História Samuel Williams - Um Investigador Sobrenatural - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Detetive, Ema Winchester, Investigador, Mistério, Samuel Williams, Sobrenatural, Williams, Winchester
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Palavras 2.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá meus amores! Finalmente! Aqui está! O reboot de Samuel Williams Um Investigador Sobrenatural! E iremos começar com o primeiro caso que será bem longo, não só um capítulo como o foi o primeiro da antiga fanfic, será praticamente um arco inteiro que, assim que acabar, eu vou colocar na sinopse os capítulos onde começa e acaba esse arco, espero que gostem porque eu adorei escrever e desta vez não vou parar! Por isso, vamos com tudo! Boa Leitura!

Capítulo 1 - Prólogo - Um Encontro, um Evento e uma Verdade


A noite quente de verão dominada os céus de Nova York, graças ao clima as pessoas andavam tranquilamente pela cidade sem ao menos se dar conta que a grande e poderosa roda do destino estava prestes a tomar direções que poderiam afetar a vida de muitas pessoas… um evento… uma escolha… um encontro…

Tudo isso desencadeia acontecimentos inesperados… porém, alguns dizem que o ser humano é o único ser que pode ir contra o movimento da roda do destino e enganá-la… mas até quanto isso pode ser verdade…?

Essa pergunta iria ser respondida muito em breve… assim que essa noite passasse, a visão do mundo com o conhecemos irá mudar… agora para melhor, ou pior, só o futuro o dirá…

«…»

O calor do grande astro solar batia contra as janelas de um grande prédio da maior cidade em questão turística de todas, dentro de uma sala, no topo desse prédio, se encontrava um jovem, de cabelos negros como petróleo, colete azul com botões negros, gravata da mesma cor, camisa branca por baixo, uma saia preta e sapatos de baile também pretos…

Ela estava sentada num grande sofá negro naquele enorme escritório, olhando suas mãos que estavam em cima dos joelhos enquanto batucava os dedos neles… a espera começava a ser cansativa, afinal, estava ali à mais de trinta minutos à espera e ainda nada… realmente, a paciência não era uma de suas virtudes…

Essa jovem era Ema Winchester, filha de Marine e Rick Winchester, criada numa igreja após o abandono de seus pais e só foi retirada de lá aos 13 anos por seus primos, Maxwell e Wallace Winchester que descobriram a existência da parente quando estavam na casa de sua avó e viram uma foto de Ema em bebê…

Agora a garota esperava seus benditos primos que foram buscar um presente especial para comemorar os dezoito anos da jovem… afinal, segundo seu primo Maxwell… “Só fazemos dezoito anos uma vez na vida, você merece algo especial!”

Isso até deu uma certa graça à morena, afinal, durante toda a sua vida, o único momento realmente feliz, ou especial, foi quando conseguiu comer uma sopa de ervilhas naquela igreja maldita onde as freiras a tratavam muito mal… o motivo? Nunca soube, simplesmente a viam como um incomodo, como algo fora do normal, algo que não era de Deus… e isso levou a uma vida muito sofrida… mas agora era coisa do passado, hoje seria um dos melhores dias de todos! Ela tinha certeza disso!

Finalmente, a porta do escritório se abriu e de lá saíram seus primos, eles eram quase cópias de Ema, só que eram homens, seu primo Maxwell tinha cabelos curtos espetados para a frente enquanto Wallace tinha cabelos longos que chegavam até seus ombros…

Mas o que intrigou Ema foi que veio mais um homem, aparentava ter 22 anos, possuía cabelos castanhos, olhos verdes como esmeraldas e um sorriso genuíno estampado no rosto, trajava um terno castanho como seu cabelo que estava aberto e mostrava uma camisa verde por baixo com um lenço vermelho ao pescoço…

-Olá Ema, desculpa a demora, é que tivemos de ir buscar seu presente. –Falou Maxwell, sorrindo para a morena que continuava confusa.

-É e ele é um pouco chato, por isso demoramos um pouco mais. –Desta vez foi Wallace a falar, apontando com seu polegar para o homem desconhecido que colocou uma feição sem graça, mas ainda mantendo o sorriso.

