1. Spirit Fanfics >
  2. Salvem O Reino - Interativa >
  3. Prólogo, parte dois; Quase na hora.

História Salvem O Reino - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: alebss

Notas do Autor


Oie, sumi né? Sempre falo isso, enfim. Tá aqui o prólogo tão prometido, fico bem feliz de ter terminado e já vou adiantando minhas desculpas. Não está tão grande, todavia o que importa é que consegui transmitir o que quero ( espero né ). E se ler algum errinho, perdões esses dias estão corridos e acabei revisando bem pouco. 'Tô falando demais, fique com a leitura e vejo vocês nas notas finais!!! Beijos!!

Capítulo 2 - Prólogo, parte dois; Quase na hora.


Floresta Obscura Do Leste, às 15:24 da tarde. 

O sol é o centro daquele enorme show de nuvens dançantes a favor do vento, sua plateia são as árvores de copas altas e cheias. Balançavam-se, aplaudindo o Deus Sol, que iluminava cada canto daquela triste floresta. Os poucos animais vivos seguiam sua rotineira de entardecer, complementando uma linda orquestra de pássaros cantantes e trotes dos grandes quadrúpedes. 

No meio dos troncos fortes uma sombra deslocava-se rapidamente de um canto para o outro. Um corvo de porte médio fugia, voando o mais rápido que conseguia. Esquivando dos galhos enfeitados de folhas verdes mortas, revisando entre esquerda e direita. Mesmo com todo o seu esforço, a sombra macabra ainda o seguia fervorosamente. Parecia adivinhar cada passo seu.  

Até que... Houve um silêncio. A ave pousou em uma pedra coberta de musgo e plantas, olhava inquieta para os lados tentando entender o que poderia ter acontecido. Quando menos lhe prestou atenção, a sombra surgiu de um arbusto, o agarrando. 

- Te peguei pequeno! - A voz forte, porém deveras delicada, exclamou. 

A sombra revelou ser uma bela moça, com seus prováveis dezoito anos. O corvo bateu suas asas em busca de escapar do “abraço da morte”, golpe nomeado pela garota. Soltou o animal, o deixando pousar novamente na pedra e a encarar. Era como se ele reclamasse internamente da brincadeira sem graça. 

- Ei, que cara é essa? - Apontou a mulher, levou seus indicadores até a plumagem preta suave do corvo e acariciou lhe. O pássaro pouco se importou, virando o bico e fechando os pequenos olhos. - Ah, qual é? Vamos. Me desculpe, não queria bagunçar suas lindas penas, Sir. 

A jovem percebeu que paparicar seu bichano não iria ajudar, então deitou preguiçosamente na grama alta daquele chão morno. A luz solar clareava seu rosto branco, ressaltando seus olhos castanhos vivos. Permitiu-se observar as poucas nuvens que as árvores deixavam visíveis, graciano suas pupilas com a visão das plenas folhas balançando e os diversos pássaros voando. Fechou sua abertura ocular, deixando os demais sentidos saborear aquele dia raro de calmaria e sol. 

- Será que conseguimos chegar até o riacho antes dos cervos-vermelhos irem embora? - Comentou a jovem para seu pequeno amigo. 

- Pobre coitado, isso já está preocupante. - Uma voz rouca soou sorrateira entre os sons leves da floresta.  

O dono da voz era Heisel, um garoto de pele branca e os olhos igualmente castanho aos da jovem. O comentário foi acompanhado de risadas descondensadas. Ao levantar e olhar diretamente para o rapaz, visualizou mais quatro jovens atrás de si. Todos riam dela e pareciam a julgar com o olhar, e realmente estavam fazendo isso. 

- Ele ‘tá conversando com o corvo, de novo. - Apontou um outro garoto, arrancando risadas dos demais. 

Em resposta, o animal curvou-se e abriu suas asas em tom ameaçador. O rapaz franziu o cenho e o outro fez uma careta infantil para o alado, o zombando. Pouco importou, o menino mais alto deu um tapa na nuca dos dois infantis, sinalizando para parar o ato de baixa classe. 

