História San Peter: A Escola dos Mimimis Amorosos (Vol.2) - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Colégiointerno, Comedia, Comédiaromantica, Ficçaoadolescente, Humor, Internato, Romanceadolescente
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Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - 86. Um quarto cheio de meninas dá o quê?


Acho que acabamos dormindo sem perceber, porque Gabriel veio nos cutucar pra irmos tomar café da tarde.

Levantei, meio sem graça, me soltando da mão de Yan e cocei os olhos, enquanto andávamos para o refeitório, e Gabriel falava da atividade, todo animado.

Assim que entramos, procurei por algum dos meninos ou Lili, e a vi com os meninos e o Mateus, sentados na mesma mesa.

Fomos pra fila, e Gabriel parou de falar, e ficou com uma cara meio estranha. Pegamos a comida e fomos pra mesa.

De um lado, estava sentado Júlio, Lili e Mateus, e do outro, Bebê e James. Gabriel sentou do lado do Mateus e eu ao lado do James, e Yan do meu lado.

— Vocês sumiram — comentei com James.

— A gente foi pra piscina. Pra onde vocês foram depois que a Lili te largou?

Eu ri. — Ficamos lá no centro de atividades, vendo o povo jogar. Mas eu acabei cochilando.

— Ah, tá explicado essa cara de sono. — Deu risada.

Concordei com a cabeça e comecei a comer. Todos estavam conversando animados, mas percebi que Júlio não falava diretamente com Mateus, e nem Gabriel diretamente com Bebê.

Tá difícil hein, gente.

Depois que terminamos, Lili quis ir pro chalé. Saímos juntas e caminhamos.

— Pelo jeito o Gabriel não deixou vocês sozinhos, né?

— Você tava mesmo planejando isso! — Fiz cara de ofendida.

— Claro, né! Falei pro Mateus o meu plano e ele até foi falar pro Gabriel pra deixar vocês juntos.

— Ao contrário de você, o Gabriel é legal. Ele entendeu que eu não queria ficar sozinho com o Yan.

— Ai, você é besta mesmo. Poderia ter aproveitado um momento romântico com seu amor estranho!

— E quem disse que eu não aproveitei?

— Como é que é? — Me olhou, curiosa.

Segurei o riso. — Teve uma hora que o Gabriel foi participar de uma atividade, e acabei ficando sozinha com o Yan.

— Conta tudo! — Segurou meu braço.

Fiquei um tempo quieta, só pra ver ela fazer careta, mas aí acabei contando.

— Ai... seria fofo se ele não fizesse tanto suspense!

— Não fala assim, pode ser algo complicado.

— Tipo o quê?

— Eu sei lá. Mas se ele não disse, deve ser.

Ela suspirou. — É, fazer o quê.

Entramos no chalé e fomos direto pro quarto. Vimos que tinha mais meninas ocupando as outras camas, e fomos pra nossa.

Lili deitou na minha cama, e eu sentei no final, cruzando as pernas.

— E você e o Mateus, hein? Fizeram o quê?

— Ah, nada. — Colocou os braços atrás da cabeça. — Só conversamos. Não sei bem se teremos algo.

— Ué, por quê?

— Ele é legal e tudo, mas somos diferentes.

— Mas vocês são tão animados, como são diferentes?

— Isso não quer dizer nada... Ah sei lá. Pode até ser que role uns beijinhos, mas mais do que isso, acho que não.

— Você também tá nessa? — Uma menina da cama ao lado perguntou e suspirou. — Esses meninos nos deixam loucas, né?

— É. — Lili riu. — Você tá assim também?

— Mais ou menos. Eu estava ficando com um amigo, mas não tenho certeza se quero continuar.

— Por quê?

— Enjoei dele, sei lá.

— Mas ela tá de olho em outro! — A menina da cama de cima disse, lendo uma revista.

— Tami! — Ela repreendeu rindo. — Isso é normal... Eu sou Tifany, e vocês?

Tifany tinha cabelos castanhos, enrolados e curtos, e a pele morena, com alguns pontos mais avermelhados por causa de sol. Parecia ser bem simpática.

— Lili, e ela é a Bruna. — Lili nos apresentou.

— Essa aqui em cima é a Tamiris — Que tinha a pele um pouco mais escura e cabelos pretos e lisos, na altura do ombro. — E ali na outra cama é a Natasha. — Tinha cabelos ondulados e loiros. — E a Sol. — Também tinha cabelos pretos, mas bem curtos, na altura da orelha, meio Chanel e a pele pálida. — Mas elas são góticas, não gostam de conversar.

— Cala a boca, Tifany. — Sol disse, sem tirar os olhos do livro que estava lendo.

Tifany riu. — De Sol não tem nada — comentou com a gente. — De que escola vocês são?

— San Peter, e vocês?

— Ah! Já ouvi falar dessa. Somos da São Gonçalo.

— Nossa, longe, né?

— Um pouco. Mas ficamos a semana toda, então a viagem compensa... Vocês vão fazer o que depois do jantar?

— Não sei. Tem mais atividade essa hora?

— Tem a “socialização” no pátio principal. O povo vai pra lá e os monitores fazem alguns jogos e brincadeiras, para os jovens interagirem — falou a última parte engrossando a voz e riu. — É meio chato na verdade.

