem... - murmurou choroso.

- Eu queria muito estar aí contigo, mas eu não posso… você sabe que seria muito pior. Não quero nem ver quando ele olhar pra minha cara de novo - riu de nervoso, fazendo Taehyung rir consigo.

- Só de ouvir sua voz eu já me sinto melhor…

- E se eu…

- Fala Jeonggukie…

- E se eu cantasse pra você? Eu não sou o melhor dos cantores mas você gosta da minha voz que eu sei.

- Tá brincando? Você parece um anjo cantando…

- Droga, hyung.

- O que foi?

- Pare de me deixar com vergonha!

- Sabe que eu amo te ver coradinho, já disse que você é a coisa mais linda desse mundo?

- Hyung…

- É só a verdade, merda. Eu te amo tanto, que ódio.

- Eu também te amo muito, Tae…

Ao ouvir um suspiro do outro e ver que este não responderia, começou a cantar baixinho e suave:


Pensando nos nossos tempos de juventude

Só existia eu e você

Éramos jovens, selvagens e livres

Agora nada pode lhe manter longe de mim

Já passamos por isso antes

Mas agora já acabou

E você continua me chamando para mais

Amor, você é tudo que eu quero

E quando você está deitado em meus braços

Quase não consigo acreditar

Estamos no paraíso

E amor é tudo o que eu preciso

E encontrei isso em seu coração

Não é tão difícil de ver

Estamos no paraíso


Após alguns minutos, pôde ouvir a respiração pesada do Kim. Ele havia dormido. Pelo menos isso, Jeongguk ficou mais aliviado e pôde dormir também.


(...)


Assim que Taehyung acordou sentiu uma dor de cabeça terrível, - que veio devido ao mesmo chorar de raiva por algumas horas - e resmungou.

Se levantou calmamente e foi em direção ao seu banheiro para assim tomar um banho quente e fazer a típica higiene matinal de todos os dias. Planejava sair, iria até a casa do Jeon e quem sabe passar o dia inteiro agarrado à ele. Era domingo afinal, também conhecido como dia da preguiça para Taehyung e seus amigos.

Se arrumou após o banho, vestindo uma calça jeans simples, um moletom marrom e para completar suas crocs pretas. - Fora de moda porém ele não ligava, se sentia confortável assim -.

Assim que se sentou na mesa para desfrutar do café da manhã, o mais velho da família chamou sua atenção.

- Saiba que agora não irei mais te sustentar, Taehyung. O máximo que irei fazer por você é pagar sua mensalidade escolar, se me incomodar nem isso farei e você irá imediatamente 'pro olho da rua ou morar com seu namoradinho. - riu irônico - Só estou fazendo isso porque sua mãe ainda tem esperanças em você, por mim já estaria bem longe de mim e da minha família. Se você se arrepender dessa baboseira que está fazendo te receberei de braços abertos, com uma noiva para você e um emprego digno de um Kim, na minha empresa. Caso contrário, não se considere um. Espero que não vá para um caminho ainda pior que esse e vire ladrão. - Terminou o discurso

- Sim, general Kim. - Se levantou e bateu continência em seguida. - Na verdade, nem a minha mensalidade você irá precisar pagar em breve. Assim que eu estiver com um emprego e estável, pagarei sozinho, e assim que me formar irei embora. - E não se preocupe, eu não pretendo nem virar ladrão ou trabalhar na sua empresa. O que é quase a mesma coisa certo? - Virou as costas e foi em direção a porta para poder sair - Volto mais tarde! - Gritou antes de fechá-la.

Optou por pegar um ônibus, o bairro onde ficava a casa do Jeon não era tão longe do seu; além do mais, queria gastar o menos possível do dinheiro do seu pai então um táxi estava fora de cogitação. Estava decidido: Procuraria um emprego de meio período o quanto antes. Estava cansado de não poder ter liberdade em troca de uma “boa vida” idiota.

Nem precisou avisar ao garoto que estava indo até sua casa, pois este já esperava que o Kim corresse até ele o mais rápido que pudesse. Inclusive, o recebeu na porta logo que chegou.

- Oi - sorriu o abraçando - como está?