O pálido, líder daquele grupinho, pulou do pequeno morro de terra. Andou cuidadosamente até a menina, pisando sem dor nas folhas caídas das grandes árvores. A garota apertava a borda do vestido velho. Ambos se encaravam, uma luta ardilosa estava acontecendo ali e agora, todavia apenas eles sabiam disso. Os olhares corriam de baixo pra cima, analisando cada fibra do corpo do outro, mesmo já sendo conhecidos. Mesmo já tendo ciência de seus passados.

- Pensei que sua mãe era triste. - Começou Heisel.- Parabéns, você superou brincando com um rato voador.  

- Não meta a mamãe nisso. - Retrucou apertando os dentes. - Te garanto que, para um rato voador, Sir é bem mais educado que você. 

- Ah por favor, é essa a sua ofensa? Me comparar a um animal fedido?  

Com um sorriso falso, o rapaz sacou de seu bolso esquerdo uma arma prata, com detalhes de couro no cabo e seu cano achatado. Mirou no pássaro e, sem aviso algum, atirou, acertando em cheio no alvo preto. A ave caiu da pedra, duro e com um buraco no meio da sua plumagem escura. Foi tudo impressionantemente rápido. 

Grisel tinha teus olhos arregalados, estava petrificada. O assassino de sangue frio guardou seu resolver e virou-se para seus amigos, os quais riam e aplaudiam o ato doentio. Sem pensar duas vezes, sem ao menos raciocinar, a garota agarrou o cabelo liso do atirador e o puxou ao chão. Direcionando socos em seu lindo rosto. 

Em pouco tempo Heisel conseguiu parte da dominação, revidando os socos. O grupo pulava, gritava e ria com a briga dos dois adolescentes. Aliás, era a única diversão naquela pacata região. Chutes, socos, mordidas. Pareciam dois animais selvagens brigando por um pedaço de carne. Logo estavam deveras machucados. Com sangue em suas roupas e partes do rosto. 

Em minutos, a orelha de Heisel estava rasgada. Como se um pedaço pequeno fora arrancado por uma raposa faminta. A boca da outra adversaria está tão ruim quanto, com um corte atravessando um caminho do nariz até o queixo. Isso, pois os dedos magros do rapaz portavam dois anéis de prata.   

- Você bate como uma princesa. - Provocou. Recebendo um soco na barriga em resposta. 

Grisel tentou agilizar seus movimentos, dando uma rasteira mal calculada no adversário e sendo dominada ao cair no chão logo depois. O garoto não mediu sua força, e a acertou com mais e mais socos. A jovem soltou-se com um certeiro golpe na parte intima dele. Ambos em pé, cuspindo sangue e pronto para mais um round. 

 - Parem vocês dois agora!! - Uma voz estridente surgiu ao meio dos arbustos mal cuidados. A figura feminina andou em direção aos ensanguentados, segurando a barra de seu vestido para não arrasta na grama. - Ande! Grisel olha suas vestimentas! Heisel o que raios aconteceu com seu rosto? Ouvi o disparo e sabia que tinha alguma coisa a ver com isso, devolva a arma do seu pai, agora! 

- Por que caralhos eu ia te obedecer? - Respondeu rude, passando as costas da mão na boca, em busca de limpar um pouco o sangue.  

- Sou sua mãe, ou você ainda acredita que veio da cegonha? - Com acidez, a mulher arranco a arma do bolso de seu filho e a limpou com o pano pendurado em sua roupa. - Anda pra casa. Os dois! 

De cabeça erguida e com a feição emburrada, Heisel saiu de cena resmungando, não de dor e sim desejando todo o mal para a bendita intrometida. Sendo acompanhado por seus amigos, que agora estavam quietos e cautelosos. De certa forma, a figura materna podia parecer doce e meiga, porém sua voz alta e olhos amarelados é de colocar até o mais temível rei de cabeça baixa. 

