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História Santa Lúcia - Jikook - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oie, pessoinhas! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Podem me chamar de Miah!

Vamos a alguns avisos antes de começar:

• fanfic com cenas para maiores de dezoito anos;

• essa fanfic não tem intenção nenhuma de ofender ou denegrir a imagem das pessoas que serão citadas;

• a fic terá uma pegada meio Vis a Vis, mas terá um enredo diferente;

• a personalidade dos personagens não condiz com a realidade;

• se tiver algum erro, me avisem;

• sempre colocarei quantas palavras terão no capítulo no começo da fic;

• a maioria dos capítulos serão narrados pelo Jimin, e tentarei contar a história de alguns personagens caso vocês quiserem;

• TALVEZ tenha lemon do nosso casal principal;

• irá ter estupro (só irei citar e não relatar, muito menos romantizar), violência, depressão, abuso psicológico e físico, manipulação por parte dos agressores, palavras de baixo calão, entre outras coisas, se não sentir confortável com isso, não leia;

• será "clichê";

• terá morte de pessoas importantes para a fanfic, pessoas que vocês vão ou não gostar, mas isso é inevitável;

• não vai ser uma fanfic melancólica, terá cenas de romance e um pouco de comédia;

• ela será Jikook, então se não gosta, não leia;

• em relação aos capítulos, não serão muitos – mas tentarei fazer capítulos grandes –, provavelmente a história ande mais rápido do que o esperado, então prestem a atenção nas datas no começo da fanfic.

🃏 comentem e favoritem, ajudem minha fanfic a crescer 🌌

Boa leitura 💕

Capítulo 1 - Lugar errado;


Fanfic / Fanfiction Santa Lúcia - Jikook - Capítulo 1 - Lugar errado;

Segunda-feira, dia 5 de julho, de 2027
BANCO CENTRAL DE EL SALVADOR
03h.:27min. PM

Medo! O sentimento mais traiçoeiro que existe, capaz de lhe deixar imóvel, cego, arrepiado da pior forma possível e com os batimentos cardíacos acelerados, dominando seu corpo dos pés a cabeça, deixando seus pensamentos turvos, fazendo com que você não seja capaz de pensar em algo para lhe manter segura ou ocupada.

Era exatamente assim que me encontrava, enquanto segurava aquela arma de porte pequeno rente ao corpo já caído de um dos seguranças do banco, sentindo meu rosto banhado em minhas próprias lágrimas, enquanto mantinha meus olhos abertos, fixos no líquido vermelho escuro manchando as mangas de minha blusa.

Eu queria correr, porém minhas pernas não se moviam! Eu queira gritar, porém a dor em minha garganta impedia-me de fazer tal ato! Eu queria poder ter atirado em um daqueles bandidos para poder salvar aquelas pessoas, mas eu não consegui, eu somente fiquei travado vendo os pisos e as paredes do local ganharem uma nova tonalidade. Mulheres, crianças, homens e idosos, todos estavam atirados no chão, alguns tentando proteger a si e o seu familiar e outros, infelizmente, sem vida!

Tudo havia acontecido tão rápido, uma hora eu estava entrando no banco como um dia qualquer, e na outra, encontrava-me caído no chão ao lado do corpo sem vida de um segurança segurando uma arma em minhas mãos ensanguentadas do sangue do mesmo. Arma essa que havia sido colocada em minhas mãos por um dos bandidos, agora contento somente minhas digitais e o sangue do segurança, já que o bandido estava usando luvas e eu não poderia o reconhecer, pois, além de ter minha visão embaçada o mesmo estava usando uma máscara preta, deixando aparente somente seus olhos azuis.

Aquele momento podia ser comparado facilmente a um verdadeiro filme de terror, aonde quatro bandidos entram em um banco na intenção de roubar e matar todos pelo redor, deixando algumas pessoas vivas somente para se lembrarem dos momentos de pânico que viveram. As pessoas são realmente cruéis quando querem!

