História Same Mistake - Capítulo 55


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Categorias Álvaro Morata, Cristiano Ronaldo, James Rodríguez, Karim Benzema, Luka Modric, Marcelo Vieira, Sergio Ramos
Personagens Cristiano Ronaldo
Visualizações 769
Palavras 3.478
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nos vemos lá em baixo.
Vou responder os comentários do capitulo anterior, assim que terminar de postar esse.
Boa Leitura!

Capítulo 55 - Capitulo 55


Fanfic / Fanfiction Same Mistake - Capítulo 55 - Capitulo 55

5 Julho de 2031: 

Madrid, Espanha: 

Pov. Joana Pereira dos Santos (Senhora CR7): 

-... E agora, eu passo a palavra para o nosso mais novo jogador. - Sergio Ramos fala. 

O presidente do Real Madrid deixa os microfones ao dispor de Júnior. 

Júnior subiu ao pequeno tablado alinhando o terno e pelo o que eu conhecia dele, ele deveria estar bolando um jeito rápido de fugir dos centros das atenções. 

-Bom dia a todos- ele pigarreia um tanto nervoso- Eu queria começar a dizer que é uma sensação incrível estar voltando para o Madrid. - meu filho começa. 

Ele apoia as mãos na mesa. 

-Ano passado eu conversei com o presidente (Sergio) e entramos num acordo de que eu precisava de novos ares... precisava de mais experiência e aprender muito. Foi uma decisão difícil para mim, não só porque eu estaria saindo do clube que eu cresci gostando, onde cresci jogando futebol, mais também porque eu estaria longe da minha família. - ele olha para nós. 

Eu e Dolores estávamos chorando, enquanto Mateo, Eva e Maria Antônia olhavam com admiração para o irmão. 

-Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida, estou voltando para casa em todos os sentidos e realizando um sonho de vestir a camisa blanca com o meu número da sorte. Número que também foi do meu pai. - ele sorri um tanto triste. 

Cristiano não estava presente hoje, preferiu não adiar uma reunião sobre a porcaria da liga de futebol norte americana. 

-Será também uma honra trabalhar com o senhor Kross e o senhor Modric, eles são meus ídolos desde sempre. - Júnior sorri e aparentemente finaliza o seu discurso. 

"Ronaldo, Ronaldo..." - alguns jornalistas entram em desespero para fazerem perguntas. 

Parabenizam ele pelo extenso contrato, perguntam sobre o elenco, se ele está feliz em dividir vestiário com o amigo de infância Enzo Vieira e uma pergunta que machuca meu coração. 

-"Acredito que esse seja o momento mais importante da sua carreira e o sonho de milhares garotos e pais, mas... por que o seu pai não está aqui?" 

Júnior olha para mim e depois volta a olhar para o jornalista. 

-Sim, assinar um contrato com o Real Madrid provavelmente será o maior feito da minha carreira e esse também sempre foi um sonho meu e que eu estou feliz por realizar. Meu pai não está presente porque tem algumas reuniões importantes, mas eu sei que ele está feliz por mim. - Júnior sorri e deixa os microfones. 

A famosa hora das fotos com o presidente chegam e com a camisa com o número dele-7- e uma marcando o final do contrato com ele- 2038-. 

Depois das fotos, seguimos para a casa de Dolores comemorar com um almoço em família. 

-Por que a mãe mais linda desse universo está com esse olhar triste? 

ao final do almoço eu fui para o jardim da casa da minha sogra e fiquei olhando para o nada. 

-Olhar triste? Eu não... - meu filho mais velho me interrompe. 

-Meu pai tem feito muita merda com você, não é? - Júnior me questiona. 

Olho para ele e a primeira coisa que passa pela minha cabeça é inventar algo para negar, mas ai eu percebo que seria ridículo eu mentir para o meu filho. 

-Seu pai está fazendo eu atingir o meu limite. - admito. 

Eu e Cristiano estávamos enfrentando uma crise terrível no nosso casamento. Essa não era a primeira crise, mas era a que estava mais se alongando. 

