História Sanguinaccio Dolce - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu ia postar segunda, mas vai começar minha semana de provas e eu quero chorar enrolada na cama pra poder postar mais tarde, rsrsrsrs.

Capítulo 3 - Capítulo três.


A receita levava sangue de porco. A receita italiana era feita com chocolate, massa de torta e sangue de porco adocicado e por isso, sanguinaccio. Claro, a receita não levava mais sangue de porco, ou qualquer tipo de sangue, havia anos. Pesquisou mais, tentando descobrir o motivo de terem misturado sangue de porco e chocolate, quem achou que era uma boa ideia?

Não descobriu exatamente a origem, nem quem teve a brilhante ideia, aparentemente, estava relacionado ao il Carnevale, ou feriado de carnaval. Quase riu diante disso. Bem, em comparação ao carnaval brasileiro, esse sim era uma festa ultrajante. Reunia não só as pessoas fantasiadas em meio a rua, dançando e outras coisas semelhantes ao carnaval brasileiro, além de moda e arte, mas também envolvia beber sangue.

Pular o carnaval seminu era interessante, e pelo menos divertido. Como religiosos reagiriam com o conhecimento sobre essa sobremesa?

Se provarem e virem quão bom é, talvez, em sua hipocrisia, ignorem o fato de estarem bebendo sangue de porco.

Sentiu um arrepio cruzar sua espinha. Perguntou-se se aquele que provou levou sangue. Se sim, que tipo? Em suas pesquisas, encontrou que poderiam ser vários tipos de sangue, do de porco, galinha e, em partes mais obscuras, até mesmo sangue humano.

Lembrou-se melhor do gosto. Realmente, havia um quê de metálico no doce, e de salgado, como bem descrito nas receitas que encontrou. Só de pensar no sabor, mesmo com a possibilidade de conter sangue, sua boca se encheu d’água. Fechando os olhos, estava lá, no jantar, tomando o doce.

— Credo! — Quase pulou de susto quando Carla exclamou. — Doce de sangue?

— Bem, você come chouriço, né?

— Chouriço leva sangue? — Vendo-a pálida, quase se arrependeu de contar.

— Bem, alguns, sim — deu de ombros e analisou Carla.

— Que nojo — ela encolheu os ombros e tremeu, fazendo Sarah rir. — Olha, mas porque tá pesquisando isso? Quer experimentar?

— Já experimentei — respondeu, virando-se de volta para o computador. — Naquela festa, duas semanas atrás.

— Com o tal Roger? — Acenou positivamente. — Olha, ele é bem estranho, mas nunca julguei ele como o tipo fetichista com vampiros e essas coisas.

— Não. Acho que a receita que provei nem levou sangue. Só fiquei curiosa sobre a receita e acabei pesquisando. Tinha alguns italianos na festa, acredito que por isso era essa a sobremesa.

— Bem, tá aí duas coisas que eu agora sei que não quero comer de jeito maneira — ela se jogou na cama de Sarah, enfiando o rosto no travesseiro. Sarah riu. — Você sabe da Lily?

— Não, o que tem?

— Aí é que tá, não tem! — Falou um pouco mais alto. — Ninguém vê ela a quase um mês.

— Não seria a primeira vez que ela foge — sacudiu os ombros. Não em desdém, mas para espantar o arrepio que eriçou seus pelos.

— Falou com ela? Ela se comunicou com você? Porque não falou comigo e nem com nenhuma das outras. Nem com a chefa. Queria falar com os pais dela, perguntar e tal, pra saber se ela estava por lá. To preocupada.

— Lily vai voltar. Ela reaparece logo e logo vai nos falar sobre o novo empresário com quem fugiu pra, sei lá — deu de ombros — Bahamas? Havaí? Ou algum lugar parecido.

— Sei não — suspirou. — Ela tava estranha antes de sumir.

— Ah, é? — Tentou se fazer de desentendida, mesmo que ainda gostasse de Lily, não significava que não guardou rancor.