— Achamos um! - essas foram as últimas palavras que ouvi antes de desmaiar, entregando-me totalmente a escuridão com breves flashes do acontecimento.

Conseguia sentir meu corpo balançando de um lado para o outro, enquanto o som dos meus batimentos cardíacos e das vozes desconhecidas por mim, ecoavam em minha cabeça, deixando-me nervoso por não saber para onde estavam me levando.

Tentei mexer minhas mãos para tampar a luz forte que vinha direto para meus olhos, mas ao tentar mexer a mesma fui impedido por algo preso em meus pulsos. Tentei diversas vezes soltar a mesma daquela coisa, mas foram tentativas falhas, quanto mais eu tentava, mais meus pulsos doíam!

Ao finalmente acostumar-me com a claridade, abri rapidamente meus olhos, tomando um leve susto ao ver dois homens sentados ao meu lado conversando distraidamente.

Um deles carregava uma arma pequena presa no cinto em sua cintura e estava com roupas e equipamentos típicos de policiais, já o outro homem estava com uma blusa azul, que em um dos bolsos perto de seu peito tinha um desenho pequeno de uma cruz vermelha e seu nome, Ross, escrito no crachá pequeno e dourado ao lado da cruz, sua calça era preta e em seu cinto havia alguns equipamentos, que não conseguia identificar, e uma arma pequena de choque pendurados no mesmo.

Olhei brevemente para cada canto daquele cubículo e para o meu corpo, tirando a conclusão de que estávamos em uma ambulância e que, o que me impedia de mover meus pulsos e pés, eram algemas, essas que estavam presas também na maca aonde estava deitado.

— O que está acontecendo? - perguntei-me em tom alto, ganhando a atenção dos dois homens ao meu lado, que me olharam atentamente, deixando-me nervoso pela feição raivosa que o policial olhou-me.

— Fique calado! Somente faça perguntas quando chegarmos no presídio aonde você ficará, até lá, não fale absolutamente nada, isso poderá ser usado contra você no tribunal! - o tom de voz raivoso que saía de sua boca era notável para qualquer pessoa que quisesse o escutar. Aquelas palavras haviam me deixado com mais medo do que poderia acontecer-me daqui em diante.

Várias perguntas começavam a ser formadas em minha cabeça. Perguntas essas que tinham uma única resposta: "Eu sou inocente!"

Porém, mesmo dizendo aquilo para qualquer pessoa, seria difícil comprovar minha inocência, já que uma das armas do crime estavam em minhas mãos, contento apenas minhas digitais e o sangue do segurança, que fora morto com uma das balas da arma, fazendo assim minhas chances de sair dessa fria irem por água abaixo.

Mesmo havendo câmeras pelo local, não serviriam de nada, no local aonde havia ficado não continha nenhuma câmera, e poderia ser facilmente comparado ao famoso "cavalo de Tróia", pois minutos depois de ter entrado no banco um homem encapuzado havia esbarrado em mim, deixando um papel amassado cair de sua mão, antes de começar todo o tiroteio.

Eles não poderiam incriminar-me por uma simples digital, não é?

El Salvador, não é um país bonito quando você o conhece realmente, há vários locais que não devem ser citados, muito menos, pensados. Uma delas é o presídio de segurança máxima, Santa Lúcia, ou mais conhecido como, a casa do demônio!

Várias mortes já foram relatadas dentro do presídio. Policiais, enfermeiros e detentos já foram achados em diversos locais do mesmo, cada um com uma morte diferente, uma pior que a outra!

O apelido de "a casa do demônio" foi dada pelo simples motivo de que por de trás daqueles muros cinzas e sem vida, abrigavam diversos detentos homens com as piores fichas criminais, sendo ela extensa ou não. E com piores, reviro-me, aos crimes hediondos comedidos por cada um, de roubos de bancos a tráfico humano.

