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História Sangue Latino - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi
Escrita iniciante, aqui.
Tenha paciência


Desculpe os erros.

Capítulo 4 - Capítulo 4


ㅡ Nós estamos procurando por Huang Renjun.

Mark sentiu seu corpo travar ao ouvir a menção do nome do vizinho, o que não passou despercebido pelos Corvos.

ㅡ Conhece ele? ㅡ Quem perguntou era um homem alto de olhos pequenos e feições severas, ao lado dele havia outro rapaz da mesma estatura. Porém, ele possuía uma expressão mais tranquila.

ㅡ Claro! Todo mundo conhece ele. ㅡ Mark se atropelou nas palavras. ㅡ Quero dizer... E-ele faz parte do grupo de ladrões, é famoso dentro da Rose.

ㅡ É só isso que ele faz pela Rose? Roubar?

Mark acenou em concordância, ele não sabe quando, mas em algum momento daquela conversa ele começou a soar. Suas mãos tremiam mais que vara verde.

ㅡ Fontes me disseram que ele costuma vir muito aqui. ㅡ O líder do grupo ergueu o dedo e o balançou indicando o prédio.

ㅡ Sim, ele... mas... Mas faz uns dois dias que ele não vem aqui.

Wooyoung ainda estava parado atrás de si. Ele brincava com os cabelos de sua nuca, puxando e acariciando.

ㅡ Porquê?

ㅡ Não sei.

Ouve um momento de silêncio, todos os olhos sobre garoto. E então Wooyoung estava puxando Mark pelos cabelos e apontando uma arma para si.

ㅡ Está mentindo.

ㅡ Não! ㅡ Mark gritou e tentou sair do lugar. Seus olhos estavam marejados, ele queria chorar.

ㅡ Pare com isso, Wooyoung. ㅡ O Corvo próximo da porta deu um passo adiante.

ㅡ Que isso, Yeosang?! Está com pena? ㅡ Alguém perguntou, mas o tal Yeosang apenas deu de ombros.

ㅡ Não gosto de violência contra crianças, assim como não apoio relações de consentimento duvidoso.

Suas palavras pareceram ter efeito sobre os Corvos, pois alguns desviaram o olhar e Wooyoung instantaneamente soltou seus cabelos.

ㅡ Ok! ㅡ O líder se levantou. ㅡ Onde posso achar Renjun?

ㅡ Te-em... ㅡ Mark gaguejou, sentindo que seu coração podia saltar do peito a qualquer momento. ㅡ ...um prostíbu-ulo no território da Zone, algumas pessoa-as dizem que ele vai muito lá.

Ele mentiu. Renjun só foi lá uma vez e depois nunca mais voltou.

O líder acenou e um por um eles começaram a sair da sala, sendo o último deles Yeosang. O Corvo virou para trás para olhar Mark uma última vez antes de virar e seguir o resto do bando.

Uma vez sozinho, Mark contou até trinta e depois correu porta a fora. No andar de baixo, ele se certificou de os Corvos não está em mais alí antes de sair do prédio. Porém, ele acabou voltando para derrubar um Doyoung desmaiado do sofá sobre uma poça de vômito.

{…}

Justamente na noite que Mark precisava chegar rápido em casa, uma multidão de pessoas ocupava a rua. Ele se arrependeu de ter pego aquela rota, mas já estava na metade do caminho, não iria voltar a agora.

Jogando o corpo para lá e para cá no meio de todas aquelas pessoas, ele apressou seu passos. Queria chegar em casa logo, queria falar com Renjun, entender o que estava acontecendo. Por que Mark simplesmente não conseguia acreditar, que Renjun podesse ser tão burro ao ponto de roubar um dos Corvos. Ninguém se mete com os Corvos!

Mark praguejou ao colocar a mão no bolso e perceber que havia deixado o celular em casa — ou assim ele esperava, porque se tivesse ficado no prédio, ele nunca mais o veria.

ㅡ Desculpe. ㅡ Disse ao pechar no braço de uma velhinha que estava cheia de sacolas.

A velhinha olhou para si e sorriu, porém, no minuto seguinte ela estava no chão. Foi violentamente empurrada por uma mulher que fugia de algo que Mark não conseguiu ver, havia muitas pessoas correndo, algumas gritavam e outras estavam tão confusas quanto Mark.

ㅡ Obrigada. ㅡ Ela disse quando Mark a ergueu e juntou suas sacolas.

Mark sorriu e olhou ao redor tentando entender o que estava acontecendo. Mais a frente atirado sobre a calçada, havia um homem lutando com um garoto que Mark não deu mais que treze anos. O menino dotado de força animalesca, se debatia e grunhia, quase rosnava tentando morder o homem a todo custo. Mark torceu o rosto ao perceber que aquela criança estava espumando pela boca. Nojento.

