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História Samantha Johnson - Em busca do homem perfeito - Capítulo 94


Escrita por:


Notas do Autor


Pessoas lindas do meu coração!
Chegamos no capítulo três da nossa reta final!
Espero que gostem!

Capítulo 94 - Procurando uma saída


Samantha e Mason não se falaram mais depois daquele dia, ela também resolveu parar com as suas ligações insistentes e suas mensagens corriqueiras. Mesmo que ainda não soubesse se isso era uma boa ideia. Ele havia lhe pedido esse tempo, esse espaço. Sua dúvida era quanto tempo ele duraria.

Ela tentava se focar no trabalho. Estava finalizando seus trabalhos com Desmond que já estava com um outro assistente realizando as atividades chatas e burocráticas que, a não muito tempo atrás, enchiam as semanas e meses de Samantha. Se ele fosse como ela, dedicado e criativo, quem sabe também não seria reconhecido?!

Porém, mesmo tentando muito, focando em seu trabalho, na ocupação de sua sala, ela se pegava pensando nele. Em como queria ele naquela sala, ajudando-a a pensar, a escolher e principalmente, sorrindo para ela e a abraçando como só ele sabia fazer. Seu conforto e presença valiam tanto, que ela nem saberia expressar em palavras.

Conforme os dias iam passando, ela sentia apenas sua angustia crescendo. Samantha queria tanto falar com Mason, só que temia que ele reagisse na mesma forma que na última vez que ela o abordou. Seu coração ficou muito destroçado com a frieza e amargura dele e não queria passar por isso mais uma vez, não queria olhar em seus olhos e ver aquilo tudo de novo, a machucava saber que tinha lhe causado tudo isso. 

Isso tudo também a fazia pensar em Daniel, não no tempo que passaram juntos, mas em como, quando se separaram, ela não sentiu nem um terço da dor que sentia agora. Foi aí que teve certeza que não o amava, e agora, tinha certeza que do quanto amava Mason.

Por isso ficava incerta. Será que ele iria afasta-la para sempre? Será que não existiria mais volta? Era dessa forma que seu grande amor acabaria?

Eles quase não se encontravam pelos corredores. Como Samantha havia usado a sua última pasta para ele naquele dia, não havia mais motivos para se verem. Apenas momentos ocasionais onde o via andando pelos corredores ou entrando na sala de Desmond. 

Tudo ficava ainda pior quando, nesses momentos que o via, o encontrava na presença de sua nova colega de trabalho, Gwen. Sempre que o observava de longe, ela estava por perto e isso, a deixava ainda mais triste, porque sentia que agora que estavam separados, havia espaço para que outras pessoas entrassem em suas vidas.

Na sexta feira, no horário de café, Michael se tornou a companhia de Samantha, ficando ao seu lado nesse momento de turbulência. Sentados na sofá, bebendo seus cafés, ela compartilhava todas essas angustias, medos e incertezas, em relação ao seu relacionamento.

- Você sabe que não tem que ter ciúmes dele com a novata, não sabe?! Ela acabou de chegar por isso eles passam tanto tempo juntos... Ele está ajudando ela.

- É... – disse Samantha desanimada. – Disso eu sei, mas eles parecem se dar bem...

- Sim, isso é verdade, mas isso não significa nada! Não é como se você fosse ser substituída por ela. 

Samantha suspirou e Michael tocou na mão dela, disse olhando nos olhos:

- O que vocês tem não pode ser apagado em uma semana, vocês se amam! Vai ver, isso vai passar, vai acabar e estarão juntos de novo.

Michael fez uma pausa e depois continuou:

- Inclusive, se precisar de mim durante a viagem pode me ligar!

- Eu não vou fazer isso com você! – disse ela. – Você tem que aproveitar a viagem com o Connor e não se preocupar comigo.

- É impossível! – disse ele.

- Relaxe, eu tenho a Yumi e o David. Sabe que ele é ótimo nessas horas, para dar consolo em horas difíceis!