-Não coloca na conta de erros dele a ausência dele hoje. 

Sorrio achando engraçado que mesmo ele não merecendo, os filhos ainda o defendia. 

-Você sabe que ele fez isso para me punir. Sempre que ele quer me atingir, ele vai direto em vocês. 

Júnior era jovem, mas era muito maduro e responsável. Com toda certeza era mais adulto que o pai. 

-Eu não penso assim, eu acredito que ele fica com receio de que a gente faça algo para repelir ele por estar do seu "lado". 

-Para de defender o seu pai, fazendo o favor? - peço. 

Ele ri. 

-Vocês estão a tanto tempo juntos, você sabe como ele é. Ele quer você do lado dele vinte e quatro horas por dia, quer sua companhia em todas as festas, quer seu apoio em todas as situações... - Júnior argumenta. 

-Ele tem que entender que numa balança onde tem vocês de um lado e ele do outro, eu sempre escolherei vocês. 

Ele me abraça de lado. 

-Só que você está sendo excessiva demais. Eu tenho vinte e um anos, Eva e Mateo quatorze, a Anto tem treze, não somos mais bebês. Você tem que cuidar do seu marido também. 

Estreito os olhos. 

-Cristiano Ronaldo dos Santos Júnior. 

-Eu não estou sendo machista.  

-Acho bom. 

-É só que... você poderia ter tirado um tempo nesse verão para curtir só com ele. - ele indica. 

-Nós fomos para Ibiza como em todos os anos. - rebato. 

-Sim, mas eu me refiro a vocês dois. 

-Pare de tentar justificar os erros do seu pai. 

-Mãe, ele só está sentindo você escorrer das mãos dele como um punhado de areia... ele me ligou ontem e nós conversamos. Ele me explicou que não poderia vir porque o investidor não teria outro dia para se reunir com ele e com Beckham, Ronaldo e Iker. 

-O problema, Jú, é que... essa não é a primeira vez que seu pai me dá motivos para ir embora. 

Doía em mim dizer isso, mas as últimas atitudes dele cada vez mais me afastavam. Eram viagens intermináveis nos EUA, aqueles rumores de traição que me deixavam insegura, discussões por besteiras. 

Meu filho mexe no bolso interno do terno que ele vestia e tira um envelope que parecia ser de uma carta. 

-Ela chegou ontem, pouco antes dele me ligar para conversarmos. - Júnior me entrega o envelope. 

a principio olho para aquilo com estranhamento, mas depois eu vou ficando um tanto angustiada. 

-Eu não sei o que tem aí, mas ele me pediu para te levar em casa e te deixar sozinha. 

-Os seus irmãos...  

-Eles vão ficar bem o com a vovó e comigo. Agora vamos que eu vou te levar em casa e depois vou voltar para cá. - ele se levanta. 

Sigo o meu filho e entramos no carro rumo a nossa casa. Quando chegamos a porta de casa, ele parou o carro. 

-Te amo, mãe. - ele beija o meu nariz. 

Eu me sentia boba ao ouvir ele me chamando de mãe. Ele não fazia isso sempre, acho que devido ao fato de eu ter entrado na vida dele ele já um tanto crescido. 

-Eu também te amo, meu filho. - passo a mão no rosto dele. 

Salto do carro e entro em casa. Me sento no sofá da sala, tiro os meus saltos e fico um pouco mais confortável para ler o que quer que aquilo seja. 

Eu não sei escrever esse tipo de coisa, então vou deixar as coisas seguirem. 

Todos os dias quando eu me deito, um alarme toca. Não é o celular, despertador ou algo do tipo. É o meu passado que vem, todos os dias, me dar um aviso. 

Eu levei muito tempo para entender o que estava acontecendo e perceber que a cada dia o meu tempo estava acabando. Mas graças a Deus, eu consegui entender aos 45 do segundo tempo. 

Vamos lá. 

