História Samurai NOT - Capítulo 30


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Categorias Histórias Originais
Tags Era Sengoku, Japao Feudal, Katana, Lutas, Samurai
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Palavras 3.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Shounen, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 30 - Capítulo 24


Ei não sabia de onde o grito viera; era tão alto que ecoava em todos os lugares.

Ela olhou ao redor, mas não encontrou nada. Sem fechar os olhos, ela aguçou sua audição, tentando sentir qualquer pessoa, ou qualquer coisa, perto deles.

Mas era difícil. O grito tinha colocado medo em seu coração.

Se acalme… se acalme, Eiko… não deixe seu medo entorpecer sua lâmina, ela disse para si, tentando controlar a respiração.

Funcionou. Mas enquanto sua percepção se expandia, ela sentiu nada ao redor deles.

Então, quando o silêncio cobriu a montanha de novo, outro grito ecoou.

Ei cobriu as orelhas, mas não fez diferença; o urro era tão alto que a garota conseguia sentir ressoando dentro dela. Ela se sentiu nauseada e quase perdeu a consciência. Droga… não posso… se eu desmaiar agora, posso morrer…

Arfando e agarrando seu peito, a espadachim conseguiu manter a consciência.

Não tem como… isso ter vindo… de um humano… mas não sei… um animal… que pode rugir… tão alto…

Mas teve outra coisa que a garota conseguia dizer; o que quer tenha gritado, não era por causa de dor. Aquele rugido era cheio de raiva.

A espadachim apertou o cabo de sua espada com mais força. Enquanto seu corpo parava de tremer, ela olhou ao redor mais uma vez.

Mas na clareira, era difícil determinar de onde o grito viera.

Não… parece mais que está vindo da própria montanha…

Mais uma vez o silêncio pesado e estranho preencheu a clareira.

Era como se tudo estivesse parado, frio, morto.

Então eles escutaram passos vindo até eles do topo da montanha.

Ei e Tadayoshi viraram para o som, ficando diante do sacerdote com as espadas levantadas.

— Corram! — uma voz gritou. — Não parem!

Momentos depois, cinco pessoas entraram na clareira. Eles estavam olhando para trás na direção que vieram, e não notaram as pessoas na frente deles.

Na hora Ei soube que eles eram os soldados da luta que destruiu a vila no pé da montanha. Mas as armaduras deles estavam tão sujas e desgastadas, como se tivesse passado por momentos difíceis sem nenhum reparo.

Apesar de estar apagado e arranhado, três soldados tinham o mesmo emblema nas armaduras; três espadas intersectando no meio. Os outros dois tinham quatro pétalas de cerejeira dentro de um círculo. Ela já tinha visto aquele símbolo antes.

Então os soldados fugiram pra montanha… e não tem como os moradores da vila não terem notados eles em seu território… eles mentiram pra gente.

Os soldados pararam quando olharam para frente e notaram os três estranhos diante deles. Por um breve instante, a garota pensou que eles poderiam evitar a luta. Mas quando os soldados viram as espadas, eles sacaram as próprias armas.

— Não somos sacrifícios praquele monstro! — um deles gritou e antes que Tadayoshi pudesse dizer qualquer coisa, eles atacaram.

Merda! Eles tão com tanto medo que não vão acreditar se a gente dizer que não queremos lutar contra eles!

— Ryuu, fique no templo — seu mestre disse, e seu amigo acenou a cabeça e obedeceu.

O sacerdote quase tropeçou quando Ei tirou a bolsa e jogou para ele.

Os soldados o ignoraram, completamente focado no espadachim e sua discípula, as pessoas que carregavam armas.

— Ei — o mestre sussurrou sem olhar para ela.

— Sim — a discípula sussurrou de volta.

Não tinha necessidade dele dizer mais nada. Ela já tinha entendido como deveriam lutar. Mas mesmo se Ei soubesse qual era o plano deles, era difícil para ela controlar a ansiedade enquanto encaravam seus oponentes lado a lado, esperando eles chegarem perto o suficiente e então surpreendê-los.

