História Same Mistake - Capítulo 54


Escrita por: ~

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Categorias Álvaro Morata, Cristiano Ronaldo, James Rodríguez, Karim Benzema, Luka Modric, Marcelo Vieira, Sergio Ramos
Personagens Cristiano Ronaldo
Visualizações 580
Palavras 1.519
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de milhares de anos eu voltei.
Boa Leitura!

Capítulo 54 - Capitulo 54


Fanfic / Fanfiction Same Mistake - Capítulo 54 - Capitulo 54

1 de setembro de 2017: 

Lisboa, Portugal: 

Pov. Cristiano Ronaldo: 

Depois de mais um treino pela manhã eu segui para o aeroporto, junto a Ricardo, e embarquei para Lisboa. Aquela viagem de poucas horas sempre fizera parte dos meus roteiros de viagens a negócios e até mesmo a descanso, mas dessa vez era diferente. Hoje eu não estava indo para uma reunião ou para um dia de descanso, hoje eu estava indo fazer uma das coisas mais importantes da minha vida. Eu estava indo para Lisboa me casar. 

Depois que finalmente um de nós teve coragem de jogar as cartas na mesa e posteriormente eu tive a coragem de pedi-la em casamento, eu sofri durante um mês inteiro. Eu queria ter casado com ela no dia seguinte que nos acertamos, mas infelizmente tínhamos alguns papeis para nos impedir. 

Joana, Júnior, Mateo e Eva haviam embarcado ontem e já estavam em solo português de forma discreta, junto aos pais dela e da minha família. Até agora eu não consigo entender o que aconteceu para que todos passassem a "aceitar" Joana de forma respeitosa. 

-Aperta o cinto, gajo, vamos pousar. - Ricardo me avisa. 

Sinto um frio na barriga e aperto meu cinto de segurança. 

Quando o avião tocou o solo, ao invés de ficar mais calmo, eu fiquei mais nervoso. 

-Ela estará lá, não precisa ficar pilhado. - ele fala ao descermos do avião. 

Ricardo se redimiu comigo, com Joana e principalmente com Claudia. Ele será uma das minhas testemunhas no "caso Jorge Mendes", mas não quero lembrar disso agora. 

-Eu sei que ela estará lá, mas... eu não consigo ficar calmo. 

-Marisa disse que está tudo ok, a segurança em torno das dependências do Sporting foi redobrada, o pequeno coquetel estará perfeito no Pestana hotel e a volta para casa também já está acertada. - ele comenta.  

-Certo. Tudo vai dar certo hoje. - tento me acalmar mesmo sabendo que não daria certo. 

Seguimos do aeroporto direto para o Pestana, só que para o meu descontentamento eu não encontrei Joana lá e nem as crianças. 

-Por que eles não estão aqui? - pergunto a minha mãe. 

-O noivo não pode ver a noiva no dia do casamento. - ela me responde sorrindo. 

Solto o ar pela boca. 

-Ela deve estar finalizando o tempo dela de noiva, acho bom você ir se arrumar para não atrasar tudo. - ela me aconselha. 

Pelo o que eu pude ver, tanto minhas irmãs, quanto ela já estavam maquiadas e com os penteados prontos. 

-Não vou atrasar nada.  

Vou para o meu quarto e corro para tomar um banho e vestir meu terno. Estava terminando de alinhar meu cabelo quando tive que abrir a porta do meu quarto para minha mãe. 

-Dizem que é o pai quem deve conversar com o noivo nesse momento, mas como o seu está ausente fisicamente, eu farei as vezes dele. 

Minha mãe já estava completamente pronta, trajava um macacão tom verde e um blazer branco por cima. 

-Hoje é mais uma etapa que tu irá concluir. Vai deixar de ser um homem solteiro, para ser um homem casado. - ela começa. 

eu dividia minha atenção entre terminar de pentear o cabelo e prestar atenção no que ela dizia. 

-A partir de hoje você começará a viver sua vida a parte de nós. Ela e os seus filhos, serão sua família e nós, mãe, irmãos, passaremos a ser seus parentes. Eles em primeiro lugar e depois todo o resto. 

me surpreendo com o que ela falou. 

-Por que está dizendo isso? Eu nunca... - ela me interrompe. 

Ela sorri e fala calmamente. 

-Eu sei que você nunca irá nos abandonar ou esquecer e fico muito feliz por isso, mas eles, a partir de hoje, serão a sua prioridade. Eles estarão com você em todos os momentos, bons e ruins, serão o seu suporte e a sua maior fraqueza... não pense que está sendo fácil para mim dizer isso, porque não está sendo. - os olhos dela estavam marejando. 

-Mãe... - ela não me permite falar. 

-Você é o meu caçula, foi o que primeiro partiu de casa, o primeiro que demonstrou precisar mais de mim e... ainda é dolorido ver que você cresceu longe de mim para mudar nossas vidas e eu não pude acompanhar seu crescimento. É estranho ver o meu miúdo não precisando da minha ajuda ou dos meus conselhos e muito ruim saber que você não precisa mais de mim. 