Algo chamou a atenção de Mark, mesmo com toda aquela gritaria e rosnados — esse por parte da criança — havia um som que se destacava. Risadas. Alguém estava rindo alto no meio daquela confusão.

Não demorou muito para que ele achasse a origem do som. Um casal de estrangeiros sussurrava coisas entre si gargalhando e apontando para o menino — que a essa altura havia prendido os dentes no braço do homem e não parecia disposto a soltá-lo. Ao lado deles, havia um rapaz de cabelos vermelhos encostado em uma moto. Ele vestia uma jaqueta de couro e também estava rindo do menino demoníaco. Mark se perdeu ali, naquele sorriso que lhe parecia familiar.

Contudo, ele foi empurrado e bateu a cabeça na calçada. Mas não teve tempo de reclamar, a criança demoníaca agora estava sobre si, abrindo e fechando a boca, espuma e saliva voando para todos os lados. Mark o segurou pelos ombros tentando empurra-lo, porém isso só fez com que o menino ficasse mais agressivo. Mas quando tudo parecia perdido, uma bota atingiu a cabeça do menino em um chute que o fez rolar alguns metros, para logo depois se levantar e correr em quatro apoios atrás de outra pessoa.

ㅡ É melhor ter cuidado. ㅡ Alguém o ajudou a se erguer, ao perceber quem era Mark travou. O homem de cabelos vermelhos que outrora observava, agora estava diante de si. Em um puxão ele trouxe para perto e ditou baixinho para que apenas os dois ouvissem. ㅡ Ou vai acabar se machucando.

ㅡ Obrigado. ㅡ Mark respondeu em um sussurro, ainda meio travado. Aquele cara era muito intenso.

O homem sorriu, e foi como se uma lâmpada acendesse na cabeça de Mark. Assim de pertinho ele percebeu que conhecia aquele cara, foi o mesmo que assassinou um pessoa na sua frente a algumas noites. Tal constatação fez com que Mark recuasse, entretanto as mãos do mãos do homem em sua cintura o impediram de sair do lugar.

ㅡ Que houve? Parece com medo. ㅡ Ele franziu o cenho.

A gritaria ao redor deles aumentou, o menino agora mordia uma mulher.

ㅡ Eu.. eu preciso ir. ㅡ Mark tentou afastar as mãos do homem de si, sem sucesso.

Ele olhou ao redor e depois o encarou por alguns segundos antes de balançar a cabeça em concordância e se afastar.

Quando Mark estava pronto para virar e correr, o homem ditou.

ㅡ Tenha cuidado, no escuro qualquer sombra é uma ameaça.

{…}

Um estrondo soou no pequeno apartamento, quando a porta abriu e bateu na parede com violência. Mark ignorou o gato sofá e correu até a janela.

ㅡ Renjun! ㅡ Gritou.

Silêncio.

ㅡ Renjun!

ㅡ Renjun? Responde, porra!

A janela estava fechada, porém a cortina aberta permitia que Mark observasse a escuridão dentro do apartamento vizinho.

ㅡ Caralho, Renjun responde!

ㅡ Pare de gritar, filho da puta! ㅡ Um dos outros vizinhos gritou em resposta.

ㅡ Vá a merda! ㅡ Mark respondeu e se voltou para a janela.ㅡ Renjun!

O gato subiu no marco da janela e se esfregou no humano. Mark o segurou ao seu lado, tinha medo de que o bichinho caísse. Mas o felino ficou estranhamente quieto; ele ergueu as orelhinhas e observou o apartamento vizinho para logo depois eriçar os pelos. Um rosna rompeu sua garganta.

ㅡ Que isso, amigo? ㅡ Mark ergueu o gato para entender o que estava acontecendo, mas o animal se debateu em seus braços e saltou para o interior do apartamento se afastando da janela.ㅡ Gato?

No cantinho da sala, ele ainda rosnava e chiava.

Sem entender nada, Mark se debruçou sobre a janela tentando enxergar o que quer que o gato tenha visto. Nada. Ele estava prestes a gritar novamente quando uma sombra se moveu lá dentro.

ㅡ Renjun?

Sem resposta.

Mark voltou a se debruçar, desta vez ele ficou em silêncio. Entre os sons distantes de carros e os rosnados do gato, ele ouviu algo. Uma respiração ruidosa. Parecia algo grande e com dificuldade em respirar.

Mark fechou a janela e puxou a cortina.

Renjun não estava em casa e ele tinha medo de saber o que estava lá no lugar dele.


Notas Finais


Desculpe os erros!
Vou postar toda quinta.

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