História Santa, i'm in love - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Personagens Originais
Tags Christmaslove!, Jeon Jungkook, Katherine Eileen, Natal, Santa Tell Me
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Palavras 8.348
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiro, eu não sei nem como começar a agradecer vocês por todo carinho que voces derramaram em Santa.

Eu literalmente, entrei colei o capitulo porque a bateria do pc estava morrendo, e eu pensei "ah, posso fazer as notas depois." Dito e feito 😂😂 cá estou.

Santa pra mim é... Externar tudo e ampliar para todos que estão ao seu redor e da forma mais implícita possível, Eileen fez Jeongguk abraçar isso.
Eu to muito apaixonada por este capitulo e voces terão surpresas!!!

LEIAM AS NOTAS FINAIS

Boa leitura, snowflakes 😊

Xx Bia

Capítulo 5 - So next Christmas, I'm not alone


Não demorou sequer um suspiro para realizar, que eu estaria perdido sem você. Eu tomei folego meu coração reagiu, e, eu ouvi os anjos cantarem aleluia – talvez, eu estivesse entorpecido pela divina graça em forma de luz que você transformou diante dos meus olhos. – Nunca foi do meu feitio ceder a qualquer drama, e me doar por completo com medo de mostrar meus defeitos e falhar, mas você sorriu pra mim, descobrindo cada sujeira que joguei para debaixo do tapete. Não ligou. Não criou disso uma novela, você apenas me pediu paciência. E eu poderia tê-la infinita, querida.

Há anos eu disse: “É besteira, se você quer, vá e pegue. Deixe-a saber.” Nunca pensei que seria eu, justamente eu, a ceder aos delírios e compromissos de um homem que se permite amar apenas uma mulher, se compromete a ser dela e apenas dela. Mas, querida, eu me comprometi com você desde o momento que pus meus olhos sobre a figura divina que é.

Obrigado, por me mostrar que eu poderia ter crenças mesmo depois perder minha inocência. Sempre terá espaço para criarmos uma tradição. Não me deixe sozinho, querida. E eu prometo, eu estarei aqui em todos os Natais.

 

2 anos depois – 20 de dezembro – Mai Hall

 

 | Jeongguk |

 

— Oi Senhor Jeon, tudo bem? — estreitei os olhos em direção a mulher, o sorriso doce estava brincando em seus lábios bonitos quando a vi na porta do escritório.

Ela estava linda demais para quem sequer deveria ter saído de casa debaixo da nevasca. Não evitei me sentir apreensivo ao vê-la de salto, mesmo que um enorme casaco de pele estivesse sobre seus ombros, se Eileen pudesse ler meus pensamentos, eu estaria gritando com ela através destes. O que poderia fazer? Sou um maldito protetor. Tudo sobre ela é do meu interesse e tudo que lhe interessa, me interessa também. Os olhos azuis cintilavam e as bochechas estavam rosadas, devido ao frio.

— Eu devo ficar preocupado com sua aparição? — perguntei, já caminhando em sua direção.

A morena riu, dando passos delicados e cuidados para dentro da sala. Segurei a respiração, impedindo-me de seguir em sua direção mais rápido que de costume, ela me mataria se eu fizesse aquilo por ela.

— Você é muito paranoico, sabia? — resmunguei ao ter seus toques sobre mim. Era sempre assim, ela podia me deixar louco da vida, se suas mãos tocassem qualquer parte do meu corpo, como um sopro, eu me desmontava.

Espremi os olhos mais uma vez, negrumes e safiras se colidindo da forma mais quente. Suspirei, atento a qualquer movimento dela, qualquer coisa que pudesse estar errado. Mas, o rosto lindo apenas sorria de volta, as bochechas rosadas mais infladas que o normal, o nariz arrebitado vermelho e a ponta do mesmo gelado, pela baixa temperatura lá fora. Os cabelos castanhos estavam mais claros, com luzes loiras do meio para as pontas. Ela ainda era a visão divina do céu descendo a terra.

— Não sou paranoico, eu me lembro muito bem de você ter recomendações médicas para evitar fazer esforço, caminhar demais e... Porra, Eileen você tá de salto! —briguei com a mesma, mordendo a ponta da língua em negativa já me arrependendo por tal. Ainda me lembrava do choro sofrido da ultima vez que briguei com a mesma, e Deus, eu jamais a faria de novo.

Mas, ela sorriu piscando os longos cílios que escovavam sua linha d’água.

Está tudo bem. — A brasileira suspirou, sua mão tocando-me como se eu fosse a peça rara em seu museu preferido. Dois anos, e ela ainda não notava que ela é minha peça preferida, ela é a minha coleção intocável e preciosa. — Estamos bem.

Murmurei palavras inteligíveis no momento, ouvindo-a rir baixinho quando procurei me afastar de seu corpo e vê-la com clareza, tocando todos os pontos que eu prezava, mesmo que não houvesse tempo suficiente. Ela sempre estaria no topo de prioridade.

Oito meses.

— Você não parece cansada. — Observei, voltando meu olhar para a divindade etérea que eu chamava de esposa. Ela sorriu, inflando as bochechas e piscando aqueles olhos lindos.

— Não estou, estava entediada em casa. Jiminie levou Minseok para casa dos primos, em Busan. — ela disse com um suspiro sofrido. — É o primeiro natal sem ele.

Sorri, beijando sua testa com carinho enquanto acariciava a forma evidente de sua barriga.

— Com sorte, será o primeiro da Jeongy. — Falei me derretendo todo ao mencionar o nome da menina que sequer havia chegado ao mundo, mas já me tinha na palma de suas mãos.

Eileen revirou os olhos, resmungando que este não seria o nome dela. Ah, o nome da nossa filha era o tabu do momento! Desde que descobrimos que Eileen estava gravida, sabíamos que seria uma menina, nenhum segundo sequer se pensou por nós que poderia ser um menino, por incrível que pareça. Sempre conectados até nisso.

O problema era que, Eileen queria Julieta, que era até um nome bonito, confesso. Mas, ainda assim, um nome estrangeiro e isso causou a primeira e grande briga. Céus, se eu soubesse que escolher o nome da minha filha me levaria dormir no sofá por um mês, eu sequer teria debatido de primeira, deixaria ela escolher e pronto. Ou falaria em um momento propicio. Eu gostava de Jeongy, Eileen depois quis Jade, tudo com J porque queríamos a tradição Jeon e ela não se importava nenhum pouco.

Eu amo demais essa mulher! Mas, nós debatemos muito sobre os nomes.

 Julieta, Jade, Jeongy, Jeminah, Jasmine, Joanne, Jane. E foram meses nisso. Até que ela teve a ideia de começarmos a falar os nomes para a bebe, e ver se ela reagia a algum deles. Taeyeon me dizia ser a ideia mais estupida, mas quando nos viu praticando a mesma faltou chorar de emoção enquanto via a pequena bolinha que era a barriga de Eileen, se mover conforme eu falava.

