História Sanguine Ardeo - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Bruxas, Drama, Hibridos, Homossexualidade, Humanos, Lycan, Mistério, Sangue, Suspense, Terror, Vampiro
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Palavras 1.625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo mais trabalhoso que tive até o momento, inclusão de novo personagem e alguns esclarecimentos. Boa leitura :)

Capítulo 5 - A Angústia Que Me Causa, Lembranças


"Quase mil anos se passaram e eu ainda não terminei de retirar as pragas desse maldito jardim, mas mesmo assim ele insiste em continuar vivendo."

_ Dmitry, rápido! Segure esse cavalo seu cigano imprestável! O pato caiu logo ali e esses malditos cães não param de latir para o lado oposto! Vou ter que ir procurá-lo sozinho!

_Sim meu Lord! - Porco burguês imprestável- (cochichando)

_Esqueceu da minha audição Dmitry!? Quer dormir entre os escravos novamente!?

_Desculpe meu Lord! - Pelo menos com os escravos sou respeitado - (pensando)

Um silêncio amedrontador atinge a floresta, os cães param de latir e está ficando escuro. Do chão começa a surgir uma névoa e acompanhada à ela um frio vindo do chão e se estabelecendo na mesma altura que a névoa no momento. Dmitry tentando acalmar o cavalo de seu amo que está em desespero para fugir, até que ele atola seus pés e nota que não há mais a presença do cavalo que fugiu no descuido mais breve de Dmitry.

_Meu Lord!? Onde o senhor está!?

O silêncio é interrompido por um grito feminino aterrorizante, como de um monstro. Dmitry começa a tremer e tenta desatolar os seus pés, mas acaba caindo e torcendo o tornozelo. Ele vê dois olhos em chamas vermelhas vindo em sua direção, com uma fúria indomável. Dmitry consegue escapar e corre mancando e gritando por socorro, até que tropeça em algo e cai no chão. Ele vê algum animal se alimentando de uma presa, e chega mais próximo para ter certeza do que realmente está vendo. Dmitry vê com seus olhos arregalados, uma mulher, se é que podia chamá-la assim, ajoelhada no chão entre a neblina se alimentando de seu amo. Ela está com o coração de sua presa batendo fraco na mão direita e com a mão esquerda puxando as vísceras e atacando com a boca com fúria ao se alimentar delas, até que o demônio olha sorrindo para Dmitry e começa a se alimentar do coração ainda batendo, Dmitry tem um ataque de risos, estende os braços e algo o ataca por trás mordendo o seu pescoço e o levitando para cima, entre a copa das árvores.

_Você precisa rir sempre que vai se alimentar, Ravenna!?

_Stefani, você sabe muito bem que eu como 4 vezes ao ano, a cada mudança de estação, foi você mesmo que me designou a isso. Tenho que comemorar, certo?

_Você tem razão, aliás, se você ficar na forma original por muito tempo novamente, acredito que não conseguirei contê-la, como o meu amo já fez uma vez. Mas mesmo assim, tente se conter um pouco, só até eu conseguir a minha presa também.

   - Nota sobre Ravenna -

Ravenna em sua forma demoníaca tem que se alimentar constantemente de humanos para poder manter os seus poderes. A sua presa tem que estar viva enquanto ela se alimenta, para poder sugar a vida e suas energias ainda na forma orgânica. Para controlá-la, Stefani criou um corpo astral do qual o conhecemos por Mary, mas mesmo assim ela tem que se alimentar 4 vezes ao ano, a cada estação climática, para sobreviver. Em sua forma humana ela não pode manipular magia mas mesmo assim se mantém imortal, cujo o dom todos desconhecem, até o momento.

        - Fim da nota -

_Ravenna, avise a Donatella que não retornarei em um tempo, até que eu consiga controlar a casa de onde àqueles dois vieram, temos que conseguir um lar para todos, viver escondidos agora que temos Donatella, nunca mais!

_Pode deixar comigo, Stefani. Você não vai precisar da ajuda de sua amiguinha aqui? (fala sorrindo e logo passa a língua entre os dentes sujos de sangue).

Stefani vira os olhos, tira a caixinha e a chave de dentro dos bolsos. Ravenna faz cara de mal e senta. Vira Mary novamente e sai correndo rindo pela floresta ao encontro de Donatella. Stefani senta um pouco e os cães vem chorando em sua direção e começam a lamber o sangue que está em seu rosto, ele os abraça e ficam ali mesmo por um tempo.

Mary chega ao encontro de Donatella, mas não a encontra em seu leito. Ela sai a sua procura, não encontra ninguém, todos os lacaios já estão dormindo a essa hora. Até que ela escuta um barulho de espadas se chocando vindo de outro cômodo do casebre abandonado. Ela vê Donatella empunhando uma espada e do outro lado Tomoe Gozen. Tomoe é uma mulher oriental muito bela, com longos cabelos negros que quase alcançam o chão quando soltos e seu delicado e lindo rosto branco que se assemelha ao do lua, ela está vestindo uma típica vestimenta oriental branca com gotas rosas semelhante a pétalas de flores e seu cabelo está preso em um coque típico de sua terra natal. Não sabe muito sobre ela, a única coisa certa é que ela veio da Ilha Nipônica, na Ásia. Foi transformada pelo próprio Dracula depois dele vê-la à venda em uma feira de escravos na França e à comprá-la. Ela fala várias línguas, além de dominar excepcionalmente a espada e a luta, ela ensinou o mandarim e a língua nipônica para Dracula. Ela é a pessoa encarregada de ter que limpar a sujeira que Dracula deixa pelo mundo, vampiros deserdados e pessoas que acabam reconhecendo o seu amo. Chamam ela de traidora mas Mary é uma das únicas pessoas, além de Stefani, que  entende a sua real significância.