Quando terminamos a primeira vez, eu passei alguns dias sentindo um vazio. Eu sentia falta das besteiras que falávamos, dos planos loucos que fazíamos, mas depois que eu comecei a frequentar os melhores clubes de festas, ser disputado por garotas, o vazio foi "preenchido". 

Foram quase quinze anos para nos encontrarmos novamente e foi por um motivo torpe. Por sorte dessa vez conseguimos levar de forma mais adulta e enfim nos entender. 

Agora, mais uma vez, enfrentamos quase que a mesma quantidade de tempo. Não estamos nem separados, nem juntos, estamos confusos. 

Sabe o que passou pela minha cabeça quando começamos toda essa confusão? Eu pensei que você não era mais a mesma, que a sua paixão havia morrido, que era impossível que você fosse a mesma mulher de antes e... sabe o que eu penso agora? Vou ser um tanto longo. 

Eu pensei a mesma coisa diversas vezes na minha vida. No nosso primeiro termino eu não pensei isso, primeiro porque fui induzido a terminar e segundo porque eu estava ocupado demais com diversas mulheres. Ok, essa parte pode parecer ofensiva, mas ela é importante. Todas as vezes que algo não saía do meu jeito, era bem mais fácil para mim jogar a culpa nos ombros do outro. Eu fiz isso tantas vezes que não sou capaz de contar quantas foram. 

Hum... você vai gostar menos ainda dessa parte, mas ela é MUITO necessária. Quando eu estava com a Irina, eu fiz isso diversas vezes com ela. A chamei de louca, disse que ela era influenciada pela mídia, neguei os meus casos mesmo sabendo que eu havia escapado algumas das vezes e no final das contas percebi que gostava dela e muito. Só que dessa vez é diferente. Na verdade é muito diferente. 

O que eu sentia pela Irina era uma paixão que me deixava cego a cada vez que eu ficava ao lado dela. Com ela e por ela, eu era capaz de cometer loucuras, mas com você... com você eu tenho medo. Não pense que o que eu senti por ela é maior do que o que eu sinto por você, porque nunca será. Com você eu tenho medo porque não é uma paixão ardente, é um amor cuidadoso. Na adolescência eu gostava de você, gostava de sair e tomar um sorvete na sua companhia, de dar risadas contigo. Quando nos reencontramos eu me apaixonei por você, perdi a noção de tudo, cheguei a te mandar embora porque pensava que aquilo era o melhor e é nesse ponto que eu consigo perceber a diferença de tudo.  Eu consigo me apaixonar todos os dias por pessoas e coisas, tudo é meramente físico e relacionado a identificação. Foi assim quando meu caminho cruzou com o da russa que é um dos maiores motivos para o seu ciúmes. Aqueles olhos, aquele corpo (não me mate, apenas estou exemplificando). Eu olhei, gostei e quis para mim, só que... ao mesmo tempo que eu queria ela, eu queria outras, que carregavam outras características que me enlouqueciam. O mesmo aconteceu no nosso reencontro, foi por isso que eu te perguntei se você transaria comigo, por isso que certas vezes eu dava uma investida ou me aproveitava do momento, mas depois as coisas foram mudando. Não foi de um dia para o outro, foi devagar, mas para ser preciso, no dia do nosso casamento. Naquele dia eu me apaixonei por você de formas diferentes. Me apaixonei pela linda mulher que entrava na sala situada nas dependências do Sporting e me apaixonei pela mulher que cuidava dos meus filhos com tanta ternura e amor. 

Sabe onde eu quero chegar com todo esse falatório? A lugar nenhum. Eu só quero que você esteja ciente de tudo o que eu sinto ou senti. 

Agora eu quero te agradecer. Obrigado por ter voltado para a minha vida e tomado os meus problemas para si. Eu tenho a mais absoluta certeza que nem nos meus melhores sonhos eu teria conseguido feito tantas coisas sem você. Obrigado por não me deixar esmorecer nem mesmo quando Jorge ameaçou nos fazer mal, isso resultou em mais alguns anos de cadeia para ele (para os que já não seria pouco). Obrigado por ter gerado nossos filhos em seu coração e por nunca ter deixado faltar amor em nossa casa. 

