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História Salvatore- vsoo ; vrene au! - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiee meus amores, eis que vos trago o segundo capítulo com o coração acelerado de entusiasmo

Espero que aproveitem a leitura <3333

Capítulo 2 - O despertar


Fanfic / Fanfiction Salvatore- vsoo ; vrene au! - Capítulo 2 - O despertar

Catorze anos se passam lentamente, mas quando a vida se torna difícil e complicada, é como se fosse um piscar de olhos. Por conta de um simples cantar dos pássaros, Taehyung despertou de seu sono profundo. Se sentou rapidamente ao constatar que teve o mesmo sonho, sonho que era nada menos que uma lembrança, que por vezes tinia em seu subconsciente, lhe fazendo doer a cabeça, como uma enxaqueca crônica.

Os raios solares não se privaram ao cega-lo. De imediato levou o braço na altura dos olhos tentando se acostumar com aquele clarão que atravessava a janela, anunciando que mais um dia se iniciava, mas este seria diferente.

Não demorou mais que dez segundos, para Taehyung se recompor do pesadelo que teve. Nele, flashs muitos distantes de uma noite que marcou a sua vida como uma cicatriz irreparável! Por anos ele sofreu penosamente pelas ditas lembranças, principalmente quando via a sua mãe lutando para ser forte, estando ela sozinha, com os seus dois filhos.

— Taehyung-ah? — a doce fala feminina fez ele sair de seus devaneios, notando a silhueta na porta. — Não seja preguiçoso, huh! Precisa ir na cidade.

Se sentando no colchão rústico, ele coçou os próprios olhos, viu tudo embaçado a sua volta, inclusive a sua irmã.

Mesmo sendo uma situação esdruxulamente incomparável, Taehyung sentia internamente que, a compreendia melhor sempre que acordava, já que Clair, possuia apenas quinze por cento de sua visão.

Ainda que só visse vultos e alguns traços de claridade naqueles olhos azuis, ela agia como se tal coisa não fosse capaz de a impedir de algo, qualquer coisa.

Ver a irmã de catorze anos tão forte e confiante, lhe trazia uma paz e ainda assim, uma saudade imensa da mulher que lhe trouxe ao mundo. Podia vê-la em Clair, a mesma confiança, o mesmo instinto e o mesmo toque singelo. Os olhos tingidos de um oceano cintilante, deslumbravam qualquer pessoa pela a sua beleza, por mais que fossem vazios e quase inúteis. Clair era uma verdadeira atração naquela casa de repouso, já que havia puxado cem por cento o seu pai, deixando os traços coreanos apenas para o mais velho.

— Yah, o Sr. Do-Yoon já está irritado porque a mesa não está montada, hyung. — a mais nova pegou aquela mania de chama-lo de tal forma, era apenas uma bebê quando retornaram para a Coreia do Sul e pôde aprender as duas línguas, assim como o seu irmão. — sabe como ele fica ranzinza pela manhã. 

— Aigo, eu sei. — mesmo coberto de preguiça e falta de vontade, Taehyung se levantou — Não sei como aguenta o mal-humor diário dele — riu-se.

— É por que me lembra o vovô. — a boca rósea se apertou brevemente, Clair não podia se lembrar dos traços do mais velho, mas podia senti-lo! Podia se lembrar da voz, dos assuntos e da familiaridade.

— Eu não sei se é bom continuar aqui, Clair. — ao se levantar, o irmão se aproximou da loira, pegando em sua pequena mão. Mesmo sem poder fita-lo, ela levantou o rosto sentindo a diferença de tamanho entre eles. — Não acho que faça bem ficar aqui, principalmente para você!

 

— Não insista nisso, hyung. — ela negou com a cabeça — aqui é o único lugar que eu conheço, para onde mais eu iria?

— Não temos mais nada aqui. — Taehyung não gostava de entristecer sua irmã, mas ele não se via mais naquele ambiente, havia completado a maioridade a menos de uma semana, sabia que podia seguir com a sua vida, mas não podia deixa-la. — A mamãe morreu de desgosto e os nossos avós com a peste. — ele umedeceu os lábios ao notar o semblante da mais nova se franzir.