-Mãe, eu sempre vou precisar de você. - me aproximo dela. 

ela pousa a mão sobre o meu peito e sorri. 

-Mas ao mesmo tempo que dói, é um alivio. É bom saber que você estará bem amparado. 

Acho que agora é a hora de matar minha curiosidade. 

-Por que de repente vocês passaram a tratar Joana com respeito? - sou direto. 

Ela mexe a sobrancelha. 

-Ela me enfrentou, não porque eu a ignorava ou por alguma besteira. Ela me enfrentou porque queria um ambiente melhor para as crianças, sem hostilidades ou coisa do tipo... o ato dela me fez pensar. Se ela apenas quisesse o seu dinheiro ou tentar ter a imagem de "mãe", ela não me buscaria para uma conversa, ela me deixaria continuar com a minha birra sem se importar com você ou as crianças. Ela me deixaria perder "credibilidade" com você e aos poucos eu estaria fora da sua vida, mas não, ela me deu a ultima chance para acordar. 

Estou para lá de surpreso. 

-É difícil lidar com o fato de que hoje tu irá procurar ela quando tiver problemas ou precisar de conselhos, mas é bom saber que ela fará isso porque gosta de você. 

-Eu amo ela, amo muito mais do que poderia imaginar e... como você disse, provavelmente você estaria fora da minha vida se continuasse indo contra ela. - sou sincero. 

Joana era o conjunto da obra, me entendia, me fazia bem, fazia bem aos meus filhos e eu não a tiraria da minha vida. 

-Ainda bem que deu tempo de fazer o certo. - ela deixa batidinhas no meu peito. 

-Sim, deu tempo para muitos de nós. - deixo um beijo na testa dela. 

-Agora passa o perfume e vamos, já liguei para a mãe de Joana e ela me disse que todos lá já estão prontos. 

Meu coração acelera ao saber que Joana já estava pronta. 

Borrifei o perfume em mim e seguimos para as dependências do Sporting. Lá encontramos meus irmãos, sobrinhos e aqueles que aos poucos voltavam a ser meus amigos. 

Quando os pais de Joana entraram com Eva e Mateo nos braços, meu coração parecia que ia saltar pela boca. Ela entrou logo em seguida com Júnior e eu consegui entender o que eu ouvi tantas vezes de companheiros e ri por achar clichê. Eu me apaixonei de novo, pela mesma mulher, mas de uma forma diferente. Eu não sabia explicar, eu só sentia algo diferente e aquilo me fez entender que nem todo o clichê era ruim ou uma fantasia. 

O juiz pediu permissão para começar, mas eu nem prestava atenção nele. Eu não conseguia parar de prestar atenção nela ou no Júnior. Ele era o único dos nossos filhos que estava, de certa forma, entendendo o que estava acontecendo ao seu redor e aquele sorriso enorme que estava estampado no rosto dele era a maior prova de que tudo estava certo. 

Finalmente nossas testemunhas foram chamadas. Claudia foi a de Joana e minha mãe foi a minha. Depois que riscamos aquele papel com nossos nomes, eu percebi que a mágica que eu esperava não aconteceu. 

Eu me senti perdido nesse momento, eu não sabia o que esperar, mas pensava que algo em mim iria mudar depois que assinasse o papel e oficializasse nossa união. 

-O que foi? - Joana perguntou discretamente, num canto da sala. 

-Nada. - sorrio fraco. 

-Está arrependido? - ela pergunta apreensiva. 

-Não, nunca. - falo firme. 

-Eu te falei para redigir um contrato pré-nupcial. - ela fala um tanto decepcionada. 

-Não é isso, eu não estou me importando com o dinheiro. 

Ela pousa a mão no meu rosto. 

-Me fala o que aconteceu com você. - ela pede calma. 

Suspiro. 

-Eu pensei que alguma mágica iria acontecer... - confesso. 

Ela franze o cenho e segura o riso. 

-Tipo em filme? 

Nem eu consegui levar o que eu falei a sério. 

-Isso é besteira minha. 

Somos interrompidos por uma Eva chorona que estava fazendo um escândalo. 

-Resolve isso. - minha mãe fala um tanto desesperada para Joana. 

Joana pegou a minha pequena princesa nos braços e acalentou ela. Nesse momento a "mágica" dos filmes aconteceu. Eu sorri involuntariamente com a cena e pensei "ainda bem que deu tempo de consertar tudo". 

A mágica que eu esperava não viria de um pedaço de papel ou de qualquer outra coisa, ela viria de sentimentos e ela não seria entendida eu apenas conseguia sentir a cada vez que via Joana com nossos filhos. 

-A mágica já aconteceu... só que eu entendi ela com delay. - beijo a testa de Joana. 

Ela ri mesmo sem entender o que eu quis dizer. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Bom, esse foi o penúltimo capitulo dessa história, então podem começar a preparar o coração para o ultimo capitulo. O bicho já tá todo arquitetado na minha cabeça HAHAHAHAHAHAHAHA...
Finalmente se acertaram e a "mágica" aconteceu.
Bjsss!


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