Jeongy tinha ganhado, com força e dor. Eileen poderia dizer bem. Jamais saberia como o corpo de uma mulher muda e se transforma carregando aquele pequeno ser dentro de si. No começo, minha esposa sentiu muitos enjoos, muitos enjoos, nada parava em seu estomago. Então, a fase dos desejos chegou e... Eu amo minha esposa e sou loucamente apaixonado por ela e mil vezes grato por carregar minha filha, mas eu sofri. Poderia ser meia noite ou três horas da manhã, Eileen nunca me acordava, como papai disse que ela iria fazer. Ela saía sozinha e ia atrás do que desejava comer deixando-me de cabelo em pé, me fazendo chorar de preocupação e alivio sempre que entrava já se empanturrando do que estava desejando.

Foram semanas difíceis até ela me começar a me acordar para ir com ela, procurar banana, abobara, amora e guacamole. Nojento, eu sei. Frango desfiado com pasta de amendoim, e chocolate com rodelas de limão mergulhados em mousse eram os recordistas dos desejos. Mas, eu nunca falava nada, eu me sentia grato.

Feliz em poder realizar qualquer desejo, me sentia pleno de sentimentos toda vez que ela se lambuzava com aquelas coisas nojentas e sorria sem graça ao me pegar admirando sua beleza etérea. Irradiava luz de Eileen do momento em que descobrimos sua gravidez até agora, seus oitos meses. Tudo nela brilhava, e todos que lhe olhavam também sorriam ao perceber.

O gosto de chocolate quente estava ali, junto com seu perfume. Marshmallows e caramelos doces em seus lábios, era sempre um acontecimento sideral e uma experiencia astronômica beijá-la. Se todo o mundo estivesse vendo, eu dançaria com ela tantas e tantas vezes, ainda com meus lábios amortecidos nos dela, ainda inebriado por seu cheiro e sabor. Envolvido em toda graça que ela era, o próprio santo graal e o segredo de Leonardo Da Vinci. Ela era tudo aquilo. A única verdade é que tudo me levava de volta pra ela.

E mesmo depois de dois anos, ela ainda me deixava nervoso ao andar pelo recinto. Borboletas no estomago, sinos e coro de anjos poderiam ser ouvidos por mim, toda vez que nos beijávamos, sempre que punha meus olhos nela.

Oi — murmurei, ofegante ao soltar seus lábios bonitos e macios. Ela riu, tirando os cabelos que escorregavam pros meus olhos.

Quão grande era esse sentimento explodindo dentro do meu peito! Meu coração batendo jardas e milhas de rapidez, enquanto eu segurava seu corpo junto ao meu da forma mais segura possível.

— Viu? Estamos bem. — Fechei os olhos, negando com a cabeça, mas não negando beijar seu rosto diversas vezes.

— Não pode julgar um homem preocupado. — murmurei de volta, Eileen revirou os olhos acenando em concordância.

— Claro.

— Do que você precisa? — Perguntei ao ajuda-la se sentar no sofá.

A mulher sorriu fofa e meiga demais. Eu conhecia aqueles olhos, meu coração estava em suas mãos por dois anos, eu sabia o que estava vindo através daquele sorriso doce.

— Não. — neguei de uma vez, ouvindo-a gargalhar. Pondo a mão sobre a barriga em evidencia, sôfrega enquanto respirava fundo diversas vezes. — Nem venha.

— Você nem me ouviu falar!

— Eu sei muito bem quando é a minha esposa quem fala, e quando é a sócia da Taeyeon aqui. Amor, — eu a fitei contendo toda minha frustração com aquele pedido. Suspirei alto. – Não.

— Jungkook, os trens têm sido o diferencial nos finais de ano aqui no Mai Hall. — Neguei novamente, apenas balançando a cabeça. Me ajoelhei sobre seus pés, tirando o dito cujo do salto que ela usava. Quando ela voltou a falar. — Seu pai autorizou.

— Meu pai não está mais na direção do Mai Hall. — pontuei lembrando-a, já que a mesma estava presente quando me fora passado as ações e direção de todo conglomerado Jeon.

— Amor, acho que você não leu bem o memorando. Já que, você não pode retroceder nenhuma decisão do antigo diretor e presidente, por um ano a partir da sua gestão. — Arqueei a sobrancelha, tentando esconder o quão orgulhoso eu estava por saber que ela conhecia tudo sobre o meu trabalho, sobre nosso patrimônio que ela tanto negava ser dela também.

— Onde está escrito isso?

— Pagina dezoito, paragrafo seis ponto dois. — Ela sorriu. Malditamente debochada.

Espremi os olhos me levantando rapidamente, indo até a mesa e abrindo o maldito memorando que meu pai fizera no começo do ano ao me passar tudo. Ouvindo as risadinhas da morena estirada no sofá com o celular em uma mão, enquanto a outra acariciava a barriga. Voltei novamente minha atenção para a tela do computador, lendo e relendo os parágrafos até parar no maldito seis ponto dois. Fechei os olhos, esfregando o dedo contra testa, apertando a ponta do nariz.

— Não fala. — Pedi ainda inquieto, sabendo que minha esposa soltaria um alto e risonho “eu disse.” Mas, Eileen não disse nada.

Jeongguk.

Olhei no mesmo instante pra morena arregalando os olhos ao vê-la ofegar, enquanto os olhos enchiam-se de água. O mundo parou quando nossos olhares se encontraram, ela não precisava dizer nada, era obvio. Respirei fundo, ou pelo menos, acho que o fiz. Antes de me levantar correndo abrir a porta e berrar para todo mundo que estava do lado de fora, Nayeon noona pulou em sua cadeira, eu vi pelo canto do olho.

Jeongy vai nascer!

O resto foi um borrão de emoções e quase colapsos nervosos enquanto levava Eileen em meus braços, aquela merda de trem ambulante dentro do shopping até que foi útil, já que o atalho até o estacionamento era passando pelo corredor do Mai Hall. Os sinos me deixavam nervoso, mais do que eu já estava, Eileen apertava minha mão como se fosse o ar que não conseguisse puxar para seus pulmões. Seus olhos derramavam lágrimas, e eu só conseguia contar em minha cabeça o quão ansiosa Jeongy estava para vir ao mundo dezesseis dias antes do esperado.

Mai Hall estava do jeito que Eileen projetou com Taehy noona, a decoração desse ano era mais requintada e tinha um espaço só para crianças, com exposição de desenhos infantis em suas épocas natalinas. Eu estava para gritar porra e puta que pariu pra que todos saíssem do caminho, quando Eileen suspirou alto, pedindo para ir mais devagar.

— Jeongguk eu não vou conseguir.

— Do que você tá falando? Vai sim, o médico disse que você estava forte, vai ficar tudo bem amor, nós vamos conseguir. Respire fundo, como a gente viu. — eu dizia rapidamente enquanto afagava sua mão, tirando os cabelos já suados colados em sua testa.

— Não Jeongguk! Não to’ falando disso, a Jeongy... PORRA! — ela grunhiu apertando minha mão tão forte, que sequer acreditei ser minha mulher ali. — Não vou aguentar até o hospital.

