História Sangue e Magia - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Hentai, Romantico, Sexo, Vampiro
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Palavras 4.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie meus lindos, segunda dia de enviar mais um capitulo de Sangue e magia.
A foto de capa é a Rebecca em sua verdadeira forma.
Boa leitura ^^

Capítulo 2 - Minha verdadeira forma


Fanfic / Fanfiction Sangue e Magia - Capítulo 2 - Minha verdadeira forma

}--VAMPIRO ON--{
 Me acordei com uma dor no peito, e então me lembrei do dia anterior quando eu perdi a conciência e fui obrigado a invadir um vilarejo e aniquilar todos os seres daquele lugar. Eu tentei recusar mas Basrakle é... um sádico filho da puta.
Eu abri meus olhos , e então percebi que estava em uma cama bem confortável e em um local completamente desconhecido. Olhei pro teto simples de madeira, o estranho que naquele momento só tinha alguns flashs de memória. E então eu me lembrei do homem que eu havia matado. Essa foi uma memória dolorosa, eu cheguei a beber dele mesmo lutando contra isso, eu consegui por alguns segundos o controle do meu corpo.
 Eu corri o mais longe que eu podia , mas eu sabia que dessa vez eu não iria conseguir fugir do inevitável. Então tentei arrancar meu coração com minhas próprias mãos, entretanto eu vi intensos olhos azuis, era uma menina. Eu gritei mas ela não correu... Eu devo ter matado ela...
 Me movendo lentamente na cama pra sentar e ver o estrago que eu havia feito no meu momento de descontrole, na minha frente uma menina sentada na mesa ao meu lado, mexendo os pezinhos pra frente e pra trás enquanto comia uma maçã . Ela estava me fitando intensamente.
-Quem é voche? [ Ela perguntou de boca cheia, sem piscar ou mostrar minimamente medo]
-Você é a menina da floresta... Você esta morta? [Perguntei surpreso ao perceber que se tratava da mesma menina da floresta]
-Sim...
Fiquei assustado, então é isso, estou louco.
-Você é realmente idiota, desde quanto fantasmas comem maçãs?
 Essa menina realmente quer morrer, se fosse um dos meus irmãos já teriam matado ela. Mas eu sou diferente, os humanos sempre me chamaram atenção... Farejei o ar pra identificar a humana na minha frente mas eu não senti cheiro humano nem de nenhuma espécie, o que é estranho.
-O que é você?[Perguntei me preparando pra atacar]
-Sou humana ora bolas. [Respondeu virando os olhos, pegando na ponta do cabelo dando leves puxões]
Ela pareceu ficar nervosa com a minha pergunta...
-Mas seu cheiro é diferente...
Com agilidade ela pulou da mesa e parou na minha frente olhando nos meus olhos
-Quem é você?[Me perguntou seria, ela parecia estudar cada movimento meu, achei aquilo engraçado pois todos os humanos temem os vampiros, pelo menos quando sabem que é um vampiro.]
-Meu nome é Pheel...
-Hmmm Pheel... [repetiu, parecia se acostumar com o nome]E o que você estava fazendo na floresta deste pequeno vilarejo Pheel?
-Bem eu respondi a sua pergunta, agora responda a minha... Como você esta viva? Se pelo que eu me lembro, eu te ataquei.
 Ela desviou os olhos e virou as costas pra pegar mais uma maçã. Notei que ela pegou seu longo cabelo castanho dando leves puxões.
-Você escorregou e bateu a cabeça... [ deu de ombros] -Ai eu decide te trazer aqui pra tratar dos seus ferimentos, sendo assim você me deve uma. [ Ela disse cruzando os braços]
 Então ela sabe que eu sou um vampiro. Interessante...
-Hmmm... E que você quer menina? Aliais qual o seu nome?
