História Same Mistake - Bang Chan - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan
Visualizações 18
Palavras 2.542
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Venho aqui mais uma vez no mesmo dia, postar outra sad, mas desta vez, realmente sad.
Espero que não fiquem bravos comigo!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Com certeza eu estava fadada ao desastre, ao caos, ao drama, à tragédia. Não era possível que o destino seria tão cruel comigo, ou até mesmo com ele. Não havia feito nada para aquele tipo de coisa acontecer conosco.

Mas como uma brincadeira do universo, aconteceu. Após os mesmos erros serem cometidos diversas vezes, como se estivessemos presos em um círculo infinito de atitudes iguais, veio a tragédia, apenas para provar que não se deve brincar com o destino, não se deve desafiá-lo.

Naquela noite fria eu estava novamente deitada na minha cama, me movimentando apenas para buscar certo conforto em alguma posição no colchão, mas nada parecia suficiente, eu queria estar em seus braços novamente, queria poder sentir seu cheiro novamente, não vindo de uma de suas camisetas jogadas nas minhas gavetas, os panos já tinham perdido parte do perfume e isto era um sinal de que ele havia ido há muito tempo, sem nenhuma previsão de volta, isso eu tinha certeza.

O inverno castigava qualquer corpo mal coberto, e mesmo eu estando de pijamas compridos e cobertas, sentia meu corpo gelado, exatamente como o dele da última vez que o toquei. Seus dedos antes tão quentes, daquela vez estavam completamente gelados e nada convidativos como antes.

Eu não segurei sua mão, não tentei impedi-lo de partir. Apenas lhe dei minhas costas, escondendo o meu próprio sofrimento e deixei que ele partisse sem nenhum tipo de protesto. Talvez, esse tenha sido o meu maior erro naquela noite. Deixar ele atravessar por aquela porta sem saber seu destino, sabendo que ele não iria querer companhia de ninguém, sabendo que provavelmente ele não voltaria pra casa tão cedo.

Meu coração se apertava a cada segundo, como se fosse um aviso de que algo ruim, muito ruim estava para acontecer, mas ignorei, eu sempre me sentia assim quando ele estava longe por muito tempo e eu não tinha notícias.

Alcancei meu celular no móvel ao lado da cama e o destravei, era óbvio que uma foto nossa ainda era meu plano de fundo, minhas esperanças de que um dia ele voltasse ainda continuavam vivas, apesar de tudo. Deixei uma lágrima solitária escorrer pela minha bochecha, eu precisava daquilo, precisava me lembrar do quão feliz ele podia me fazer, de quantos sorrisos bobos ele havia arrancado de mim, do quanto eu sentia saudades dele e de suas idiotices.

Meus dedos automaticamente se moveram para as fotos, aquelas que guardavam momentos, sentimentos, risadas e muitas, mas muitas lembranças. Era quase um ano de memórias registradas bem ali, no aparelho eletrônico. Decidi começar desde o início, desde quando eu colecionava fotos suas, sorrindo, concentrado, rindo, comendo, dormindo, fazendo qualquer coisa que eu achasse digna de um registro fotográfico.

Eu conseguia sentir meu coração se tornando minúsculo a cada segundo, a cada foto que passava, meu choro já não era mais controlável, eu mal conseguia respirar, mas aquilo não importava. Eu queria voltar no tempo, consertar tudo a partir do momento que começou a dar errado, mas eu não podia e devia sofrer com as consequências dos meus ato.

Meu celular travou em uma foto colorida, aquela havia sido a primeira foto que decidimos tirar juntos, também a primeira que usamos para oficializar para nossos amigos. Estávamos em um boliche e os uniformes que nos fizeram usar eram ridículos, com certeza eu tinha que registrar aquilo, o que acabou em uma foto incrivelmente linda e ambos com sorrisos do tamanho do sol.

Chan tinha um brilho tão maravilhoso nos olhos, até mesmo seu sorriso emanava isso, qualquer pessoa ao lado daquele australiano com certeza sentiria-se iluminado e feliz, e era daquela forma que eu me sentia naquela foto. Eu me sentia amada, ele sempre teve esse efeito sobre mim, sempre me fez acreditar que eu era única. Era um sentimento perfeito e eu queria isso de volta com todas as minhas forças.