Os polícias também não são bonzinhos como dizem. Diversos relatos de abusos e de extorsão já foram confirmados por diversos detentos em uma reportagem há um ano atrás, que hoje encontram-se mortos ou conseguiram "escapar" em uma das diversas fugas fracassadas dos presidiários, porém nunca mais foram vistos. Por isso a frase: "O único jeito de sair de, Santa Lúcia, é morrendo!"

Rezava em silêncio, pedindo para que não me levassem para aquele inferno. Não teria psicológico o suficiente para aguentar o que acontece naquele local!

— Chegamos!

Saio de meus pensamentos ao escutar a voz do policial e sentir aquelas algemas saírem de meus pulsos e pés, causando-me uma sensação breve de liberdade. Mas ao sentar-me na maca, na intenção de alongar minha pernas e braços, tenho o último citado puxados de forma bruta para trás, e novamente as algemas estavam alí!

Sem ao menos poder protestar, sou puxado para fora da ambulância brutalmente, fazendo-me tropeçar em meus próprios pés, mas por sorte não fui direto para o chão.

— Bem vindo a sua nova casa até o julgamento!

Travo no lugar olhando fixamente para o prédio de cor cinza cheio de grades e cercas, sentindo meu coração acelerar a cada passo que o policial obrigava-me a dar em direção ao presídio. Levando-me até uma sala pequena com algumas gavetas espalhadas pela parede atrás do balcão metálico, aonde tinha um homem com um macacão laranja mexendo distraidamente no computador em sua frente, não notando nossa presença de imediato.

— Kim Namjoon! - grita chamando a atenção do homem em nossa frente, tirando as algemas de meu pulso em seguida.

— Carne nova no pedaço! - o tom engraçado que o ruivo havia usado, fez com que o medo que estava começando a sentir do mesmo amenizasse um pouco, mas ainda continuava o temendo, como qualquer outro nesse presídio. — Eu preciso que você coloque todos os seus pertences nessa gaveta e assine o seu nome nessa fita, por favor! - sorri colocando a fita e uma caneta em minhas mãos, colocando uma gaveta metálica do outro lado do balcão.

Após fazer o que haviam me mandado, entrei em outra sala, aonde tive que tirar minhas roupas e ser revistado por uma mulher de estatura alta, que ao acabar entregou-me aquele mesmo macacão que o tal, Namjoon, estava usando, com uma blusa branca, além de algumas roupas de cama, sapato, cuecas e um quite de higiene, mandando-me embora logo depois.

Sabia cada passo que daria deste quando acordei na ambulância, pois há três anos havia sido pego em uma tentativa de roubo em uma farmácia. Passei quase seis meses preso no presídio central de Seul, mas ao sair, mudei radicalmente de vida e nunca mais entrei nesse mundo do crime.

— Ande mais rápido, novato! - diz sem ao menos olhar para mim, rodando um amontoado de chaves em um de seus dedos, mantendo sua atenção na prancheta em suas mãos, parando na frente de uma das diversas celas, não se importando com a falação que estava pelo local.

— Senhor Lee, quem é o novato?

Viro-me em direção a voz, vendo um homem de cabelos roxos, alto e ombros largos, olhando-me fixamente, desviando seu olhar para o policial em minha frente segundos depois.

— Não é dá sua conta, Kim Seokjin! - responde grosseiramente, recebendo uma gargalhada estranha em troca. — Entre logo, não tenho todo o tempo do mundo para ficar olhando para você! Pesa para seus novos amigos, deixarem você a par de tudo que terá que fazer para sobreviver aqui. - sai após fechar a cela, deixando-me no meio de dois homens desconhecidos, sem saber o que fazer ou falar.

— Fique com a cama de baixo! - levanta-se da cama que estava sentado, sentando-se ao lado do outro homem de cabelos pretos que parecia estar dormindo.

Coloco as coisas que estavam em meus braços encima da cama, começando a arrumar a mesma do jeito que havia aprendido, colocando o que havia sobrado em baixo da mesma, sentando-me logo depois.

