História San Peter: A Escola dos Mimimis Amorosos (Vol.2) - Capítulo 40


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Colégiointerno, Comedia, Comédiaromantica, Ficçaoadolescente, Humor, Internato, Romanceadolescente
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Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Heeei, pessoinhas! Tudo bem?

Mais lembranças dos nosso casal fofura :3

Boa leitura!

Capítulo 40 - 116. Momentos - Pombinhos


— Bom... e depois do meu aniversário, veio o correio elegante. Você sacou na hora que eu tinha te mandado aqueles dois? — Yan perguntou, enquanto saíamos do ginásio.

Decidimos descansar um pouco. Estava bem abafado lá dentro.

— Só o da rosa branca. O outro eu fiquei na dúvida... Parte de mim queria que fosse, a outra parte não achava que poderia ser.

— Sério? Eu sabia qual era o seu... Não sei o porquê, mas sabia. Mas ah! Antes de recebermos os corações teve o parque de diversões.

— Hm, verdade.

Fomos para o jardim noturno e paramos em uma mesa no meio das árvores. Nos sentamos no mesmo banco, lado a lado.

A luz vinda dos postes não era tão forte.

— Nesse dia... você tinha reparado que era dia dos namorados? — indaguei.

— Sim, mas foi coincidência que tive que mudar para o domingo, já que eu ia ajudar o Gabriel na mudança... Não que tenha sido ruim esse dia.

— Não, não foi ruim. Mas eu não sabia. Só me toquei porque vi que tinham muitos casais e os prêmios das barracas de jogos na maioria era coisa de casal.

— Tanto é que você tinha me perguntando que dia era, não é? — Riu, pegando minha mão e cruzando nossos dedos.

— Aham. Eu fiquei inconformada que não tinha me tocado... Mas depois esqueci completamente.

Yan sorriu, nostálgico. — Outro lugar que eu poderia ter te beijado. Na roda gigante.

— Você queria...?

— Claro. Até tentei uma aproximação, mas acho que você ficou mais envergonhada do que o costume.

As bochechas arderam. — Sim, eu fiquei... Você ficou tão perto... Eu não tive coragem de fazer outra coisa senão encarar o mar.

— Eu imaginei... Você estava muito fofinha. Eu não me incomodei com isso... nosso passeio foi ótimo, e ainda teve a praia depois. Eu achei que você ia gostar de ficar lá.

— Eu gostei muito... Tirando a areia no cabelo, foi maravilho — brinquei.

Ele riu. — Bem lembrado. Para mim foi fácil tirar a areia, mas você deve ter demorado um pouco.

— Mais ou menos.

— E o coelho? Você ainda tem?

Que pergunta! — Claro, eu deixo na minha cama e lembro de você jogando o jogo do basquete sempre.

— É, foi um dia ótimo... Depois o que veio?

— Hm... não lembro. O quê?

— O campeonato. Você tinha sido raptada.

— Ah...! Verdade. Foi desesperador ficar presa no banheiro.

— Eu queria muito ter sido seu salvador, mas o importante é que foi salva. — Sorriu e beijou o dorso da minha mão.

— Quando eu te vi, pouco depois de chegar na quadra, notei que estava irritado...

— Claro que eu estava. Você tinha sumido, ninguém sabia para onde você tinha ido e ninguém tinha ideia de onde poderia estar. Eu estava uma pilha de nervos. Eu nunca corri tanto na minha vida, tentando te achar.

— Ai... assim eu me sinto culpada.

— Para, sabe que não foi culpa sua. De qualquer forma, fiquei muito aliviado que você ficou bem. Só não fui falar diretamente com você porque não queria que visse meu estado.

Uau...

Me lembrei que depois daquilo, comecei a falar com o Edu, soube que a Mica tinha mandado um coração para o Yan... Descobri que o tinha evitado de besteira...

— Antes disso acontecer, eu senti que... estávamos afastados. Eu senti você afastada, não sei por quê. Mesmo que fosse semana de provas e tudo... Era impressão minha?

Ele confessou tantas coisas para mim hoje... Eu deveria fazer o mesmo.

— Na verdade não... Eu fui muito idiota.