As próximas fotos eram com nossos amigos, em hamburguerias, shoppings, restaurantes, na rua, em baladas e fazendo brincadeiras em algum apartamento, eu conseguia me lembrar de cada piada, cada zoeira feita em cada um daqueles momentos, eu queria voltar e poder ouvir a risada deles novamente, mas de novo, eu não podia, estava presa naquele momento ruim.

Deixei alguns vídeos tocarem, na maioria deles algum menino estava fazendo alguma estripulia, quase se machucando e eu gravava dando risada de tudo, podia ouvir uma outra voz feminina dizendo “cuidado” e conseguia identificar que era a namorada de Jisung, ela sempre fora a mais responsável de todos nós, mas no fim, sempre fazíamos besteiras para nos divertir.

Chan também avisava para termos cuidado, Jeongin tentava se pendurar em uma barra de ferro em um parquinho perto do meu apartamento, com certeza aquela não era a melhor ideia, já que se ele caísse, com certeza machucaria o tornozelo ou os braços, mesmo assim Seungmin e Hyunjin o ajudavam a subir. Agora, sabendo o resultado daquilo, eu tinha plena certeza que Chan estava certo, eles deveriam ter parado quando foram avisados.

Uma foto denunciava o resultado daquela brincadeira, Hyunjin com uma bochecha vermelha e Jeongin com um gesso no braço direito, ele havia caído em cima de seu hyung, que amorteceu sua queda e fez com que o mais novo apenas quebrasse o braço ao invés de acontecer algo pior. Me lembro das brincadeiras de Hyunjin dizendo que seu lindo rosto estava arruinado, mas pelo menos ele havia salvo o maknae.

Diversos momentos me atingiram como balas, certeiras em meu coração. Fotos de Christopher trabalhando eram as que mais me destruiam, ele amava tanto aquilo que era incrivelmente maravilhoso ficar o encarando por horas concentrado naquilo que ele fazia, não havia apenas fotos dele, mas também de seus incríveis desenhos, eu era apaixonada por cada traço e podia nomear cada trabalho seu.

Nossa próxima conquista foi sua primeira ilustração publicada, ele havia trabalhado com um autor “anônimo” para criar todas as suas personagens em formato de desenho, Chan foi a cabeça de tudo, ele estava tão orgulhoso daquilo, ele amava cada personagem com todo o seu coração, amava mais ainda passar horas em seu estúdio criando as cenas, tirando suas ideias de sua cabeça e as colocando no papel.

Eu amava ficar sentada em uma poltrona, com uma boa caneca de café o encarando, ele ficava tão lindo fazendo bico concentrado, eu era totalmente apaixonada por qualquer coisa que Christopher Bang fizesse.

Isso, pelos primeiros seis meses de namoro. Daí pra frente já não eram mais flores e chocolates, passaram a ser cactus e no máximo chocolates amargos.

Não havia um dia sequer que conseguíamos passar sem brigar, sem contar aqueles em que não estávamos nos falando. Não havia uma noite em que não dormíamos com raiva um do outro, um no sofá e o outro na cama, a não ser as noites em que resolvíamos nossas pendências na cama.

Aquilo ficou cansativo, repetitivo, virou rotina. Qualquer um que nos conhecia, sabíamos que não estávamos em nosso melhor momento. Eu preferia passar mais tempo trabalhando em minha própria casa à ficar com ele por perto, e com ele, não era muito diferente.

Logo suas viagens misteriosas se iniciaram, toda semana um novo destino o qual eu nunca fazia a menor ideia, já que ele não se dava ao trabalho de me comunicar, nem quando ia, pra onde ia ou quando voltaria. Passávamos semanas sem nos encontrarmos, quando o fazíamos, acabávamos na cama, matando toda aquela saudade de nossos corpos.

