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História Sangue De Dragão - Capítulo 10


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Notas do Autor


Obrigado a Vanna por me ajudar quando eu me esqueço de algum trecho de Fate e ela vai lá e me passa tudo, me fez surtar muito hoje mas consegui terminar rapidamente esses capítulos kkkk. É isso, três capítulos fresquinhos pra vocês pela minha demora pra postar. Até breve.

Boa Leitura!

Capítulo 10 - Invasão A Casa De Bloom


Fanfic / Fanfiction Sangue De Dragão - Capítulo 10 - Invasão A Casa De Bloom

Bloom estava tirando a poeira das caixas, Sophie tinha amarrado os cabelos ruivos a um coque frouxo e bagunçado com as mãos. As duas tiravam as caixas do sótão e passavam para as escadas. Meia hora muito difícil para ambas pegar e levar ao quarto de Bloom mas tudo foi feito com sucesso e agora Sophie estava sentada no chão com plásticos bolhas nas mãos enquanto Bloom tirava uma caixa do guarda roupas e separava algo que a menina não deu o trabalho de ver. Seu rosto estava focado no céu azul da Califórnia, ela sentia o suor descer entre as costas causando cócegas, as árvores estavam balançando ao longe enquanto três crianças de seis e oito anos estavam correndo no gramado de casa com a mais nova de três anos, dois belos cachorros grandes perseguiam brincando com eles.

– Olha, eu tenho todo o material antigo da escola. Não sei porque não joguei fogo em cima disso. – Falou Bloom a tirando dos devaneios mas parecia que a mulher dizia mais para si mesma. – Tome. – Sophie estendeu a mão pegando uma dúzia de papéis.

Enquanto Bloom voltava ao guarda roupas, Sophie ficou admirando as notas boas que a ruiva tinha e principalmente a letra bonita e elegante, não era rabiscada mas tinha um contorno gostoso de olhar.

– Você era boa. – Disse Sophie sorrindo.

– Pois é. Nem eu acredito nisso. – Disse baixo rindo.

– Por que? – Bloom parou para encara lá, Sophie estava séria e curiosa.

– Nada. – Deu de ombros voltando ao que fazia.

Sophie suspirou, não era obrigação de Bloom contar as histórias que havia tido no passado. Elas mal eram amigas de verdade e havia uma diferença de idade, aquela em que separa a criança, o adolescente e os adultos mas Sophie não conseguia ver com clareza o quão velha Bloom poderia ser, afinal, ela tinha uma linda filha tagarela e eufórica de dez anos.

A ruiva levantou jogando o plástico bolha no chão para ajudar Bloom que tentava pegar uma caixa no canto do guarda roupas mas parecia quase impossível pois cada vez mais que Bloom estendia a mão para cima, mais a caixa se afastava. Sophie sempre teve seu jeito de pegar as coisas altas por mais que não tivesse um metro e setenta. A garota pós os pés em cima da entrada do guarda roupa usando como um degrau, ergueu as mãos para cima enquanto o corpo estava largo e os dedos dos pés esforçando ao máximo para aguentarem ficar nas pontas. Bloom não havia notado mas a garota pensou rápido e já estava conseguindo puxar a caixa. Era um peso muito absurdo e conseguia ver que se aquilo caísse em sua cabeça teria um grande hematoma mas ela pensou muito tarde quando a caixa colidiu a cabeça dela e a garota caiu com o corpo ao chão em um barulho. Sophie fechou os olhos tonta, Bloom arregalou os olhos assustada e pegou o pescoço da menina trazendo para seu colo no chão.

– Sophie, você está bem? – Bloom deu um leve tapinha no rosto dela e depois acariciou a região.

– Por favor, me diz que não havia pedras aí dentro. – Disse Sophie baixinho. Bloom riu aliviada.

– Não tem pedras. Consegue levantar? – Sophie teve ajuda de Bloom e logo estava sentada na cama da ruiva. – Vou pegar um gelo pra colocar na sua cabeça antes que fique pior. – O quão pior estava? Sophie viu Bloom sair disparada pelas escadas enquanto ela colocava as mãos com cuidado no couro cabeludo. A dor. Maldita era a dor quando tocou.