Ela arfou alto, voltando pra respiração em contagem quando murmurei três sem realmente estar contando. Não. Não mesmo. Minha filha não ia nascer no meio do shopping, não ia mesmo.

— Intervalo de dez minutos para cada contração. Se você não chegar no hospital nesse tempo Jeon, eu juro, você vai trazer sua filha ao mundo! ARGH, MERDA!

Acenei mecanicamente repetidas vezes, enquanto pegava-a no colo com cuidado e ia pedindo espaço com os seguranças que já estavam a postos. Sabia que mesmo nervosa, com dor e fazendo oque podia para Jeongy não nascer ali, perto de uma arvore de natal de quatro metros, Eileen estava falando a verdade quando disse que - me faria trazer nossa filha ao mundo, - eu mesmo.

Seis minutos e meio. Seis fodidos minutos e meio. Fora o tempo que levamos pra chegar na maternidade onde Eileen tinha o parto marcado para dia 5 de janeiro. Não avisei ninguém, quer dizer, provavelmente Nayeon noona deve ter ligado pra todos ao me ver gritando pelos corredores.

Nós passamos desde o pré-natal até os oito meses de gestação, nos preparando para receber esse pequeno bebezinho. Nos preocupando com tudo o que ela possa precisar ao chegar, com sua alimentação, cuidados, vendo videoaulas, indo a aulas e treinamentos, pegando conselhos com nossos pais e familiares que já passaram pela situação. Mas, nada, nada pode realmente te preparar para o momento em que de fato isso acontece. Meu coração batia tão forte e pesado no peito, que por instantes segurando a mão de Eileen, achei que teria um enfarto. Não gostava de vê-la vulnerável, com lágrimas em abundancia escorrendo por seu rosto e sofrendo de dor, me agoniava saber que talvez Jeongy também estivesse sofrendo, querendo sair do aconchego que era dentro de sua mãe. Nada, nem mesmo as inúmeras perguntas que fiz ao obstetra da minha esposa, pode me preparar pra ver Jeongy nascendo.

Eu creio que o tempo parou.

Deve ter parado.

Eileen tão forte como sempre, consciente em todo segundo, não hesitou. Momento nenhum, ela não gritou, ela não xingou, ela sequer amaldiçoou alguém.

20 de dezembro às quinze para dez da noite, Jeongy anunciou pro mundo que estava entre nós.

O chão saiu dos meus pés, meu coração desceu ao estomago e subiu até os ouvidos, eu sentia e ouvia suas batidas desesperadas. Chorava em silêncio, sorrindo ao ter as mãos de Eileen entrelaçadas a minha, enquanto beijava a mesma repetidas vezes, apertando-a de volta.

Deixando Jeongy ter seu momento em berrar alto e claro, resfolegando o ar pela primeira vez, movendo-se desesperadamente nas mãos daquele médico que a segurava tão automaticamente que me perguntei com medo, se ele a deixaria cair.

Quando ele a colocou em meus braços, ela estava robusta, movendo os bracinhos pequenos e rechonchudos pra cima e para baixo rapidamente, os olhos ainda fechados e tinha um ralo cabelo escuro como a noite enquanto a pele era tão branca quanto a minha ou a de Eileen, as bochechas fartas me fizeram sorrir automaticamente. Meu coração pesou e ficou leve. Nada no mundo importava e tudo poderia ser deixado para depois.

— Ela é tão linda. — Sussurrei, andando até o leito de Eileen.

Havia uma divisão que jamais seria contraditória. E eu entendia essa linha tênue, eu entendi, assim que meu olhar encontrou o par de safiras que me arrebataram desde o início. Tudo sobre era esquecido, tudo o que eu aprendi, quem eu fui, quem um dia eu projetei ser... desapareceu naquele instante. Era sobre elas e seria assim para sempre.

Jeongy. — Eileen riu baixinho, sem força alguma. Os lábios volumosos machucados, pois ela se recusou a gritar. — Ela combina mesmo com Jeongy.

Sorri, orgulhoso por finalmente minha esposa reconhecer o fato.

— Obrigado. — Eileen me fitou curiosa, sorrindo enquanto acariciava a cabeça da nossa filha. — Por me dar o melhor presente de Natal.

Ela riu, os olhos quase se fechando de felicidade, eu via.

— Parece até que gosta do Natal agora.

— Eu já tinha uma razão para amar, agora, eu tenho duas. — Murmurei, voltando meu olhar para e pequena em meus braços. O mundo estava ali, metade em meus braços e a outra parte que completava o pedaço, deitada naquela maca.

— Nós vamos limpá-la, levar sua esposa para descansar e então, leva-la para primeira amamentação. Tudo bem? — franzi o cenho, para a enfermeira. Não gostando nenhum pouco de ter que dar minha filha em seus braços, ouvindo Eileen rir baixinho ao meu lado, tocando meu braço num gesto claro, para que eu obedecesse.

— Está tudo bem, Jeonie. — Suspirei, concordando enquanto passava a bebezinha para os braços da enfermeira. A mesma riu ao ver meu receio, sorrindo quando Eileen apertou a mão sobre meu braço, poxa vida, eu sou pai de primeira viagem! Era normal, não era?

— Vou ver se alguém chegou, as coisas de vocês duas ficaram em casa. — Murmurei, voltando-me par aminha esposa. Ela sorria claramente cansada, mas havia a expressão de dever cumprido em seu olhar. Beijei seus lábios por alguns instantes demorando-me em soltá-la. Eileen sorriu entre o beijo. — Eu te amo, mais que tudo. Mais do que eu posso por em palavras. Obrigada, por me dar mais uma razão para respirar.

As safiras piscaram derramando lágrimas espessas, sequei estas mesmas deixando pequenos selares sobre seu rosto. O rosto tão bem gravado em minha memória, mas que ainda me causava arrepios por todo corpo, quando detinha minha atenção – sempre -.

Eu também te amo.

E isso era tudo o que eu poderia pedir em troca.

Os corredores da maternidade não eram assustadores como os do Hospital Central. Quando passei pela sala de espera, pronto para ligar para os meus pais, vi quase todos ali. Nayeon noona, Taeyeon noona com lágrimas nos olhos junto com Taehyung e sua esposa Leigh Ane, Jin hyung com os olhos vermelhos e ansiosos, com duas bolsas uma em cada ombro, meu pai e minha mãe e por incrível que pareça, Park Jimin e Minseok.

— Nayeon noona, me ligou. — Ele respondeu, quando percebeu meu olhar demorado em si.

Respirei fundo, por um momento sentindo-me realmente destruído, mas de uma forma boa.

— Ela é linda. — Murmurei, sorrindo completamente derramado para todos. — É uma menina, se chama Jeon Jeongy e pesa dois quilos e trezentos.

Eu ri, derramando algumas lágrimas quando meu pai gargalhou alto, batendo em meus ombros. Taehyung e Jin hyung, me apertaram, chorando junto comigo e foi a coisa mais sensível que compartilhamos desde muito tempo.