-Meu nome é Rebecca e eu quero respostas. A mando de quem você veio até aqui nesse vilarejo, e por que?[ Ela sentou na mesa balançando os pequenos pés]
Olhei pra ela por uns segundos, essa menina realmente esta achando que eu vou levar a serio todo esse interrogatório. Sorri de canto me levantando com dificuldade por conta dos meus ferimentos, eu tenho uma regeneração rápida no entanto se torna lenta quando somos atingidos perto do coração.
- Quem você acha que é pra falar assim? Acredito que você saiba que eu sou um vampiro, mesmo eu achando os humanos interessantes isso não impede de eu mata-la pelos simples fato de você olhar nos meus olhos .[Fitei os olhos da menina, sentindo meus olhos queimarem, fazendo assim eles terem uma tonalidade avermelhada, mas ela não mostrou medo, eu gosto dos humanos, principalmente os mais ousados]
 Ela suspirou parecendo impaciente e em alguns segundos seu rosto mudou de raiva pra dor, ela olhou pra mim demonstrando dor. Se eu não tivesse perspicácia eu não teria notado aquele misero segundo de raiva.
-Eu sou aquela que perdeu o pai, pra um vampiro sem controle...[ e então lágrimas molharam seu rosto]
 Dei alguns passos pra trás em choque. Aquele homem que eu matei no rio era o pai dela... Uma dor sem igual inundou meu coração, eu me sentia tão culpado que doía. Eu deixei uma criança órfã. Eu precisava tomar alguma atitude. Eu não posso deixar essa menina sozinha, mas também não posso leva-la comigo, ela com certeza seria pega pra virar comida de vampiro.
 -Me perdoe, não era eu naquela hora. [olhei pra ela com pesar] -Era um vampiro poderoso que queria que eu acatasse todas suas ordens, mas eu não aceitei as ordens desse doente e aqui estou.
 Ela me olhou impressionada, talvez não esperava que eu fosse pedir perdão pelo o que eu havia feito.
-Eu sabia que você não estava no controle de seu corpo... Quer saber? Chega desse assunto.[ela virou as costas pra sair da pequena casa] -Você deve descansar, já que aqui não tem nenhuma comida pra você se recuperar mais rapido[ ela disse comida, com um tom de nojo na voz. Dei uma risada e ela se virou me encarando.]
 -Eu não tenho ninguém pra me alimentar onde eu vivo.[voltei a me deitar na cama] -Eu não obrigo nenhum humano a me alimentar, você ainda é muito nova pra entender como funciona o modo de alimentação dos vampiros.[fechei os olhos pra voltar a descansar]
-Quando um humano é forçado a alimentar um vampiro, eles sentem uma dor imensurável como se estivessem cortando suas almas, também é comparado a estupro. Mas quando um humano quer alimentar, uma onda de prazer invade a ambos. [a menina falou como se essa informação não fosse nada]
Me levantei da cama em um pulo, como essa menina sabia de tantas coisas assim com tantos detalhes?
-O-o  que? Co-como você sabe dessas coisas?[olhei pra ela assustado]
-Eu sei de muitas coisas Pheel... [ Ela disse saindo da casa, me deixando em pé ao lado da cama impressionado com a resposta.
 Voltei a me deitar averiguando tudo que ela havia dito -Quando um humano é forçado a alimentar um vampiro, ELES sentem uma dor imensurável como se estivessem cortando suas almas, também é comparado ao estupro. , e então eu compreendi. "Ela não é humana". Então o que será? Eu não consegui identificar nenhuma criatura através do olfato. Somente um leve cheiro de flor.
Preciso ser cauteloso com essa menina, quando eu me recuperar vou embora desse lugar, mesmo por que eu sei que não posso ficar muito tempo aqui. Eles devem estar me esperando. Fechei os olhos sentindo o cansaço me vencer, e dormi.