Uma voz muito familiar percorreu a espinha da menina, ela curvou para frente e levantou em alerta. Um portal se abriu e Icy veio como se saísse da janela. Os cabelos prateados muito mais claros ao dia, a roupa colada ao corpo e a maquiagem chamativa azul escura contornando todo o rosto com os lábios quase negros se não fosse o sol mostrando com clareza que ali estava um tom azul escuro. Sophie gelou como se um feitiço tivesse sido lançado. Atrás de Icy vinha Stormy e Darcy, ambas as irmãs com o olhar de quem havia acabado de aprontar uma travessura.

– A nossa fugitiva precisa retornar para casa. – Disse Darcy sorrindo.

– Aonde você se meteu esse tempo todo menina? Sabe quantas vezes te procuramos? Quantas vezes gritamos seu nome? Pra mim deveria ter sido nomeada de insuportável. Eu não aguento mais esse nome besta “Sophie”. – Contou Stormy com o punho fechado.

– Para casa. Agora. – Icy ergueu a mão séria e talvez um pouco aborrecida com a menina.

– Eu não quero. – Falou Sophie quase fracassando nas palavras.

– Como? – Aquela voz de Icy penetrou os ouvidos de Sophie, a incomodando.

Sophie já estava cansada de correr, as pernas voltavam a doer como se já imaginassem ela saindo daquele quarto a mil por hora. Icy se aproximou de vagar, a garota sabia oque aconteceria em seguida, suas lágrimas estavam prestes a escorrer. Ela não desistiria tão fácil dessa liberdade. Enquanto ninguém soubesse quem ela era, estaria segura mas Bloom estava no andar debaixo. Oque deveria fazer agora? Sophie posicionou as mãos a frente.

– Você não fará isso. – O olhar de Icy estava fervendo de raiva e surpresa.

Concentre o poder nas emoções. Bloom havia dito isso, estaria certa? Ela não tinha muita escolha.

Ande, não é tão difícil. – Gabe disse sorrindo enquanto ela estava no chão com a perna ralada depois de tentar usar uma bicicleta de uma das bruxas.

– Não acredito no que estou vendo. – Stormy disse gargalhando.

– Devolva minha bicicleta sua desgraça. – Uma menina de cabelos vermelhos e azuis com um capuz vinha correndo.

– ME TIRA DAQUI GABE. – O animal puxou os ombros da ruiva com as garras e desapareceu.

Sophie ficou tonta e de repente os dois estavam rindo ouvindo a bruxa de longe gritar com raiva.

– Obrigado amigo. – Ela abriu os braços, ele se aninhou ao corpo dela. Os dois se jogaram a grana molhada com a chuva fraca caindo nos rostos de ambos.

As trix gritaram, Sophie jogou uma grande bola de fogo com os olhos alaranjados. O grito das três fez os pássaros de longe voarem assustados. Bloom correu pelas escadas com o coração disparado vendo uma chama enorme em volta das três mulheres.

– Eu não quis... – Começou a dizer Sophie mas Bloom cercou a menina com os braços e a puxou para longe.

– Vá para o sótão. Agora. – A menina obedeceu quase caindo pelas escadas correndo.

Sophie se encolheu no meio de toda a poeira, ela colocou as mãos no rosto e chorou enauanto tremia. Se passou vinte minutos, Bloom deeceu com uma manta longa escura marrom e se abaixou cobrindo Sophie enquanto a poeira ainda estava na roupa da menina.

– Elas já foram embora. – Sorriu Bloom dando confiança mas Sophie se jogou aos braços da ruiva chorando. – Calma. Vai ficar tudo bem. Elas não vão mais nos perturbar. – A garota tremia, Bloom pegou as pernas de Sophie e encaixou aos próprios braços pegando a menina de uma vez no colo. Sophie não pesava muito e mesmo se pesasse, não tinha forças para levantar e Bloom não a deixaria sozinha naquela escuridão.

– Eu menti... eu não lembrava, bati a cabeça em alguma pedra e rolei. Elas me querem e eu não fiz nada. Vivia presa em uma maldita caverna... desculpa... por favor... não me leve pra a caverna... – Bloom engoliu em seco, Sophie estava desesperada chorando e fungando.