— Como assim?

Sentei de frente para ele, sentando em cima da perna direita. — Quando começou aquela história de correio elegante, eu queria te mandar um. Antes disso... — Comecei a ficar vermelha antes mesmo de falar. — Eu tinha visto um poema muito bonito que falava sobre amor e eu gostei tanto que escrevi ele em uma folha avulsa e... coloquei seu nome, como se fosse entregar. E como assinatura, só deixei o “B”. E deixei a folha junto com as quinhentas mil que eu sempre deixo no caderno, e uma vez a Lili deixou esse caderno cair e espalhou todas as folhas no chão. Eu recolhi todas... E na correria do correio elegante, ouvi duas meninas da sua sala dizendo que você tinha recebido um poema com uma assinatura de uma letra só...

— E você achou que era a sua folha?

— Achei. Achei que alguém tinha visto e resolvido te entregar, aproveitando o clima do correio... Eu fiquei com tanta vergonha que... — Dei risada de mim mesma. — Fui muito besta.

— Por quê? O poema não era seu, tinha um “M” de assinatura.

— Eu sei, descobri isso depois do campeonato.

— E como descobriu?

Epa... — Não posso dizer. — Desviei o olhar.

Ele riu. — Eu sabia que era da Micaela.

O olhei alarmada. — Sabia como?

— Como você disse das meninas da minha sala, digamos que elas falaram bastante das opções possíveis. Você foi “descartada” justamente por causa da inicial, mas elas também acharam que você poderia ter só colocado outra inicial que não fosse a sua só para despistar. — Deu risada. — Enfim, a Micaela ficou em primeiro.

— Então... você sabia que ela gostava de você?

— Sabia. Até por quê, sinceramente, dava para perceber. Ela conseguia ser mais tímida do que você quando falava comigo.

— E você nunca pensou em... sei lá, falar com ela?

— Claro que não. Se eu gostava de você, por que falaria com ela?

Uau... Fogo nas bochechas de novo! — Não sei! — Acabei rindo de vergonha.

Yan sorriu e se inclinou em minha direção, segurando meu rosto. Me deu um beijo singelo.

— Depois disso veio a melhor parte — falou mais baixo.

— Qual? — Acabei sussurrando também.

— Nosso beijo antes das férias.

Não posso dizer que parece que foi ontem, porque parece que faz tempo demais.

— Eu mal consegui dormir aquela noite, por culpa sua — brinquei, timidamente.

Ele riu. — Eu também não dormi muito bem. Eu fiquei meio elétrico, não sei dizer. Era duas da manhã e eu estava sem sono algum.

— Sim, eu também! — concordei, surpresa.

Ele se sentiu da mesma forma...

— Eu já estava planejando aquilo. Não ia conseguir ficar tranquilo nas férias se não te desse pelo menos um beijo de verdade.

— Você planejou...?

— Sim, fiquei planejando isso uns dias antes. Você reparou em como eu estava nervoso?

— Eu... vi que a sua mão estava gelada pela primeira vez na vida, então só podia estar nervoso. E eu fiquei mais nervosa ainda.

— Eu te deixei mais nervosa? — Sorriu, colocando uma mexa de cabelo atrás da minha orelha. — Sinto muito por isso. Eu queria que fosse algo... natural.

— E quem disse que não foi?

— Isso é... Aquele dia na Riachuello também foi memorável, não foi?

— Com certeza foi. — Ri. — Um beijo escondido no meio das roupas, como não seria?

— É... foi legal. Repetiria a dose sem problemas. — Ele apoiou o braço na mesa, ainda perto de mim.

Fiz o mesmo, e com a outra mão, brinquei com a gola de sua camisa e gravata. — Você fica lindo com essa roupa.

— Obrigado. Você também fica linda com esse vestido, mas você fica linda com qualquer roupa, então... — Deu de ombros e sorriu.

Sorri, o olhando nos olhos. Inclinei um pouquinho, o suficiente para chegar mais perto e o beijei, fazendo um carinho em seu pescoço e maxilar.

Depois de uns minutos, Yan deu um beijo no canto da minha boca e me olhou.