- Bem melhor agora com você aqui. - foi afastado ao tentar beijá-lo.

- Tae… - olhou para os lados com um certo medo de serem vistos - meus pais estão em casa.

- Eu sei disso e não me importo, o pior deles que é o meu já sabe, vim aqui para conversar sobre isso inclusive. Preciso da sua ajuda.

- Minha ajuda? - disse puxando Taehyung consigo para o sofá, o fitando em expectativa.

- Preciso de um emprego, não quero mais depender do dinheiro do meu pai.

- Mas Tae… você ainda estuda, como quer fazer isso?

- Sei lá, quem sabe eu não arrume um meio período, eu só preciso muito - deu de ombros - quem me vê diz que sou dramático, que estou proibido de reclamar por ter dinheiro; como se isso fosse a única coisa importante na vida, né.

-Vai muito além né hyung, eu sei disso - aproximou-se do namorado enquanto acariciava seu rosto - pode contar comigo, amor. O que eu puder fazer pra te ajudar, com certeza eu farei.

- Obrigado, Jeonggukie. - Segurou a mão do mais novo que lhe acariciava o rosto dando um beijo nela e em seguida no garoto, que aceitou de bom grado dessa vez. Não estava mais preocupado se seus pais os pegassem, nada mais importava agora do que aqueles lábios que amava tanto estarem sobre os seus.

- Você quer que eu peça a ajuda do meu pai? Ele pode te arrumar um emprego onde ele trabalha. É uma cafeteria, fica à algumas quadras da escola. - O moreno disse após encerarrem o ósculo.

- Sério? Isso não o incomodaria? - Disse inseguro

- Claro que não! Ele te adora, além de que é gerente do lugar, 'pra te contratar vai ser facilzinho se passar na experiência. - Acariciou os cabelos do Kim

- Seria ótimo, Jeon. - Sorriu

- Vou falar com ele. - Deu um selinho no maior - Quer ficar aqui hoje? 'Pra almoçar, ficar abraçadinho comigo, assitir algum filme, comer besteira e... me beijar o dia todo. - Sussurou a última parte bem perto do mais velho que riu

- Me parece bem tentador. Principalmente as partes que fico abraçado com você e te beijo o dia inteiro... - Fingiu pensar - Eu aceito!

- Idiota! - Sorriu, amava muito Taehyung. - Vamos, meus pais devem estão na cozinha, vou avisar que vai ficar aqui hoje. - Puxou a mão de Taehyung a entrelaçando na sua.

- Oh, filho. Já ia te chamar para nos ajudar com o almoço - Jeongyeon disse sem se virar, ao que ouviu os passos de Jeongguk.

- Taehyung está aqui! - tanto a mulher quanto o homem pararam o que faziam ao escutarem aquele nome - Ele vai ficar para o almoço, tudo bem?

- Que maravilha, sentimos falta de sua companhia, já que quando vem aqui só ficam enfiados no quarto - o homem brincou, fazendo o rosto do mais novo entre eles esquentar.

- Pai! - sorriu nervosamente, fazendo Sihyuk dar de ombros e os outros dois rirem de si; mesmo que o próprio Taehyung estivesse envergonhado.

- Que bom que vai almoçar conosco, querido. - a mulher disse se aproximando para abraçar Taehyung, não podendo deixar de reparar nos anéis que os adolescentes usavam. Sussurrou um “fico muito feliz por vocês” antes de se afastar sorrindo.

- Muito obrigado por me receberem - curvou-se em respeito.

- Não é nada, sabe que é sempre muito bem vindo aqui. Ainda mais agora.

Quando seus pais deixariam de o envergonhar? Aquela questão martelava na cabeça de Jeongguk.

Passou a ajudar os pais, tendo o namorado ao seu lado, terminaram de preparar tudo e agora comiam em silêncio.

- Pai? - o moreno foi o primeiro a se pronunciar ao acabar com sua comida.

- Sim?

- Eu queria pedir uma coisa.

- Diga, meu filho.

- É que… o Tae hyung está à procura de um emprego, achei que o senhor pudesse dar uma forcinha, se é que me entende.

