História Salvação - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Naruhina, Nejiten, Romance, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 209
Palavras 1.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei, meus amores.
Vou responder todos os comentários logo logo, eu prometo.
Espero que gostem, comentem bastante.
Boa Leitura :3

Capítulo 7 - Chapter VI


Fanfic / Fanfiction Salvação - Capítulo 7 - Chapter VI

 Entrei na sala de reuniões, encontrando todo o conselho ali reunido, como Naruto dissera.

 O conselho era formado em sua grande maioria por anciãos que zelavam pelo o bem do reino.  Depois haviam alguns poucos homens que representavam a nobreza, um representante de cada cidade que prezava pelo bem do povo e assim, lutava por seus desejos e por fim, aqueles que eram meu braço direito.

 Eles se levantaram para me saudar e novamente se sentaram.

 Eu estava ansioso demais para sequer pensar em ocupar meu lugar na ponta da mesa.

 Sakura havia deixado um rastro quente por onde seus dedos haviam me tocado.

 Eu ainda inalava seu perfume de cerejeiras deixado em minha roupa e ainda sentia o hálito amentolado.

 Qualquer um que tivesse o minimo de zelo por sua vida, evitaria cruzar o meu caminho naquele momento.

 Eu estava raivoso e esperava que houvesse um bom motivo para aquele encontro.

 - O que querem?

 - Primeiramente, - um dos anciãos se ergueu, com sua voz fraca – queremos lhe parabenizar.

 Emburrei ainda mais, diante da porcaria de brincadeira que estavam fazendo com a minha cara.

 - E o motivo pelo qual nos reunimos, imagino eu que você saiba. Seu aniversario não passa de um evento forjado para que haja a escolha de uma noiva, uma rainha. Sei que se casar é o último de seus desejos, mas é necessário. A escolha da rainha é um de seus deveres como rei.

  - Achei que eu tivesse mais tempo. – comentei ainda mais puto pelo assunto.

 - Bom, em situações normais, você teria. – um outro homem se levantou. Baixinho, usando roupas mais simples, mas elegante. Era um governador, representava o povo. O meu povo. – O povo está assustado. Já foram diversas invasões e não pense que isso seja um ataque a seu comando, apoiamos seu reinado, mas eles exigem uma rainha. Trata-se de uma garantia de que se algo lhe acontecer, haverá um herdeiro para assumir o reino e manter a linhagem Uchiha no poder.

 - Então não é bem uma Rainha que eles querem. – sibilei, friamente. - Se o desejo do povo é um herdeiro, eu lhes darei um.

 - Sasuke, você conhece os mandamentos. O herdeiro deverá ser legítimo, filho do Rei e da Rainha.

 Meus olhos queimaram, minha cabeça começava a latejar e me sentir pressionado não colaborava.

 - Não é assim tão fácil arrumar uma mulher que seja uma boa rainha. – comentei.

 Naruto me olhou apreensivo.

 - Sabemos. Todavia, o conselho estava conversando e acho que já arrumamos.

 Um outro homem se ergueu e depositou uma pasta sobre a mesa. Aproximei-me quando ele a abriu.

 No centro, havia uma foto de Sakura ainda nova, encarando a câmera. O mesmo olhar desafiador, instigante.

 - Sakura Haruno. – ele sussurrou. – Existem boatos sobre ela estar vivendo no palacio e sobre um possivel romance entre vocês. Além disso, ela é filha de Kizashi Haruno, um herói. É de uma beleza surreal, estudou nos melhores lugares, fala diversas linguas, recebeu a melhor educação. Ela é perfeita.

 - Um romance que nasce em meio ao caos. O povo a aceitaria como Rainha e ela seria um ícone de força.

 - Ela é forte, vocês dois juntos passariam a imagem que representaria nosso reino. Um reino poderoso e forte.

 Sakura...

 Eu jamais a forçaria a nada, principalmente a isso. Ela não quer ser Rainha, era exatamente o contrário.

 Jamais se casaria sem amor, mas eu garantiria o sexo...

 A imagem dela nua em minha cama, se contorcendo debaixo de meus lábios passou rapidamente diante de meus olhos.

 Não seria o suficiente...

 Afastei a aceitação de minha mente e me virei para sair.

 - Apenas pense no que estamos falando, Sasuke. Pelo povo.

 

 ---------- Sakura ----------

 

 Depois de sua volta ao salão, Sasuke não se aproximou novamente.

 Ele sentou-se no trono e apenas observou o decorrer do baile.

 Eu tentei não parecer ansiosa ou nervosa por seu afastamento, mas ainda podia sentir as mãos firmes em cada centimetro do meu corpo que por ele foi tocado. Era inevitável.

 Meu corpo ainda queimava pelo contato simplório.

 Peguei mais uma taça de champanhe e tentei inutilmente focar minha atenção no que o homem a minha frente dizia.

 Ele era um duque. Muito bonito, mas o tipo de beleza totalmente contrária à do Sasuke, que tinha uma beleza selvagem, mais rustica e extremamente sensual.

 Eu mantinha meus olhos nos azuis, sabendo que se eu ousasse desviar, não resistiria à vontade de ir até ele.

 Ele estava sendo galanteador, tentava me seduzir, o que devia ser normal para ele. No entanto, eu nunca fui como as outras garotas.