}--REBECCA ON--{
 Um vampiro que não força os humanos para alimenta-lo, isso é no mínimo intrigante. Ele arrumou alguma forma de se alimentar isso é fato, mas como? Ele seduz as mulheres pra que elas o alimente? Me senti inquieta com esse pensamento. Então voltei ao meu objetivo. Entrei na floresta e lá estava ele estirado no chão, o homem que me socorreu naquele dia. Eu estava tão assustada que eu quase matei ele.
 Eu havia sido atacada por um vampiro, quando eu estava na minha verdadeira forma. Uma feiticeira, já adulta com longos cabelos castanhos, olhos azuis, não muito magra, braços bem femininos mas definidos, fortes o suficiente pra matar. Eu evitava minha verdadeira forma, afinal nessa aparência eu chamava muito a atenção dos homens. E foi por um descuido que fui pega por aquele vampiro imundo que bebeu de mim, e usou meu corpo a seu bel prazer. Eu consegui fugi quando ele virou as costas pra pegar suas roupas, eu sabia que ele iria beber mais, ate me matar. Quando um vampiro se alimenta de uma feiticeira, seus poderes ampliam e eles se tornam mais poderosos.
 Eu estava coberta de sangue, do meu sangue. Estava tão assustada que eu corri pra floresta e me transformei nessa menina de 10 anos. Com os meus familiares nas minhas mãos. Diamond e Igneel.
 Quando é noite de lua cheia os familiares de feiticeira entram em um estado de hibernação, e formam um pequeno casulo do tamanho de um dedo. Ficando expostos a qualquer ataque.
 Foi então que eu vi Adrian, um homem com a aparência de 60 anos. Ele estava enterrando alguma coisa no meio da floresta em um campo florido, estava distraído. Eu estava com medo então eu o ataquei, enfiei a adaga nas costas dele.
Mas eu estava fraca por conta da perda de sangue, então eu me desequilibrei e fui ao chão. Apesar do meu descuido eu consegui atingir o homem de raspão nas costas, fazendo assim um ferimento profundo no lado direito do seu quadril. Ele se virou assustado colocando mão esquerda no quadril pra estancar o sangramento, rapidamente o homem levantou a pá se preparando pra atacar, mas quando viu que se tratava de uma menina machucada e assustada. Ele cessou o movimento. Me olhou assustado.
-O que?[com uma expressão de confuso]
 Eu me levantei meio cambaleante, me preparando pra ataca-lo novamente.
-A não, o que aconteceu com você menina? Quem foi o monstro que fez isso com você?[Ele falava com lágrima nos olhos]
 Então eu o ataquei de novo, dessa vez tentei acertar seu peito, mas eu estava lenta. Aquele maldito vampiro deixou sua marca profunda no meu pescoço, onde eu sentia o liquido quente jorrando e me deixando cada vez mais fraca. O homem segurou minha mão com dificuldade, afinal mesmo eu estando consideravelmente fraca eu ainda sou uma feiticeira e iria lutar ate o fim. E eu sentia que estava próximo. Ele apertou meu pulso me fazendo soltar a adaga, naquele momento eu não tinha soltado apenas a adaga, mas também duas pedrinhas, uma de vidro e outra verde musgo, que estavam na minha mão esquerda. Eles caíram no chão. Eu senti um desespero, não podia deixa-los no chão.
 Tentei me desvencilhar do aperto do homem, mas parecia que meu corpo pesava uma tonelada,  tornando todos os meus movimentos mais difíceis. Eu gritava de desespero. Então o homem me soltou. Dei alguns passos pra trás, minha visão estava ficando embaçada e então eu deixei meu corpo cair. Mas antes de chegar ao chão o homem me segurou e eu perdi a consciência.
[...]
 Quando acordei, percebi que estava em uma cama bem confortável e em um local completamente desconhecido. Fui lentamente abrindo os olhos, olhei pro teto simples de madeira. Então me lembrei de tudo. Me levantei da cama em um pulo e senti uma descarga de dor em todo meu corpo. Dei um grunhido baixinho de dor. E então o homem (eu não havia notado)que  estava deitado em uma outra cama do outro lado daquela pequena sala, se levantou em um pulo.