Mary então se aproxima e senta num canto, admirando Donatella. Então, Tomoe pára a luta.

Tomoe:_ Lady Ekatherine, amanhã continuaremos o nosso treinamento, como Stefani me ordenou que deve ser feito, você tem que ficar forte o mais breve possível, sugiro me acompanhar em uma caçada qualquer dia.

Donatella:_Obrigada Tomoe, aceito o seu convite, podemos ver um dia sim.

Mary:_ Por que vocês não vão hoje? A noite está linda, a névoa vai facilitar a caçada.

Tomoe olha para Mary com desconfiança e após isso olha para Donatella, com ar de que entende a situação ela fala:

_Eu posso trazer algo para você Milady, se estiver com fome.

Donatella:_ Obrigada Tomoe, mas não sinto fome hoje.

Todos se retiram, exceto Mary com uma expressão desanimada, então ela deita e começa a dormir no mesmo lugar. Até que algumas horas se passam e ela é acordada por Donatella tentando morder o seu pescoço, os olhos de Mary ficam negros e ela dá um grito amedrontador e fala:

_Nunca mais faça isso!!! Você não teme a morte sua inútil!!?

Tomoe chega correndo, pega Donatella pela cintura com uma só mão e logo as duas somem.

Num lugar mais afastado Tomoe vem com um homem risonho, apresentando uma tímida embriaguez, muito elegante e jovial e o arremessa como um saco de estrume em direção da Donatella.

Tomoe:_ Você tem muito o que me agradecer por isso!

Donatella ataca a presa ferozmente sugando todo o seu sangue e começa a fugir, Tomoe em um passo alcança ela e a leva de volta para o casebre sem qualquer dificuldade.

Tomoe:_ Agora vá descansar, conversaremos após.

Donatella assustada com tamanha força e velocidade só chacoalha a cabeça em um gesto de concordância e vai até o seu leito.

Tomoe então vai em direção de Mary que está sentada pensando, no mesmo lugar onde tinha atacado Donatella, e pára ao seu lado.

Mary:_ Foi para o próprio bem dela, o meu sangue foi amaldiçoado há milênios atrás. Se algum de vocês se alimentarem dele, morreram no mesmo momento.

Tomoe:_ Eu entendo suas preocupações, Ravenna. Mas não às compreendo.

Mary:_ Obrigada Tomoe, agora com Stefani longe temos que tomar conta de Lady Ekatherine.

Tomoe:_ Estou tentando me acostumar em chamá-la de lady, ela era uma simples cigana órfã.

Mary: _Sim, ela era, assim como você foi uma escrava um dia. Como Stefani...

Tomoe:_ O que tem Stefani haver?

Mary: Deixe-me lhe contar...

Stefani era um simples escravo romano do Conde Gennaro Ferretti de Turim, até conhecer Dracula em uma visita em Roma. Stefani era um serviçal que constantemente era chicoteado por seu amo, onde o mesmo se divertia o torturando por causa de sua extrema beleza, o tirando muito sangue, mas Stefani não sentia mais dor, ele ansiava por sua morte. Stefani teve a sua família inteira morta por bárbaros enquanto trabalhava na plantação de trigo, ele conseguiu escapar mas não conseguiu enterrar sua família, já que os seus corpos foram empilhados e enterrados em um lugar qualquer. Vivia pois era a única coisa que tinha e também a sua maldição. Os planos de Dracula eram se apossar de todas as riquezas de Ferretti, já que os seus negócios não estavam mais tão lucrativos na Romênia, mas acabou se apaixonando por Stefani, como se fosse um filho. Por mais que pareça ser impossível, Dracula deixou escapar uma lágrima por ele pois sentia a sua dor, a sua verdadeira dor.

Então em uma noite, Stefani vê Dracula num amontoado de corpos repousando na sala, ele se aproxima assustado mas ao mesmo tempo com uma sensação de alívio e antes de fazer qualquer pergunta é atacado e repentinamente mordido por Dracula, e quando olha para frente sem entender o certo o que tinha acontecido, Dracula está repousando no mesmo lugar como se nunca tivesse se movido, até então que ele se vira delicadamente e lhe profere as breves palavras, - meu amado filho, enfim o encontrei, jamais passará por isso novamente. Está vendo agora esses seres mortos? À partir de hoje eles não são nada além de comida, são descartáveis e substituíveis, não lhe causaram mais nenhuma dor e sim sustento. Venha até mim, não tenha medo -. Então Stefani vai em direção a ele e senta ao seu lado, Dracula o envolve em sua capa e o dá o beijo da eternidade entre os corpos que no momento, compõem agora a bizarra mas tranquila paisagem.


Notas Finais


Chegamos até aqui, "ufa ou próximo! próximo! próximo!"? Que seja, o próximo vai surgir :)


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