Eu não mereci e nem mereço tudo o que você fez e faz por mim e antes de terminar, eu quero que você saiba. Eu nunca te traí com qualquer mulher, o que nós construímos sempre foi sagrado demais para mim. Não nego que em alguns momentos eu tive raiva, tive desejo e quis descontar no sexo esses sentimentos, mas eu nunca concluí... na verdade eu nunca tive coragem. Sempre que eu tentava, eu me lembrava das nossas reconciliações e de como seria a cena de você descobrindo minha traição. 

eu tenho a cena na minha cabeça. Vou contar (foda-se se isso ficar grande demais). 

Eu chegaria em casa e você me chamaria para uma conversa daquelas. Você falaria o que estava te deixando infeliz e eu prometeria que iria mudar. Seu sorriso se abriria e você me beijaria como sempre, mas ai... ai estaria o problema. Eu me sentiria culpado e despejaria tudo em você, que a essa altura não teria mais sorriso ou amor para me dar, tudo o que estaria disponível para mim seriam lágrimas de decepção. 

Isso era o que aconteceria, na minha cabeça, talvez fosse pior porque quando a gente sente na pele é muito mais doloroso do que algumas palavras poderiam descrever. 

Eu gostei, me apaixonei e te amo. Amo porque sinto que nada nem ninguém será capaz de preencher o vazio que se forma a cada vez que brigamos ou ficamos nessa situação de agora. Amo porque eu não te peço para ir, nem para ficar, eu te deixo livre para escolher e amo porque sei que não sou capaz de mudar muitas coisas, mas mesmo assim quero sua ajuda para lidar com tudo isso. 

Com todo amor, pra sempre seu, Cristiano. 

Me recostei no sofá e fiquei digerindo todas aquelas palavras. Agora não era a hora de pegar o telefone e ligar para ninguém para pedir ajuda ou conselhos, agora era a hora que eu deixaria a minha vontade falar mais alto. 

 

 

Horas depois: 

Não foi uma decisão tomada em minutos ou em um par de horas. Foi uma decisão amadurecida ao longo do tempo. 

-Eu saí no meio da reunião para tentar chegar aqui. - a voz de Cristiano reverbera pela sala. 

Eu não me assustei ou me surpreendi, algo em mim já esperava essa aparição brusca dele. 

-Não precisava de pressa, a vida pede calma. - comento. 

-Você leu? - ele pergunta. Sua voz continha nervosismo. 

-Li... obrigada por isso. - ajeito minha postura. 

-Você... - ele não conseguia falar. 

-Quero um tempo. - falo de supetão. 

-Um tempo? - ele pergunta surpreso. 

Sorrio fraco. 

-Sim, um tempo. Um tempo para que você possa aprender a ser inteiro. 

Ele franze o cenho. 

-Eu não estou entendendo. Eu escrevi tudo aquilo... - o interrompo. 

-Sim, você escreveu tudo aquilo e foi lindo, mas... eu não muleta ou bengala. Eu sou alguém que te ama, mas não suporta ter que te nortear ou aconselhar o tempo todo. Eu cresci com o tempo, Cristiano, e quando eu falo cresci, eu me refiro a aprender a tomar decisões sozinhas, a pesar tudo sem a ajuda de ninguém. - falo tranquila. 

Os olhos dele tomam um tom avermelhado e algumas lágrimas escapam dos seus olhos. 

-Eu te amo, mas não me faz bem saber que eu tenho que ficar num jogo de equilíbrio entre você e nossos filhos. Eu não quero ficar pendurada o tempo inteiro em você, eu quero ser uma boa mãe, quero ser uma boa profissional, também quero ser uma boa esposa... só que você vem tomando o lugar de filho, quando na verdade o seu lugar é de marido. 

