História Sangue Ruim - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Ação, Bangtan Boys (BTS), Ditadura, Doença, Morte, Sangue, Taekook, Vampiro, Vingança, Violencia, Virus, Vkook
Visualizações 5
Palavras 2.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 4- Preparações


No dia seguinte, a manhã estava bem diferente dos dias anteriores. O céu estava meio nublado, e a luz era muito pouca com os raios de sol fugitivos que passava por entre as nuvens. Passarinhos pousaram na janela em busca de abrigo, já profetizando o mal tempo que poderia vir por aí.

O canto das aves, acabou acordando Taehyung, que se revirou levemente na cama, gemendo em rejeição ao pensar que tinha que se levantar. E mesmo quando teve forças o suficiente e se sentou na cama, esfregando os olhos, e olhou para o relógio ao lado de sua cabeceira, e viu o horário, ainda queria voltar a dormir.

Era em torno das 4:24 da manhã, um tanto cedo. Mas não para alguém que teria que estar pronto, partindo as 6:00 com destino a capital. Quando esse pensamento veio a mente, então de fato se levantou.

Olhou pela janela, e viu os passarinhos apoiados nas grades. Os assobios tímidos e agudos preencheram o ar, dando certa tranquilo a Taehyung, que sorriu finalmente recuperando seu bom humor.

Por outro lado, olhando para o cenário atrás das aves, encarou um céu escuro e coberto de nuvens ameaçadoras. Teve certo medo em como aquele tempo poderia afetar a viagem, e inevitavelmente a missão. Mas logo pensou em como a chuva poderia ser boa, quando lembrou de seu tio.

Seu tio era uma homem de negócios, mas sempre amou o campo, então uniu as paixões. Ele administrava uma das maiores potências agrícolas da região, que era responsável por a abastecer mais de 50% da população da cidade, e das pais de 20 cidades vizinhas. E com a conversa que tinha tido semanas atrás, ele mostrou estar preparado, afinal já tinha mais de 4 meses que não chovia efetivamente. Logo as plantações, e o alimento de muitos ficaria prejudicado, e poderia perder uma grande safra de meses. Realmente, aquela chuva era um alívio, até mesmo para os reservatórios de água que a abasteciam o povo.

Sentindo que poderia finalmente dar seus passos sem perder o equilíbrio, foi em direção ao banheiro. Como sempre, em sua rotina matinal, fez tudo que precisava ali, porém com certa pressa, já que teria de ir ao encontro do comandante e em seguida sair de viagem.

Saindo já praticamente seco do banheiro, exceto por minúsculas gotas que pingavam dos cabelo úmidos e bagunçados, e seguiam escorrendo pelas costas e peitoral ligeiramente definido, se arrastando até próximo de sua cavidade "V", até serem absorvidas pela toalha que rodeava a cintura.

Se aproximou logo de sua cama, agarrando as peças de roupa que ele havia deixado separado no dia anterior, adiantado como sempre. Depois de já ter posto sua calça, vestiu a camisa a jogando por da cabeça e deixando deslizar pelos ombros até cobrirem completamente seu tronco. Sentiu um leve aperto da peça que acabara de vestir, e resmungou.

- Aish!! Não acredito que o Low deixou minhas roupas encolheram de novo na lavagem dos uniformes. Por isso que odeio quando é sua semana de lavar as roupas.

Vestindo por último a parte superior de sua farda, e apertando o cinto em seguida, quando todas as roupas já estavam em seu devido lugar. Por último conferiu se não faltava nada, mas ao bater a mão no bolso esquerdo do peitoral da farda, percebeu estar vazio.

- Oh merda, merda, merda!!!! Onde está essa porra? - falou revirando os lençóis e tudo que encontrava pela frente.