-Isso foi um pouco deselegante… -Comentou, dando uma pequena gargalhada com os outros dois enquanto a morena ficava ali, com suas orbes azuis olhando a cena sem entender nadinha…

-Aghhh… primos, eu não tô entendendo nada…

-Ah é, bem, nós pensamos que ficar aqui com a gente, presa, é um pouco chato, considerando que você esteve a vida toda, praticamente, numa prisão… -Disse com algum pesar na voz enquanto Ema segurava seu ombro com força. –Por isso falamos aqui com o nosso amigo, Samuel Williams e decidimos que você pode ir com ele na viagem até à Califórnia, assim pode ver mais do que apenas os prédios de Nova York…

-O quê?! –Perguntou Ema, com uma enorme descrença no olhar… -Eu não quero ir até à Califórnia com um estranho!

-Qual é, Ema, você mesmo falou que queria viajar e nós conhecemos bem o Samuel, ele não é ninguém perigoso… -Falou o primo com convicção, enquanto o tal Samuel ficava mais para baixo.

-Aghh… senhores… sério… eu tô começando a ficar desanimado… -Disse e o que mais irritava Ema na situação era o sorriso do mais velho, ele nunca parou de sorrir desde que chegou…

-Ah! Desculpa, cara… mas já está tudo decidido, nós até já preparamos suas coisas…

-Mas eu não quero ir! Porque parece que vocês estão a tentar me mandar embora?! –Perguntou, marejando os olhos já que seus primos estavam muito estranhos e nem pareciam os mesmos, já que eles sempre davam a escolha para a jovem.

-Não é isso, só achamos melhor você ir tomar uns ares novos… só isso… -Essa foi a tentativa de Maxwell acalmar a prima, porém foi inútil quando ela correu na direção deles e passou pelos mesmos, saindo da sala. –Ema! Ema, volta aqui! –Os pedidos foram inúteis, a jovem já tinha ido e possivelmente não voltava tão cedo… -Aghh… desculpa Samuel, não queríamos que visse essa cena… ela é uma boa garota…

-Não faz mal, ela me lembra a minha irmã… -Disse, ainda sorrindo, mesmo que os dois morenos tivessem adotado uma feição triste.

-Sobre isso… nós mantemos nossas desculpas pelo que aconteceu, se a gente não tivesse sido tão babaca ela ainda podia estar aqui…

-Ei, não pensem nisso e eu recuso suas desculpas, a culpa não foi de vocês… foi minha… -Ao falar isso, seu sorriso se desfez pela primeira vez, coçando a orelha esquerda enquanto suspirava. –Bem… eu vou ver se ainda apanho a Ema lá em baixo, posso ter mais sorte…

-Tá, obrigado mesmo, isso é grande um favor… se o Oberon sabe que ela está com a gente, aí vai fuder muito…

-Olha a linguagem! –Avisou o amigo de cabelos castanhos que pouco gostava de palavrões e fez os dois Winchesters rirem com isso. –Eu não gosto dessas palavras…

-É, a gente sabe, você é o único ser vivo que conhecemos que nunca falou UM palavrão…

-E vou continuar a ser… -Disse, voltando com seu sorriso e saindo da sala, deixando os dois amigos rindo enquanto pensavam na situação.

«…»

Então esse é o presente… pensou Ema com tristeza enquanto estava encostada à parede da entrada do prédio… andar pelo país com um estranho… muito obrigada, primos… era algo realmente difícil de acreditar, ainda mais porque seus primos sempre fizeram de tudoe para a morena nunca se meter com a gente errada, ou com estranhos, mesmo que eles dissessem que o tal Samuel era um homem decente, a jovem não sabia se era verdade e podia ser só enganação… mas nem teve mais tempo para pensar quando sentiu uma mão em cima de sua cabeça.

-Não pense muito, pode acabar ficando com dor de cabeça… -Brincou o homem de orbes verdes para a garota de orbes azuis que se assustou e deu passos para longe dele.

-Ahh! Você me assustou!