— Ela é linda. Pai, ela é muito linda. – Balbuciei para o mais velho, enquanto apertava os ombros da minha mãe em um abraço, ouvindo-a rir baixinho.

— Tá se perguntando como fez aquela coisa linda, não tá?

— Com certeza o credito, e todo mérito vai para Eileen. — Repliquei aos risos, para Jin hyung que evitou gargalhar.

— Podemos vê-la? — Jimin sorriu, assim como eu, quando Minseok murmurou e ainda assim, fora ouvido.

Sorri, abertamente para a criança de agora seis anos de idade. Estendi minha mão para o mesmo, desesperado por qualquer desculpa que me levasse a ver minha filha novamente, mas também, preparado para aquele momento do mais novo com a caçula dessa nossa família. Minseok era amado, intensamente e perdidamente por Eileen – e por mim. Durante esses dois anos, a coisa mais difícil que Minseok me fez passar fora quando Eileen lhe contou que iriamos nos casar. Ele adoeceu, o garoto literalmente ficou doente e chorou por dias -, em sua cabeça, Eileen estava indo embora e iria esquece-lo. – Coisa que jamais seria possível. Minha esposa poderia até, não morar mais no apartamento de frente ao pequeno, mas esquece-lo? Era mais fácil ela me jogar fora, me deixar no altar, do que o deixar.

No entanto, quando soubemos que Eileen estava grávida. Minseok gritou tão alto e ficou tão feliz que tudo era sobre Jeongy. Ele vivia dizendo que a ensinaria coisas, que teria alguém para proteger e que ele mesmo faria o famigerado chocolate quente com marshmallows de Eileen, para a bebe. Era fofo, e estranho ao mesmo tempo. Mas, o fato de Minseok aceitar Jeongy tão bem, tê-la como a irmã mais nova que deveria proteger e ensinar tudo com carinho e cuidado, aquecia o meu coração de uma forma indescritível.

O recital não era mais, apenas um sonho tão distante.

— Tio Jeon. —Sorri, pegando o menininho no colo quando chegamos perto do berçário.

— Hm?

— Você acha que a Jeongy vai gostar de mim? — o fitei por alguns instantes, sorrindo pequeno enquanto apertava-o em um abraço.

— Você vai ser um bom irmão pra ela?

O menininho acenou frenético em meus braços, com as bochechas fofas infladas. Era nestes momentos, que ele mais se parecia com seu pai.

— Vai protege-la dos meninos, não vai? — Ele acenou de novo, e eu ri. — Não se preocupe, Seok. Jeongy irá amá-lo como Eileen e eu amamos.

O vi arregalar seus olhinhos pequenos as mãos torcendo os dedinhos pequenos uns nos outros.

— Tio Jeon, você me ama?

Meu coração afundou lá pro estomago e voltou quando ri.

— Por algum momento você pensou que eu não te amasse, Min?

Ele acenou em concordância, tímido e acanhado. Suspirei, beijando seus cabelos castanhos com carinho.

— Você é o amor do coração da minha Eileen, Min-Min. Como eu poderia não te amar? — Beijei sua bochecha fofa e rosada, pondo meu indicado sobre o vidro. — Está vendo? Aquela ali, com a manta lilás e os braços pra cima. É a Jeongy.

Jeongy. — Sussurrou, apertando a palma minúscula um pouco maior que a da bebezinha, sobre o vidro. Não resisti, sorri com vendo a cena e me sentindo orgulhoso por ter conseguido amar essa parte de Eileen assim como amo todas as outras.

Três dias depois...

Jeongy e Eileen estavam em casa, acomodadas respectivamente em seus quartos e camas. A bebezinha era quieta, mesmo que se agitasse muito em nossos braços, bastava Eileen abrir e Jeongy se calava, se aninhava perfeitamente no colo da mãe como se não tivesse saído da mesma, como se ainda estivesse em seu útero. E este, era somente um dos meus momentos preferidos com as duas.

Desde muito antes, eu achava que morar sozinho me dava uma certa liberdade e depois de algum tempo, era solitário não ter ninguém ali comigo. Lembro-me da época que Eileen nos conhecemos e as semanas que passei agoniado esperando por apenas uma mensagem de texto da mesma, jogado naquele sofá branco que fora jogado no lixo quando ela se mudou pra cá. Não tinha qualquer decoração de Natal, e a época era apenas algo comercial demais que nunca me foi atrativa. Mas, com Eileen, se tornava um grande evento, se tornava algo que deveria ser comemorado e celebrado, tudo brilhava, e então, eu me via querendo comemorar não somente o Natal, mas o ano todo.

Eu descobri que incrivelmente, não me importava com os viscos no teto do corredor de casa, com a árvore mediana na sala, repleta de adereços e um enorme quebra nozes perto da escada – fora, o papai Noel que se movia e dançava na outra extremidade da sala perto da janela. – Descobri que, gostava dos pisca-piscas enrolados na escada como uma rede de cortina, porque quando Eileen chegou aos seis meses de gravidez, aquilo me impediu de trocar todo o modelo da escada. Acabei me afeiçoando ao cheiro de panetone e cookies recém-saídos do forno, quando chegava em casa, ou até mesmo os sucos naturais que Eileen fazia para dar a Minseok ao encontrarmos pelo caminho.

Não havia mau-humor, dias ruins ou até mesmo problemas e se havia – tudo se perdia ao vê-la, quando seu sorriso despontava em seus lábios. – Como o raiar do sol e o pôr deste mesmo. Era quente o suficiente para ter-me em seus braços e manter-me aquecido por um dia todo.

— Você está há uns bons vinte minutos nos fitando assim, o que houve, meu amor? — Sorri, grande o suficiente para quase não enxergar, ao que meus olhos se fecharam com o ato.

— É que eu amo muito vocês duas, não cabe aqui. — Apontei espalmando em meu peito. A morena, riu.

— Você continua um galante, Senhor Jeon. —Meu interior se revirou.

— Ah, jagi... Porque você faz isso comigo? — Eileen riu, baixinho para não acordar a bebe. Suspirei, caminhando para as duas razões de eu ainda continuar respirando beijando minha filha com todo o carinho e devoção que ela merecia.

Tão pequena, e nem sabia que já me tinha na palma da mão.

— Você vai estraga-la. — Minha esposa, suspirou ao me passar a bebê. Sorri, em contentamento beijando-lhe forte e rápido.

— Ah... você não vai deixar. — Eileen saiu para o corredor gargalhando alto.

Não vou mesmo! — Ouvi a gritar de longe.

Suspirei contente, erguendo Jeongy em meus braços esperando ansiosamente para quando ela abrisse seus olhos me mostrando como seriam suas cores, como ela veria tudo. Seria Jeongy detentora das galáxias e estrelas mortas que brilham, como Eileen dizia que eu tinha ou. – Seria Jeongy, a guardiã das safiras mais brilhantes e cintilantes de toda Terra? Às vezes, me pegava querendo que ela tivesse metades distintas de nós dois, mas somente daqui alguns meses poderíamos dizer com certeza.

