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História Sannin mirins - Capítulo 14


Escrita por: Lechan12

Notas do Autor


Bom dia, pessoal! Trouxe mais um capítulo da aventura desses nossos queridinhos Sannin! Espero que vcs gostem!!

Capítulo 14 - O reino da princesa Katsuyu- parte 2


Tsunade tirou forças de seu interior e se levantou cambaleante, sentindo os joelhos urrarem de dor ao se levantar, puxando Jiraiya junto consigo para correrem o mais longe daqueles seres bizarros. O albino, vendo que a amiga estava com dificuldade de correr com os joelhos feridos, fazendo uma careta de dor, sugeriu sem nenhuma malícia, apenas preocupado com o estado de sua amiga de classe:

 

_Tsuna, suba nas minhas costas, eu te levo!

 

Mas, egocêntrica e durona como era, a menina apenas respondeu emburrada:

 

_ Não me enche, idiota! Eu estou machucada mas ainda sei andar!

 

Os dois correram o máximo que puderam floresta a dentro para o mais longe possível daquelas criaturas estranhas. Percebendo que Tsunade fazia caretas de dor e que pequenas lágrimas brotavam do canto de seus olhos cor de mel, Jiraiya nem pensou duas vezes e agarrou uma das mãos da menina, a fazendo se apoiar nele. A Senju já franziu a  testa, odiando a atitude do amigo mas, antes que ela pudesse falar qualquer coisa, Jiraiya falou serio:

 

_ Dá pra ser menos cabeça dura pelo menos uma vez na vida, Tsunade!? Não tá vendo que eu quero te ajudar, garota? Estamos fugindo de lesmas gigantes e você vai toda birrenta por eu estar te ajudando!

 

Coube a loirinha apenas fazer um bico emburrado, sendo capaz de mayer o albino apenas com seu olhar fuzilante mas, mesmo a contragosto, ela odiava admitir que com a ajuda do menino seus joelhos doiam menos e ela conseguia correr com mais facilidade. Porém, como se o destino conspirasse contra eles, a trilhazinha que pegaram no meio das árvores acabava subitamente num enorme paredão de pedra rochoso, que de tão íngreme e pontiagudo, era quase impossível deles escalarem, ainda mais estando exaustos e Tsunade ferida. Até mesmo Jiraiya sentia sua bochecha latejar inchada, devido ao soco que levara da amiga mais cedo. Naquele desespero, coube ao albino apelar para o mapa fajuto que comprara do velho na feira.

 

_ Mas que droga, Tsunade! Se você não tivesse jogado o mapa no chão, não estava tão complicado ler alguma coisa aqui!_ resmungou o albino, tentando ler alguma coisa naquelas páginas enlameadas.

 

_ Isso era um mapa antigo, seu idota! E nada garante que se está descrito sobre esse lugar que estamos agora. Vem, vamos tentar contornar esse paredão!

 

Mas, antes que os dois bolassem um plano B para sair daquela situação nada agradável, as lesmas os alcançaram, surgindo aos montes pelas folhas e galhos das árvores. Os amigos não sabiam se eram imaginação da cabeça deles, só sabiam que as lesmas pareciam se multiplicar! Agora havia centenas delas o encarando, num misto de curiosidade que os deixava desconcentrados.

 

_ Oh oh!_ murmurou a Senju, encostando suas costas naquele paredão encrespado.

 

_ Psiuuu Tsuna, não se mexa._ falou Jiraiya, com aquele tom confiante novamente tomando conta de sua voz_ Eu sei exatamente o que fazer.

 

Jiraiya suspirou fundo e estufou o peito decidido, indo em direção aos animais com o queixo erguido e as costas bem retas. Tsunade por um segundo o achou corajoso, e até mesmo o considerou menos idota do que ela achava que ele fosse. Porém, aquele seu pensamento nobre só durou meros segundos, já que, aquela postura de confiança se desfez, resultando num menino de joelhos, quase em prantos no chão, exclamando com uma voz esganiçada e com as mãos rentes uma nas outras, como se dissesse uma preze:

 

_Por favor dona lesma, não me coma! Eu odeio tomar banho, como meleca, não lavo a mão depois de ir ao banheiro, estou há uns três dias sem escovar os dentes, faço xixi na cama mesmo já tendo sete anos e soltei o pum mais fedorento da classe! Não me coma, por favor!