– Eu não vou levar você para as trix. – Sophie olhou nos olhos de Bloom surpresa. 

Bloom colocou a garota em um sofá pequeno onde Maya adorava passar o café da manhã enquanto conversava com Sky. Sophie ficou abraçada a manta e Bloom preparava um suco de laranja.

– Tome, te fará bem. – A menina aceitou bebendo de vagar cada gole.

– Como você sabe sobre as trix? Conhece elas? – Peeguntou com os olhos baixos e fundos, as lágrimas já eram poucas.

– As Trix são três bruxas irmãs muito poderosas, descendentes diretas das Três Bruxas Ancestrais. Elas causavam o inferno no meu último ano estudando em Alfea mas foram expulsas e Rosalind pegou elas para cuidar. Epa gosta de cuidar de jovens más. – Bloom pegou um banquinho ficando de frente a Sophie. – Me conte oque você sabe ou lembra antes de vir parar em Alfea. – Se fosse a dias atrás a menina não teria a coragem para contar a verdade mas ela tentou resumir oque sabia.

Bloom decorou cada palavra dita pela garota, sentiu a dor da menina pega lá de jeito com os detalhes sobre todo o sofrimento, os métodos usados e principalmente: Andreas e Beatrix. Quando a ruiva ouviu, olhou para o lado diretamente para uma foto dela com Sky e Maya bebê, se o marido soubesse onde o pai estava as coisas só piorariam de vez. Bloom já estava com raiva por Sky tentar usar a filha para descobrir quem era Sophie e agora tinha mais essa. A ruiva suspirou tocando na mão da menina.

– Eu preciso contar a diretora Farah, ela pode ajudar. – Sophie fechou os olhos.

– Mas oque vai acontecer comigo? – Murmurou.

– Ninguém vai machuca lá enquanto você estiver comigo ou com qualquer um daquela escola, você estará em segurança. – Sophie continuava calada em silêncio, Bloom pegou no queixo da menina e levantou a encarando. – Eu prometo. – A mão de Bloom tremeu, ela abaixou. Não tinha certeza se podia prometer isso mas faria de tudo para por ela. Por quê não sabia, Maya era sua única promessa após perder o antigo bebê.

– Bloom? – Sem perceber, Bloom estava com uma lágrima escorrendo no rosto.

– Vai chover. Vamos passar a noite aqui. Vou ligar para a escola avisando que amanhã iremos voltar. – A mulher limpou com as costas da mão e saiu tentando desaparecer a lembrança da perda.

Durante a invasão das Trix, Bloom usou os poderes para expulsa las da casa. As três mulheres chegaram a caverna com ódio e furiosas.

– O que houve agora? – Perguntou Andreas rindo dos rostos odiosos das mulheres.

– Bloom. Ela é um problema. Sophie está mostrando os poderes e adivinhem? BLOOM ESTAVA LÁ NA CASA E PROTEGEU A MENINA. – Gritou Icy com raiva.

Rosalind e Beatrix se olharam sérias.

– Vão descansar. Beatrix cuidará disso. – Falou Rosalind.

– Claro, porque elas não sabem cuidar de uma criança. – Icy lançou um olhar penetrante a Beatrix mas a mesma não ee abalou.

– Bloom não é a namorada de Sky? – Andreas cruzou os braços curioso.

– Ela é casada com o Sky. – Falou Darcy fazendo uma feição de nojo.

– Casada? – O homem abriu e fechou os olhos freneticamente chocado.

– Cale a boca Darcy. – Beatrix fechou os punhos.

– Quando iriam me contar? – Aumentou a voz Andreas.

– Fique calmo Andreas, isso não importa agora. Beatrix, vá e traga Sophie pra casa. – Mandou Rosalind.

– Volto logo. – Com os lábios roxos de batom e divertida, disse Beatrix.



Notas Finais


Gostaria de deixar claro que alguns lugares citados na história não são reais no mundo das winx tanto da série quanto do desenho. Se são citados alguns é meramente da minha imaginação.

Espero que tenha gostado.


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