-ESTA SENTINDO ALGUMA DOR?[ele perguntou aflito]
 Eu me afastei o mais rápido que pude, ignorando toda a dor no meu corpo e principalmente meu pescoço. Me encostei na parede em modo de ataquei, procurei na minha roupa a adaga e nada. Eu estava usando uma blusa grande que mais parecia um vestido pro meu tamanho pequeno. Não estava usando meu costumeiro vestido preto.
 Não, não, não pode ser. De novo não. Já tinha lágrimas nos meus olhos, eu não queria acreditar que tinha acontecido aquilo mais uma vez. Como se o homem ouvisse meus pensamentos ele falou:
-Suas roupas estavam sujas de sangue, então eu tive que te trocar. Eu não podia te deixar daquele jeito. Você lembra a três dias atrás, eu estava velando minha filha de 6 anos.
Eu estive dormindo por 3 dias? Filha de 6 anos?
-Eu não vou te machucar.[Disse se afastando de mim]-Você precisa comer alguma coisa pois esta fraca.[me trouxe uma sopa. Eu o agradeci internamente por não ter tocado em mim, em nenhum momento da nossa conversa.]
Depois de ter terminado minha sopa, eu me senti melhor.
-Me desculpe...[Eu disse olhando pro curativo no quadril do homem, com tristeza nos olhos]
-O que, Isso? Isso não é nada, somente um pequeno arranhãozinho, não dói nadinha. Sou um homem forte e destemido.[ Se levantou mostrando os músculos dos finos braços, saltitando disfarçando a careta de dor]
 Olhei pra ele admirada, com um leve sorriso nos lábios, como um senhor podia ser tão forte? Então notei a falta da Diamond e do Igneel. Tentei me levantar bruscamente da cama. Mas o homem olhou pra mim serio colocando sua mão no meu ombro com cuidado.
-Por favor deite-se. Você não se recuperou... [Ele não terminou a frase, parecia ter cautela nas palavras] completamente ainda.
-Eu preciso pegar algo muito importante na floresta , senhor. [Olhei pra ele suplicante]
-Ha, já sei... [se virou e pegou um pequeno pano que estava em cima da mesa]- Eu acho que você está falando disso.[Disse me entregando o pequeno pacote.]
Peguei o pano sem hesitar, e lá estavam eles. Duas Pedras,do tamanho de um dedo, um um pouco maior que o outro, o menor de vidro e outro maior verde musgo. Isso significa que eu estava segura, eles não me deixariam em um lugar suspeito.
-Obrigada... [Eu disse derramando lágrimas de felicidade]- Eles são muito importantes sim, senhor...
- Adrian [ ele disse com um sorriso]
Depois fui adotada por aquele gentil senhor que cuidou de mim.
[...]
 Pedi a Igneel levar o corpo de Adrian pela a floresta. Diamond seguia sentada no meu ombro chorando. Chegando a um campo aberto, cheio de flores. Onde já havia alguém ali. A filha de 6 anos de Adrian. Coloquei seu corpo gelado ao lado da minha desconhecida irmã, e chorei.
-Adrian, você foi alguém a quem eu confiei o meu mais precioso brilho, e assim cuidou com todo carinho, mesmo na dor de sua recente perda, você tirou forças pra cuidar de um estranho. E adquirir respeito de um desconhecido. [Igneel falou serio]
Igneel era de poucas palavras, fiel,forte, gentil e sábio. Sua aparência é de um dragão verde, quando esta no chão seu tamanho é um pouco maior que a altura do meu joelho. Seu poder é controlar a natureza.
-Mesmo você não me conhecendo... EU TE CONSIDEREI COMO PAI TAMBÉM! [Diamond soluçou nos meus braços.]
A minha pequena fada Diamond era sempre intensa, e forte. Diamond e Igneel nunca se mostraram pro Adriam.
-Pai você foi incrível e adorável, forte e destemido [dei uma risada com as lembranças, mas fiquei seria em seguida.]- O que vou te mostrar é a verdadeira Rebecca.