 — Vou sim, né meu amor? Eu vou fazer tudo pra minha princesa. — Sussurrei, contido sorrindo bobo e idiota para a criança que dormia em meus braços. —Você carrega metade da arte celestial e etérea que já pisou nesta Terra, Jeongy. Você me tem em suas mãos tão pequena e, sequer sabe.

Sorri, beijando-lhe a cabeça com cuidado enquanto continuava a ninar seu sono. Jeongy é quieta, uma bebe tranquila e só chora de fome, dor ou quando quer os pais por perto. É, ela não gosta muito de outros colos que não o meu e de Eileen. Deixando a bebezinha em seu berço completamente desenhado e projetado por sua mãe, liguei a babá eletrônica sabendo que ela não acordaria até as seis da manhã seguinte.

O quarto de Jeongy era uma obra de arte. Eu podia estufar meu peito com orgulho e dizer que, eu desenhei, projetei e fiz a maior parte dos moveis do quarto da minha filha. Eram poucos os pais que poderiam dizer isso hoje em dia. Era como pisar no Paraíso, completo e etéreo como eu via brilhar em Eileen, pisando nas nuvens enquanto as paredes detinham colossos desenhados e pintados como construções gregas, o teto brilhava à noite e quando desligávamos as luzes, Jeongy poderia contemplar não só as estrelas, como todo o universo, se quisesse.

Desci as escadas dobrando a manga da camisa, ouvindo a voz de Eileen ressoar baixa e calma da cozinha. Ela cozinhava algo, pelo cheiro. Parei no batente, sorrindo abertamente e apaixonado enquanto a via murmurar alguma música natalina ao que mexia na panela.

— Meu Deus, eu amo você! Muito. Demais. — Ela riu, tombando a cabeça em peito quando a abracei.

— Eu amo você também, Senhor Jeon. — Respirei fundo, mordendo seu pescoço e apenas isso. Eileen estava em resguardo e eu jamais atentaria contra a mesma. Ela era tudo.

E não era como se ela me deixasse na mão. Sorri, ainda com o rosto escondido em seu pescoço, lembrando-me de noites quentes não tão distantes assim. E claro, eu jamais vou esquecer o que a gravidez nos proporcionou, se meu pai me dissera que ficou na seca a partir dos seis meses. Eu, já não poderia dizer o mesmo. Eileen tinha uma libido exagerada, não estava reclamando de forma alguma, jamais irei. Com toda a orientação que tivemos, foi completamente revigorante dizer aos pais que conhecemos nas aulas de; pais de primeira viagem, que sexo, era o que não faltava.

— Não me provoque, Senhora Jeon. — Murmurei, não resistindo ao espalmar minha mão em seu traseiro. Eileen, gargalhou me batendo com o pano de prato e eu me afastei por alguns instantes.

Na bancada alguns livros com receitas estavam abertos em coisas especificas para ceia de Natal.

— Você tem certeza de que quer fazer a Ceia aqui? Se você quiser, eu peço ao Jin hyung. Amor, ele vem...

— Não. — Fora tudo o que ela dissera. — Quero fazer isso eu mesma. É o primeiro Natal da Jeongy.

Suspirei, completamente desarmado.

—Quer fazer? Faça. Você pode tudo, mas eu ainda não gosto da ideia de o Yoongi vir também. — Resmunguei, cruzando os braços mastigando o biscoito que roubei sem que ela visse.

Vi seu corpo mudar de postura, ela parecia pensar em como falaria comigo. Eu conhecia sua linguagem corporal e tudo o que Eileen queria falar, ela simplesmente falava. Havia algumas coisas que ela ainda tinha receio, mas se havia algo que não gostava ou que lhe incomodava, ela me falava.

— Eu não quero privar sua família de participar da vida da Jeongy.

— Amor, — Suspirei, estalando o pescoço para relaxar antes de continuar. — e não vamos. Mas, não sei como Yoongi hyung vai reagir a ela entende? Eu não quero arriscar, Lee. Nós tivemos que passar nosso primeiro ano de casados em outro país, Eileen. Sequer conseguimos comemorar nosso primeiro natal, então, Não.

— Eu sei, mas ele não pode nos manter com medo. E se formos nos mudar, queria fazer isso quando Minseok estivesse maior. — Franzi o cenho, surpreso, no mínimo.

— Você quer mudar? — Perguntei, assim que ela desligou o fogão, suspirando ao me abraçar.

Era quase uma miniatura mesmo quando usava saltos. Sorri, apertando seu corpo contra o meu, agora, sem qualquer resquício de sua barriga impedindo-nos de colar nossos corpos. Ainda era estranho.

— Eu quero o que for melhor pra nós três. Eu sei, você agora é presidente do conglomerado. – Dei de ombros, porque aquilo não era grande coisa. — Mas, eu não quero viver com medo. Não quero que Jeongy viva com medo, principalmente de um tio.

— Ele no máximo, é um parente próximo. — Revirei os olhos.

— Jungkook!

— Eu sei! Eu sei! Caramba, amor, eu sei!

— Jin, Jimin, Taehyung, Hobi e todos os outros estarão aqui. Nada de ruim vai nos acontecer.

— Você disse a mesma coisa na recepção do nosso casamento. — Resmunguei, ainda pensativo. Mesmo que, por dentro, apreensivo, já tivesse cedido.

Ela suspirou longo e pesado. O que eu poderia fazer? Não posso virar e lhe dizer que estou okay com isso. Não estou.

— Ele está doente, Jeongguk. Mas, sempre será seu hyung. — Espremi os olhos em sua direção, atordoado, frustrado e com dor no coração.

Aquela porra doía pra caralho, ele era mais que meu primo. Foi quase tudo da vida que eu conheço, me ensinou a ver o mundo. Doía pra porra! Mas, era a minha filha, minha esposa em questão. E elas são tudo.

— Vamos contratar seguranças. — Ditei. Eileen sorriu, acenando em concordância beijando minha clavícula por inteira, até subir. — E você não vai estar sozinha com ele, nunca. Em nenhum momento. — Suspirei, esquivando-me propositalmente de seus beijos. Eileen tocou meu rosto, me fitando intensamente.

— Eu deixo você ser nosso cão de guarda. — Grunhi, sobre os lábios da minha mulher mordiscando e a prendendo em um beijo desesperado.

— Hmmm, quando você sair do resguardo... Vai usar aquela roupa de mamãe Noel pra mim? —Parei, de repente, imaginando-a naquele vestido de alcinhas com plume e uma touca com sino. Com esse corpo de mãe, e tudo o que ela já tem... Deus, era uma tentação!

— De novo?

Ah, ela nunca vai conseguir entender quão deliciosa ela é. Eu via.

— Se você o vestir de novo, podemos decorar o quintal juntos. O que acha? — Barganhei, vendo Eileen segurar a risada, em deboche.