- Me desculpe o incômodo, Sr. Jeon, é que meu relacionamento com meu pai não anda muito saudável, e eu estava pensando em dar um jeito de me manter enquanto não posso sair de casa… Sabe, ele sempre me joga na cara que me sustenta, e por isso tenho que ser o bonequinho dele. - riu fracamente, a vida era mesmo irônica.

- Sinto muito, Taehyung, eu ainda acho que vocês deveriam entrar em um consenso; tentar fugir dele não vai adiantar nada, afinal, ele ainda é o seu pai. Mas como você é um garoto ótimo, acho que posso sim te ajudar, desde que não atrapalhe seus estudos. Estávamos mesmo precisando formar novos funcionários, mas vou logo avisando que precisará cumprir o tempo de experiência como todo mundo.

- Isso é sério mesmo? Muito obrigado, senhor Jeon. - curvou-se novamente em agradecimento.

- Se quiser, dê uma passada lá na cafeteria amanhã depois da aula, para combinarmos melhor os detalhes.

- Valeu, pai. Eu sabia que você o ajudaria - sorriu fofamente, e Taehyung se segurou para não tocá-lo, ou simplesmente fazer um comentário, ali mesmo na frente dos pais dele - Eu queria aproveitar que estamos aqui, felizes em família e fazer um comunicado.

Taehyung ficou apreensivo, e os dois mais velhos o encararam curiosos, mesmo já sabendo do que poderia se tratar.

- Diga logo, meu amor - a mãe o encorajou.

- Taehyung me chamou pra sair ontem, mentiu que comemoraríamos meu aniversário com nossos amigos e ao invés disso me pediu em namoro. - sentiu o rosto queimar de repente - E… eu aceitei. Espero que nos apoiem.

- Eu não acredito! - os dois fingiram surpresa - Achávamos que iriam demorar mais para contar.

- É claro que apoiamos, filho. Sabe que gostamos muito de você, - olhou para o Kim - não conseguimos imaginar pessoa melhor para o Jeongguk; você é tão cuidadoso, desde a primeira vez percebemos que você era uma boa pessoa, sei que vai cuidar bem do nosso garoto. - Sihyuk afagou os cabelos negros do filho, o fazendo envergonhar-se novamente.

- Obrigado mesmo, Sr. Jeon, eu amo o filho de vocês demais, quero poder estar com ele e protegê-lo com a minha vida, e prometo fazer o que estiver ao meu alcance 'pra isso.

- Não agradeça, querido. Nós que deveríamos te agradecer por fazer tão bem ao Gukie. - a mulher não conteve em levantar para abraçá-lo novamente.

E novamente enquanto abraçava a mulher, sentiu inveja de Jeongguk.


(...)


Depois do almoço Jeongguk e Taehyung se encontravam esparramados na cama do Jeon - que mal cabia ele mesmo -.

- O que vamos fazer? - O moreno perguntou enquanto ligava o ar condicionado do quarto

- Você não disse que ficaríamos abraçadinhos e trocando beijos a tarde toda?

- Temos várias opções, Tae. Podemos assitir filmes, comer besteir... - O mais novo foi interrompido por um beijo rápido do Kim.

- Você prefere assistir filmes ou me beijar?

- Você já sabe a resposta, maldito. Não quero ficar com os lábios doloridos. - O garoto colocou os dedos sob os lábios enquanto fazia careta.

- Ah, sinceramente. Já eu, não me importo. - Ficou por cima do namorado

- Ya, Kim Taehyung! Meus pais estão em casa! - Tentou empurrar o mais velho

- Eles já sabem que namoramos. - Distribuiu beijinhos pelo pescoço do Jeon.

- M-mesmo assim, continua sendo falta de respeito. - Conseguiu empurrar o maior

- Certo. Se você não queria me beijar poderia ter falado. - Ficou emburrado, cruzando os braços.

- Taehyung, não é isso. Você sabe...

Ignorado.

- Tae...

Ignorado.

- TaeTae... - Fez um biquinho

Ignorado.

- Taehyung! - Jeongguk sentou no colo do mais velho e lhe deu um selinho

O acastanhado tentava olhar para qualquer coisa que não fosse o mais novo.