— Vocês ainda estavam brigadas? — Olhando para Carla, notou que ela realmente não sabia. Acenou positivamente. — Ela estava saindo com o tal Roger, e ela ficava falando dos jantares e das senhoras e como era bem tratada. Pensei até que eles tinham fugido juntos.

— Por quanto tempo eles saíram juntos? — Tentou mudar de assunto, mas o olhar de Carla entregou que ela não deixaria o assunto morrer facilmente.

— Sei lá, quase um ano — suspirou. Carla sentou-se e cruzou as pernas. — Tá se apaixonando por ele ou coisa parecida? — Perguntou enquanto mexia no cabelo preto. Não respondeu. — Olha, por que vocês brigaram?

Soltou um bufo antes de responder.

— Ela disse algumas coisas quando eu chamei a atenção dela, justamente por causa dessa fixação dela com as mulheres das festas e porque estava recusando outros clientes, que não o Roger, fora que a Mara estava ficando meio puta com ela por conta das respostas atravessadas... eu não gostei do jeito que ela falou comigo, nem do que falou. Jogou na minha cara o que eu fazia antes de ser acompanhante de luxo.

— Ela nunca foi puta, e não sabe porque a gente fazia isso — deu de ombros.

— Ela nunca reconheceu seus privilégios e nunca viu que ter pais ricos estava a favor dela. Isso aqui eram férias pra ela, né? Poderia ir embora a qualquer instante e voltar pra debaixo das asas dos pais, e, sei lá, tomar um chazinho com eles enquanto a mãe fazia um cafuné, ou algo que pais decentes fazem pelos filhos pródigos. Mas para quem nós iriamos? Nós não temos ninguém. E ela nunca entendeu isso. — O rancor em sua voz era tão forte que atordoou Carla por alguns instantes. Sarah estava ofegante após despejar parte do que aconteceu.

— Do que ela te chamou? — Carla ficou séria, o que não era comum. Sarah deu de ombros. Lembrar do que foi dito quase a fez chorar.

— Não importa — retrucou. — Me avise se ela retornar. Estou brava, mas ainda somos amigas — pediu.

— Tá falando pra eu sair? — Carla estava com uma sobrancelha erguida. Acenou.

— Estou ficando com dor de cabeça — murmurou. Carla revirou os olhos e se levantou, indo para seu quarto. Fechou a porta e caiu na cama. Cabeça afundada no travesseiro.

Lilian retornou a sua mente. A garota mimada, mas doce. Brigaram por vários motivos, mas o início de tudo foi ela ter descoberto que Sarah também já havia sido contratada por Roger. Puta era a coisa mais leve que foi chamada por Lily aquele dia, antes dela sumir.

A estapeou quando isso aconteceu.

Passou dias tentando não se lembrar da existência de Lily, ainda com raiva do que fora dito. Mas agora, se preocupou.

Pegou seu celular e deu uma olhada nas mensagens. Nada. Nenhuma mensagem dela. A última vez que ela visualizou o WhatsApp, foi dois dias antes da briga. Encucada com isso, entrou em outras das redes sociais dela. Como esperado, nada no Facebook, porém, nada também no Instagram. Se ela fugiu com um empresário rico, como da última vez, teria postado uma foto da praia ou do local onde estava.

Engoliu em seco. O último cliente que ela pegou, foi Roger.

Essa informação ecoou por sua mente por muito tempo. Essa informação não permitiu que ela dormisse.  


Notas Finais


Sobre religiosos fervorosos e o doce, bem, tive uma discussão com minha tia sobre isso. Ela ficou chocada quando eu disse que chouriço também era feito de sangue de porco.
Pois é, é a vida!
Bom, sempre falam do carnaval de Veneza e é um carnaval que eu gostaria de ver, mesmo que eu não goste muito de carnaval, fora o fato deu poder sair como uma drag sem ser julgada pela sociedade (não que normalmente eu não me maquie como uma drag só pra ficar em casa dançando Gaga). Bem, enfim, se encontrarem algum erro, me digam para que eu corrija! Beijos e até a próxima! <3


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