Mas aquilo não era o suficiente. Ambos sentíamos saudades daquele casal meloso e amoroso de meses atrás, tentamos, diversas vezes voltar ao que éramos, mas simplesmente aqueles dois adolescentes apaixonados já não existiam mais. O sentimento nunca mudou, sempre foi o mesmo, ainda nos amávamos demais, só não sabíamos como fazer aquele sentimento funcionar entre nós.

Algumas fotos ainda existiam, de momentos em que estávamos felizes e bem. Havia uma foto minha que eu não tinha nem ideia de quando havia sido tirada, eu estava dando risada, vestia apenas uma de suas camisetas e em uma das minhas mãos estava minha típica caneca, provavelmente de café.

Meus dedos deslizaram pela tela, sentia saudade daquele sorriso verdadeiro habitando meus lábios, fazia algumas semanas que ele não aparecia e não tinha muito motivo para que ele aparecesse.

A próxima foto com certeza era a minha favorita. Foi tirada enquanto ele dirigia, nos nossos últimos tempos de paz, ele havia prometido uma viagem para podermos ter tempo apenas para nós dois, o que foi maravilhoso.

Reavivamos tudo que um dia tinha morrido, eu podia sentir aquela alegria de novo, eu não tinha vontade de me afastar dele, e nem ele queria se fechar novamente. Era como se tivéssemos conseguido consertar tudo entre nós, tudo voltou a funcionar, voltamos a viver sempre juntos, saíamos, tínhamos encontros bobos, ríamos de coisas idiotas, nos divertimos muito.

Aquela foto era perfeita, Chan estava tão concentrado na estrada, seus olhos fixos para frente, apenas um de seus braços apoiados no volante de forma despreocupada e sua outra mão provavelmente estava em minha coxa fazendo um carinho gostoso, o sol ao fundo deixava sua pele e seu cabelo ainda mais claros, mas o transformaram em uma perfeita obra de arte.

Eu queria aquilo de volta, a próxima foto era dele falando, provavelmente reclamando que eu estava tirando fotos suas sem deixá-lo saber, mas eu não me importava, ele era lindo de qualquer forma e eu queria agir como uma boba apaixonada.

Abracei o celular ao passar para a próxima foto e também última, ele sorria mais do que qualquer coisa, ele finalmente havia comprado uma aliança de compromisso para nós e estava todo orgulhoso de ter feito tudo sem precisar da ajuda de outras pessoas, e eu estava feliz com isso, não era um sonho meu, mas era dele e eu ficava mais do que feliz de realizá-lo.

As lágrimas continuavam escorrendo, molhando meu travesseiro e cabelo, eu começava a sentir frio no rosto, mas nada daquilo me importava a não ser ter Chan de volta. O aparelho tremeu contra meu corpo e fez um barulho estranho, me assustei e acabei engasgando em um soluço.

O nome brilhante fez meu coração perder um pulo, minhas mãos começaram a tremer e novamente aquele sentimento ruim me preencheu, por mais que tentasse me convencer do contrário, algo bem no fundo, me dizia que eu não devia mais criar esperanças.

“Woojin-ah” brilhava na tela, e minhas mãos estavam congeladas demais para atendê-lo, eu não tinha forças para me movimentar, meu choro a cada segundo aumentava mais e mais, a ponto de ser impossível ler qualquer coisa que aparecia no aparelho, minha cabeça rodava e eu sentia meu mundo desmoronando a cada pequeno milésimo de segundo, como se um abismo se abrisse debaixo dos meus pés.

- Alô? - atendi trêmula, Woojin sabia muito bem do meu estado e não estava nem um pouco chocado.

- Acho melhor você vir... - ele suspirou e isso fez com que meu coração diminuísse ainda mais. - O mais rápido possível...

Não consegui nem pensar em minhas próximas ações, só lembro de estar entrando no primeiro táxi que apareceu na rua e lhe dando o endereço, eu havia pego um casaco, mas não tive cabeça para vesti-lo, meu corpo naquele momento nem sentia frio, minha adrenalina estava alta demais para me fazer pensar em alguma coisa além de chegar logo.