— Mas eles também são nossa família. — a pequena disse num murmúrio, se referindo aos idosos que moravam naquela casa.

— Eu.. — ele não queria chateá-la logo cedo, mas simplesmente não podia concordar — não consigo vê-los dessa forma, me desculpe.

Ao cair em si, Taehyung se desvencilhou dos dedos de sua irmã, passando pela porta.

— Hyung, aonde vai? — ela virou o rosto num brado.

— Vou ao mercado, Clair. — ele respondeu tristonho, por muitos anos permaneceu obediente aos mais velhos de sua vida, mas agora, não fazia ideia de qual rumo tomar.

Saiu pela porta da casa de repouso andejando pela rua, em direção ao mercado que não ficava tão longe. A cada passo que dava, mais aquela sensação lhe apertava o peito. Se piscasse demoradamente, poderia se lembrar com clareza do momento em que acordou ao lado de sua mãe, que acabara de dormir, dominada pelo cansaço. Se lembrava dos ruídos ao redor da casa e de sua pequena mão levantando o edredon e indo para a janela do quarto. Por mais que o breu da noite tentasse inibir, Taehyung se lembrava claramente da silhueta do pai andando rapidamente no meio do temporal, estando acompanhado de uma bela mulher de guarda-chuva, também ocidental. Uma morena de olhos marcantes que repousou aos mãos no ombro de Damon Salvatore, sumindo por fim os dois na floresta.

Nada lhe remoía mais do que a raiva de si mesmo, por não ter o seguido enquanto ainda era tempo. Como pôde ser tão burro e ingênuo, como pôde ser tão covarde e voltar para a cama? Desde aquele dia, Taehyung sentia que uma parte de si havia ido embora junto com o seu pai, misteriosamente numa cidade muito distante, em outro país, chamada Mystic Falls.

Se ele tivesse algum dinheiro poupado consigo, não pensaria duas vezes em voltar para aquela cidade, mas a família de sua mãe não havia deixado muita coisa, apenas a casa de repouso, que se mantinha financeiramente pelos recursos precários de cada um que ali se hospedava.

Agora, com uma pequena quantidade de dinheiro ele adentrava o estabelecimento já conhecido. A lista de compras já se encontrava intrínseca em sua cabeça, já nem fazia esforço na escolha dos mantimentos. Estava no piloto automático, entregando a quantia para a senhora de mão enrugada no balcão, que sempre o olhava de canto.

Disse apenas o necessário colocando os itens na bolsa de lado, o sol fumegava por sua pele bronzeada e cabelos negros, estava prestes a voltar pelo mesmo caminho quando numa das ruas travessas, viu uma certa movimentação de pessoas.

Poderia dar continuidade ao seu caminho, mas a curiosidade falou mais alto.

— Aliste-se agora!  Sirva o teu país, sirva os teus pais! — os clamores vindo daquele pequeno palanque chamou a sua atenção, um pouco ao lado havia uma espécie de mesa, e um homem ocidental ali presente. — A Coreia do Sul precisa de você, os Estados Unidos precisam de vocês! — a-ao ouvir aqueles gritos, Taehyung acelerou o passo, só parando quando estava no meio do tumultuado.

Eram tempos difíceis, tempos de guerras! 1878 carregava consigo as marcas sanguinárias de uma luta por território, de homens que se arriscavam por seus países e por pessoas inocentes, assim como o seu pai.

— O-o que disse? — ofegante e com certo um esforço, ele passou pelas pessoas se achegando no homem ocidental. — Estados Unidos? — ele repetiu aquela parte específica.

— Só pode se alistar para o Estados Unidos se tiver nacionalidade lá. — respondeu curto e grosso, olhando sem muita importância para o jovem coreano.

Contudo, ele não sabia que aquele rapaz a sua frente, possuía dupla nacionalidade. U-um sorriso estupendo e quadricular tomou conta de seu rosto.

— É sério? E-eu tenho nacionalidade americana! — apontou com glórias a si mesmo. — meu pai é americano e serviu por anos, minha nossa. — Taehyung levou a mão até o rosto, não podia acreditar no que ouvia.

— E posso saber tua idade? — o homem replicou.