-Eu... eu... eu posso mudar. - ele se aproxima argumentando. 

-Eu sei e acredito nisso, mas você fará isso sozinho. 

Ele se ajoelha na minha frente e eu seguro o seu rosto. 

-A gente costuma dar responsabilidade demais para quem a gente ama, a gente se apoia, compartilha, mas... isso não é o certo. O apoio passou dos limites, o compartilhamento também e o amor... esse ficou esquecido até hoje. 

Ele me olhava perdido. 

-Você está cometendo o mesmo erro que cometeu com a senhora russa. Você está me dando motivos para ir. 

A máquina desmoronou na minha frente. 

-Eu estou me afastando para não ir de vez... talvez daqui a algum tempo você esteja pronto para não precisar de apoios. 

Ele chora durante alguns minutos e aquilo me feria, mas ao mesmo tempo me libertava. 

-Isso é o fim? - ele pergunta com voz embargada. 

-Não, é o começo de uma nova vida. - falo convicta. 

Mantivemos contato visual durante um longo tempo. 

-Eu nunca esperei um fim. - Cristiano confessa. 

Passo a mão no seu rosto, que agora colecionava mais algumas rugas. 

-Eu já te disse, não é o fim... nós vamos começar algo novo. 

Ele segura minha mão. 

-Você foi infeliz comigo? 

Sorrio e nego com a cabeça. 

-Eu fui muito feliz ao seu lado. 

-Então por que? 

Suspiro. 

-Eu acho que nós nos baseamos demais em contos de fadas e em filmes. Sabe, agora eu entendo o que você fez quando me permitiu escolher entre ir ou ficar. A gente está preso numa coisa que não está funcionando mais... isso não é de hoje ou do mês passado, isso vem de muito tempo. Nós sempre tivemos crises no nosso casamento, sempre lidamos com algumas briguinhas, mas agora eu percebo que... tudo era um sinal de que nada é para sempre. 

Ele nega com a cabeça. 

-Não pense que eu fui infeliz ao seu lado ou que meu amor acabou, porque isso não é verdade. Nós compartilhamos muitas risadas, muitos momentos e eu sou muito grata por termos vivido tantas coisas juntos e por ter sido presenteada com o seu amor. 

-Eu não entendo. 

-Nós estamos numa "vibe" diferente, pensando diferente, querendo viver diferente. Você ainda é muito daquele cara que eu reencontrei a quatorze anos atrás e eu sou uma mulher mais a frente do seu tempo. Não está dando mais para continuar no lugar que era da Dolores, eu não sou sua mãe.  

-Eu não consigo acreditar nisso. - ele aperta um pouco minha mão. 

-Cris, a gente junto só está ferindo um ao outro. No fundo você também sabe que não é de hoje que as coisas não estão dando certo. 

-A gente pode tentar mais uma vez... nem que seja a ultima. - ele pede. 

Eu não podia vacilar agora. 

-Para que? Para ferir um sentimento tão bonito que a gente cultivou ao longo de todos esses anos? 

Ele desvia o olhar. 

-Eu quero que o seu sorriso esteja muito além dos seus lábios, quero que ele se estenda para os olhos e principalmente para o seu coração. Eu tenho a mais completa certeza que um novo começo nos aguarda e que ele será tão incrível quanto foi o nosso. 

ele apenas fica calado. 

Seguro o rosto dele e faço ele me olhar. 

-Eu só não quero que a gente cometa o mesmo erro de tantas pessoas. Não quero a gente vivendo numa prisão de infelicidade, tentando fazer algo dar certo mesmo sabendo que nada vai adiantar. Eu quero que quando a gente se lembre um do outro, a gente consiga sorri e sentir carinho. 

ele segura minhas mãos e as beija. 

-A gente lutou tanto para ter um fim... - ele fala um tanto amargo. 

-Não, a gente lutou tanto para ter um recomeço sem mágoas, rancores ou dores. A gente lutou para que o ciclo da vida seguisse normalmente, e não para que ele fosse da nossa forma. 