Fechei os olhos sentindo meu corpo mudar de forma, do corpo de menina surgia uma mulher. Senti meus cabelos longos ate o meio das minhas costas, os meus seios voltando ao normal pro tamanho médio. Meu vestido preto de gola alta cobrindo meu pescoço, colado no meu corpo destacando minhas curvas, com uma leve abertura na minha perna direita. Abri meus olhos lentamente.
-Essa sou eu pai. Me perdoe não ter contado a verdade sobre mim, mas eu tinha medo de te perder. [lágrimas saiam dos meus olhos] -Você tinha acabado de perder sua filha por uma doença e então encontrou uma razão pra viver. Cuidar de uma menina desconhecida que tinha  sido violentada. Você nunca me perguntou nada do que aconteceu naquela noite e eu sou eternamente grata, não somente por isso. Pela sua dedicação, seu amor. Eu vou sempre te amar. Você foi meu único pai em toda a minha vida. Vou cumprir minha promessa, irei proteger o vilarejo. [me sentei naquele campo e chorei. Igneel ficava do meu lado me dando força, Diamond estava na minha mão como um pequeno bebe chorando.]

E então anoiteceu, me levantei, dei uns tapas no vestidos retirando a poeira. Fechei meus olhos e voltei a forma de menina, com um vestido rosa claro ate meu tornozelo, com meus cabelos ao vento. Eu tinha que ser forte por todos daquele vilarejo. Mas um medo veio a tona, ficar sozinha de novo. Senti uma pontada no meu coração, a companhia daquele humano me vez esquecer temporariamente o que era solidão. Diamond e Igneel sempre estariam comigo eu sabia disso, mas é diferente quando você convive com uma pessoa.
Caminhando a passos lentos pra voltar pra casa, com Igneel e Dimond no meu encalço. Avistei as lamparinas de minha casa acesa. Logo meus familiares entraram em uma aparente hibernação e pousaram no bolso do meu vestido.