Grisel andou até seu amigo com penas, agachando-se e sentindo um amargo na garganta. A mulher estreita se instalou ao lado de sua filha, olhou rapidamente para o ponto de visão da garota e esquivou o olhar. Por ter um estomago fraco para essas coisas. O que é curioso, pois já viu cenas muitos piores em seu ápice de vida.

- Então, foi isso que ele fez? - Sua pergunta retorica foi respondida da mesma forma, com um acenar lento de cabeça. - Irá querer fazer um enterro? 

O silencio a respondeu. A mãe, com cuidado, forçou a filha a levantar e sair de perto do corpo. Com suas mãos magras e ágeis, pegou um punhado de folha e jogou na ave. Deixando para a natureza, seguir seu ciclo antecipadamente. A floresta pareceu ficar mais escura, o vento marcava presença em seu funeral literário e o sol tentava fracamente permanecer para os últimos adeus. 

━━━━━━━━━━━━━━◇ ❈ ◇━━━━━━━━━━━━━━ 

Reino de Camelot, às 09:54 da manhã. 

- Um desviado? Você tem certeza? - Mulan pronunciou. 

- É o que me disse a voz. - A fala desencadeou olhares desconfortáveis, e só fez todos ficarem mais relutante no anúncio assustador. 

O mago acariciou sua barba e iniciou uma caminhada devagar, deixando todos confusos e buscando uma resposta inexistente. O rei Arthur limpou a garganta, chamou atenção de todos (menos a do feiticeiro) e passou a mão na testa. Um gesto que expressava vergonha, aliás chamou todos acreditando que o velhote teria uma bela apresentação. Engoliu a seco quando percebeu que os olhares fixaram nele. 

- Peço desculpas, sinto muito por desperdiçar o tempo de vocês. - Começou o homem forte. - Merlin claramente não está batendo bem da cabeça, e eu, ingenuamente, confiei que veria alguma informação útil. 

O discurso aclamou a atenção do conselheiro, que olhou desacreditado para o seu velho amigo. As palavras batiam em seu orgulho, maltratava seu ego. “Alguma informação útil”, a frase entrou sem permissão em sua mente e dançou com sapatos feitos de vidro em cima de sua dignidade. 

Ficou plantado no mesmo lugar enquanto ouvia e via o pequeno Arthur desmerecer seu serviço e dispensar a realeza.  Quando voltou a si, viu-se sozinho com o rei. As mãos grossas e grandes do homem apoiavam o corpo contra a mesa. Mantinha sua cabeça baixa e a respiração controlada.  

- Me diz que isso não é uma piada. - Com uma voz esperançosa, Arthur direcionou-se ao mago. 

- Não é. Acredite, se de alguma forma um descendente da floresta for a chave, ele precisa estar aqui. - Bradou Merlin.  

- Escute o que diz. Qualquer um que sai daquela miséria floresta não é merecedor de estar conosco. 

O conselheiro conteve-se, engoliu as palavras e ergueu sua postura. Deixando a sala batendo os pequenos pés no chão de mármore. O rei jogou seu corpo pesado na cadeira e respirou fundo, levando sua mão até sua testa e massageando os nervos. 

Passando pela grande porta aberta, observando o pequeno velho ir embora, uma mulher esbelta com cabelos claros e um rosto esculpido por Deuses. Guinevere caminhou até o rei preocupado. Alisando suas costas tensas e erguendo seu rosto. 

- Meu amor. - Disse Arthur, sorrindo e permitindo beijar os lábios salgados de sua esposa. - Onde esteve? 

- Cuidado do jardim, sabe que não sou chegada a reuniões. - Respondeu com plenitude, sentando em uma poltrona próxima. - E, pela sua cara, não parece que deu muito certo. 

O monarca disfarçou e desviou o olhar para as plantas atrás da moça. Puxou ar e buscou não demostra toda sua preocupação. Rebobinou o olhar a ela e desistiu, confirmou com a cabeça. Era, quase, impossível mentir para sua amada. Algo nele o força com um punhal em seu pescoço dizer apenas a dura verdade, o que não é tão ruim. 