— Taehyung vai adorar saber que, um marmanjo como você, está barganhando dessa forma! — Rosnei, quase que instantaneamente, virando seu corpo contra a ilha da cozinha. Um ato impensado, e ela estava sobre a bancada e, eu entre suas pernas.

— Vou adorar jogar na cara dele, que ele me aporrinhou tanto por casar meses depois de nos conhecermos, quando ele mesmo casou-se cinco meses depois de conhecer Anne. Um cachorrinho falando do outro. — Brinquei, arrancando gargalhadas altas da mulher.

Ela estava centímetros mais alta por estar sentada sobre a bancada, minhas mãos passeando por suas curvas, e seus braços envolta do meu pescoço. Era perfeito. O clichê americano. Suspirei contra seu corpo, beijando seu peito e subindo, apertando alguns pontos de seu quadril com leveza, sabia que ela estava mais sensível que o normal. Eileen puxou os cabelos crescidos em minha nuca, me obrigando a encara-la de volta. As safiras brilhavam, havia um torpe pedido implícito ali, e nós sabíamos que não poderíamos seguir muito longe. Mas, era um alivio combater todo esse incêndio estarrecedor que causávamos um no outro, com beijos quentes e profundos. Arfantes, cheio de saliva e mordidas, nenhum dos dois seria poupado. As unhas medianas, polidas e pintadas não poupavam os arranhões em meus braços e nuca. Suspirei, apertando suas pernas ao meu redor. Tão bom...

— Se por algum acaso esquisito, um dia, quem sabe... — Ela começou arfando enquanto eu ainda mordia seus lábios. — Nós tivermos uma crise. Me beija com raiva, tá?

Parei o que eu estava fazendo, aspirando seu perfume de chocolate com notas doces. Olhei firme dentro de seus olhos azuis, observando como suas bochechas pareciam arder de tão vermelhas, sua respiração vacilante enquanto o peito subia e descia rapidamente. Seus dedos trêmulos segurando firme em meus ombros, amassando a fola da camiseta de algodão entre eles.

Sequer conseguia raciocinar com ela daquele jeito, olhando pra mim. Estava queimando vivo, as definições de fogo conhecem gasolina, foram atualizadas com sucesso. Como sempre. Suas chamas me abraçavam, desde que caímos juntos, enrolados em um longo pisca-pisca dentro de uma fonte no centro do Shopping.

— Eu não sinto muito em te dizer isso, Eileen, mas nós não vamos nos separar. —Afirmei, tocando seu rosto com firmeza. Ela precisa refletir essa chama. — Eu sou seu, e você é minha. Meu coração foi entregue a você muito antes de subirmos naquele altar, e eu vendi minha alma no instante em que cruzei seu caminho. Nunca será uma queda, não com você. Nunca será somente existir, não enquanto nossos corações baterem juntos.

Ela sorriu, deitando sua bochecha em minha mão. Piscando como aqueles cílios lindos e longos. Ah, ela me tinha... Completamente e literalmente, em suas mãos.

Você é meu amor para todo Natal, Jeongguk. — Eileen, suspirou.

Um sopro facilmente confundido em sussurro. Sorri, porque ela fez menção ao seu voto quando me desmanchou em lágrimas naquele altar. Um idiota que estava nas mãos de uma mulher que gostava de se vestir de duende. Ah, eu estava mesmo arruinado.

Nós nos deitamos no sofá depois de jantarmos juntos, checarmos Jeongy juntos e colocarmos pijama. Era um ritual, e havíamos nos comprometido a permanecermos presentes o tanto possível, na vida de Jeongy. Eu só queria que ela mantivesse meu coração batendo da mesma forma para o fim da vida, e ela me deu razões para acreditar que realmente o fará.

 

Dia vinte e quatro de dezembro, era sem dúvida alguma, o dia mais esperado do ano para a minha esposa. - Segundo ela, depois do nascimento da Jeongy e agora, sempre seria o segundo depois do aniversário da mesma. -  Gargalhei, comigo mesmo, amava uma mulher que colocava a família em primeiro lugar! Nossa casa estava aquecida, Jin hyung, Park Jimin e meus pais, chegaram cedo, alegando que Eileen precisaria de ajuda. Mas, eles só querem ficar com Jeongy no colo.

Papai trouxe os presentes, não pude culpar Eileen pelos suspiros, e tão pouco eu mesmo, avós sempre irão estragar os netos. O que eu poderia fazer? Deixei Jeongy com a minha mãe, enquanto combinava com Park Jimin e Taehyung para buscarem meus sogros e alguns primos de Eileen, o aeroporto. Ela ainda não sabia que a família viria, nossa viagem para Florença estava marcada para a segunda semana de janeiro, depois do nascimento de Jeongy. Mas, eu não deixaria minha esposa sem seu presente de Natal.

— Como está se sentindo? — Perguntei, assim que adentrei a cozinha. O cheiro era maravilhoso, Eileen e Jin hyung estavam caprichando.

— Estou bem, não se preocupe. — Ela me garantiu. — Jeongy está dormindo? Ainda não está na hora de seu almoço.

Sorri, negando com a cabeça, a mulher era uma máquina. Pelo canto do olho, vi Jin hyung a encarar da mesma forma, quase incrédulo que ela estivesse de um lado para o outro e ainda se lembrasse exatamente dos horários da filha. Mas, era Eileen. Ela sabia até mesmo os minutos em que Minseok iria querer seu lanche da tarde.

— Está, no colo do meu pai. — Falei, olhando por cima do ombro até a sala. Ela riu, olhando de canto, enquanto entregava uma bandeja para o hyung. Suspirei, virando-a rapidamente para roubar-lhe um beijo.

— Jungkook! Saía da minha cozinha.

— Ah, poxa, você não reclama durante a semana. — Soprei em seu ouvido.

Minha esposa ficou vermelha, e vi Jin hyung prender a risada que explodiu quando a morena começou a me bater com o pano de prato. Gargalhei alto, segurando seus braços no alto, beijando sua testa, seu nariz e seus lábios por último a sentindo mole em meu abraço. Aproveitando cada minuto ou segundo, daquele beijo, abracei-a mais forte, suspirando entre seus lábios.

— Está bom, já está bom né? Vocês não precisam ficar esfregando na minha cara, que sou um hyung velho, vou criar sete gatos e jamais irei me casar. Quer saber? Saiam os dois, a cozinha agora é minha. Saiam! Xô!

Eileen e eu nos entreolhamos risonhos, e eu saí puxando minha esposa enquanto desamarrava habilmente seu avental, o jogando sobre a bancada.

— Jeon Jungkook, suma da cozinha! — Ele gritou, me jogando uma colher de madeira que triscou na parede.

Quem é a bebê mais linda do vovô? Hm? É Jeongy? Jeongy! — Papai falava num baixo e fanho, segurando a mesma em seus braços.

— Eu achava que sua mãe iria estragar ela. Tenho que me preocupar é com o seu pai. — Eileen suspirou. Ri, colocando meu braço ao seu redor, puxando-a pra mim.