Michael a abraçou, fazendo-a sentir o seu carinho. Samantha sorriu, feliz com o consolo prestado por seu amigo.  Ela estava feliz por ter ele por perto, já que ele sempre a ajudava nas horas difíceis. David chegou um pouco depois. Ele estava livre e também estava preocupado com a amiga.

- Como você está? – perguntou ele se sentando ao seu lado e fazendo um carinho em suas costas.

- Já tive dias melhores... – respondeu ela bebendo seu café.

- Se isso ajuda, Mason também não está em seus melhores dias. Ele não está “normal”. Ele está bem mais quieto, quase não conversa, brinca ou até sorri. Ele também está sofrendo...

Saber disso era, para Samantha, um consolo e também um pesar, pensar nele sofrendo a deixava mal, mas saber que ele não estava aquém do que estava acontecendo, também lhe dava um conforto.

- Ele falou alguma coisa para você? – disse ela olhando bem para ele.

- Bem... – disse David.

David puxava em sua memória a conversa, realmente em um momento ele e Mason falaram sobre isso, quando tudo aconteceu. Mason despejou sobre ele sua raiva, sua indignação e sua frustração diante daquela descoberta. Mas, depois desse momento, ele não havia se aberto mais. Ele tinha se fechado, como uma ostra, quando a raiva passou e o que ficou foi a tristeza. 

Mason não costuma compartilhar seus sentimentos, principalmente a suas tristezas. Ele apenas guarda para si, enfrentando um dilema profundo e emocional. O silêncio era seu aliado nos momentos de dificuldade e essa vez, não era uma exceção. Por isso mesmo, tudo que ele tinha para responder para ela era um grande:

- Eu não sei o que está se passando com ele. Se eu toco no seu nome ele foge, desvia... por isso apenas temos pequenas e rápidas conversas. Como eu disse, ele também não está feliz.

- Eu tentei falar com ele também sobre isso, mas ele praticamente fugiu de mim.

- Eu sinto tanta falta dele meninos... E eu não sei o que fazer. Foi só uma semana, mas lidar com essa distância é tão horrível... Ficar sem falar com ele, sem saber o que será de nós... Isso me mata!

Ela disse isso, com toda a sua frustração. Samantha sentia como se estivesse presa em um labirinto, procurando uma saída, onde, dependendo da direção que ela pegasse, acabaria voltando para trás e se perdendo mais ainda.

- Vocês vão se resolver, eu tenho certeza! – disse David.

- E se você sente que precisa: procure ele, converse com ele... – disse Michael.

- Mas e se ele não quiser me ver? Se for cedo ainda? – disse ele. – E se não for a hora certa? 

- Só você vai saber Sam!

David concordou com Michael e os três ficaram mais alguns minutos juntos e depois voltaram ao trabalho. Samantha ainda pensava nas palavras deles, se questionando se realmente era a hora certa. Isso ficou rodando a sua cabeça e a perseguiu durante todo o trabalho.

Depois do expediente, Samantha não queria ir para casa e ficou andando pelo bairro, olhando o céu de São Francisco ficar cada vez mais escuro com a chegada da noite e da chuva.

Ela passou na frente do bar, aquele, que ficava perto de sua casa e que, em tantas outras vezes encontrou Mason fosse por acaso ou fosse em um dia marcado para beberem e jogar sinuca com seu irmão e amigos. 

Como um inseto atraído pela luz, se encaminhou a ele, sentido toda aquela nostalgia tomar conta de si. Sentou em uma pequena mesa, no canto e pediu uma cerveja, olhando as pessoas jogando, alegres, em volta de uma das grandes mesas de sinuca. 

Aquilo a lembrou da primeira vez que parou lá. Em como ela se sentia perdida na hora que entrou e em como tudo ficou melhor na hora que Mason veio até ela. No começo, se sentiu sem graça, mas ele a fez sentir tão à vontade, que as horas passaram além de sua conta. Ela estava feliz demais para encerrar a noite. 

Eles conversaram, brincaram e pela primeira vez, ela quis que seus lábios se tocassem os dele. Foi também naquele mesmo bar que ela disse, olhando nos seus olhos que queria ficar com ele.

