História Salvação e Perdição - Capítulo 14


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Aninha, Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Titi, Toni
Tags Anjos, Caídos, Cebonica, Mortais
Visualizações 125
Palavras 1.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaaar *o*
Tenho apenas um pedido em três palavras: NÃO ME MATEM :}
Boa leitura <3

Capítulo 14 - Em cada reta uma ilusão


Fanfic / Fanfiction Salvação e Perdição - Capítulo 14 - Em cada reta uma ilusão

Todos estavam ficando exaustos de tantos ensaios e treinos, o jogo de futebol era dos garotos, mas suas cheeliders eram famosas pelas competições nacionais que disputavam constantemente, por isso era sempre bom que os acompanhasse.

Além disso, aquele fim de semana era esperado pelos jovens dos times, um momento para disputar, mas também para descontrair, sorrir, dançar, namorar, enfim, para serem eles mesmos num ambiente melhor do que o colégio. O jogo seria na sexta a noite, no dia em que chegassem, depois teriam o sábado livre e retornariam no domingo a tarde.

Enfim o grande dia chegou, o sol ainda nem havia raiado mas os corredores da escola estavam apinhados de alunos falantes carregando bolsas esportivas e mochilas com pertences para três dias. O primeiro jogo era no litoral e depois os garotos receberiam os mesmos adversários no seu próprio campo.

– POR AQUI, GENTE! PRECISAMOS SAIR LOGO. – Ana Paula gritava já mostrando como seria o tom daquela viagem com ela no controle.

– Ah louca! Não precisa gritar, já estamos indo. – Denise subiu no ônibus ajeitando suas maria-chiquinhas.

Mônica chegou esbaforida com o cabelo todo bagunçado e roupas fora do lugar, havia perdido as horas justo naquele dia e por pouco não perdeu o ônibus que os levaria até o litoral, entrou tropeçando nas próprias bagagens, mas logo foi ajudada pelo professor Rubens.

A moça entrou e observou os lugares desocupados, sua primeira ideia foi se acomodar ao lado de Magali, mas a menina já estava fingindo ser incomodada por Cascão que lhe passava cantadas terríveis, assim, obrigando-a a tentar fazer carranca mesmo que quisesse rir.

– Qual é, Maga? Por que nunca me dá uma chance? – Cascão perguntou sendo bem direto.

– Vou enumerar pra você, okay? – Sem esperar resposta, Magali continuou. – Número um, você dá em cima de um monte de gente. Dois, não perde a oportunidade de ficar com uma garota! A Cascuda que o diga. Três, você anda com os caras do futebol atazanando a vida alheia, zoando os professores e se achando o dono do mundo. Quatro, escuta e vê o Toni fazendo bobagens aos montes e nunca fala nada. Cinc…

– Okay, okay. Acho que tá bom. – Disse vermelho e levantando as mãos em sinal de rendição. – Mas em minha defesa, o número um e o dois são a mesma coisa e… – Ele parou quando percebeu que a moça abaixava sua máscara de dormir deixando de lhe dar atenção, se perguntou se havia dito algo errado.

– Aí Cas, eu não me importo com nada disso que essa chata disse, vem pra cá, vem? – A voz de Cascuda pode ser ouvida em alto e bom som.

Magali retesou-se na cadeira mas tentou não demonstrar, já esperou ser deixada ali, como sempre. Cascão pareceu pensar e olhou para a garota ao seu lado, ela era tão linda, talvez valesse a pena.

– Não, Cas. Eu vou com a Maga mesmo. – Avisou fazendo o sorriso morrer no rosto de Cascuda e surgir no de Magali que tentou, sem êxito, não demonstrar.

Mônica, vendo aquilo, acabou sentando-se numa das últimas poltronas que estava com o lado da janela e corredor vazios.

Sentou, colocou os fones e fechou os olhos sentindo as primeiras vibrações da música quando uma cosquinha no nariz a fez surpreender-se e observar quem a incomodava, era Cebola que ajoelhara-se na cadeira de trás para conversar melhor.

– Não fala mais? – Brincou piscando seus olhos castanhos.