— Meu nome é Kim Seokjin, mas isso você já sabe, então pode me chamar de Jin! Aquele é o Cai Xukun, mas pode chamar ele de Xuxu. Qual é o seu nome, querido? - pergunta deitando-se ao lado de Xukun, passando seus olhos lentamente por meu corpo.

— É, Park Jimin! - digo brevemente, escorando minha cabeça na grade de cimento que ligava as camas.

— Então, Jimin, irei lhe explicar como são as coisas aqui em, Santa Lúcia. - levanta-se da cama de Xukun, começando a mexer na cama de cima pegando um caderno pequeno abrindo o mesmo em uma página qualquer. — Essas três pirâmides representam cada posição e poder das pessoas aqui dentro.

Olho atentamente para os desenhos malfeitos com algumas anotações ao lado de cada um, às quais não dei muita importância, e logo voltei a olhar para o homem em meu lado, que mexia constantemente em uma mecha de seu cabelo, mordendo o lábio inferior constantemente. Eu até perguntaria se ele está passando mal, mas antes mesmo de consegui perguntá-lo, o mesmo apenas recolheu o caderno e começou a falar sobre cada pirâmide.

— A última - aponta para o final da folha, mostrando-me novamente a pirâmide. — é a qual você está incluído! Os novatos; os que comentaram crimes hediondos, como estupro; os seguranças; e os que dizem ser inocentes, são os mais desvalorizados aqui dentro, eles são obrigados a fazerem o que os que estão na segunda e, principalmente, na primeira mandam. E não adianta falar com a diretora do presídio, ela é a responsável por metade dos assassinatos, então eu recomendo que faça tudo certo e sem reclamar!

Sinto um incomodo em minha garganta, ao escutar com atenção cada explicação de Jin, apertando minhas mãos ao constatar que iria morrer se não saísse desse inferno rápido. Mas a questão é: Por que eu estou aqui?

O policial havia me incriminado sem provas e sem analisar os fatos do que realmente havia acontecido em cada momento de terror naquele banco, aquele homem havia simplesmente levado-me para o pior presídio de El Salvador, em um estalar de dedos!

— A do meio, é a qual eu estou incluído! - dá um sorriso estranho, olhando-me fixamente por breves segundos. — Polícias; detentos com crimes de alta classe, tipo... - dá uma pausa como se estivesse pensando no que iria falar, batendo com seu dedo indicador em sua testa. — tipo chefes de gangues e assassinos experientes; e a diretora do presídio, Rossana Rens. Seguimos ordens somente de quem está no topo da primeira pirâmide!

Enxuguei minha testa ao ouvir sua explicação, desviando meus olhos para as grades metálicas da cela. Fico me perguntando quantas atrocidades já aconteceram aqui sem ser informadas, já que quem ficava responsável por dar as notícias era a diretora do presídio, a qual acabei de descobrir ser pior do que imaginei.

Nunca confiei nessa mulher, desde do dia que a vi dando uma entrevista para o jornal local, explicando o que "realmente" havia acontecido com os corpos carbonizados encontrados por um dos lixeiros da cidade, em uma das lixeiras do presídio — cinco presidiários — dentro de vários sacos pretos.

A desculpa usada pela mesma, de que as mortes haviam sido causadas por causa de uma briga boba entre os detentos e que já havia resolvido todo o problema, nunca desceu-me! E agora percebo que estava certo em desconfiar da senhora aparentemente boazinha e simpática, que teve o desprazer de cuidar de uma das piores prisões do mundo.

— Chamamos essa de "reinado do diabo"! Depois eu lhe explico o porquê desse nome. - dá uma risada baixa, desenhando um leão pequeno no final da folha. — Na base temos o senhor Lee, aquele homem que lhe trouxe aqui, o nome dele é Chung Lee, não fale isso em voz alta! - sussurra passando um de seus braços por meus ombros, tocando brevemente em meu queixo. — No meio, como você quiser chamar isso - aponta para o desenho. —, temos o nosso querido subchefe do presídio, Roberto Clover, ele manda em quase todos aqui dentro. O senhor Clover não é de mandar matar ninguém, somente faça tudo o que ele mandar, mesmo que isso tire sua própria vida, e você continuará intacto, mas não o irrite, ele pode virar o próprio Satã! - bate em minhas costas, curvando seu corpo levemente para a frente enquanto soltava uma gargalhada estranha.