— E pensar que poderíamos ter ficado assim muito tempo.

— Sim... Mas será que... não seria mais difícil na hora de...

— Talvez. Vai ser difícil do mesmo jeito, eu acho. Eu não quero pensar nisso, mas parece que meu cérebro me obriga.

— Eu tenho a mesma sensação.

Yan segurou minha mão em meu colo.

— De qualquer forma, esses momentos que passei com você foram ótimos, se não fosse pra aumentar, eu não mudaria nada. — Sorriu, brincalhão.

— Eu também... Eu só tenho a agradecer por tudo o que você fez.

— E faria tudo de novo, com toda a certeza.

Sorri e só o beijei de novo. Nada poderia falar mais do que um beijo.

— Dá licença, pombinhos!

Tomamos um susto e nos separamos, vendo a professora Eduarda parando na nossa frente.

A vontade de enfiar a cabeça naquela grama foi ENORME.

— Eu sei que vocês só estão dando uns beijinhos e pode ter certeza que eu fico muito feliz por vocês, mas sinto dizer que meio que vocês não podem fazer isso aqui. Então peço encarecidamente que vocês ou fiquem conversando, ou vão para o ginásio e se beijem lá, tudo bem? — disse isso com um sorrisão na cara.

Engoli seco, sentindo o rosto em combustão. Yan também ficou corado.

— Desculpa, prô. Iremos para lá. — Yan levantou, me puxando com ele.

— Ai, meu aluno favorito, obrigada por entender! Hoje estou trabalhando de broxa casais que estão nas escondidas. Não é muito legal, mas fazer o quê. Não queremos pais jovens por aqui.

Seguimos de volta ao ginásio. Nos olhamos e começamos a rir, sei lá por quê.

Fomos pelo caminho que ia direto para o ginásio e entramos. A música estava com tudo, todo mundo estava aproveitando.

Ali de cima, procurei algum dos meus amigos, e vi James e Júlio sentados na arquibancada com copos, conversando. Pelo jeito nenhum deles quis voltar com sua parceira.

Em outro lugar, vi Lili, Mateus, Gabriel e a menina que chamou ele para dançar. Mostrei para Yan onde eles estavam e fomos até lá.

— E aí, pombinhos! — Mateus disse animado quando nos viu.

— Não fala isso, a professora Eduarda acabou de nos chamar assim e nos expulsou do jardim. — Yan deu risada.

— Como assim? Vocês estavam se pegando? — Gabriel questionou e eu fiquei vermelha.

— Precisava perguntar? — Mateus o olhou, fazendo uma careta.

— Ah, foi mal. Não pensei direito.

Todos riram e uma voz vinda dos alto-falantes soou por cima da música, que foi baixada.

— Oi, gente! Eu sei que vocês estão aí se divertindo e tal. — Localizei a menina que falava. Ela estava lá em cima, onde estava o DJ. — Mas vocês precisam votar no seu casal favorito para ser rei e rainha do baile! A ficha e a caixa estão aqui em baixo. — Apontou para baixo, exatamente onde o gol ficava, e havia três pessoas ali, em uma mesa que não estava lá antes. — Vocês fazem a fila, pegam uma ficha na hora e escrevem o nome do casal, e é só colocar na caixa! O resultado sairá as nove e meia, então por favor, votem logo!

Ela saiu de lá e a música voltou ao normal.

— Quem vamos votar pra rei e rainha? — Mateus questionou, olhando para todos.

— Eu vou votar na Bru e no Yan porque eles merecem. — Gabriel falou sorrindo.

— Não precisa fazer isso — falei e Yan concordou.

Lili deu risada. — Não precisamos votar se não quisermos. Eu não tenho ninguém em mente.

— Nem eu. — Dei de ombros.

Mesmo assim, vimos o movimento de pessoas indo em direção a área de votação.

Pelo jeito muita gente tinha um casal em mente.


Notas Finais


Yan sendo um amor, como sempre <3

Em quem vocês votariam para rei e rainha do baile?

Talvez vocês fiquem surpresos com o casal que será escolhido ~lalala

Enfim... Espero que tenham gostado!

Nos vemos semana que vem o/


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