Paguei a corrida e saltei do carro, Hyunjin estava fora do hospital, sequei os olhos e o olhei rapidamente, ele tinha um cigarro entre os lábios e eu me assustei, Hwang nunca fumava... Pelo menos, não se alguma coisa ruim não tivesse acontecido.

Não me dei ao luxo de parar para cumprimentá-lo, ou dizer qualquer coisa, apenas corri para dentro do estabelecimento, as recepcionistas sorriram minimamente pra mim quando liberaram minha entrada, eu sentia a pena de cada um que passava por mim e odiava isso.

- Ela chegou... - Felix anunciou ao me ver dobrar o corredor.

Nenhum deles tinha uma cara boa, todos estavam com os rostos inchados e vermelhos, procurei um pouquinho de esperança em alguém, mas não encontrei. Changbin me olhou e apenas balançou a cabeça, naquele movimento eu entendi tudo.

Minhas pernas perderam toda a força, meu maior pesadelo acabara de se realizar na minha frente e eu nem estava ali... Senti meu corpo ser amparado por alguém, mas eu não conseguia distinguir os rostos, todos estavam borrados por conta das lágrimas e da tontura.

- Vai ficar tudo bem. - Minho parecia ser o mais calmo naquele momento me abraçou, seu abraço era apertado, quase reconfortante, mas não chegava a meu coração, não diminuía a dor que eu sentia naquele momento.

Woojin apareceu atrás do mais novo e estendeu a mão para mim, me sentando em uma das cadeiras azuis de espera. Diversos soluços saltaram da minha garganta sem a minha permissão, eu acharia minha atitude ridícula se não estivesse com tanta dor.

Olhei para o mais velho a minha frente e esperei alguma explicação, mas ele apenas tentou sorrir, apesar dos olhos vermelhos e de suas mãos tremendo, ele tentava me acalmar, pelo menos o mínimo.

- Os médicos não sabem dizer o que aconteceu... - ele começou. - Quando você saiu ele estava bem, não teve nenhum tipo de recaída o dia todo, todos estavam até otimistas... Mas algo aconteceu e...

- Não pode ser verdade! Ele apertou minha mão! - esbravejei baixo, minha voz não conseguia ser mais alta que aquilo.

- Por isso ninguém sabe dizer...

- Posso vê-lo? - questionei o cortando, não precisava de uma explicação, só queria ter certeza que não havia esperanças.

Um enfermeiro se aproximou e me levou até o quarto que ele estava deitado, ligado a tantos aparelhos, furado em tantos lugares que era impossível contar. Fiquei sozinha dentro daquela sala, era mórbida demais, como se não houvesse nenhuma vida ali, diferente de quando estava cheia com os meninos e suas brincadeiras.

Alguns balões continuavam cheios por ali, presos a sua cama, mas já não tinha mais o mesmo brilho de quando eles os ganhou. Seu rosto tão perfeito estava arranhado, roxo e cheio de marcas avermelhadas, seu lábio continuava inchado e meu coração doía cada vez mais quando eu notava um novo machucado, talvez causado pelas tentativas de reanimá-lo.

- Oi... - segurei sua mão, ela estava gelada de novo, mas dessa vez estava mole, sem vida. - Talvez você ainda esteja me ouvindo... Talvez aconteça um milagre com a gente... Pra ver se nós aprendemos. - apertei seu braço, esperando que houvesse algum tipo de resposta, nada.

Deixei diversas lágrimas escorrerem, aquele seria o fim? Aquele era o nosso destino? Separados por consequência de nossos próprios atos?

Uma última lembrança atravessou minha cabeça, a primeira vez que ele me disse “eu te amo”. Ele estava tão nervoso, até parecia que iria me pedir em casamento, ele fez todo um evento para aquilo e foi ali que eu tive certeza que Bang Chan seria o homem para toda a minha vida.

Brincadeira do destino. Não era.

Voltei para a sala de espera e encontrei os médicos perguntando se os meninos haviam decidido algo.

- Podem desligar... - abaixei a cabeça. - Doem tudo que for possível, ele iria querer assim...


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se sim ou se não, pfvr comentem o que acharam!


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