— Completei vinte e um essa semana — O jovem não cabia em si de tanta euforia e ansiedade. — Eu quero me alistar senhor, agora. — estava tão nervoso, que deixou os mantimentos no chão enquanto apoiava as mãos na mesa. — O que preciso fazer? Por favor, me diga?! — exclamou e notou os olhos do mais velho bambearem.

— Sabe que está indo para a guerra, não é garoto? — ele fez uma cara estranha, ao ouvir aquilo, Taehyung logo se recompôs.

— Sim, óbvio que eu sei. — tentou arrumar a sua postura, inutilmente.

— Seu pai é de qual estado americano?

— Estado da Georgia, nasceu numa cidade pequena chamada Mystic Falls. — voltou a falar estusiasmado.

— Lá tem uma base militar reforçada, você está com sua documentação aí?

— O quê? —Taehyung estava tão inerte que mal raciocinava direito. — Ah, sim.. eu volto daqui alguns minutos com tudo, pode ser?

A hipótese de sair daquele lugar e retornar para Mystic Falls nunca parecera tão palpável. Ao ouvir a confirmação inaudível dos lábios do outro, Taehyung correu com a sua bolsa por todo o restante do caminho. Desviou de algumas pessoas enquanto apressadamente percorria o trajeto, entre o vilarejo humilde da chamada Daegu.

 Ao adentrar a casa de repouso ele praticamente jogou a bolsa na mesa da cozinha e foi até o quarto onde ele e a irmã dormia. Ouviu o grito de Clair lhe indagar sobre a pressa, mas nem se deu ao trabalho de responde-la, ao chegar no quarto, retirou de debaixo da cama, uma pequena caixa de madeira onde havia os documentos dele e da sua irmã. Pegou os seus com cuidado e respirando profundamente alterado. Dançou os olhos por todas aquelas informações e as pôs no bolso da calça bege. Engoliu a seco fechando os olhos por um momento, seu interior ainda processava o que estava prestes a fazer. Dessa vez, levantou-se mais devagar, sabia que não poderia leva-la, sabia que Clair ficaria, a sua pequena irmã, sozinha!

Com um aperto na garganta ele retornou o mesmo caminho, vendo ao chegar na porta, a sua irmã sorrindo a mesa enquanto mastigava um simples pedaço de pão, ao lado daqueles idosos que ela tanto apreciava. Taehyung se manteve encostado no batente, em silêncio para não atrapalhar aquele momento que nunca parecera tão precioso. Queria leva-la consigo, mas não podia. Teria que fazer concessões e isto fez o seu estomago formigar.

Após alguns segundos que mais pareceram horas, ele se aproximou da mesa, se sentando ao lado da loira que comia tranquilamente, como se não houvesse preocupações plausíveis ao seu redor. Ela era uma garota esplêndida, tinha um coração enorme mas, ele não sabia se teria ou não uma conversa amigável com ela, não sobre este assunto.

Clair estava prestes a se levantar, mas foi impedida pelo braço do irmão.

— Ué, o que foi? — a mais nova não entendeu.

— Eu ainda não terminei de comer, fique comigo até acabar. — tentou enrolar.

— Já sei, você não quer tirar a mesa por isso está me alugando pra sobrar pra mim. — colocou a pequena mão na cintura, mostrando insatisfação.

— Não diga bobagens, só espere mais um pouco.

— hm — falou baixinho, desconfiada. Aos poucos as demais pessoas foram se retirando da cozinha, a mesa foi ficando cada vez mais vazia, até sobrarem apenas os dois irmãos.

Taehyung demorava para engolir o leite, todavia Clair parecia curiosa ou ansiosa para levantar dali logo.

— Hyung, eu não gosto de ficar parada. — ela cruzou os braços — posso ir agora?

— Você não entende.. — ele sorriu preocupado — só quero ficar um tempo com você.

— Fala como se fosse embora. — Clair disse da boca para fora, mas o impacto que ele sentiu foi como um tapa na cara.

— E se eu fosse? — ele disse devagar, tentando convence-la — ainda me amaria?

— M-mas que assunto.. — ela disfarçou, negando com a cabeça. — para onde você iria?

— Digamos... — ele mordeu o canto da boca, nervoso. — para os Estados Unidos. — a fala dele foi tão transparente que a irmã virou o rosto em sua direção, subitamente.