Foi até o cesto de roupa suja que era compartilhado por todos do esquadrão e jogava todas as peças de tecido ao ar, procurando seu pertence. Com o escândalo, alguns soldados acordaram assustados, todos viam a cena do desespero alheio, e ficavam confusos. Até o homem aflito encontrar sua calça do dia anterior. A pegou e olhou os bolsos, até sentir algo tudo no direito.

- Ah! Puta que pariu, está aqui. - respirou aliviado ao erguer o relógio de bolso o segurando pela corrente.

Era um relógio dourado, tinha pequenos arranhões que davam dicas de quantas décadas ele deveria ter, mas ainda brilhava quase em seu auge, mostrando o quanto era bem cuidado. Provavelmente era polido de semana em semana, mas isso era detalhe. Algo realmente a se destacar, era a gravura com o emblema da família Kim's, uma fênix, cuja as asas eram grifadas de cobre para ressaltar as chamas que a consumiam.

- Podem voltar a dormir pessoal, foi não aí. - Taehyung tentou consertar a situação com um sorriso forçado enquanto passava a mão nos cabelos da nuca.

Os homens que foram acordados, se cobriram novamente com as coberturas, resmungando coisas aleatórias, que receberam uma risada sem graça do despertador indesejado.

No intuito de não perder novamente o relógio tão prestigiado, o guardou no bolso esquerdo do peitoral. Tudo inconscientemente, por conta da frase que seu vô adorava repetir: "As coisas importantes nós guardamos no lado esquerdo do peito." Que sua vó complementava com: "E as coisas realmente insubstituíveis, nós guardamos na mente." O garoto sorriu apenas por ter uma imagem borrada dos avós.

Não demorou 2 minutos, o Sargento batia na porta metálica do quarto, "como se ainda não fosse 5 da madrugada" como dizia Low.

- KIM TAEHYUNG. - o homem de fora gritou abrindo a porta, dando um terrível susto em todos. Inclusive no que foi chamado, que não tardou em tomar a posição de sentido.

- Pronto, senhor!

- Apresente-se para a expedição a Capital.

- Sim, senhor!

Ambos saíram da sala, deixando a única pergunta realmente relevante para os do quarto: alguém conseguiria voltar a dormir depois disso?

O jovem já estava pronto a algum tempo, havia se preparado psicologicamente para tudo, ele acreditava. Fazia muito tempo que não ia a capital, na verdade, fazia muito tempo que não saia do acampamento militar para qualquer coisa que não fosse uma operação de extermínio.

Por isso não via a mãe ou a própria casa a quase dois anos. Da última vez, foi para o enterro de seu próprio pai. Era horrível o fato de ter que deixa-la em um momento tão delicado, mas nada podia fazer, uma vez que havia mudado de esquadrão a pouco tempo na época e não tinha intimidade suficiente com seus superiores para pedir o favor de passar em torno de um mês em casa para cuidar de sua mãe que estava em luto. No fim, teve de convencer seu tio a deixar as fazendas temporariamente para cuidar da própria irmã.

Seu superior andava a frente a sua direita, era mais uma das exigências da escala militar, e Tae já a cumpria inconscientemente por estar acostumado. Com mais alguns passos firmes no chão rebuscado, eles chegaram ao local onde ficavam guardados os meios de transporte e a maioria do armamento da cede, um grande galpão resumidamente.

As armas eram separadas por calibre, dos menores aos maiores, e ao lado dos caixotes de armas correspondentes haviam outras grandes caixas de madeira com a munição. As armas ali, a maioria estava descarregada e travada, já que aquela parte era mais um depósito, quando saiam em missão, as asas já estavam preparadas no local de saída, como na noite onde havia encontrado os piores olhos vermelhos que Taehyung já presenciou.

- Senhor, se permite perguntar... - o Sargento confirmou com um aceno de cabeça - Por que estamos aqui? Eu pensei que iríamos pela rota do leste, e por isso sairíamos pela área 2.