Caminhei lentamente ate o matagal ao lado da minha casa, vendo o interior da casa através da janela e então eu o vi. Pheel estava apenas com uma calça preta confortável, sem camisa e molhado. Ele saiu pra tomar banho. Olhei pra aquela cena sem piscar um segundo sequer. Fiquei durante uns minutos olhando seu peitoral nu, seus braços fortes, seu peito musculoso, a calça molhada definindo um volume notável. Senti o ar faltar.

Ele estava tentando colocar a camisa, mas pelo visto ainda estava sentindo dor, a passos lentos me aproximei da porta, batendo com força assim assustando-o. Ele ficou corado assim que me viu e virou as costas. Com um sorriso nos lábios me aproximei da mesa me sentando nela, mexendo meus pés que não alcançavam o chão, peguei uma maçã dei uma mordida e olhei fixamente pra as costas largas de Pheel.

-O-oi...Eu não havia te escutado[ Ele disse assustado virando as costas pra mim]
-Você é surdo. [Eu disse com um sorriso zombeteiro]
É claro que ele não me ouviu, eu costumo andar furtivamente quando estou na floresta.
-Se-será que você poderia se virar um pouco? [Me pediu envergonhado]
-Eu cuidei dos seus ferimentos quando você estava desacordado, então não existe nada que eu já não tenha visto no seu corpo. [Olhei pra ele intensamente, me divertindo com a situação. Ele fica realmente fofo quando esta envergonhado]
-O QUE?[Ele se virou bruscamente com os olhos arregalados]
-Ha ha, brincadeirinha. A única novidade seria ...o que esconde embaixo dessa sua calça. [Eu não sabia o porque eu querer brincar com ele assim, mas eu estava gostando.]
Ele olhou pra mim incrédulo
- Menina você não deveria brincar com essas coisas não. As vezes você age como adulta. Você tem quantos anos? 9? 10? [ele perguntou com estranheza no olhar]
 Eu havia esquecido da minha forma de criança. Droga droga. Fingi ignorar esse deslize. Saltei da mesa me aproximando dele.
-Me deixe tratar seu ferimento.
Me aproximei dele tocando seu peito com cuidado, ele se afastou do meu toque.
-Eu vou conseguir me movimentar melhor em 2 dias, assim que eu me curar vou embora da sua casa e não vou incomoda-la.[Ele disse friamente]
Lhe dei um soco fraco no peito, rápido o suficiente pra ele não ler meus movimentos.
-AAAI POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? [Me olhou com fúria nos olhos já tingidos de vermelho]
-VOCÊ VAI EMBORA ASSIM, SEM MAIS NEM MENOS?PRIMEIRO VOCÊ MATA O HUMANO QUE ME ACOLHEU DEPOIS EU PASSO A NOITE TODA DO LADO DA SUA CAMA CUIDANDO DO SEU FERIMENTO, PRA VOCÊ NÃO PERDER MAIS SANGUE E É ASSIM QUE VOCÊ ME AGRADECE?ME DEIXANDO AQUI SOZINHA![Gritei essas palavras, eu não quero ficar sozinha, eu preciso de um tempo pra superar a perda de Adrian]
-Ei calma, eu rea... [ eu não deixei ele terminar]
-CALMA? EU ESTOU CALMA! QUER SABER, VAI EMBORA E NÃO VOLTE NUNCA MAIS. [Me virei com os olhos cheios de lágrimas, eu estava com medo, foi quando eu estava sozinha que tudo aquilo tinha me acontecido]
Ele pegou meu pulso esquerdo, senti meus familiares sacudirem no meu bolso. Eles também se espantaram com o movimento brusco do vampiro.
-Eu já pedi perdão pelo o que aconteceu, você não tem ideia do quanto dói olhar pra você e me lembrar do que eu fiz. Infelizmente não posso levar você comigo, eu sou vampiro e você sabe muito bem o que fazemos. Não quero que transformem você em comida de vampiro. [Ele disse ainda segurando meu pulso olhando pras minhas costas]- Eu não vou embora agora, primeiro eu juro que vou encontrar alguém pra cuidar de você.
 Só então que eu percebi que ele estava segurando exatamente em cima da pulseira de espinhos e flores azuis. Os espinhos não estavam me machucando mas com certeza estavam tentando machucar ele. Coloquei minha mão em cima da dele pra tira-la dali o mais delicadamente possível. Ele olhou pra pulseira com uma interrogação, mas logo mudou a feição quanto olhou pro meu rosto. Senti alivio ao perceber que ele voltou ao assunto que estávamos conversando.
-Eu preciso ir embora, eles vão sentir minha falta. Mas não vou deixar você sozinha. Vou ficar mais 5 dias.
-Obrigada.. [O abracei, eu não desejo uma nova família, eu quero apenas esse tempo pra superar a morte do meu pai]