— Não, não pode fazer isso — ela sorriu de modo triste. — é loucura!

— Não é loucura, eu prometo que volto pra te buscar, Clair, isto é muito importante para mim.

— Por que é importante? — ela negou com a cabeça, sentindo-se amargurada só de pensar naquela hipótese. — N-não tem nada lá, vai querer encontrar o nosso pai agora? — ele percebeu o lábio da garota tremer. — Ele não merece esse esforço, e-ele nos abandonou, ele me abandonou mesmo antes de eu nascer e nunca mais voltou Taehyung, você sabe e viu o quanto nossa mãe sofreu por causa dele, eu não entendo! — A garota soluçou ao por a mão na boca.

— C-Clair, eu sei que ele foi um pai horrível, por favor não chore. — ele segurou no rosto da menor e logo percebeu as bochechas se avermelharem, assim como a ponta do nariz.

— E-ele pode ter sido um pai pra você... — ela disse derramando uma lágrima densa — mas não foi um pai pra mim, Taehyung..

— Eu sei, Clair, e é por isso que eu preciso ir! — ele acariciou as bochechas da menor buscando compreensão. — Eu me lembro claramente de coisas que você não sabe, nossa mãe nos ensinou a odiá-lo e até a renegar o nosso sobrenome, mas... eu não entendo o que aconteceu naquela noite. — a voz forte de Taehyung fez com que a loira segurasse em suas mãos, apoiadas em seu rosto delicado — Existe algo que não sabemos sobre o sumiço dele, e agora eu tenho a chance de descobrir.

— h-hyung...

— Não tenha medo, Clair. Você está segura aqui, não está? — ele indagou-a, recebendo um bico choroso. — Eu vou me alistar no exército americano, eu posso. — ele sorriu de modo bobo. — Você precisa confiar em mim, eu prometo que vou voltar um dia, não vou te abandonar.

— E-eu não quero ser abandonada de novo, Tae. — ela não segurou as lágrimas e o mais velho a abraçou forte. Apertou a irmã em seus braços fortes e valentes. Ela era o bem mais precioso que Taehyung tinha.

— Jamais faria isso. — ele sorriu de modo franco, apoiando o queixo no topo da cabeça da irmã — se pudesse, eu te levava na mala. — o comentário fez com que ela risse em meio as lágrimas. Afastou-se rapidamente para ver o rosto vermelho da caçula.

— Quanto tempo isso vai levar? — ela balbuciou ainda perto.

— Possivelmente, vai demorar. — Taehyung confessou. — talvez meses, ou mais de ano.

— Não me faça ir atrás de você — Clair fungou, meneando a cabeça negativamente — n-não me deixe esquece-lo.

— Eu sempre serei o seu Hyung.  Aigo, não chore assim, eu não gosto.

— E eu não gosto dessa ideia. — a mesma limpou o rosto com a manga da camisa que usava.

— Eu não vou te magoar, maninha. — ele sorriu olhando para aqueles olhos quase hipnotizantes de sua irmã, olhos que faziam o interior do mais velho vislumbrar com aquele que sumiu misteriosamente, deixando um buraco em seu peito e em sua família.

Nem que fosse para se vingar do próprio pai, Taehyung entraria naquela missão, tudo a procura de Damon.

Não demorou para que o jovem retornasse para o mesmo local. Andou de modo direto sem desvencilhar as vistas, até novamente chegar no tumulto. Entrou na espécie de fila até chegar a sua vez, e então voltou-se para o mesmo homem, que logo o reconheceu.

— Vim me alistar para o exército norte-americano. — falou firme retirando os documentos do bolso e estendendo.

— O seu nome? — o mais velho indagou de modo informal, vendo uma determinação diferente nos olhos do outro.

— Taehyung. — disse controlando a respiração alterada pela corrida até ali — Taehyung Salvatore.


Notas Finais


GENTEE AAAAA
O que acharam da Clair? E esse ideia do Taehyung, vcs aprovam? Será que vai dar certo?

Estou mt empolgada e espero que também estejam, por favor comentem abaixo o que estão achando e se tem teoria, eu quero saber viu kkk

Beijinhooos


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