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História Sangue De Dragão - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Viagem A Califórnia


Fanfic / Fanfiction Sangue De Dragão - Capítulo 9 - Viagem A Califórnia

No dia seguinte quando Sophie acordou, foi agitada na cama por Maya. Ela estava atrasada.

– Não nos diga que saiu as escondidas de madrugada. – Falou Rick correndo ao lado deles para chegarem a tempo a aula.

– Eu nem sei porque vocês me acordaram! – Disse ela com sono. – Eu deveria ir a sala da diretora e não para as aulas. – Maya ia na frente correndo veloz animada.

– A aula de hoje é divertida. Poderemos mostrar nossos poderes. – Disse quase os gritos.

Os quatro saíram da escola, correram pelo jardim e passaram pelas pedras e árvores altas que vivia a volta da escola. Sky e Riven viram os quatro com os rostos vermelhos e nervosos.

– Sua filha ta montando uma guerra contra que grupo? – Riven provocou rindo.

– Avise a Bloom. – Riven o encarou confuso.

– O casalzinho brigou? – Sky o ignorou voltando ao treino.

Doze jovens de 16 a 19 anos estavam sentado em cima de pedras largas e perfeitas para sentar, uma garota de cabelos cacheados morena estava com as mãos posicionadas a uma bacia preta dura e firme a maior pedra que ficava ao meio. Outras seis estavam circulando todo o lugar, eram muito maiores que a do meio e várias manchas de garras enfeitavam as pedras.

– Alguém me explica que lugar é esse? – Pediu Sophie agachada como os outros três.

– É um círculo de pedra. Temos que mostrar os poderes para a diretora, um ritual que é feito todo começo de ano para os novos alunos. Aqui é a fonte de poder de Alfea onde abre e fecha a barreira. – Contou Maya excitada.

– Eu considero um círculo de fogo. Eu tenho uns parentes que já vieram aqui e falam que o pessoal fica rindo da sua cara se você não consegue acertar de primeira. – Disse Rick rindo.

– Acertar? Acertar oque? – Sophie perguntou confusa.

– Tá vendo aquela coisa preta? – Josh estava tão perto de Sophie que ela podia sentir o hálito de chuva verde na boca dele. Onde ele havia comido tão de pressa antes de correrem adoidados para não perder a aula? Ela concordou entendendo. – É tipo uma panela com carvão, aquele carvão é misturado com a chama do dragão, água mágica, o solo da terra e alguns dizem que luz e som. Sinceramente a gente não sabe direito mas ninguém nunca perguntou a diretora Farah. – A garota que estava com as mãos no ar mostrando a água flutuando terminou recebendo um estouro na cara.

– Isso que dá se achar com os poderes.- Disse Rick rindo com Maya.

– Quanto tempo vamos ficar aqui? – Quis saber Sophie sentindo as pernas doerem.

– Estamos atrasados. Acho que se formos agora vai da merda. – Falou Josh.

Os quatro continuaram assistindo aos fracassos dos outros jovens, se passou uma hora até que todos fossem embora juntos e decepcionados. Farah se virou olhando diretamente para Maya.

– Não querem se juntar crianças? – Os quatro se olharam com medo. – Venham. – Rick foi a frente de cabeça baixa e todos seguiram o amigo.

– Desculpe diretora Farah... – Murmurou Maya.

– Sentem na pedra. – Eles obedeceram com receio que agora estivessem encrencados. – Venha cá Josh. – O garoto respirou fundo e levantou decidido que agora estava muito ferrado. – Mantenha o controle, ponha as mãos abertas e largas em volta. – O garoto estava com medo de algo ruim acontecer ao rosto mas fez como pedido. – Foque. – Os três jovens olhavam ansiosos. Josh tentou focar a mente no carvão preto que via a frente, se passou alguns segundos até que ele conseguisse mostrar seus poderes. Uma pequena planta brotou de dentro daquela mistura mágica. – Muito bem. – Maya foi a primeira a aplaudir levantando e chamando atenção. – Maya. – A menina ficou vermelha quando a mulher apontou para ela vir.