- Merlin convocou a Enchatinys Peace, e me fez pagar um papel de idiota na frente de todos. - Levantou, com um movimento brusco, da cadeira dourada, andou até uma janela aberta e encarou a vasta paisagem. 

Paisagem calma de metade do castelo. Conseguia ver alguns criados andando, o sol clarear o pátio enorme. Tão grande que cabia uma árvore e diversos bancos espalhados. Deixou-se caminhar o olhar pela bela estrutura do castelo acinzentado, voando com os pensamentos em busca de relaxamento.

- E o que ele disse? - Acompanhou seu marido e juntou-se ao lado da janela, porém o olhando. 

O imperador pensou duas vezes, ou três, antes de olhar para a donzela e soltar um arzinho característico pelo nariz. Seus lábios cobertos com uma barba loira formaram um sorriso tímido. Interrompeu, assim que notou a cara confusa de Guinevere, estava realmente interessada. 

- Uma história biruta. Não vale a pena encher sua linda cabeça com isso. 

- Uma história biruta? - Questionou, todavia sem a espera de uma resposta. - Assim como ratos virando cavalos? Ou uma bruxa do mar roubando a voz de uma sereia? Talvez igual a de uma mulher virando sapo? 

Arthur gargalhou com a resposta certeira de sua rainha, a qual soltou um sorriso junto a ele. Perguntando se estava errada e recebendo diversos beijos pelo rosto, com respostas negativas a enchendo o ego. 

- Você nunca está errada. 

- Então, por que não acredita nele?  

A dúvida que deveria ser sorrateira e serena, cortou o grande homem em pedaços. ‘'Por que?’’. Porque é confiante o suficiente em achar que nada pode estragar o reino tão pacifico. Ou o reverso, talvez seja medroso em pensar que não seja tão suficiente assim. Por que não acreditar em um velho, o qual literalmente, o transformou em peixe e o jogou em um lago? Não tinha uma resposta corajosa. Naquele mundo, o impossível é sempre possível.

A calmaria fora parada pela própria mulher. Percebeu o olhar vago de seu amado, e sabia que ele teria uma vasta conversa com si mesmo e, claro, seus demônios interiores. Limpou a garganta e anunciou sua saída da sala, deixando um beijo molhado na bochecha peluda do rei. 

De volta a sala fedorenta. O mago arrastou um banco de carvalho escuro, subiu e esticou seu braço magro em busca de alcançar um livro de capa dura. Quando obteve sucesso, o apertou e desceu com cuidado do pequeno ajudante de madeira. Andou apressado até uma mesa bagunçada localizada no canto do cômodo.  

Não sabia com certeza o que procurava. Não é como se o livro mostrasse tudo claramente, dando de bandeja a solução. Porém, estava desesperado. Precisava de alguma coisa para se agarrar e manter como um pensamento inicial. As palavras dirigidas ao mago não estão erradas. Merlin não deu uma informação útil, ou sequer serviu de alguma coisa suas visões. 

Respirar fundo ou ficar magoado não iria ajudar em nada, então juntou um amontoado de livros e papeis antigos. Buscou em suas lembranças, consultou diversos métodos que jurava de pé junto que nunca iria consultar. E, no fim, a resposta lhe gerava mais dúvidas.  

Era como um labirinto, andava e metia de cara com uma grossa parede de incertezas. Quando achava o caminho certo, a parede batia em sua cara novamente. De tanto caça algo que podia servi como uma prova de que o velho louco não é louco, só acabava afundando mais em um lago frio e sombrio. Sem nada que pudesse usar como um barco, sem ninguém para estender a mão e o puxar para a superfície. 

━━━━━━━━━━━━━━◇ ❈ ◇━━━━━━━━━━━━━━ 

Floresta Obscura Do Leste, às 15:48 da tarde. 

A pequena casa é mobilada humildemente, pouco luxo e mais pele de animais como tecidos. Com dois quartos, sendo que um deles é juntado com a sala principal e o outro no andar de cima. A cozinha é pobre de utensílios e decorações, havia apenas o necessário e nada mais. A porta, de madeira clara, foi aberta com ferocidade. Entrou Heisel e, em sequência, Grisel e sua mãe, Evellyn. 