 

Ao ouvir tais palavras, Tsunade sentiu seu estômago revirar diante daquele garoto nojento que estava em sua frente! “Se eu soubesse disso antes, não teria deixado ele pegar na minha mão! Que nojo, agora estou contaminada com os germes dele! Argh!”

 

_ Jiraiya seu porco, nunca mais toque em mim, entendeu!?_ rosnou Tsunade, já estalando seus punhos, pronta para dar uns cascudos naquela cabeleira branca e desgrenhada.

 

Antes que qualquer agressão acontecesse ali, uma das lesmas falou, com a mesma voz suave e doce de antes:

 

_ Crianças, nós não queremos machucar e muito menos comer vocês._ os amigos piscaram e encararam o animal. Como estavam cercados e sem escapatória, só coube a eles ouvirem o que as criatura tinham a dizer _ Nós só queremos ajudar, por favor nos deixe cuidar de seus ferimentos.

 

Mesmo aflitos com aquele bando de moluscos os observando, Jiraiya e Tsunade cederam e aceitaram a suposta ajuda daquelas lesmas, que tinham a voz tão doce que pareciam ate serem de seres místicos, como as ninfas e fadas dos bosques. O animal que falara com eles subitamente se dividiu em outros dois idênticos, só que menores, e rastejaram até eles, subindo pelas pernas de Tsunade, se posicionando sobre seus dois joelhos ralados e no rosto de Jiraiya, se focando em sua bochecha dolorida e inchada.

 

A menina sentiu seu estômago se apertar e um gosto amargo invadir sua boca ao sentir aquele ser pegajoso, gosmento e gelado tocar em sua pele. Era muito nojento! Já o coitado do Jiraiya estava tão trêmulo, que nem ao menos sentiu aquela presença pegajosa em suas bochechas, apenas permanecendo estático, como se fosse uma estátua assustada. Logo em seguida, os moluscos começaram a brilhar num halo esverdeado, fazendo com que a feridas dos dois começassem a cicatrizar aos poucos.

 

_ Infelizmente nosso poder de cura está limitado, crianças._ disse mais uma daquelas lesmas que estavam assistindo a eles _ Nós só conseguiremos estancar o sangramento dos joelhos e reduzir um pouco o inchaço da bochecha, me perdoe por não conseguir curar vocês por completo.

 

Realmente a criatura tinha razão pois, após as lesminhas saírem sobre o ferimento de ambos, Jiraiya não sentia mais aquele incomodo pulgente em sua bochecha, apenas um pequeno latejar que nem incomodava direito. Já Tsunade, ainda sentia uma fisgada em seus joelhos esfolados mas, não havia mais sangue saindo dos cortes, apenas aquela ardência típica das feridas abertas. Apesar de ter achado aqueles bichos nojentos, Tsunade ficou encantada com tal poder de cura, observando encantada sua ferida que nem sangrava mais, como se tivesse se machucado um dia atrás. A garota, para orgulho de seu avô, sempre gostou das áreas médicas, cuidando dos machucados de seu irmãozinho caçula e das outras crianças quando brincavam na rua. Ela até mesmo pediu para seu tio Tobirama lhe ensinar ninjutsu médico mas, o homem negou, afinal, Tsunade era uma criança e ninjutsu médico era um técnica muito avançada. Ver aqueles seres peculiares a curarem por um instante, transformou aquela sensação de nojo enjoo em uma curiosidade e interesse. Por isso, tomou coragem e perguntou para a criatura:

 

_ Eeer, dona lesma, por que os poderes de vocês estão limitados? O que aconteceu?_ perguntou Tsunade, fazendo Jiraiya ter um sobressalto.

 

“Por que ela tá conversando com uma lesma, garota maluca!”_ pensou o albino, rezando para que ela não falasse alguma besteira que pudesse fazer aquelas criaturas, supostamente pacíficas, se voltarem contra eles.