— Vamos tomar banho? Aproveitar que eles estão com ela. — Falei do meu pai e minha mãe. Minseok brincava entretido com a mesma, e os seguranças estavam ao redor da casa, fora Hoseok que estava na porta conversando no telefone, mesmo que este mesmo estava marcando presença por conta de Jin hyung e para conquista-lo, tê-lo ali era um trunfo.

— Ainda não acredito que barganhou com o Hobi.

— Ele viria de qualquer forma. — dei de ombros. Minha esposa resmungou, batendo em meu estomago fraco o suficiente para me fazer rir.

— Não se brinca com os sentimentos de um homem. — Ela disse séria. Acenei, em concordância levando-a para o nosso quarto enquanto ouvia a resmungar.

— Eu sei, mas além dele ser Policial treinado. É nosso melhor amigo, e ama o Jin hyung. Útil ao agradável. – Gesticulei, ouvindo-a ceder e rir.

Quando fechei a porta do nosso quarto, era como um som familiar, ninguém precisava saber o que iriamos fazer, ninguém precisava saber que nos amávamos loucamente mesmo sem nos tocar. Era uma miragem, um sonho selvagem diante dos meus olhos ao que Eileen se despia, queimando qualquer oxigênio que tentasse competir território em nosso quarto. Era rarefeito.

— Não quero te machucar. — Murmurei, ao abraça-la. Seu corpo deitado sobre o meu na banheira, nós poderíamos morrer antes, agora sequer nos víamos longe disso. Da nossa pequena família.

Eu tentei conter o peso das minhas mãos ao deslizar por seu corpo a espuma, ouvindo-a ronronar conforme eu a tocava. Suspiros e gemidos a parte, Eileen se movia como uma gatinha – de forma astuta e certeira. – No controle, de repente ela estava sobre mim, olhando-me com aqueles lindos olhos safiras, as mãos apoiadas em meu peito sorrindo ao que seus dedos traçavam o nome bem delineado, tatuado no canto esquerdo onde as batidas eram mais fortes.

Eileen.

E logo teria Jeon Jeongy ao lado.

— Você jamais me machucaria.

Sorri, em meio ao arfar jogando a cabeça contra a parede fria. Poxa vida, ela sequer me preparou pra isso. Eu poderia ser cardíaco! Era uma parada cardíaca, toda vez que entrava em Eileen. Quente, fervorosamente quente e apertado, um lugar seguro. Desci até segurar firme ambas bandas, apertando-as contra meu falo deliciosamente devagar, dolorosamente prazeroso quase parando. Eu sabia, não podíamos estar fazendo aquilo ainda. Não da forma mais crua. Então, fui cuidadoso, ridículo e meticulosamente cuidadoso, devagar – aproveitando para devorar cada parte exposta da pele leitosa cheia de pintinhas. – Beijando sua constelação de virgo descendo aos seios, estes, sensíveis que eu tanto amava e não poderia chupar no momento. Beijei suas três marias em seu pescoço, deixando-lhe um chupão sobre o ombro. Ela arquejou, apertando-me forte. Segurei ambos os lados da banheira, me impedindo de me arremeter com tudo, forte e duro. Parei um segundo, arfando alto ou sentir os estalos, o vai e vem de seu aperto. Engoli seco, o ar sequer passando por meus pulmões. Eu sempre queria emoldurar Eileen daquela forma, montada em mim sobre a banheira. – Seus cabelos longos colados em seu corpo, as gotículas escorrendo como uma tinta na tela, que era seu corpo lindo e delicioso, os movimentos lentos e firmes em mim, seus dedos deslizando dos meus braços ao meu peito. – Ela me deu um solavanco. Não havia limites pra ela.

Movi-me lento, segurando seu ritmo mordendo seus lábios e sorvendo-me de seus gemidos, uma das notas mais deliciosas de seu prazer. Mas, a minha garota queria força ela gostava de toque, brutalidade e marcas.

— Devagar, amor. Devagar. — Murmurei, quase desesperado. Sentia que iria gozar por toda vida dentro dela, esparramar-me da forma mais grotesca.

Circulei seu quadril um pouco desorientado, ao que Eileen se movia com mais rapidez que o normal. Respirei com os lábios abertos, arfando e gemendo enquanto tudo o que Eileen parecia fazer ela miar e ronronar, feito uma gatinha.

— Ah! — Engasguei quando ela rebolou, sentindo a fisgada deliciosa subir por minha virilha e se espalhar.

Segurei-me em seus quadris e a mantive parada, sentindo toda super estimulação que ela causava, me mantendo dentro de si. Eileen pulsava, mas eu me contive, me contive até senti-la sobre mim arfando alto ao pé do ouvido, tremendo sobre meus braços e causando arrepios por todo corpo.

— Nós deveríamos tentar isso, mais vezes. — Para minha surpresa, ela murmurou baixinho apertando meus ombros, enquanto eu a levava pro chuveiro.

— Quantas vezes quiser. — Soprei em seus lábios, ouvindo-a rir.

Ela saiu da ducha primeiro, alegando que estava na hora de amamentar Jeongy. E eu não fiquei pra trás, terminei o banho rapidamente porque adorava ver esse momento íntimo de mãe e filha, Eileen cantava baixinho ou apenas sussurrava em prosa com nossa filha, esta mesma que prendi dedo indicador da mãe entre suas mãozinhas fofas, tão forte, impedindo qualquer um de interromper o momento mais lindo das duas.

Estava passando a toalha no cabelo quando travei na porta do banheiro, Eileen já estava vestido e sem hidratante por conta da epiderme de nossa filha, mas o cheiro inconfundível de seu perfume estava ali, mesmo que fraco.

— Eu vou enfartar. Estou tendo um AVC, aqui e agora. — Minha esposa se virou abruptamente, assustada, até me ver com a mão sobre o peito. — Avisa a Jeongy que ela só pode ter namorado depois dos trinta! — Eileen gargalhou, virando-se rapidamente.

— Deixa de ser dramático, Jeon!

Dramático? Ela estava usando o dito cujo do vestido que eu tanto amava, em uma versão mais comportada, claro, mas não deixava de ser atraente, ainda mais com o tamanho de seus seios aparentes. E o melhor, era que ele abria na frente, ela usava um cinto preto e grosso na altura do estomago, apenas de enfeite, eu sabia. Os inimigos, saltos pretos estavam em límpidos em seus lindos pés. E ela terminava de secar os cabelos, sem realmente ligar para estes. Como se ela ficasse feia de alguma forma.

— Pera aí, eu preciso voltar ali e bater uma.

— Jungkook! — Gargalhei, quando Eileen me jogou a toalha na cara.

— Desculpe, isso foi rude, até mesmo pra mim. — Murmurei, colando nossos lábios rapidamente, mas ambos riamos.

— Se arrume logo, queria descer com você.

Sorri, apenas acenando enquanto me tornava o próprio The Flash. Eileen deixara a roupa passada sobre o cabide do closet, deixando três opções de camisa, e eu me senti a porra do Homem mais sortudo da Terra.