Reviro meus olhos, desviando-os para o homem deitado na cama ao lado, rindo das palavras de baixo calão que havia usado para pedir que Seokjin parasse de rir, deixando-me um pouco confuso, pois acreditava que o mesmo estava dormindo pesadamente no colchão duro da cama de cimento.

Mas logo afastei esses pensamentos ao escutar um bufar do homem sentado do meu lado, voltando minha atenção para o mesmo, esperando para que ele continuasse com as explicações.

— Continuando! - ajeita seus cabelos passando seu dedo indicador na folha, fazendo alguns desenhos imaginários na mesma. — No topo temos Jeon Jeongguk! - engole em seco, mordendo a ponta do dedo que estava passando sobre a folha. — A única coisa que deve saber dele, é que ele é o único presidiário que manda em todos aqui dentro e lá fora. Se você quer sobreviver aqui dentro, não fique perto dele, não diga o nome dele, não confronte ele, não respire ao lado dele, não encoste nele, e em hipótese alguma, não olhe para ele! Entendeu? - aberta minhas mãos olhando-me fixamente, negando ao ver-me afirmar rapidamente sobre seu questionamento. — Eu espero que você tenha realmente entendido, Jimin, as coisas que Jeon pode fazer com você são surreais! Finja que ele não existe, mas se ele falar com você não o responda e não olhe para ele, fique quieto e espere ele dizer se você pode ou não falar.

— Você vai acabar assustando o garoto desse jeito, Jin!

Viro-me em direção a voz, vendo um homem de cabelos grisalhos, vestido em um terno cinza e com um sorriso estranho emoldurando seus lábios, encostado nas barras de ferro da cela com uma maçã verde pela metade em uma de suas mãos.

Senti um breve arrepio passar por meu corpo ao ser o alvo de seus olhares indecifráveis, passando uma imagem nítida do perigo e raiva!

— Jimin, esse é o Roberto Clover, o subchefe do presídio, e senhor Clover esse é o novato, Park Jimin! - sorri sem ao menos olhar para o senhor encostado nas grades, escondendo rapidamente seu caderno atrás de si.

— Prazer em lhe conhecer, Park! Espero que não arranje nenhuma briga por aqui, poupe seu lindo rosto das mãos imundas desses vermes.

Ignoro o tom malicioso usado pelo mesmo, o respondendo de forma rápida, sentindo meu braço arder pelo beliscão dado por Seokjin, recebendo um olhar nervoso e melancólico ao fixar meu olhar na face pálida do de cabelos roxos. Questionando internamente o porquê de tal ação repentina e estranha do homem!

Antes de Roberto ir embora de nossa cela, percebo silenciosamente que algo tenebroso rondava aquele homem. Além de Xukun ter encolhido-se ainda mais em sua cama ao escutar a voz do senhor Clover, como se estivesse com medo de algo, Seokjin demonstrou ser outra pessoa na presença de Roberto; medo, angústia, nervosismo e raiva, predominavam em seus olhos, que mesmo mantendo-os fixos em suas mãos, a rigidez em seu corpo já dizia muitas coisas!

Não fique sozinho com ele! - diz de forma baixa, guardando seu caderno em baixo de seu travesseiro. — Irei lhe dizer os horários, por favor, não esqueça. - senta-se na cama de Xukun, recebendo um chute do mesmo em um de seus braços. — O café da manhã começa às seis da manhã e termina às sete e quinze; o almoço começa às uma hora da tarde e termina duas horas; nosso precioso banho de sol começa às quatro e termina às quatro e quarenta e cinco, antigamente era mais tempo, mas depois de algumas tentativas de fugas eles tiverem que modificar o horário - sorri encostando sua cabeça na grade da cama, continuando sua fala logo depois. —; quando voltamos para dentro do presídio vamos para o café da tarde que dura até às cinco e dez por aí; o banho é às sete da noite; o jantar costuma começar lá para às oito e dez ou oito e vinte, e vai até a hora de recolher, que é às nove da noite!