 Eu sabia que se eu tentasse algo, ele jamais recuaria e era justamente por isso que eu queria o Uchiha. Ele também não era como os outros.

 Dava para ver que ele me queria, mas resistia fortemente a seus próprios anseios.

 Inconscientemente, desviei meus olhos até o trono, encontrando o olhar duro que ele nos dirigia.

 Ele me olhou de um jeito possessivo e eu sorri, do modo mais sedutor que eu podia.

 Seu olhar se intensificou.

 Senti minha mão ser pega pelo duque e voltei minha atenção pra ele.

 - Lady Haruno, eu adoraria leva-la para jantar. Se aceitar, pedirei que um de meus funcionários marque uma data com a senhorita.

 Eu o olhei, procurando uma resposta educada, mas negativa.

 - Duque Jeffords, se importa se eu roubar sua companhia por uns minutos? – a voz rouca atrás de mim, transformou minhas pernas em gelatina.

 Eu nunca havia ouvido aquele tom, ele não estava pedindo, estava ordenando que se afastasse.

 O duque fez um meneio de cabeça, nem um pouco satisfeito e se afastou.

 Agradeci pelo livramento.

 Sasuke se colocou a minha frente.

 - Não achei que usaria o baile para paquerar. – zombou, com seu costumeiro sorriso.

 - Eu nem ao menos queria vir, majestade. E se por acaso eu estivesse paquerando, sou uma mulher solteira, o que me impediria?

 Sua expressão endureceu, seus olhos escureceram ainda mais, ele me olhou como se fosse me bater.

 Um arrepio gostoso passou por todo o meu corpo e parou no centro da minha intimidade.

 - Não me provoque, Haruno! – ameaçou.

 - Não tenho medo de você, majestade. – ironizei, acidamente.

 Afastei-me ainda com as pernas trêmulas, farta daquela festa.

 

-----------

 

 A madrugada tornou-se extremamente fria.

 Mais uma vez olhei para o relógio na mesa de cabeceira, sem conseguir pegar no sono.

 Virei mais uma vez entre os lençóis, irritada pela a hora passar tão lentamente.

 Levantei, cansada de esperar o sono que não viria. Minha insônia tornava-se cada vez mais forte.

 Necessitava sair da cama.

 Naquela manhã, iria até Sasuke e diria que desejo partir, entraria em contato com uma amiga que me abrigaria até que minha casa estivesse pronta.

 Mas eu não aguentaria nem mais um dia naquela estranha tensão existente entre mim e o rei.

 Eu sabia o que significava. Eu o queria de um jeito estrangulador, de um jeito que eu nunca quisera ninguem, nem nada.

 Ele causava em mim todas as sensações que eu lia em livros proibidos para as mulheres.

 Perguntava-me o que ele pensaria se eu lhe contasse tudo.

 Talvez, parasse de me ver como uma menina que há muito deixei de ser.

 Puxei o robe da cadeira, preocupada em encontrar alguém da nobreza vagando pelo Palácio e sai.

 Esguerei-me silenciosamente pelos corredores, explorando as partes do castelo que eu ainda não conhecia.

 No primeiro andar, entrei num corredor mais amplo, com uma grande porta no fim.

 Quando me virei para voltar, ouvi a respiração ofegante que me levou até a porta.

 Eu conhecia claramente o som de socos sendo disparados.

 Curiosa, abri a porta.

 Ele se movia agilmente sobre seus pés.

 Seus punhos socavam o saco de areia com ainda mais agilidade e concentrados em força, o saco grunhia com os golpes.

 Estava completamente suado e extremamente gostoso.

 Seu cabelo grudava na testa e as gotas de suor desciam por cada um de seus musculos.

 Ele estava descalço, a camisa, o blazer e a gravata estavam jogados num canto do imenso salão, ele usava apenas a calça social.

 Ele girou, chutando o saco que balançou e voltou a sequencia de socos.

 Devia estar ali a horas.

 Ele parou repentinamente e se virou em minha direção.

 A visão mais excitante que eu já havia tido em toda a minha vida.

 Algumas gotas desceram por seu peitoral e percorreram todo o caminho de seu abdômen trincado, eu observei a gota se perder nos pelos que formavam um caminho perveso para dentro de sua calça.

 Mordi os lábios, de repente excitada demais para pensar em fugir.

 - Você não aprende nunca, não é?

 Eu ofeguei.

 Estava mais rouco, ofegante e apesar de ter sido apenas um sussurro baixo, chegou até mim com perfeição.

 Ele deu passos lentos e felinos em minha direção.

 Apertei ainda mais minhas pernas.

 - Quando ira começar a me respeitar como rei e a obedecer às minhas ordens? Eu já lhe disse que não a quero vagando pelo palácio sozinha. Ainda mais com aquele duque em um dos quartos.

 Eu levantei a cabeça e o olhei no fundo da escuridão que eram seus olhos.

 - E qual seria o problema, majestade? – sussurrei.

 - Tem noção do que ele quer fazer com você?

Ele me olhou como se eu fosse estupida.

 - Ele faria o que você não tem coragem de fazer. – minha voz soou como um miado de tão baixa. Eu me sentia um gatinho inofensivo diante de um imenso Leão.

 Um rosnado alto o bastante para ecoar no ambiente encapou de seus lábios pressionados.  

 E então, na velocidade da batida do coração de um passarinho, seus lábios pressionaram os meus.

 


Notas Finais


Até o próximo.


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