Não se esqueça, Eiko, ela disse para si sem tirar os olhos dos soldados. Não se esqueça…

Tinha muito que ela reclamava e desgostava sobre os treinamentos de Tadayoshi e seu jeito de ensinar. Mesmo assim, as lições dele estavam gravadas em sua mente. Especialmente uma que ela mesma pediu. Ela ainda se lembrava daquele dia, quando ela ainda estava longe de lutar ao lado de seu mestre.

— Como se luta contra vários inimigos? — Ei perguntou enquanto saia de seu esconderijo improvisado que encontrara quando os assassinos atacaram.

— O melhor jeito é não lutar. É burrice lutar quando está em menor número — Tadayoshi retrucou, arrancando um pedaço da roupa do assassino e limpando o sangue de sua espada.

— É por isso que você sempre luta? — Ei saltou por cima de um cadáver. Ela reconheceu o rosto logo. Foi o homem que ela trocou golpes antes de se esconder.

Eles foram emboscados no meio de uma planície com poucas árvores. O grupo era organizado demais para serem simples bandidos. Eles vestiam roupas verdes que se misturava com a grama e quando apareceram, era como se tivessem saído do nada.

O que deixou Ei nervosa foi o fato de que ela não sentiu nenhum deles, mesmo que ela estivesse treinando duro para sentir a presença de pessoas. Mas o fato de que seu mestre, apenas os notou no último instante antes deles atacarem a deixou um pouco menos chateada.

Quando ele a mandou se esconder, Ei escutou e correu. Mas para seu azar, ela foi na direção de um dos assassinos.

A garota estava treinando com uma espada fazia um tempo na época, mas até mesmo ela tinha consciência de que não estava nem perto de estar pronta para lutar. No entanto, aquilo não queria dizer que ela era completamente indefesa diante de um inimigo.

Quando o assassino atacou, Ei sacou sua espada e levantou acima da cabeça, pronta para redirecionar a trajetória da arma. Era a primeira técnica que seu mestre a ensinara. Mas tinha uma diferença; diferente de Tadayoshi, o homem diante dela não a estava ensinando. Se precisasse, ele não hesitaria em matar a garota.

Quando as espadas se encontraram, Ei sentiu todo o peso da vontade assassina por trás da lâmina. Mesmo que fosse por apenas um instante, seu corpo inteiro tremeu. Rangendo os dentes e usando toda sua força, ela conseguiu desviar o golpe, e a espada do assassino prendeu no chão. Mesmo com o braço latejando dolorosamente, Ei não perdeu a chance e cortou a perna do homem.

O golpe foi superficial; mal cortou a pele do homem. Mas foi o suficiente para deixá-lo surpreso. Ele demorou um instante demais para reagir, e antes que pudesse fazer qualquer coisa contra ela, Ei sentiu uma lâmina cortando o ar acima da cabeça dela. A garota só pode assistir enquanto a espada cortou o homem no peito.

Ei não parou para ver se o assassino estava vivo ou não; ela correu o mais longe da luta que podia sem virar a cabeça.

— Eu gostava mais quando se irritava facilmente, sabe. Essa Ei de agora não é muito legal de zoar — Tadayoshi usou outro pedaço de pano para limpar e  outro para enrolar o ferimento na perna. — O que você notou?

A luta foi tão frenética e intensa que ela mal teve tempo de entender o que acontecera. Mas tinha algo que ficou preso em sua mente.

— Você nunca ficou parado. Tava sempre se mexendo e não desperdiçou nenhum golpe. Você desarmou ou matou os inimigos com um ataque cada. — Apesar de que Ei nunca diria para ele, ela ficou impressionada quando ele quebrou a arma do inimigo e o cortou ele na altura dos olhos. – Ah, e você nunca os deixou ficarem atrás de você em nenhum momento — ela adicionou quando se lembrou.