– Desculpa, Cê, não te vi aí. – Ela falou tirando os fones para ouvi-lo melhor e começou a ajeitar os cabelos. – Hum, eu tô horrível, né? – Perguntou escondendo o rosto com as mãos lembrando-se do estado deplorável que havia saído de casa.

– Como assim? Pra mim tá linda como sempre. – Sorriu jogando charme para a garota que corou. Ele a respeitava muito por ser comprometida, mas às vezes essas tiradas acabavam saindo antes que pudesse contê-las.

– São seus olhos. – Ela rebateu, não sabia de onde havia saído aquela coragem, mas o encarava percebendo e divertindo-se com a confusão nos olhos do rapaz que não esperava uma resposta.

– Vai ficar aí sozinha? – Cebola desconversou perguntando ao lembrar de ter visto Toni num dos bancos da frente com os outros garotos.

– Hum, eu acho q…

– Ela vai comigo. – Toni chegou sem ninguém perceber e jogou-se na cadeira encarando Cebola que piscou com um sorriso maroto para Mônica no intuito de provocar o loiro, e depois ajeitou-se na sua poltrona. – Você devia pentear os cabelos, baby.

– Sério? – A morena ironizou num revirar de olhos, era uma baita queda no dia que havia começado feliz.

– Eu tô brincando, boba. Sabe que adoro seus cabelos bagunçados! – Ele a lembrou colocando uma mecha atrás da orelha da dentucinha. A menina mostrou nenhuma reação ao elogio, não havia sentido o sangue subir-lhe ao rosto como quando Cebola o fizera minutos atrás, então sorriu de maneira amarela e colocou seus fones, fechando os olhos em seguida, até que o loiro não estava chato aquela manhã.

Alguns minutos depois os professores haviam conseguido colocar todos os adolescentes no veículo e um som agudo pode ser ouvido, um apito estridente.

– ATENÇÃO! – Ana Paula gritou após tirar o apito dos lábios. – Quero garotas para um lado e garotos para o outro.

Os sons de palavrões e gritarias foram intensos, ninguém recebeu a notícia com grande alegria e os protestos apenas se intensificaram.

– Ana, não tem necessidade disso. – Rubens ponderou. – O que eles fariam num ônibus lotado?

Você se surpreenderia, professor. – Toni falou em voz baixa apenas para Mônica ouvir, ela sentiu arrepios de desconforto.

Logo após Rubens convencer a professora de que não havia mal algum das coisas seguirem como estavam, o motorista deu partida para pegar as quase quatro horas de estradas até a cidade que sediaria o evento.

No meio da viagem, Mônica arrependeu-se de ter colocado apenas seu short básico e uma sandália de dedo, o frio que provinha do ar-condicionado estava de gelar os ossos! Em determinado momento ela mal podia sentir seus dedos, o que a incomodava bastante.

– Está frio, né? – Toni constatou o óbvio tirando seu casaco do time e cedendo-o à menina. Ela pegou agradecida e vestiu-se sentindo uma melhora quase imediata. – Agora vem cá. – Disse puxando-a para um abraço lateral para aquecê-la.

A primeira reação de Mônica foi tentar desvencilhar-se, mas percebeu que o rapaz não tentara nada demais e o contato com seu corpo estava confortável. Então acabou cedendo e ajeitando seu rosto no peito do loiro que passou a fazer carinho em seus cabelos.

O ato passaria despercebido se não fosse pela única pessoa acordada no ônibus inteiro, Cebola, por ironia, não tinha conseguido pegar no sono e, pela fresta entre as poltronas, conseguiu ver o gesto de carinho nas cadeiras da frente. O rapaz sabia que não era nada demais, que não deveria incomodar-se, afinal, os dois eram um casal, mas ainda assim não conseguiu conter o bolo que formou-se em sua garganta, tratou de engoli-lo com rapidez e puxou o capuz de seu casaco cobrindo os olhos.

 


Notas Finais


Eu JURO que ninguém precisa se preocupar, isso faz parte da história, não tenham um treco!
Mas se tiverem, deixem nos comentários? Seria engraçado lê-los hahaha
Amo vocês, obrigada por tuuuuuudo *o*


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