– Boa sorte. – Disse Rick rindo.

– Boa sorte. – Disse baixo Sophie sorrindo gentil.

Maya era muito pequena para o tamanho da pedra, Farah ergueu uma das pedras que os alunos sentavam e trouxe para perto da menina. Ela subiu e viu a plantinha sumindo dentro do carvão.

– Feche os olhos, mantenha a mente calma e foque. – A garota seguiu o conselho. Ela levou as mãos a volta daquela panela negra e tentou, tentou e tentou mas nenhuma reação. Rick riu baixinho, Josh abaixou a cabeça e Sophie ficou sem jeito. – Você consegue, tenha foco. – A menina apertou forte os olhos e se concentrou mas nada acontecia. Sophie se levantou e por trás tocou em seus ombros, Maya abriu os olhos surpresa e de repente as chamas cercaram as mãos dela. Tanto Josh quanto Rick e Farah ficaram surpresos. – Muito bem. – Ela sorriu admirada.

– Você foi bem. – Disse Sophie piscando para ela. A loira se afastou e os poderes sumiram.

– Graças a você. – Maya abraçou a cintura da garota, Sophie não sabia reagir mas retribuiu.

– Senhorita Sophie, acho que é sua vez. – Farah tinha um olhar misterioso, Rick e Josh estavam calados mas não viam a hora de ver a ruiva mostrar os poderes.

– Eu não tenho poderes... – Disse pálida.

– Vamos, tente. – A garota olhou para os outros três que sorriam incentivando.

Ela achava muita loucura por mais que na caverna tivesse aula de magia e as vezes seus podres se manifestassem por faíscas pequenas mas poderes grandes como de Rick, Josh e Maya? Impossível. Mas todos tinham os olhos em cima dela. Sophie se aproximou daquele objeto receosa e seguiu o mesmo método de todos os outros alunos e mais uma vez ouviu a voz da diretora soando em seus ouvidos mandando ela focar mas ela não seguia por mais que se esforçasse. Rick começou a rir, Josh abaixou a cabeça e Maya ficou de olhos bem abertos para não perder nada.

– Não funciona. – Ela disse tentando ignorar as lágrimas que vinham ao rosto.

– Você não consegue ou não quer? – A voz da mulher estava forte mas não desapontada ou rígida, não era grave e nem raiva, simplesmente compreensão e gentileza. Ela não acreditava em nada disso. Fadas, bruxas, super poderes, nada. Talvez a diretora estivesse certa em dizer que ela não queria mesmo acreditar.

Sophie se afastou e virou bruscamente saindo correndo pela floresta, ela não visualizou as reações dos companheiros, não ouviu Farah gritar, não ouviu nada além de seus pés correndo apressados para fugir da atenção, para fugir da realidade. Quem era ela.

– Essa escola virou uma creche pra crianças agora. – Bufou Riven olhando em direção a Sophie.

– Cala a boca e trabalha Riven. – Sky entregou a espada ao peito do amigo e saiu de cima do palco montado.

– AONDE VAI? VIROU PSICÓLOGO DE CRIANÇA AGORA? – Riven gritou enquanto o loiro saía rápido de volta a escola.

Sophie passou por vários alunos que estavam jogados no pátio conversando e rindo, todos olharam para ela preocupados, confusos, surpresos e curiosos para saber oque estava acontecendo. Quando Sky passou um minuto depois, todos voltaram a falar fingindo que nada tinha ocorrido. Isso era oque causava quando um professor ou soldado passava por ali, os alunos mostravam respeito.

A ruiva entrou no dormitório e passou para o quarto abrindo a janela, ela sentiu um enorme sopro no rosto enxugando as lágrimas, os cabelos estavam esvoaçando e o tempo mais claro e azul. Ela ficou sentada se acalmando, os passos de Sky ficaram ouvintes mas ela não deu o trabalho de virar para ver quem era.

– Precisa de ajuda? – Perguntou ele na entrada da porta.