Tentei guardar o máximo que consegui, já que foram tantas informações jogadas em minha cara de uma vez só, e me levantei junto com Seokjin e Xukun, ficando impressionado com a beleza do homem ao lado de Seokjin. Pergunto-me se todos os homens desse presídio são bonitos como os que conheci na minha breve caminhada pelo presídio.

— Prontas para a hora de beleza, garotas? - reviro meus olhos discretamente, seguindo Seokjin e Xukun, após a cela ser aberta. — Você deve ser o Park Jimin, não é? - sorrio minimamente em direção ao policial, acenando com a cabeça em afirmação. — Eu sou o Lee Jinhyuk! - estende sua mão, dando um sorriso fofo enquanto balançava nossas mãos juntas.

— Jinhyuk, já explicamos para você que não se deve conversar com esses ratos, quer ser demitido no seu segundo dia de trabalho já?

Olho para a pessoa que havia dito aquilo, vendo um homem alto, negro, com os cabelos castanho claro lisos na altura de seus ombros, com uniforme da polícia, parado há alguns metros de onde Jinhyuk e eu estávamos. Olhando fixamente para o homem ao meu lado, lançando um olhar raivoso em minha direção, fazendo com que um arrepio passasse por meu corpo.

Antes de Jinhyuk sair correndo em direção ao outro policial, o de cabelos loiros curvo-se para mim três vezes, dizendo em um tom baixo que havia sido um prazer me conhecer, sem malícia em seu tom.

E quando o mesmo já estava longe, fui puxado fortemente pelo meu braço por outro policial, sendo levado em direção a uma porta de metal um pouco enferrujada, aonde tinha alguns detentos parados em frente a porta. Soltando meu braço enquanto gritava para que todos fizessem uma fila única e que ficassem virados para a parede até dar a ordem para que todos saíssem.

Virei minha cabeça discretamente em direção a porta, vendo aquele mesmo policial que havia pegado em meu braço conversando com um dos detentos no começo da fila, passando um envelope marrom para o mesmo, não se importando se alguém veria ou não o que o mesmo estava fazendo. Mas não tiver tempo de ver o conteúdo que estava dentro do envelope, já que minha atenção voltou-se para a parede no exato momento que um som irritante ecoou pelo local.

— Podem sair! - abre a porta depois de alguns minutos, encostando-se no corrimão.

Ao descer a pequena rampa que havia alí, fiquei parado perto de uma das lixeiras, olhando fixamente para os muros grandes do presídio, sentindo minha pele queimar por causa do sol e por causa dos olhares que estava recebendo de outros presidiários.

Fiquei parado alí até, Seokjin, vir em minha direção, puxando-me para um grupinho de quatro homens sentados na primeira fileira dos bancos de cimentos, conversando distraidamente sobre algo que eu não fazia ideia. Dois deles eu já conhecia, Kim Namjoon, o ruivo da sala que havia sido levado quando cheguei ao presídio, e Cai Xukun, o meu "colega" de cela junto de Jin.

— Queridos, esse é o novato e meu mais novo amigo, Park Jimin! - aponta para mim, dando um sorriso radiante, sentando-se ao lado de Namjoon ao terminar de apresentar cada um.

A conversa entre eles estava animada, e mesmo sem saber o que era o assunto, ria das risadas estranhas de cada um, divertindo-me um pouco naquele lugar medonho!