Toda vez que seu mestre sentia um inimigo perto de suas costas, ele mudou de posição, ou avançou e atacou quem estivesse mais perto.

— Lutar contra muitos inimigos ao mesmo tempo é burrice, mas não impossível. Normalmente eu tento fugir, mas com você ao meu lado, é difícil — ele disse numa voz cansada, mostrando a mão para sua discípula. Quando ela entregou a garrafa de bambu, Tadayoshi bebeu tudo em dois goles.

Apesar de suas palavras, Ei sabia que ele não estava culpando-a. E mesmo que estivesse, ela não iria deixar a irritá-la; não tinha nada que ela pudesse fazer para mudar isso naquele momento.

— Quando não fugir não é uma opção, você precisa observar tudo. Se os inimigos forem fracos, é mais fácil matar logo o líder. Na maioria das vezes o resto fica assustado e foge. Mas quando não são fracos, ou tem mais experiência, ou pior, se estão acostumados a lutar em grupo, ficar parado é o mesmo que se matar. Já brincou de luta com algum adulto? Ou com alguma criança mais velha?

Ei balançou a cabeça. A garota costumava brincar de luta com seu primo e as outras crianças. Eles fingiam ser samurais e tentavam acertar uns aos outros com pedaços de pau, imaginando que aqueles fiapos de madeira eram belas espadas.

Mesmo seu primo sendo quase um adulto, as crianças venciam mais da metade das vezes. Quando todas iam para cima dele, ele não tinha chances.

— Então já saber que fracotes podem derrotar os inimigos mais fortes se tiverem números. Até mesmo os nobres podem morrer se subestimarem demais seus súditos

Ele mostrou um sorriu e Ei sabia que seu mestre estava pensando no seu próprio mestre. Então Tadayoshi balançou a cabeça e virou de volta para ela.

— Mas tem meios para lutar contra muitas pessoas de uma vez. Primeiro, seja rápido e nunca pare de se mexer. Não dê oportunidade para eles usarem a vantagem numérica sobre você. E nunca deixe suas costas desprotegida. Se conseguir, mate o mais fraco o mais rápido que der com menos movimento possível. Isso deixa o inimigo surpreso e você deve se aproveitar disso — ele disse. Então ele sorriu para ela. — E caso esteja lutando com alguém ao seu lado, proteja as costas um do outro.

Todas essas memórias vieram para Ei enquanto ela respirava fundo.

Enquanto os inimigos se aproximavam, ela sabia quem ela deveria lutar contra. Sem expor isso, ela se focou no seu adversário, deixando os outros para seu mestre.

O soldado era um com as quatro pétalas de cerejeira dentro do círculo estampado na armadura. Pelo jeito que ele se movia, Ei conseguia dizer que ele era apenas um ashigaru, um soldado raso, o nível mais baixo dos exércitos. Mesmo assim, ela não devia, não, ela não iria subestimá-lo.

Apesar de seu estado, ele era um homem, um adulto, um soldado, um inimigo.

Mas apesar de encarar um inimigo armado, o soldado não estava realmente vendo a garota.

Ei sorriu em sua cabeça. Como espadachim, ela deveria ficar com raiva por ser ignorada mais uma vez. Mas a garota acalmou esses sentimentos. Porque ela sabia que deveria usar tudo em seu alcance para sobreviver mais um dia.

Mas logo a espadachim percebeu que o soldado diante dela não era como os outros.

O homem não estava prestando atenção nela, mas não por estar a subestimando. Na verdade, ele nem parecia ter notado a garota com a espada nas mãos diante dele.

O soldado estava com os olhos arregalados e arregalados. Mesmo encarando EI, ele sempre olhava por cima dos ombros, na direção de onde viera.

Então Ei percebeu. Ele está com mais medo da coisa que gritou… ele está tomado pelo medo… algo que entorpece a espada, não é, mestre?