– Não, obrigado. – Disse rouca.

– Se estiver com algum problema pode me falar...

– Eu já disse que não. – A voz ela foi mais alta, Sophie abaixou a cabeça e fechou os olhos.

– Ok, desculpe, eu não queria aborrece...

– Tudo bem. A culpa não é sua, eu é que peço desculpa. – Ela limpou a pele fria com as costas da mão e fechou a janela.

– Sky? – Bom estava atrás segurando Kiko.

– Ah, olá Bloom. – O rapaz disse olhando rapidamente para a mulher antes de voltar o olhar a Sophie.

– Aconteceu alguma coisa? – Bloom arqueou a sobrancelha, Sophie não imaginava o quanto estava vermelha com o choro.

– Não. – Disse Sophie se levantando do pequeno baú largo com almofadas macias para sentar.

– O que faz aqui? – Bloom perguntou enquanto acariciava as orelhas de Kiko.

– Vi Sophie correr, pensei que precisava de ajuda. – Deu de ombros Sky ao dizer.

– Sophie, eu esqueci de falar o horário. Você tem alguma aula agora? – Tudo oque a menina menos queria eram as aulas com a diretora Farah.

– Não. Nenhuma. – Contou sorrindo de canto.

– Então vamos sair agora. Se precisar levar alguma coisa é melhor que seja rápida para não perdemos tempo, te espero de frente a escola. – Da mesma maneira que Sky estava evitando falar com Bloom, a ruiva fez o mesmo dando as costas ao marido antes que ele perguntasse para onde iam.

Sophie queria sair dali em um piscar de olhos. Ela seguiu Bloom sem pensar duas vezes.

O carro cinza estava estacionado de frente aos grandes portões pretos da escola Alfea, Bloom abriu a porta do passageiro colocando Kiko em uma cadeirinha de bebê ao meio e depois fechou abrindo uma porta para Sophie e passou para o banco do condutor. Sophie achou uma graça ver o animal brincando com uma cenoura de brinquedo todo amarrado ao cinto e riu enquanto colocava o próprio cinto no corpo mas então lembrou que nunca esteve em um carro antes e não sabia ao certo onde enfiaria aquele cinto para se manter segura. Ela parou por um momento e olhou para Bloom que estava distraída colocando o próprio cinto, a menina deduziu que deveria fazer o mesmo e seguiu as coordenadas da ruiva até fechar o cinto ao corpo. Bloom ligou a chave ao carro e começou a dar início a partida. Um embrulho percorreu a barriga da ruivinha com a nova sensação sentada naquele banco, ela sorriu apreciando as árvores, toda a vasta floresta começando a desaparecer até que Alfea não era mais vista e as duas estavam em uma estrada coberta de gramas verdes e cercas de madeira com fios finos e espinhosos.

– Nunca esteve em um carro antes né? – As bochechas de Sophie ficaram vermelhas, Bloom havia notado tudo desde o começo.

– Não. – Murmurou.

– Tudo bem. Você se acostuma. É ótimo viajar de carro sabia? Uma vez Sky e eu levamos Maya a um lago azul. Fica no reino da Colmeia. Já ouviu falar? – Sophie concordou. Era um reino perto de Domino mas muito diferente, a paisagem em volta do lugar era completamente cheia de girassol, o campo inteiro com abelhas dançantes fazendo o trabalho enquanto a rainha vivia ao lado de um rapaz príncipe, de monarquia não tinha nada sendo sempre governado pelas pessoas em geral que viviam na cidade, era uma democracia bem feita com boa indústria e comércio. O castelo era tão amarelo que ao refletir com o sol deixava brilhoso a ponto de que se você olhasse demais poderia ficar cego. – Tem um lago secreto. Você pode ficar até uma hora e ver os peixes dourados pularem pedindo comida. Todo dia são alimentados e é o melhor ponto turístico na minha opinião. – Sophie queria conhecer muitos reinos, se tivesse que fazer uma lista colocaria Colmeia nela.