— Só preciso passar perfume... — Falei, enquanto o fazia. Minha esposa, já estava levemente maquiada e arrumava os protetores em seus seios, para que não vazasse leite destes.

— Pronto?

Ela estava linda, eu já disse isso? Será que ela lembrava o quanto era linda em todos os segundos do dia? Espirei, tornando a respirar fundo antes de beijá-la com força, expressando descontroladamente e voraz, tudo o que estava entalado. Tudo o que se alojava em peito, todas as vezes que eu a via.

— Sempre, pra você. — Ela sorriu.

Murmurando aleatoriedades e amenidades pelos corredores de casa, a vi empacar no meio da escada e sorrir abertamente, olhando-me com uma velocidade impressionante antes de descer correndo e gritar ao abraçar seu pai. Sorri, sentindo-me satisfeito.

Sua família estava toda ali, inclusive seu primo Pedro que ela tanto adorava e falava ao vento sobre.

No canto da sala, enquanto Eileen abraçava seus parentes eu o vi. Os cabelos antes descoloridos, pintados de preto brilhante. Respirei com dificuldade, caçando Jeongy com ferocidade até entalar o suspiro no peito, vendo-a nos braços de Park Jimin. Este mesmo que sorria doce para minha filha, enquanto Minseok parecia que iria explodir de felicidade ao ver a menininha no colo de seu pai. Eles estavam distantes de Yoongi, meu pai conversava com meus tios e Kim Namjoon, o amigo próximo ao meu primo estava ao seu lado, murmurando algo que ele parecia não prestar atenção.

— Amor? — Pisquei, engolindo seco ao ver Eileen me atirar um sorriso reconfortante. Ela o viu também, mas não estava com medo.

Então, resolvi deixa-lo para trás também.

Cumprimentei meus sogros, que aliás, conheci dias antes do casamento. Nunca achei que fosse transpirar frio, pois eu quase morri, literalmente falando. O pai e os tios de Eileen eram grandes, como jogadores de Hóquei, basquete e futebol americano são. Mas, são amorosos como a mulher, depois que você os convence de ser inofensivo e amar a mais nova.

João, o pai de Eileen estava feliz e emocionado em conhecer a neta. Maria Luiza, sua mãe, só faltou apertar Jeongy, o que nos fez rir alto com sua expressão completamente derretida pela menininha agora, nos braços da filha. Pedro e Taehyung conversavam animados, e só então, vi que o hyung havia chego com sua esposa, e Taehy noona que gesticulava fervorosamente para minha mãe.

A casa estava cheia e repleta de amor, eu via meu primo nos observar de longe. Os olhos opacos em Eileen e dela para Jeongy, me agoniava de segundo a segundo. Me via sendo segurado pelos ombros por meu sogro, ou Hoseok hyung que sussurrava estar tudo sob controle. Só respirei aliviado quando Eileen se sentou no sofá, Minseok logo ao seu lado direito, garantindo não arredar o pé dali por nada do mundo, me acomodei ao seu lado esquerdo segurando com todas as minhas forças a vontade de levantar e lavar roupa suja com Yoongi hyung.

Passado. Era passado. Repeti pra mim mesmo, respirando fundo e contando até dez.

— A J está abrindo os olhos papai! Olha! — Minseok chamou um pouco mais alto, e sorri, ele era tão cuidadoso com a bebe.

Meu coração acelerou, Jeongy sugava o leite do peito de sua mãe como se o mundo estivesse acabando e para a pequeninha deveria estar mesmo, já que ela ofegava e Eileen era toda sorrisos, soprando contra a mesma, murmurando que ela deveria ir devagar. Sorri abertamente, me sentindo um idiota como todos presentes naquela sala, espectadores do momento mais bonito entre Eileen e Jeongy. A pequena abriu e fechou as mãos sobre o indicador da mãe, e piscou. Jeongy piscou até finalmente abrir seus olhos, foi o momento de maior expectativa desde a sua chegada, pra mim. Meu coração batia forte e desenfreado, meus olhos marejavam e algumas lágrimas escaparam rapidamente.

Jeon Jeongy definitivamente, carregaria o universo em seu olhar. Meu coração em suas mãos e todo meu amor pela eternidade.

— Se ela crescer e ficar azul, não fique chateado. — Eileen sussurrou, brincalhona ao que levantava Jeongy para arrotar em seu ombro.

Revirei os olhos, fingindo sequer ter sentindo os olhos umedecerem.

— Se continuar esse par de poeira cósmica ou se transforma em duas nebulosas, não fique chateada. — Retruquei, beijando-lhe a bochecha ao vê-la corar sibilando um palavrão mudo, pra mim. Sorri, contente.

Nós ficamos pelo resto da noite ouvindo Minseok brincar sobre o piano de Eileen perto da arvore, até Jimin e ela o chamarem para dormir pois o Papai Noel lhe traria presentes, mas ele deveria dormir. Minseok sorriu, pulando do banquinho completamente animado para tal. Recebendo o leite com cookies que Eileen lhe ofereceu no maior agrado. Jeongy dormia um sono ferrado nos braços da minha sogra, não quisemos deixa-la em seu quarto, na verdade, eu não quis. Queria minhas duas preciosidades diante dos meus olhos, onde eu pudesse lhes alcançar a dois ou três passos.

— Você pega os presentes do Minseok? — Eileen me pediu, ao que pegava Jeongy de sua mãe, para que o menininho pudesse lhe beijar a mãozinha antes de subir para dormir.

Era uma cena digna de cartão postal. Eileen segurando Jeongy perto da arvore de Natal, baixo o suficiente para que Minseok segurasse a mãozinha da mesma, beijando-lhe com carinho.

Não evitei sorrir e caminhar até as duas, não restava mais nada pra mim. Acenei de volta para o menininho que agora subia as escadas de mãos dadas com o pai, pulando dois em dois degraus.

— EI, psiu. — Eileen me fitou, curiosa. – Santa, i’m in love.


Notas Finais


É isso, acabou.
Mas, as historias de Natal continuam! Se vocês querem se apaixonar pelo natal diversas e diversas vezes, eu os manterei aquecidos ☺

Aqui vai a mais nova, saiu do forno hoje mesmo! É com o Yoongi, deem muito amor a You Make it Feel Like Christmas

https://www.spiritfanfiction.com/historia/you-make-it-feel-like-christmas-18002112

E aqui, segue a minha playlist Full Holiday, onde vocês encontraram todas as musicas que me inspiram nessa maratona de coletâneas natalinas que ja estão entre nós e que irei postar até o dia 31 de dezembro.

Full Holiday Playlist:
https://open.spotify.com/playlist/7li5Sfxg159dUdlspOCqlF?si=QU70pgS2Tm61U9IKpqs5jg

E bom, foi isso amores, espero ve-los em You Make it Feel Like Christmas ou em qualquer outra historia de minha autoria que vos agrade, eu amo interagir com vocês e sim, esperem qualquer coisa de Santa, i'm in love 😉

Beijos doces de chocolate quente com muitos marshmallows! 😍😊💜

Xx Bia


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