- Primeiro, nós não vamos pela rota do leste. Lá há muitos animais, e isso atrai infectados que estão caçando, além do fato de termos feito o ataque a aldeia, portanto é muito provável que os nojentos tenham fugido para lá. E mesmo que eu adorei trazer mais um olhos vermelho para a minha coleção, nessa missão, que é apenas de ir buscar um documento, quanto menos imprevistos e paradas tivermos, melhor. - eu afirmei com a cabeça concordando - Segundo que, como é uma missão especial, digamos assim, o Capitão lhe deu a liberdade para que você escolhesse sua arma. - a última fala veio acompanhada com um sorriso disfarçadamente animado.

- Isso é sério senhor? - eu sorri animadamente com a surpresa.

Na maioria das operações, nós não tínhamos muita liberdade de escolha na hora de pegarmos nossas armas. Um dos motivos, era que havia pouquíssimo tempo, uma vez que haviam dezenas de carros saindo da cede carregando homens para dentro das matas infestadas de infectados, enquanto um alarme ensurdecedor soava fazendo tudo brilhar em vermelho. Isso tudo no mínimo te dá muita pressão para pegar logo qualquer atilharia, já vi vezes em que um novato ficou tão apavorado que pegou uma arma descarregada, e munição de um calibre diferente. Outro motivo, é que os homens responsáveis por arrumar todos o estoque de armas para a determinada missão, já separam as que convém para o tipo de ataque, se é fraco atirador, curta, longa ou média distância, tipo de mira e como se caracteriza aquela região de infectados. Então mesmo que tenhamos uma pequena liberdade de escolher as armas no momento, só há uns cinco tipos disponíveis, enquanto no estoque, há dezenas.

Por esses motivos, a surpresa e animação de Taehyung era completamente compreensível. O garoto foi em direção às caixas, e foi examinando todas as possibilidades a sua frente. Cuidadosamente, caminhou até a parte onde ficavam as submetralhadoras, que eram sempre sua preferência.

As companhias e empresas que produziam as armas do exército, estavam produzido um tipo adaptado de submetralhadora, e o boato correu rapidamente. Todos os soldados queriam poder testá-las em combate, mas ainda não eram distribuídas nas missões pois haviam tido poucos testes, e nunca se sabe quando pode surgir um problema. Essas armas tinham a capacidade de comportar mais munição, sequência de tiros pausada evitando perda de munição desnecessária, tinha uma recarga manual mais rápida e prática, havia a opção de se instalar uma mira de sua preferência, mas o melhor era a maior modificação feita, que era nas balas. A maioria das balas nas submetralhadoras tem sua ponta com um formato mais esférico, mas essas adaptadas tinham a ponta bem mais longa e fina, facilitando a penetração e também melhorando a performance da bala em seu percurso, diminuindo atrito pelo caminho que atrapalha na velocidade do projétil.

Essa arma parecia ter sido feita sob medida para Tae, uma vez que ele tinha preferência pelo combate a menor distância. Então rapidamente agarrou uma das armas que estava no caixote e se pôs a estudar suas peculiaridades. Sequer percebeu quando sargento se aproximou com um sorriso satisfatório no rosto.

— Vejo que se interessou pela mercadoria dos aliados do sul. — a voz do mais velho soou grave atrás de Taehyung

— Sim. Tinha ouvido boatos sobre as novas produções e projetos deles. — o mais novo respondeu sem direcionar-lhe o olhar, enquanto descobria como funcionava a trava de segurança e o lugar de recarga.

— Acho que qualquer informação circula muito rápido aqui dentro. — ele disse com um certo pesar e de preocupação, recebendo apenas um aceno de cabeça em resposta.

Indo até a caixa de munição que estava ao lado, Kim começou a carregar a arma.

— Aliás, seja rápido para se preparar, logo os seus "guarda costas" iram chegar para te escoltar até a capital. — disse segurando um pouco a risada.

— O que disse?! Como assim? Eu pensei que eu faria parte da equipe de segurança, não que seria carregado por outros soldados. — Taehyung deixou toda surpresa e indignação transparecer em sua fala.