-Dói, dói muito. - ele confessa. 

Eu entendia ele, também não estava sendo fácil para mim. Na verdade pensar nisso foi mais difícil, porque eu pensava no fim e agora eu entendo que não é o fim de tudo. 

-Eu te entendo. No principio eu pensava que era o fim de tudo, mas com o tempo a gente aprende que pode guardar tudo aqui- coloco a mão no meu coração- Eu não quero te arrancar da minha vida, eu quero que você tenha um novo significado nela. 

 

 

Meses depois: 

E depois daquela longa e difícil conversa, parecia que eu havia tirado uma tonelada das minhas costas. Foi um tanto quanto difícil nos adaptar a uma vida separados, mas... era liberdade. 

As crianças se comportaram de forma madura, parecia que eles sentiam que aquela decisão faria bem a todos. Eles iam e vinham da casa do pai, para a casa da mãe e até brincavam que gostavam de ter duas casas completamente diferentes. 

Cristiano despertou em mim diversos sentimentos que eu jamais pensei sentir, paixão, obsessão, carinho, desejo, ciúmes, decepção e o melhor e maior de todos os sentimentos. Amor. Talvez sem ele, eu não seria capaz de ser uma pessoa tão madura quanto sou hoje e é isso que faz com que o "fim" não tenha um gosto amargo. Porque eu sei que ele foi necessário na minha vida, assim como ele foi na minha. 

Me sinto orgulhosa em perceber que não cometemos os mesmo erros de tantas pessoas. Nós vivemos, aprendemos e deixamos seguir. O nosso "fim" foi o melhor começo que poderíamos ter.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Estou muito feliz por finalizar mais uma fic.
Bom, nesse capitulo enfrentamos uma quebra de tempo grande e algumas mudanças de humor. Primeiro vimos uma mulher com raiva e magoada, depois ela deu espaço para uma mulher um tanto madura e que fora capaz de digerir tudo o que estava na "carta" e tomar uma decisão e por fim, veio o mulherão da porra. A "Joana que finalizou a história" foi a melhor e mais real. Não que as "outras" ao longo da história não tenham sido, mas essa foi... nem sei descrever. Em toda a história tivemos facetas diferentes, horas madura, sem coração, com coração, sensível, calculista, apaixonada, entre tantas outras, agora para fechar com chave de ouro, eu quis trazer uma que fosse real. Como falei em meio ao capitulo, nos baseamos demais em filmes, livros e tudo mais, mas nem todo mundo tem aquele "The end" da Disney, não com princípe, filhos e tudo sendo mágico. Na maioria das vezes tem gente que está "sozinha" que é muito mais feliz do que uma pessoa que está amarrada num relacionamento "sólido".
Acho que o papel dessa fic é desmistificar tudo aquilo que se prolífera por todo o canto. Você não será feliz só porque tem alguém do seu lado, preso num relacionamento com você. Se você não está feliz consigo mesmo, você não será feliz com ninguém, porque ninguém fará você se sentir bem com você mesma, porque ninguém te conhece como você.
Vocês devem estar se perguntando por que eu separei o casal. Vamos lá. Existem milhares de pessoas que se amam demais, mas que não se fazem bem quando estão juntas. Amor não é só quando você assumi, estou namorando. As vezes é muito mais amor quando você deixa a pessoa livre para fazer o que quer... eles sentaram e conversaram e entraram num acordo de se separar. Fiz questão de deixar um "perdido" sem saber o que fazer com a noticia do termino e o outro mais seguro daquilo que estava fazendo. Queria que vocês tivessem a noção dos dois lados. Não é fácil terminar nada, mas é mais difícil ficar preso a algo que não faz bem.
Enfim, é isso. Obrigada pelos favoritos, comentários e paciência. Desculpa para quem não gostou do final, mas... eu quis dar um fim na saga "todo mundo só é feliz quando tem alguém do lado".
Bjssss!


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