A mulher de altura mediana arrastou dois selins de madeira e posicionou no meio da casa. A jovem andou até um canto do local, onde encontrou um balde de madeira velha e quebrado na alça, pegou. O garoto abriu um armário da cozinha e tirou alguns tecidos de algodão surrados.  

Todos cometiam as tarefas, conversadas no meio do caminho, em silêncio. A menina encheu o balde com água e o arrastou até as cadeiras, o pálido locomoveu-se até os assentos e a figura materna voltou com linhas e uma agulha surpreendentemente limpa. Ficou erguida na frente dos jovens, apontou com a cabeça para os objetos, sinalizando uma ordem para seus primogênitos. Logo sentaram. 

Evel puxou um banco ferrado, pousou o peso de seu corpo e inclinou-se. Puxou sem cuidado a orelha do rude garoto, que reclamou baixo com palavrões. Analisou, por fim, molhando um pano limpo e passando, agora, cuidadosamente na região ferida. 

- Que horror...- Ditou com nojo. 

- Agradeça seu filho, esse monstro. - Rosnou Heisel para sua irmã, que demostrou satisfeita com o feito. 

- Era para estar pior. - Respondeu ela, voltando a limpar sua boca cortada. 

Ao terminar os cuidados do membro prejudicado do jovem, Evellyn prestou atenção a sua querida. Esticando-se e auxiliando em outras partes machucadas, em especial sua perna que tinha um grande corte. O rapaz andou até um espelho de moldura, limpando as demais partes sujas de seu rosto.  

- Não quero mais vocês brigando assim, entendeu? - Exclamou a velha moça, arrumou sua postura e olhou para a fuça maltratada dos dois indivíduos. - Algum dia desses vão acabar se matando. Seu pai não iria querer seus dois queridos filhos jogados em lama, arrancando pedaços um do outro. 

A casa ficou silenciosa. O garoto apertou o pano sujo de sangue na sua mão. Grisel olhou através da janela, tentado manter sua cabeça distante, sabia o que estava por vim. Heisel virou sua cabeça lentamente e mordeu seu lábio em um sorriso sádico. 

- “Queridos filhos”? Somos tão queridos por ele, mas... Cadê? - Fingiu ingenuidade, encenou uma procura falsa por algo ou alguém. Até que parou e encarou sua mãe. - Onde está esse velho arrombado? 

Evel ignorou facilmente o xingamento e se prendeu na frase que circulava sua cabeça por meses. “Onde está?”. Onde, pelos Deuses, estaria seu amado marido? Morto não estava, já teria encontrado ou ouvido falar. A resposta mais cruel é a mais óbvia, fugiu. Agora, com uma amante? Ou só não queria mais viver acorrentado com ela naquela casa capenga? 

-  Já disse para vocês. Seu pai foi em uma viagem... - Mentiu, mais para si mesma que para seus filhos. 

 - Mentirosa. Suja. Fraca. - Cuspiu as palavras na cara da pobre abandonada. 

Tais ofensas poderiam a atingir, se não fossem verdade. Fez algo pouco visto pelos menores, abaixou a cabeça e acariciou suas mãos esqueléticas. O pequeno, todavia, notável movimento chamou atenção de Grisel. Seus olhos castanhos observaram a imagem de uma donzela desolada, e subiu para uma imagem de um jovem perdido nas emoções. 

O clima ficará pesado. Então, sem menos se importar em avisar, a menina saiu do cômodo pela porta do fundo. Sendo acompanhada pelos olhares furiosos, de seu irmão, e tristes, de sua mãe. Quando sumiu, fora como um comando. Pois, Heisel apressou-se a cuidar dos ferimentos e a moça guardou os moveis. 

━━━━━━━━━━━━━━◇ ❈ ◇━━━━━━━━━━━━━━ 

Em alguma Floresta Obscura, às 22:22 da noite.  

A grande bola de fogo já estava deixando o palco, sendo substituída lentamente pela meia bola lunar. As nuvens sossegavam, já que o vento soprava fraco as folhas secas das arvores. Os animais escondidos pregavam os olhos, terminando mais um ciclo de produtividade e sobrevivência. 