– Você já foi a Domino? – Perguntou a menina sempre olhando para a estrada como se olhasse pela primeira vez, não era uma mentira total se não contasse com uma rua que ficava perto da caverna onde ela tinha ido duas vezes e nunca visto um carro ou algum desconhecido passar.

– Conheço. – Bloom estava com a garganta seca, ela olhou para o lado oposto a Sophie e ficou vendo alguns animais correrem enquanto outros comiam satisfeito. Ela fez uma manobra e já estavam em uma nova estrada com pequenas casas distantes começando a surgir.

– Já foi lá? – Sophie notou que ela não estava muito disposta a falar. – Hoje a diretora queria que eu mostrasse os “meus” poderes. – Enfatizou. Ela não tinha mais Gabe com quem conversar, não considerava Josh um amigo e muito menos Rick que era bem infantil, enquanto a Maya, era uma menina doce e gentil mas sempre feliz demais da vida ou eufórica e isso irritava Sophie mas ela não conseguia dizer para a loira parar e agora que sabia que Bloom e Sky eram os pais da menina, tudo oque menos queria agora era arrumar confusão com os dois. Ainda mais Bloom a quem ela estava começando a gostar.

– Meu primeiro dia foi horrível. – Riu Bloom ao lembrar. – Todo mundo olhava pra mim esperando eu fracassar. Menos a Terra e a Aisha porque elas sempre torceram por mim mas o restante da turma sentia pena e alguns acharam engraçado quando não consegui acender uma faísca de chama. – Sophie sorriu, as duas tinham algo em comum.

– E depois? Como conseguiu? – Perguntou a garota curiosa.

– Eu fazia uma lista de para entender meus poderes mas um dia no começo do ano a Stella veio até mim e disse que me ajudaria. Ela foi grossa e disse coisas... desagradáveis... “Ponha a mão no vaso, a magia mais forte vem das piores emoções, raiva e fúria. Ponha essas mãos inúteis de trocada nessa tigela e sinta a real.” Acredite ou não, isso me ajudou muito depois. – Sophie se afundou na cadeira olhando para as mãos. – Que foi? Relaxa. Você pode usar emoções boas para mostrar seus poderes. É a mesma coisa, a diferença talvez seja a intensidade mas ambas te dão tudo oque você precisa. – Elas passavam por casas mais pitorescas, de repente estavam no meio de uma rua congestionada e o barulho das buzinas. Kiko soltou um gritinho animado e Sophie quase pulou do acento assustada. – Coloca isso. – Bloom abriu uma gaveta que ficava de frente a Sophie, entregou um par de pequenos abafadores.

Sophie sentiu o corpo ficar relaxado quando finalmente chegaram a casa de Bloom. Uma casa que tinha uma vista para os morros, era distanciada das outras mas bonita e grande. Bloom tirou Kiko da cadeirinha e ele correu pulando para a porta de entrada da casa.

– Fique a vontade. – Disse Bloom abrindo a porta.

Sophie teve uma visão vasta das escadas, sala de estar e sala de jantar. A casa era um sonho para ela. Tudo muito organizado e bonito com cores azuis, brancas, marrons e pretas.

– Vamos almoçar, depois pegamos as caixas no sótão e subimos pro meu escritório. – Bloom tirou os sapatos ficando confortável ao piso gelado, Sophie estava se sentindo fora d’água dentro daquele ambiente desconhecido. – Hein, vem pra cá. – Bloom segurava dois copos sem nada dentro sorrindo indo até uma estante onde havia bebidas. – Um gole não tem problema. – Era um vinho leve e doce, pouco álcool mas muito delicioso. A menina tomou o gole inteiro e sentiu a garganta ficar menos seca, Kiko pulou para os braços dela pedindo por atenção e Bloom foi direto ao telefone pedir uma pizza.

Do outro lado, muito longe da Califórnia estava Rosalind segurando um globo com o rosto enfurecido vendo Sophie brincar com um animal.

– Beatrix, chame suas irmãs. Encontrei a Sophie.



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