Mas quando o som de espadas cruzando preencheram a clareira, o homem pareceu despertar. Apesar do medo, ele virou e realmente olhou para a espadachim diante dele pela primeira vez. Sua espada tremia tanto que o barulho do metal chacoalhando era mais alto do que qualquer outra coisa para a garota. Com os olhos cheio de pavor, o soldado gritou e correu para a espadachim.

Seu ataque, um corte vertical, era direto e simples.

Ei nem se deu o trabalho de defender ou redirecionar a lâmina. No último instante, ela evitou com um passo para o lado. Então ela mirou sua espada na cintura dele, na junta da armadura, um dos pontos fracos. Assim como Tadayoshi lhe ensinara.

O soldado demorou demais para reagir e a espada dela o acertou.

Sim, a espadachim pensou. Mas na hora ela soube que seu ataque fora superficial demais.

Mesmo enquanto os gritos de dor dele preenchiam a clareira, o soldado conseguiu pular para o lado e se afastar dela; Ele fechou a boca e tocou no seu ferimento, mas nunca tirou os olhos da garota.

Tomada pela vontade de acabar a luta e ajudar seu mestre, Ei avançou. Dessa vez ela mirou a ponta de sua espada na garganta dele e colocou todo seu peso na espada.

Mas o soldado reagiu. Mais por reflexo do que por habilidade, ele levantou o braço para defender o pescoço.

Merda! Coloquei força de mais, ela pensou. Mas era tarde demais para mudar a direção de seu ataque.

A espada de Ei acertou a manopla dele com força total. Apesar do inimigo cair para trás, ela sentiu o impacto. O ricochete foi forte demais e as mãos dela ficaram um pouco dormente enquanto os braços tremiam. Ela perdeu o balanço e o controle de sua arma.

O homem ficou surpreso consigo mesmo. Mas só durou um instante. Apesar do medo, ele ainda era um soldado. Ele levantou e atacou.

A espada ele parecia quase parada comparada com a de Tadayoshi enquanto vinha na direção da cabeça da garota. Mesmo assim, Ei não tinha como reagir a tempo sem seu equilíbrio. A única coisa que podia fazer era bloquear o ataque, e ela sabia que perderia em termos de força.

Merda!

Quando as lâminas se encontraram, Ei jogou toda sua força para o lado, tentando redirecionar o arco do arma. A espadachim conseguiu, mas por pouco. Apesar de evitar o golpe mortal, sua própria espada penetrou fundo em seu ombro.

Se fosse o fio, eu estaria morta agora…

Ignorando a dor, ela pulou para o lado para sair debaixo daquela pressão.

O soldado perdeu o equilíbrio e caiu para frente.

A garota não desperdiçou a chance de pegá-lo desprevenido.

Sem se apressar, Ei atacou de novo, mirando na junta debaixo do braço com uma estocada. Ela colocou tudo que lhe restara das forças na sua espada.

A lâmina penetrou a carne fundo o suficiente para ser fatal.

Quando ela puxou Asahi de volta, o soldado colocou a mão no ferimento, olhando para sua mão coberta com seu sangue. Ele abriu e fechou a boca, mas nenhum som saiu dele. Ele olhou para a garota que o matara e então caiu.

Com a respiração rasa, Ei encarou nos olhos dele até perderem o brilho.

Mesmo tomado pelo medo, eu tive problemas pra lutar contra ele… ainda estou longe de lutar de verdade ao lado do meu mestre, a garota pensou com uma sensação de vazio a preenchendo. Mas não tenho tempo pra pensar nisso agora.

No outro instante, a espadachim soltou o ar, ignorando esses sentimentos. Então ela balançou a espada para limpar o sangue e virou para os outros soldados.

Seu mestre já tinha matado dois, mas os outros pareciam assustados demais para continuar lutando. Eles abaixaram suas espadas, completamente ignorando o espadachim diante deles. Tudo que pareciam conseguir fazer era encarar na direção que vieram.