-Ops, desculpe, não é digno de um cavalheiro fazer isso… mas eu achei que era necessário interromper seu raciocínio na hora…

-O que você quer? –Perguntou Ema, cruzando os braços e olhando para o lado. –E nem adianta tentar me convencer, eu não vou a essa viagem… sem ofensa, não quero insinuar nada, mas eu nem o conheço e nem sei o que pode fazer quando estivermos sozinhos!

-Está dizendo que eu sou um pedófilo? –Perguntou, com um ar falso de insulto. –Eu nunca tocaria numa dama sem permissão! Muito menos jovens de 15 anos!

-Eu tenho 18! –Gritou, rangendo os dentes para o mais velho que olhou a garota com as orbes bem abertas.

-… tem certeza…?

-Claro!

-… nossa… você é muito pequena para ter 18 anos… hahahaha! –Brincou, sendo golpeado com socos fracos por parte da morena que nem causavam cocega. –Mas voltando ao assunto, ir com um estranho é, realmente, algo que não se deve fazer, mas eu sou amigo dos seus primos e penso que posso mostrar a você que sou boa pessoa… por exemplo… agora mesmo preciso ir no Queens para resolver uns assuntos, porque não vem comigo e me vê trabalhando e interagindo com os outros?

-… -Ema estava relutante, era a mesma coisa ir com o homem para algum lugar próximo como ir com ele, ela não se sentia confortável, mas resolveu dar uma chance, afinal, o homem parecia ser boa pessoa e seus primos nunca a deixariam com alguém perigoso… -Tudo bem… eu vou…

-Ótimo! Vamos no meu carro! –Falou Samuel, se aproximando de um Porsche 911 Carrera laranja com uma listra negra na frente.

-Uau, é bem bonito… -Comentou, entrando no assento do co-piloto.

-Obrigado, foi dado por um amigo meu que já não o queria, aí eu dei um toque mais… Samuel e aí ficou assim… -Disse, com certo orgulho enquanto ligava o carro e saía do local onde estava estacionado…

«…»

Após uma pequena viagem, Samuel e Ema chegaram ao Queens, parando na frente de uma casa muito bem cuidada, jardim lindo e que parecia ser totalmente normal… o homem saiu e a jovem também e se dirigiram à porta, sendo que Samuel bateu 3 vezes nela.

-Então… o que você faz?

-Huh?

-Você é vendedor? Faz publicidade, arranja casas… faz o quê? –A pergunta deu graça ao acastanhado, que fez um gesto para a garota esperar até a porta se abrir e um policial gordo, pequenino e com uma grande barba branca aparecer diante deles.

-Oh, Samuel, estávamos esperando por você… -Disse, saindo da frente e mostrando uma cena do crime para a jovem e o homem, onde vários móveis estavam no chão e, ao fundo, uma janela quebrada com alguns pingos de sangue onde os cacos de vidro se encontravam…

-Esse é o meu trabalho, Ema, eu sou um investigador… -Ao ouvir isso, a morena ficou boquiaberto com o que via enquanto o acastanhado entrava na casa, puxando a garota pelo braço. –Então Laziskin, o que temos?

-Bem, essa casa pertence a uma Joane Cramela, segundo as informações que temos, ela é uma lutadora experiente de artes marciais e ainda uma esgrimista muito famosa, mas já não luta e nem participa em torneios… ontem à noite os vizinhos ouviram barulhos estranhos e, quando foram a ver, a casa estava assim… -Falou o barbudo anão enquanto revisava o caso.

-A porta estava aberta?

-Aparentemente, sim…

-Hmm… -Murmurou o investigador de orbes verdes, começando a olhar bem ao redor, a sala estava toda bagunçada, a cozinha, pelo que pôde ver ao ir na porta de entrada, não tinha sinais de luta e resolveu só ir ao quarto da mulher depois… -O que você acha, Ema?

-H-huh? –A jovem ficou confusa com a pergunta, o que queria o investigador?

-Como acha que o sequestrador levou a vítima…

-Aghhh… bem… tem ali aquela janela partida, eu acho que ele entrou durante a noite enquanto a tal senhora Joane estava vendo Tv… -Falou, olhando para televisão que estava desligada…

-Hmmm… sua visão foi bem escolhida consoante as evidências que viu, mas eu não acho que ele tenha forçado a entrada…

-Huh? Porquê?