Pheel ficou parado meio sem jeito, ele não sabia onde por aos mãos. Mas por fim decidiu me abraçar também. E então sussurrou mais pra si mesmo do que pra mim.
 -Só falta eu adotar essa menina agora, e deixar Basrakle mais enfurecido ainda...
 Fingi não escutar o que ele havia dito, me afastei dele lentamente.
-Agora você vai deixar eu ver seu ferimento?[Olhei pra ele com uma sobrancelha levantada mostrando impaciência]
-Claro doutora, tenho certeza que seus serviços serão muito úteis. [Disse em tom de ironia na voz.]

Revirei os olhos e voltei analisar o ferimento, quando passei minha mão no seu peito, eu senti minhas bochechas esquentarem, mas voltei a me concentrar no ferimento. Então o que ele disse era verdade sobre não ter quem o alimente, sua regeneração é baixa . Abaixei o olhar pegando meu cabelo dando leves puxões. Eu senti seus olhos no meu rosto e então me afastei mais envergonhada ainda. Vi um leve sorriso de canto de boca dele. Senti raiva por eu estar nervosa e tentei encara-lo.
-O-okay, você tem uma regeneração bem fraca mas uma ótima resistência. Porem você precisa melhorar sua regeneração... você precisa de sangue...
-Eu sei, só estou esperando escurecer mais um pouco pra eu caçar no vilarejo. [falou com indiferença]
 Eu me afastei dele com um movimento rápido, como eu pude ser burra pra acreditar nesse parasita sugador de sangue. Eu sabia que não devia ter confiado nele, mas eu tentei acreditar que nem todos eram iguais. Tentei acreditar na humanidade. Ele vai se alimentar de algum humano, e eu não vou deixar isso acontecer, vou mata-lo antes que ele machuque um dos camponeses. Fiquei em posição de luta, pronta pra decepar sua cabeça.
-Ha ha ha você tinha que ver sua cara, você ficou branca. [Ele se sentou na cama, chorando de rir]
 Eu olhei pra ele sem entender nada.
-Quando eu me sentir melhor vou caçar porcos e... Bem não se preocupe com o seu vilarejo por que eu não vou atacar nínguem. [Ele falava se recuperando do ataque de risos a momentos atrás]
A genética dos porcos é parecida com o homem.
-VOCÊ FICOU MALUCO? EU IA TE MATAR SEU IMBE...[ Então coloquei as mãos na boca, só percebi o que havia dito quando era tarde, droga ele vai descobrir que não sou humana.]
Ele olhou pra mim com os olhos cerrados desconfiado.
-Ata bom como se uma CRIANÇA HUMANA fosse me matar.  [Disse dando risadas ]
Agradeci mentalmente por ele ser Imbecil.
-Bem por hora é bom você descansar.
-Okay doutora. [ ele disse se deitando na cama]
Dei um sorriso e segui a porta de saída da casa.
-Onde você vai? [ ele me perguntou com pressa]
Nunca fui boa com mentiras.
-Vo-vou dar uma caminhada na floresta. [Eu disse segurando a ponta do meu cabelo dando leves puxõezinhos]
-Você não acha perigoso a floresta a noite pra uma menina humana como você não? [Ele perguntou me estudando]
- Não, não acho perigoso não. A floresta está ate bem tranquila. [Eu disse com tranquilidade, não era mentira, a floresta não era perigosa pra MIM]
-Okay, tenha cuidado. [Ele disse fechando os olhos]
 Passei pela porta da casa. Entrando na mata, Igneel e Diamond voltaram a forma original, e seguiram voando ao meu lado.
-Vocês iam atacar atacar o Pheel quando ele segurou meu pulso?
- Não havia motivo pra tal... Não sentimos hostilidade da parte dele.[Igneel respondeu serio]
-Só nos sentimos incomodados com a proximidade daquele vampiro. [Diamond disse fazendo careta]
-Rebecca seja cautelosa com Pheel, ele parece estar desconfiado. [Igneel falou]
[...]
Estava bem cansada. Segurando em uma corda, na ponta um porco grande e um pequeno frasco no bolso. Finalmente voltando pra casa. Prendi o porco em uma arvore na frente da minha pequena casa. Entrei lentamente. Ele estava dormindo, ainda sem camisa com as mãos atrás da cabeça. Eu me aproximei lentamente pra ver melhor o ferimento, afinal eu sou a medica aqui não é? Então só estou fazendo meu trabalho.
 Me aproximei dele lentamente, meu coração batendo acelerado. Olhei mais de perto o ferimento no seu peito, fazendo um esforço pra não deslizar o olhar pra baixo. Fiz o contrario, inspecionei seu pescoço, em seguida o queixo e depois a boca. Admirei aquela aqueles lábios carnudos, não sei quanto tempo fiquei olhando seus lábios. Decide olha-lo nos olhos, já que ele deveria estar dormindo, mas me deparei com seus  intensos olhos azuis.
 Eu me afastei em um pulo, caindo sentada no chão e batendo as costas na mesa, fazendo todas minhas maçãs caírem no chão.
-Finalmente consegui te ouvir. Não vá ter um ataque cardíaco.[ele disse rindo]-Eu sei que eu sou irresistível, mas Rebecca não é pessoal mas meu negocio é mulher. Digo adulta entende? Não se apaixone por mim.[Me olhou serio]
 Fingi não ter escutado. Mas aquelas ultimas palavras me atingiram, eu me senti... desconfortável. Eu sou mulher, mas no momento tenho que me disfarçar de criança pra continuar nesse vilarejo. Me levantei e comecei a colher minhas amadas maçãs.
 -Como você esta se sentindo? [perguntei de costas pra ele, colocando as maçãs em uma cesta em cima da mesa]
-Melhor...Você passou a noite na floresta?
-Sim...[respondi sem pensar]-Eu fui a busca de alguma coisa pra você melhorar mais rápido.
- E o que você trouxe?[ele perguntou curioso]
-Trouxe o seu jantar e isso.[Levantei a mão mostrando o pequeno frasco]
Ele pareceu intrigado com o frasco.
-Se deite na cama pra eu aplicar isso em você.
Ele estava se deitando sem pressa. Me sentei na ponta da cama. Coloquei devagar o conteúdo do frasco no ferimento de Pheel. No mesmo instante a vermelhidão se dissipou. Não existem muitas formas pra tratar um vampiro, na maioria das vezes eles bebiam de algum humano ou feiticeira. Cristais de sangue de basilisco era o que eu estava usando pra ajudar na regeneração, e sangue de feiticeira pra aliviar a dor e deixa-lo mais disposto. Sim, coloquei meu sangue na solução do remédio. Não sei o que esta acontecendo comigo...
-Essa poção que você esta usando é incrível, já estou quase sem dor... Até parece coisa de feiticeira. [Ele falou olhando nos meus olhos, estudando cada movimento meu]
Gelei.


Notas Finais


Finalmente Rebecca mostra sua verdadeira forma...
Comentem caso vocês tenham gostado desse cap. Vejo você no proximo =*
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