— Mas vocês vão?

— Não mais. Fomos na segunda só, pra ver como era. Agora ficamos aqui... Mas se vocês escolherem ficar com a gente, podemos fazer alguma coisa. A Natasha trouxe alguns jogos.

Lili me olhou rapidamente. — Vamos ver com os nossos amigos. Qualquer coisa a gente vem pra cá depois da janta.

— Tá bom. — Sorriu.

Então as duas começaram a conversar. Elas até que eram parecidas no jeito.

A Tifany parecia ser a mais sociável de todas, mas Tamiris comentava uma coisa ou outra. Já Natasha e Sol estavam lendo seus livros e conversando entre si, às vezes.

Antes da janta, aproveitamos para tomar banho e depois fomos pro refeitório.

Não vimos os meninos, e sentamos todas em uma mesa vazia.

Começamos a comer, e eu vi os meninos na fila da cantina. Quando vi que James estavam olhando ao redor, acenei com o braço até ele nos ver e nos mostrar pro Júlio e pro Bebê.

Demorou um pouco, mas eles vieram. Bebê sentou do meu lado, e James e Júlio do lado esquerdo da Lili.

As meninas olharam enquanto eles se sentavam, parecendo meio assustadas. Ou surpresas, sei lá.

Tifany, que estava do outro lado da Lili, olhou diretamente pro Bebê, e ele retribuiu o olhar, mais sério do que ela, claro.

— Quem são essas? — Ele perguntou no meu ouvido.

— Elas estão no nosso quarto — respondi baixo.

— Já viraram amiguinhas? — Deu um sorriso sarcástico.

— Da Lili, já. — Ri e voltei a comer.

— Bernardo, James e Júlio. — Lili apresentou, apontando para cada um. — Tifany, Natasha, Tamiris e Sol. — Fez o mesmo com elas.

Bom, Tifany e Natasha pareciam interessadas no Bebê, já Tamiris olhou com interesse pro James, e a Sol mal quis olhar pra eles.

Mas nenhum dos meninos pareciam retribuir o interesse, já que continuaram conversando e começaram a comer.

Enquanto continuávamos comendo, percebi os olhares nada discretos das meninas e segurei o riso várias vezes.

Terminamos de comer, e as meninas voltaram pro chalé. Nós fomos pro pátio principal, e apesar de estar cheio, Lili não parecia interessada em participar.

E nem eu, pra ser sincera.

Então nos despedimos dos meninos e fomos pro quarto.

Quando chegamos, as meninas estavam sentadas no chão em círculo, já montando um tabuleiro que parecia ser um tabuleiro de banco imobiliário.

— Ah, vocês vieram! — Tifany se virou pra nos ver. — Era chato, né?

— Parecia ser. — Lili riu.

Entramos e fomos pro outro lado da roda, entre Sol e a Tamiris. Nos sentamos e elas começaram a distribuir o dinheiro falso.

Acho que foi uma boa ideia ficar ali, porque já estávamos nos divertindo, rindo, chorando, falando besteira...

Ficamos algumas horas jogando até cansar, e trocamos de jogos algumas horas vezes. Até cansar de novo.

— Eu tenho um último jogo na mochila. — Natasha disse olhando pra todas com um sorrisinho.

— Qual? — Sol perguntou desconfiada.

Natasha levantou e foi até a mochila na cama, e logo voltou com uma caixinha e sentou. Tifany pegou a caixa dela para olhar.

— De onde você tirou isso?! — questionou com os olhos arregalados.

Natasha deu de ombros. — É da minha irmã.

— E ela deixou você pegar? — Abriu a caixa e começou a pegar as cartas.

— Claro que não. Peguei escondida — disse como se fosse óbvio e riu.

— Você é doida. — Tamiris balançou a cabeça, também rindo.

— Que jogo é esse? — Lili quis saber, toda animada e curiosa.

Tifany deu a caixa pra ela, e eu também olhei.

— Pergunta ou desafio? — Lili leu a embalagem e olhou pra menina. — Você já leu as cartas?

— Algumas, por quê?

— Por que tá escrito que é pra maior de dezoito.

— Das que eu li, não vi nada demais.

Eu e Lili nos olhamos, e Lili devolveu a caixa.

— Vocês vão jogar também? — Tifany nos olhou.

— Sim! — Lili respondeu.

— Não — falei e todas me olharam. — Eu prefiro ficar olhando.

— Bru! — Lili segurou meu pulso. — Ninguém vai te obrigar a fazer algo.

— É! — Natasha concordou. — Não precisa se preocupar.

— Não, melhor não. Vou ficar olhando mesmo. — Escapuli pra ponta da minha cama, esperando que elas não insistissem.

— Ai, Bru. Se o Bernardo tivesse aqui ele jogava. — Lili tentou me obrigar.

— Chama ele então. — Dei de ombros.

Ela me olhou como se dissesse “olha que eu chamo”.

Balancei a cabeça e me concentrei em tirar nossas mochilas da minha cama, ignorando ela me fuzilando.


Notas Finais


Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeita! Não estavam esperando por essa, hein? kkkkk

Verdade ou desafio é um clichê que eu adoro, sinceramente xD


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