Tadayoshi não tirou os olhos deles. Mas no outro instante, ele arregalou os olhos e abaixou sua espada. Seu rosto perdeu a cor enquanto ele virou para olhar na mesma direção que os soldados.

Ei congelou por um momento. O que deixaria Tadayoshi assim…?

Engolindo seco, ela respirou fundo e aguçou seus sentidos. Vindo do topo da montanha, ela sentiu algo.

O que… é isso…?

A garota teve problemas para respirar. Tem… algo lá… algo grande, forte… e maligno…

Na hora ela soube que isso era a fonte daqueles urros que tremeram a montanha. Seus instintos a diziam isso.

Um tremor sacudiu a clareira.

O corpo dela inteiro tremeu e seus joelhos cederam. Sem largar de sua espada, a garota se abraçou, mas os tremores não pararam. Era como se estivesse afogando em águas gélidas. Ei não conseguia respirar.

Sua cabeça ficando tonta e seu corpo dormente. Ela não conseguiu parar a vontade de vomitar

Os dois soldados gritaram, largaram suas armas e correram para outra direção.

Ei queria fazer o mesmo, mas seu corpo não obedecia.

Outro tremor.

Está vindo… até a gente, ela queria dizer para seu mestre, mas não tinha voz.

A garota conseguia sentir o chão tremendo. Ela tentou levantar, mas seu corpo ainda não tinha recuperado a força. Mesmo usando a espada para se apoiar, Ei teve problemas para ficar de pé.

Outro tremor.

As árvores tremiam, as folhas caiam.

O telhado inteiro do templo caiu, a poeira subindo.

Mesmo em seu estado enfraquecido, Ei pensou em seu professor. Mas não tinha motivos para se preocupar.

O sacerdote veio correndo para fora do templo antes que caísse completamente.

O que quer que estivesse vindo, logo estaria na clareira com eles.

— Ryuu… proteja Ei — seu mestre disse sem tirar os olhos da fonte de toda aquela presença maligna. Apesar de sua voz baixa, a discípula conseguia sentir a urgência em seu tom.

O sacerdote pegou a garota pelo braço e a puxou para ir se esconder com ele. Mas ela não se mexeu. Ele puxou com mais força, as mãos deles frias e suadas.

Outro tremor.

Ei quase caiu, e o sacerdote precisou arrastá-la para tirar a garota da clareira. Sem cerimônias, ele a jogou nos arbustos.

De repente os tremores pararam, junto com todo o resto na clareira.

As folhas, o som, o vento, tudo parara por um instante.

Até mesmo a respiração de Ei tinha parado. Com dificuldades, ela conseguiu sentar. Sem aguçar seu sentidos, ela conseguia sentir algo maligno no ar.

Um medo que ela nunca sentira antes a abraçou. Cada parte dela gritava para ela fugir o mais longe que dali. Ela largou sua espada. A gente precisa… se afastar… daqui…

Mesmo ela sabendo disso, seu corpo tinha parado de obedecê-la.

Ela escutou uma árvore sendo arrancada da terra. E então a fonte daquela presença maligna estava com eles.

Com dificuldades, ela virou a cabeça e ficou paralisada.

Diante de seus olhos, estava um Oni.

Como nas histórias que escutara quando criança, era além de assustador.

O demônio era enorme, quase três vezes a altura de Tadayoshi. Vestindo nada além de uma tanga feita de pele de urso. A pele era uma mistura de vermelho e preto. Os dentes eram grandes, fortes e tão numerosos que davam a besta uma impressão de um sorriso permanente. Cada dente era do tamanho de um dedo. A respiração fazia uma longa névoa. Numa mão tinha um kanabo, um pedaço de madeira com ferro incrustado, quase da grossura de um tronco de árvore.

Diante deles estava uma besta, um pesadelo, na forma humana, um Oni.



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