 

_ Na verdade, nossos poderes vêm da floresta. A floresta que vocês estão, crianças, não é uma floresta qualquer, e sim uma floresta mágica.

 

_ Uma...floresta...mágica!?_ perguntaram os dois, ficando cada vez mais interessados.

 

_ Sim crianças, vocês estão na Floresta Shikkotsu, o lar das Lesmas lendárias._ fez uma pausa, apenas para contemplar as duas fofas carinhas espantadas em sua frente_ E eu sou a Princesa Katsuyu, seja bem vindos ao meu lar.

 

_ Pe...peraí, como uma lesma pode ser uma princesa, hein!?_ exclamou Jiraiya incrédulo, apontando com seu dedo em riste para o animal em sua frente que parecia se divertir com ele.

 

Mas a mente de Tsunade estava viajando longe, nem mesmo escutava a voz estridente de seu amigo ao lado. Ela estava presa aos próprios pensamentos, se recordando de uma de suas lembranças passadas, onde ela, uma menininha de quatro anos estava colhendo um pé de alface no quintal de sua própria casa, juntamente com seu avô.

 

“Hashirama colhia mais um pé de alface, verde e bonito, bem arredondado e com folhas lustrosas, representando como o vegetal estava fresco. Ao seu lado, estava sua netinha Tsunade, caminhando com suas botinhas cor de rosa sujas de terra, enquanto estava empenhada em ajudar seu avô a colher os alfaces, segurando uma cestinha de palha com suas pequenas mãos curiosas. Após o seu avô colocar mais um alface na cestinha, os olhos cor de mel da menina fitaram algo estranho em uma das folhas e, curiosa como ela, afastou de leve os raminhos verdes para ver o que se tratava aquele pequeno ser amarronzado  esguio. A menina quase caiu para trás ao ver uma lesma deslizando vagarosamente pela folha. Seu corpo fino e a aparência gosmenta e úmida causaram arrepios e nojo na quena Tsuna que logo foi falar com o avô.

 

_ Vovô, tem um bichinho nojento aqui, mata ele, mata ele!

 

Hashirama, preocupado com o escândalo que sua neta fazia, foi verificar a origem daquele rebuliço mas, para a sua surpresa, o bichinho nojento era apenas uma lesma minúscula, típica das plantações livre de produtos químicos que os Senju cultivavam em seus quintais.

 

_ Calma, Tsuna, não faça isso, vai machucar a lesminha!_ respondeu o Shodaime, impedindo que sua neta esmagasse o molusco com suas mãozinhas _ Não vamos fazer mal a ele, ele não está fazendo mal a gente, poxa! Vamos libertá-lo na natureza, olha só!

 

O homem arrancou a folhinha que o animal estava se locomovendo e o depositou em uma pequena árvore ali próximo, deixando a lesma livre e viva para que pudesse seguir seu próprio caminho. Tsunade ficou boquiaberta com a atitude do avo, de ter salvado aquele bicho tão repugnante como uma lesma.

 

_ Mas vovô, aquele bichinho não era malvado! Ele era muito feio, eca!

 

Hashirama sorriu e se abaixou, ficando da altura de sua netinha, depositando suas mãos nos ombros da mesma e fitando aqueles olhinhos cor de mel imersos em confusão.

 

_ Tsuna, não devemos fazer mal a nenhum bichinho, mesmo os feios, gosmentos ou esquisitos. _ falou o Hokage, com aquele seu sorriso amável estampado em sua face morena. A pequena Tsunade não entendeu muito bem, mas apenas sorriu cúmplice para o avô e logo em seguida os dois já estavam novamente se empenhando em colher os frutos da colheita.”

 

Foi aquele breve lapso de memória que fez Tsunade tomar uma decisão, cerrou os punhos com vontade e disse, nem prestando atenção em seus joelhos que ainda latejavam doloridos:

 

_ Senhora Katsuyu, por favor, nos deixem ajudar vocês!

 


Notas Finais


E agora, será que Tsunade e Jiraiya conseguirão ajudar a Princesa Katsuyu a recuperar seus poderes?


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