A baixo da terra infértil havia um chalé. Esse é decorado com flores em suas janelas, um tapete convidativo na porta de entrada, seguida de um papel de parede alegre e puro. Porém, dentro da casa, a decoração passeava entre o rústico e o sofisticado. 

- Nunca dará certo! - Gritou uma voz aguda. Sendo abafada por uma mão em sua boca e acompanhada de um riso nada quieto. 

- Tenha um pouco de paciência, mulher! - A outra voz deu um tapa fraco no braço da primeira e continuou o gargalho. 

- Silencio vocês duas, nosso Merlin está trabalhando. - A terceira voz era bem mais desajeitada e seguia o mesmo padrão das outras. 

Com a ordem, as demais aproximaram-se da bola de cristal. A tal emitia a imagem do conselheiro fiel de Arthur cansado, com sua cara afundada em mais e mais livros. Uma das três vozes tremia o pé inquieta, olhando para os lados e tendo sua paciência esgotada.

- Quando esse rei imprestável irá aparecer? - Disse. 

- Espere, Ruby, já mandamos Guinevere falar com ele. - Respondeu impaciente a terceira. Agoniada com a pressa da irmã. 

- Oras, para mim está demorado demais. 

Levantou-se e andou até uma outra cadeira, essa mais pomposa e localizada em frente a uma lareira acessa. Deitou, esticando os pés e buscando se acalmar. A segunda voz tricotava com tecidos de lã colorida, vez ou outra encarava o mago e ria de sua desgraça. A terceira não tirava os olhos enormes da esfera de vidro, manipulando a imagem e alternando entre o sábio feiticeiro e o grande rei. 

Como um gato sendo atingido por um sapato velho, a terceira voz gritou suas irmãs. Batendo os pequenos pés na madeira e gargalhando atoa. Em um pulo, ambas se estreitaram ao lado da mesa redonda e vidraram o olhar na imagem gloriosa. O pequeno Arthur entrando na sala de Merlin. 

- Nós... Precisamos conversar. - A frase soou como um canto dos anjos para as três malignas mulheres. 

Dançaram, riam alto, bateram palmas e pés. Fizeram um pequeno carnaval. 

- Quietas! Quietas! - Pediu a segunda voz, voltando a atenção a conversa tão esperada. 

- Eu... É louco dizer..., mas acredito em você.  

Novamente a festa estava de pé. Cantarolaram, abraçaram-se e as risadas não paravam de ficar mais e mais estridentes. A terceira voz correu até um armário fechado, abriu e caçou um livro maior que seu colo. O levou e tacou na mesa. Folheou rapidamente e comemorou a sua achada. 

- Irmãs, preparem-se, pois nossa hora está quase chegando. 

As risadas acompanhavam uma à outra, podendo dar calafrios em qualquer um. A caverna, onde o chalé se encontrava, ecoava os gargalhos vitoriosos das bruxas para todos os animais que dormiam em paz. Anunciando brevemente o pesadelo que estavam prestes a presenciar. 


Notas Finais


Comente o que achou, sério podem me esculachar se achou uma bosta :D. Brincadeiras a partem sou sensível, tá? Mas comentem, isso me motiva.
Anyway, esses dois adolescentes problemáticos são meus bebes ( me julguem nenhum personagem meu é feliz ). Logo aqui em baixo estar o documento com algumas informações básicas sobre eles. Não se preocupem com o "e meu personagem? como vai agir com eles?", vou pegar essas informações em "desconhecidos". Caso queira ser mais especifico, pode ir lá na ficha e adicionar isso em "dados de relações", lembrando para detalhar !!! É isso, cuidem-se, bebam água e beijinhos !! ❤❤❤❤❤❤

Os Irmão Ruschel Schmid ;
https://docs.google.com/document/d/1dYmGVccTtvFk6eR4Zc-K3MHURWXklK4ePcUKoOawtWQ/edit?usp=sharing


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...