-Fácil. –Disse Samuel, se aproximando de uma das estantes que estava no chão e o que tinha nela ou estava em baixo, ou um pouco ao lado. –Essa estante foi derrubada, mas não por uma luta, eu suspeito que o sequestrador fez isso para parecer que houve uma luta e apagar evidências… Laziskin, suba a estante com seus colegas e organize tudo e cuidado com toda a evidência. –O policial assentiu e junto de outros policiais começou a subir a estante e a organizar os livros e os troféus…

-Mas… senhor Samuel… -Começou Ema, corando um pouco por ter chamado o mais velho de senhor. –Q-q-quer dizer… agh, deixa, como sabe que não foi uma luta?

-Isso é simples, se o ladrão tivesse entrado pela janela, mesmo vendo televisão, a senhorita Joane deveria ter notado a presença dele e, sendo uma grande lutadora e esgrimista, ela poderia imobilizar o atacante facilmente, ou simplesmente ir à cozinha e pegar uma faca para se defender, mas a cozinha está intacta e sem nada faltando e a televisão não foi derrubada e nem o sofá tem evidências de um ataque surpresa, ou algo assim, então o sequestrador fez tudo para parecer que tinha sido uma luta e que Joane havia perdido…

-U-u-uau! Não pensei nisso… mas… se a cozinha não foi alterada e o sequestrador não teria conseguido um ataque surpresa pela janela… e a porta por si mesma estava aberta… então ele entrou como convidado! –Deduziu a morena, recebendo uma piscadela de Samuel que apontou para ela.

-Bingo!

-Mas… ainda assim não percebo porque a janela está partida… -Comentou a jovem, coçando a cabeça. –Afinal, isso só fará com que a gente saiba de quem é o sangue ali nos cacos de vidro…

-Logo você terá a resposta…

-Samuel! –Gritou o policial Laziskin, com a estante toda arrumada e com um livro na mão… -Encontramos esse livro no chão, perto da estante e tem sangue nele!

-Deixe-me ver… -O homem pegou o livro e o analisou, era um livro da série Sherlock Holmes e tinha sangue na parte de lado do livro, que costuma ficar como a parte da frente em algumas estantes… o homem abriu o livro e folheou as páginas até um papel bem pequeno cair no chão…

-O que é isso? –Perguntou Ema, pegando o papel que estava em branco…

-É uma pista… -Comentou Samuel, com um sorriso. –Nossa querida vítima tem um gosto por puzzles e mistérios, como eu… e penso que acabámos de achar uma informação importante…

-Como assim?

-Nos livros de Sherlock Holmes, havia uma técnica de passar o lápis rapidamente pelo papel para demonstrar uma mensagem escondida… -Disse, retirando o papel das mãos da morena e colocando-o numa mesa enquanto pegava um lápis de seu bolso e passava a parte de carvão pela folha… -Aqui está!

Quando todos foram a ver, havia mesmo uma mensagem e dizia… Linhas da Vida, Rockquestra e as seguintes coordenadas… 40° 44′ 54.36″ N, 73° 59′ 8.5″ W, Samuel começou por pensar no que queria dizer com Linhas da Vida e depois essa tal de Rockquestra e por fim as coordenadas… se levantando e se virando para o policial.

-Preciso que pesquise sobre esses 3 itens e me mande um relatório o mais rápido possível! –O policial assentiu e foi embora para cumprir o desejo de Samuel… Ema estava maravilhada, tanta perspicácia, tanta inteligência e empenho numa só pessoa que não se contenta com a resposta mais simples… era incrível e, fosse onde fosse com essa aventura, a jovem queria estar ao lado desse estranho que ela conheceu hoje, mas que para ela já era praticamente um irmão, ou melhor, um mentor…


Notas Finais


E aí meus amores? Quem raptou Joane? Porque o fez? E o que quer dizer essa mensagem que ela deixou? Iremos descobrir isso nos próximos capítulos de Samuel Williams - Um Investigador Sobrenatural! Comentem o que acharam porque me incentiva muito e me faz trazer caps muito mais rápido! É isso, até mais! Bye Bye!


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