- Vai mesmo me ignorar assim? Então 'tá bom. - Descruzou os braços do mais velho com toda a força que podia e colocou as mãos dele em sua cintura para em seguida se curvar e beijá-lo.

Taehyung acabou por não resistir e retribuiu o beijo de forma afoita; apertou mais a cintura do seu namorado que soltou um riso. Toda vez que os dois garotos se beijavam era como se fosse a primeira, por isso sempre estavam desesperados para sentir o sabor dos lábios um do outro.


(...)


Passaram o resto da tarde daquele jeito, apenas um aproveitando a companhia do outro, sem se importar com o resto do mundo em volta deles. Taehyung precisava disso, de um tempo ao lado do mais novo, era incrível como ele tinha o poder de o acalmar.

- Bom, está ficando tarde… Acho melhor eu ir pra casa - disse Taehyung desvencilhando-se dos toques do Jeon, contra a sua vontade.

- Tudo bem, Tae. Só peço encarecidamente que ao menos tente não piorar a situação com seu pai, faça isso por mim, sim?

- Okay… Eu prometo que vou fazer isso por você. - deixou um último beijo antes de se afastar - Nos vemos na escola amanhã. Eu te amo, e não precisa me acompanhar até a porta.

Jeongguk não protestou.

- Com certeza, hyung. - sorriu - Eu te amo também.


(...)


Ao chegar em casa, o Kim pôde ver a família toda reunida na sala, assistindo um programa chato qualquer de domingo.

- Filho… - a mãe foi a primeira a notar sua presença - Está melhor?

- Estou sim, obrigado. - juntou-se à eles, sentando ao lado do pequeno Taemin, passando a acariciar o irmão menor - Eu estava na casa do Jeongguk, não sei se meu pai contou essa parte, mas estou namorando com ele.

A mulher sorriu contidamente, sendo imitada pelas duas crianças.

- Já sabe o que penso disso tudo, não sabe, Taehyung?! - o homem manifestou-se sem desviar o olhar da tevê.

- Eu estou bem ciente, pai. Sei que será difícil fazer com que mude de ideia, nem me acho no poder de fazer isso. Eu só queria propor uma trégua ao senhor.

- Trégua - Kim Siwon parecia pouco interessado.

- Só peço que respeite meu namorado e não interfira no meu relacionamento com ele, ele não merece que o odeie e o trate mal; ele é uma pessoa excepcional, só queria que cedesse a oportunidade de o conhecer melhor antes de tirar suas conclusões. Enfim, em troca eu prometo me comportar melhor, não decepcionar vocês e…-

- Você já me decepciona só de estar namorando esse... um garoto. - disse enojado.

- Querido, ao menos faça sua parte, nosso filho está tentando conversar civilizadamente. Deveria dar uma chance. - a mulher o defendeu pela primeira vez na frente do marido, deixando Taehyung surpreso.

- Tudo bem... - bufou, dando-se por vencido - Só não faça mais nenhuma gracinha, ou então, já sabe.

- Eu prometo não o decepcionar mais, até arrumei um emprego com o Sr. Jeon; logicamente preciso passar pela experiência, mas já é um começo.

- Você foi pedir emprego para o pai do seu namoradinho quando eu mesmo, o seu próprio pai, te ofereci um?

- Eu não pedi nada, pai. Eu disse que estava precisando e o Jeon me ofereceu ajuda, só isso. Não brigue comigo por mais esse motivo.

- Está certo, vamos ver como se sai aí nesse emprego, quero que faça por merecer essa tal trégua que você mesmo inventou.

- Só me dê essa chance, eu imploro. Eu começo amanhã, depois da aula; só para não ficarem preocupados com minha ausência.

Surpreendentemente, entraram em um consenso e a conversa não terminou em agressão física ou verbal. Tinha sido satisfatória na visão de Taehyung.

Taehyung tinha esperanças que no final tudo desse certo entre ele e seu pai.



Notas Finais


Quem aí tem esperanças no Sr. Kim levanta a mão

Heaven por Bryan Adams: https://youtu.be/s6TtwR2Dbjg


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