Ela pegou sua lista, aquela que havia causado tanto mal e olhou. Tudo que ela sentia era arrependimento de ter feito aquele papel, aquilo serviu apenas para iludir a si mesma, prende-la em algo que não valia a pena. Aquilo não tinha valor algum e ela queria tanto falar isso para Mason...

Michael e David lhe disseram que ela saberia a hora certa, e agora, a única coisa que ela sabia era que não conseguiria ficar mais um final de semana inteiro com tudo isso entalado em seu peito e em sua garganta.

Decidida, ela se levantou da mesa do bar e resolveu ir atrás dele. Ela amava ele, mais do que ela pensou ser capaz de amar um homem, não podia deixar que ele simplesmente a afasta-se. Tinha que fazer alguma coisa. Se ele a mandasse embora mais uma vez, aí ela teria que pensar em como continuar, mas saberia, pelo menos, que fez o que estava ao seu alcance...

Saiu do bar vendo a chuva cair pesadamente, os pingos eram grossos e o barulho no céu indicava que seria uma longa noite de tempestade. As pessoas que estavam na rua corriam pela calçada, em direção a táxis e os carros pareciam todos com pressa, loucos para avançar, provavelmente em direção ao conforto de seus lares.

Samantha era mais uma entre aquela confusão. Ela tentava, com muita dificuldade arrumar um táxi. A água encharcava seus cabelos e esfriava sua pele. Depois de muita luta, ela finalmente entrou em um táxi, pedindo para que ele dirigisse até o apartamento de Mason. Considerando a forma como tinham sido seus últimos dias e a tempestade que se fortalecia, ele estaria lá.

Porém, o clima não parecia estar em seu favor em todos os aspectos. O trânsito ficava mais intenso conforme se aproximavam do centro, assim como, já se identificava aquele trágico problema de ruas alagadas. É incrível o estrago que se tem em uma chuva que começa tão de repente, de forma tão intensa.

O motorista tentava contornar tudo aquilo e Samantha sentia uma grande ansiedade conforme via que seu destino se aproximava. Ao mesmo tempo que estava tão perto, parecia muito longe, já que o motorista precisava fazer alguns contornos para chegar lá perto por causa das ruas alagadas...

- Moça, para chegar onde a senhorita quer ir vamos ter que dar uma volta, que têm várias ruas alagadas. - disse ele olhando para um aplicativo de celular.

Samantha lamentou, sabia que estava perto de onde Mason morava. Quem garantiria que eles não teriam que fazer mais um volta, como já haviam feito tantas naquela noite? Ela queria chegar lá e logo. Seu coração pedia por isso. Por isso mesmo, tomou a decisão mais impulsiva de todas daquele dia.

- Eu vou descer aqui então! – disse ela para o taxista.

- Mas moça, está chovendo bastante...

- Tudo bem! Eu estou perto! – disse ela.

O motorista assentiu e a deixou na esquina, perto de seu destino. Samantha seguiu, quase correndo pelas ruas, tentando se esconder da chuva embaixo de sacadas que encontrava no caminho. Ela já conseguia ver o prédio de Mason, no final de sua vista, ela estava muito perto.

A rua ao seu lado estava praticamente alagada, a água estava alta e eram poucos os carros que se aventuravam nisso, correndo o risco de terem grandes problemas depois, somente os loucos colocariam seus carros nelas.

Um desses loucos, provavelmente agindo tão impulsivamente quanto Samantha, passou ao lado dela, em uma velocidade quase questionável para o clima. Que tipo de pessoa dirige assim, tão rápido entre ruas cheias de água?

Samantha não estava presando atenção nos carros, apenas em seu destino, mas um deles a viu e parou perto da calçada. O motorista desceu foi até a sua direção, andando no meio daquele forte chuva a chamando:

- Sam! – disse ele tentando atrair sua atenção.

Quando ela se virou para ver quem a chamava, estava diante da única pessoa que ela queria ver naquela noite.


Notas Finais


O que acharam?
Quem será que está lá?
Preparadas para o penúltimo capítulo?
Comentem!


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