Luhan — o mais quieto do grupo —, começou a falar sobre o tal Jeon, referindo-se a ele como "Jota", dizendo que ele e outros três detentos, estavam na solitária por causa da briga que havia acontecido na cela deles, mas somente Jeon havia permanecido na solitária. Terminando sua explicação pelo sumiço de Jeon, falando que o mesmo estava usufruindo do bom e do melhor na solitária.

Depois de um silêncio constrangedor, Mickey — o estranho do grupo, depois de Seokjin —, começou a fazer-me diversas perguntas estranhas, o que estava a deixar-me com medo do que o homem ao meu lado iria fazer comigo, mas sempre o respondia com educação.

— Você é bonito, Jimin! Qual é o seu tipo sanguíneo? - tomba seu corpo para frente, apoiando seus braços em suas pernas, olhando-me fixamente esperando por minha resposta.

— Por que você quer saber disso? - questiono desviando meu olhar para os policiais, vendo Jinhyuk no meio deles.

— Eu sou um dos detentos voluntários na enfermaria, além de ser amigo do Freddy, e se caso você precisar de uma transfusão de sangue, eu posso facilitar para você! - explica com um sorriso pequeno, lambendo os lábios em seguida.

Não o respondi apenas desviei minha atenção para o muro, percebendo uma rachadura grande na divisão do muro, aonde alguém com uma estrutura baixa e muito magro poderia passar facilmente!

A conversa continuou mudando de minuto em minuto, voltando a me perguntarem se meu cabelo era natural ou aplique, já que ele batia no meio de minhas costas. Quando respondi que era natural, Mickey perguntou se eu venderia uma mecha do meu cabelo para o Hynji — o cabeleireiro oficial de Santa Lúcia —, afirmando que vários clientes do mesmo iriam pagar muito bem só para ter alguns fios loiros na cabeça.

No começo achei estranho a explicação de Xukun sobre a distribuição de dinheiro no presídio. Mas depois de me explicarem mais uma vez que quem realizava os serviços que lhe eram direcionados por nosso superior, recebíamos uma recompensa muito boa, podendo escolher entre dinheiro, sexo ou drogas!

— Hora do lanchinho da tarde, meninos! - levanta-se batendo levemente em seu macacão, tirando o pouco de pó que havia no mesmo.

Depois da fala de Luhan, o mesmo som de antes ecoou pelo pátio, e logo em seguida um amontoado de pessoas com macacões laranjas aglomerou-se em frente a porta que havíamos saído antes. E depois da permissão de um dos policiais começamos a entrar novamente no presídio, sendo guiados até um tipo de refeitório aonde havia várias mesas brancas com um banco em cada lado da mesma, tendo no final da sala uma espécie de balcão, aonde três detentos estavam dando alguns biscoitos e um copo de leite para os que estavam na fila, e, provavelmente, atrás da porta perto do basculante ficava a cozinha.

— Com licença! - chamo a atenção do policial que estava escorado no batente de uma da portas por onde havia entrado, recebendo um olhar raivoso do mesmo.

— Diga!

Não me importei com o tom usado pelo mesmo, perguntando se poderia voltar para minha, recebendo apenas um balançar de cabeça lento em afirmação.

Mesmo não sabendo por onde deveria seguir para chegar a cela em que estava, já que aquela parte do presídio eu ainda não havia conhecido, comecei a andar lentamente olhando para todos os lados, vendo somente grades e paredes cinzas. Mas logo meu olhar se fixou no homem sorridente que vinha em minha direção, fazendo-me dar um sorriso pequeno por sua estranha animação.

— Olá, Park Jimin! - sorri curvando-se rapidamente em minha frente.

— Olá, Lee Jinhyuk! - repito seu movimento de forma engraçada, rindo de feição emburrada do homem ao voltar a olhar para o mesmo. — Está feliz assim por quê? - questiono abrindo mais um sorriso ao receber um abraço apertado de Jinhyuk, estranhando um pouco seu comportamento.

— Eu vou ser papai novamente! - da alguns pulinhos andando em minha frente, ficando parado logo depois. — Meu Deus, mais uma criança!