— Eu imaginei que reagiria assim, por isso mesmo até questionei o Capitão. Mas segundo ele, vai ser dessa forma. Ele quer que você seja como um embaixador da nossa unidade nessa missão, e estará no comando. Claro, você terá escolta, mas não é como se fosse um filhotinho indefeso, e foi justamente por isso que ele te escolheu. Precisamos que seja alguém que também possa se virar se a coisa sair do controle, além disso você tem experiência em campo e é um dos poucos veteranos de cargo um pouco menor que sobraram na unidade, pois a maioria foram retirados e trocados por novatos. Sem contar que é um dos poucos que conhece a área, a maioria dos soldados aqui nunca nem viu a Capital de perto.

— Eu sei, mas é que... — o garoto bufou no meio da frase.

— Eu sei que gosta mais da equipe de combate, mas dessa vez realmente precisamos de você dessa forma.

— Entendo senhor.

Depois da última fala, Taehyung apenas manteve o silêncio enquanto escolhia sua pistola e arma branca, e o Sargento apenas o observava. Quando estava finalizando ambos ouviram o som estrondoso do portão vertical do galpão se abrindo, revelando quatro carros blindados com dezenove soldados totalmente armados em frente aos mesmos. Foi de fato uma surpresa para Tae, ele não esperava tanta gente para uma missão desse tipo, achou que haveria no máximo um ou dois carros, afinal não era nada tão emergencial assim. Além do fato de que estavam programados para que houvesse cinco pessoas em cada carro, provavelmente estava tentando esconder em qual carro Taehyung estava? Era o que fazia mais sentido até o momento, porém qual seria o motivo de tudo isso? Como se o comando superior já soubesse o que poderiam encontrar, e pior como se já fosse algo certo de se acontecer. Talvez o Capitão estivesse os escondendo algo e enviando-os para uma missão suicida?

Naquele momento o garoto não podia ter certeza de coisa alguma. Afinal poderia ser só muita paranóia acumulado por experiência. Seu Capitão não os mandariam para uma emboscada de propósito, isso parecia mais óbvio do que tudo já que Kim o conhecia desde a infância e adolescência, o grande problema realmente seria se não fosse por vontade própria.

— Pronto garoto? — a voz ríspida do Sargento, que passava um dos braços por cima do ombro de Taehyung, o tirou de seus pensamentos.

— Sim, Senhor!

Os soldados em frente os carros ainda os encaravam tentando manter uma posição firme e não ceder a vontade de rir no momento em que o Sargento passou a mãos nos cabelos do mais novo, bagunçando completamente e lhe empurrando com um chute na bunda enquanto gritava "ENTÃO VAI LOGO!!!" rindo quando o garoto quase caiu no chão pelo impulso repentino.

Aquele sargento havia feito parte de grande parcela da vida militar de Taehyung, ele foi um dos que o treinou durante a época de academia. Portanto os outros militares entendiam a intimidade dos dois e não os chamavam muito a atenção por isso, mas ainda tinham que manter uma certa pose em alguns momentos para que não fosse confundido intimidade com favoritismo.

Kim sorriu quadrado e agarrou a arma contra o peito indo em direção aos carros. Os outros que já se preparavam para entrar, o guiaram para o terceiro carro. E antes de adentrar, apenas olhou mais uma vez em direção ao sargento e lhe prestou uma continência, que foi respondida rapidamente acompanhado de um sorriso aberto, ao qual os dentes se destacavam ainda mais com sua pele negra.

Depois de já estar dentro do veículo e sentir o arranque do motorista, rapidamente ganharam velocidade, e em poucos minutos já tinha passado pela segurança dos muros e adentrando a mata densa.

A neblina que atrapalhava a visão dos arredores, só aumentavam os maus pressentimentos de Taehyung sobre o trajeto da missão, que até então ele pensava ser muito simples.



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