Riu de seu desespero repentino, empurrando o homem levemente para frente, fazendo com Jinhyuk voltasse ao mundo real. Não me importando com a careta fofa que recebi por ter feito-o quase cair no chão, voltei a andar em direção ao que pensei ser o local em que poderia levar-me para minha cela, rindo de minha própria burrice ao saber que alí ficava a escada que me levaria para a diretora do presídio, a qual fazia questão de nunca entrar!

Jinhyuk, acabou oferecendo-me ajuda para achar meu novo "quartinho", depois de uma longa sessão de piadas exageradas feitas pelo mesmo quando eu acabava errando o caminho, não era minha culpa se o presídio era grande e que ninguém vez questão de apresentar cada parte do mesmo para o novato.

No caminho ficamos conversando sobre algumas coisas, entre elas acabei conhecendo um pouco mais do policial também novato de Santa Lúcia, tendo a visão perfeita do cordão com um pingente médio de um coração em seu pescoço, achando linda a história por de trás daquele simples cordão.

Dentro do pingente havia duas fotos, do lado esquerdo havia a foto de uma mulher morena, com um sorriso radiante nos lábios e seus cabelos castanhos escuros estavam presos em um rabo de cavalo, era uma mulher de fato muito bonita. Na outra metade do coração havia a foto de uma menina de aproximadamente três anos também morena, com seu polegar sendo mordido, e seus cabelos loiros desajeitados davam um ar ainda mais fofo a criança. Eram sua mulher, Lee Yonna, e sua filha, Lee Sook!

A cada explicação de Jinhyuk em relação a sua família, era perceptível o amor que sentia por ambas, e por seu futuro filho. Que mesmo ainda dentro da barriga de sua mãe, era possível perceber que seria amado e muito mimado por seu pai!

E com isso minha confiança em Jinhyuk cresceu ainda mais, desde que conversei com o mesmo percebi que ele era diferente dos policiais que tive o desprazer de conhecer aqui. Até mesmo esqueci a piadinha infame que havia feito quando foi na cela aonde estou, depois de lhe dar um belo soco no braço.

Ao finalmente chegar em minha cela, despedir-me de Jinhyuk com um rápido abraço, e logo deitei-me no colchão duro, passando meus dedos na parede lisa para passar meu tempo, ficando um pouco mais calmo por causa do silêncio que estava pelo local, que logo fora substituído pelo grito que saiu de minha boca.

Coloco minha mão em cima de meu peito esquerdo, virando-me rapidamente em direção ao som da risada estranha, vendo um Seokjin risonho ajoelhado perto de minha cama, com uma de suas mãos em cima de sua barriga e a outra tampando sua boca.

Olhei em volta para ver se alguém havia visto o que aconteceu, jogando minha cabeça no travesseiro envergonhado ao ver Mickey e Namjoon, parados perto das grades rindo de minha cara.

— A sua cara foi hilária, fofinho! - diz ao parar de rir, levantando-se do chão em seguida.

Reviro meus olhos, sentando-me na cama de forma lenta e desinteressada coçando minha nuca pelo constrangimento que ainda estava sentindo, vendo Namjoon se sentar ao meu lado sendo seguido por Mickey, que se sentou na cama de Xukun sendo acompanhado por Seokjin. E alí começou um diálogo sobre acasalamento animal, fazendo-me rir pelas explicações sem pé nem cabeça de Namjoon, quando Xukun — que chegou minutos depois— perguntou sobre as girafas, falando que seria estranho ver essas cenas, coisa que eu tive que concordar!

O clima não estava tão pesado como antes, e de certa forma aquilo estava deixando-me um pouco mais relaxado na questão de ficar preso ao lado desses caras até o julgamento, como o tal senhor Lee havia falado. Terei que me acostumar com eles daqui em diante!


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado 😊
Comentem o que acharam, e se tiver algum erro me avisem, por favor 💕

Até o próximo capítulo 🌌


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